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    • Macmac
    • 25 março 2016 editado

     # 401

    Boa tarde.
    Gostaria de partilhar convosco a minha história. Há quase dois anos adquirimos um velho chalet na Parede. Antes e depois da compra fomos informalmente e amavelmente recebidos na Câmara: nenhum problema em recuperar a casa e até poderíamos fazer um acrescento. Tudo como mandam as regras, projeto e pedido de licença. O processo foi expedito mas...indeferido. A casa está lá vai para 100 anos mas "estrangula" a rua. Ou seja, querem que seja demolida. É assim, vai mais um bocado da história da época do veraneio da linha para o caixote do lixo.
    Concordam com este comentário: arquitecturagaia
  1.  # 402

    Antes da compra, as informalidades e as "amabilidades" infelizmente, e se não houver nada escrito que comprove alguma coisa, valem ...zero. Se calhar se fosse hoje nem tinham avançado era com essa compra...




    Colocado por: MacmacBoa tarde.
    Gostaria de partilhar convosco a minha história. Há quase dois anos adquirimos um velho chalet na Parede. Antes e depois da compra fomos informalmente e amavelmente recebidos na Câmara: nenhum problema em recuperar a casa e até poderíamos fazer um acrescento. Tudo como mandam as regras, projeto e pedido de licença. O processo foi expedito mas...indeferido. A casa está lá vai para 100 anos mas "estrangula" a rua. Ou seja, querem que seja demolida. É assim, vai mais um bocado da história da época do veraneio da linha para o caixote do lixo.
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    • Macmac
    • 25 março 2016 editado

     # 403

    É isso mesmo. Ainda por cima estamos numa teia: não deixam recuperar e, como é no centro, não deixam demolir. E a construir será daquelas casas incaracterísticas a imitar o antigo.
  2.  # 404

    Então e uma reconstrução minimalista, aproveitando a nova lei de (dec lei de de 2014) reabilitação urbana ( que isenta de cumprir parcialmente o RGEU para construções mais antigas) ? pelo menos punha o imóvel habitável e(ou) arrendável...



    Colocado por: MacmacÉ isso mesmo. Ainda por cima estamos numa teia: não deixam recuperar e, como é no centro, não deixam demolir. E a construir será daquelas casas incaracterísticas a imitar o antigo.
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  3.  # 405

    É arriscado: é necessário fazer uma escada interior e demolir a exterior. Eles podem considerar isso como uma mudança estrutural e exigir licença. E, nesse caso, voltamos aos indeferimentos.
  4.  # 406

    Na nova lei de reabilitação urbana também estão comtempladas ampliações e operações quejandas, pelo que essa escada nem teria provavelmente de cumprir com as medidas mínimas do RGEU. Se pedir a licença ao abrigo da nova lei, eles também não
    podem indeferir porque lhes apetece, têm de fundamentar o indeferimento, e um projecto de reabilitação bem feito por técnicos experientes não lhes daria por onde pegar para indeferirem...

    Colocado por: MacmacÉ arriscado: é necessário fazer uma escada interior e demolir a exterior. Eles podem considerar isso como uma mudança estrutural e exigir licença. E, nesse caso, voltamos aos indeferimentos.
    Concordam com este comentário: CMartin
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  5.  # 407

    Olà Macmac,
    Não estou a perceber bem a questão, não deixam demolir, isso parece-me bem, ou não?
    Não deixam recuperar.? Ou seja, serà que não deixam fazer alterações à edificação, e daí a sua dificuldade?
    Mas, suponho, deixam restaurar?

    Ainda assim , imagino que permitam também reabilitar - tornar habitável aos padrões de conforto actuais?

    O que pretende Macmac fazer em concreto e que foi indeferido?

    É que tinha começado por dizer isto ..
    Ou seja, querem que seja demolida. É assim, vai mais um bocado da história da época do veraneio da linha para o caixote do lixo.


    O que pode levar a uma incorrecta interpretação da sua questão.

    Cumprimentos.
  6.  # 408

    Olá cmartin e obrigado pelo comentário. O nosso projecto era preservar as fachadas mas alterar o interior (a casa estava dividida em 3 fracções e, por exemplo, havia duas cozinhas). A questão é que a casa não está no alinhamento da rua. Nos centros históricos é proibido (e bem) demolir o que torna bizarro.
  7.  # 409

    Continuando: eles vão falando por vezes sem nunca serem 100% claros. Certas coisas os amadores como nós precisaríamos de ajuda da câmara mas mais parecem adversários. Eles querem alinhar a rua e, excepcionalmente, fazem uma permuta e deixam demolir.
    Num contexto de abdicarmos da ampliação (que foi o álibi para indeferir) eles ameaçam fazer exigências de tal ordem que, financeiramente, fiquem mais barato construir de novo...
    Porém, nunca falam das vantagens fiscais da reabilitação ou do custo dá demolição.
  8.  # 410

    Isto é a Câmara de Cascais ? Departmento de Urbanismo?
  9.  # 411

    De qualquer forma, penso que não vai conseguir resolver a questão indo por aí..
    Hà quanto tempo està a tentar resolver ?
    Concordam com este comentário: Macmac
    • AnaT
    • 27 março 2016

     # 412

    Este caso do/a MacMac é mais um dos surrealismos da nacional-burocracia ou lá o que queiram chamar-lhe.

    Reabilitar não pode porque está em centro histórico.
    Demolir também não pode porque está em centro histórico.
    Pode cair de maduro que assim já não destoa do resto do centro histórico.
  10.  # 413

    O que me chamou particularmente a atençao foi isto AnaT
    Num contexto de abdicarmos da ampliação (que foi o álibi para indeferir) eles ameaçam fazer exigências de tal ordem que, financeiramente, fiquem mais barato construir de novo...

    Parece-me que jà hà um caminho traçado..
    • AnaT
    • 27 março 2016

     # 414

    Pois é CMartin.
    Mas não se interroga porquê?
    Como conseguem legitimar uma situação destas?
    Concordam com este comentário: CMartin
  11.  # 415

    Depende do que quer Mecmec, AnaT. Pode haver forma de evitar.
  12.  # 416

    Colocado por: MacmacBoa tarde.
    Gostaria de partilhar convosco a minha história. Há quase dois anos adquirimos um velho chalet na Parede. Antes e depois da compra fomos informalmente e amavelmente recebidos na Câmara: nenhum problema em recuperar a casa e até poderíamos fazer um acrescento. Tudo como mandam as regras, projeto e pedido de licença. O processo foi expedito mas...indeferido. A casa está lá vai para 100 anos mas "estrangula" a rua. Ou seja, querem que seja demolida. É assim, vai mais um bocado da história da época do veraneio da linha para o caixote do lixo.
    Concordam com este comentário:arquitecturagaia

    Conheço perfeitamente o imóvel em questão, é uma pena pois é esta e muitas outras que já foram abaixo é que caracterizavam esta vila.
    • Macmac
    • 27 março 2016 editado

     # 417

    Eu só quero uma casa para viver e que seja segura, confortável e funcional. Para uma família, mesmo pequena, uma cozinha de 5 m2 não é muito pratica.
    A câmara entende (e é legítimo) que o mais importante é a largura da rua. Avançar contra a vontade da câmara é, no entanto, demasiado incerto para mim.
    Concordam com este comentário: CMartin
  13.  # 418

    Olà Macmac, Na minha opinião, só se consegue avançar contra a vontade da Câmara se ela deixar.
    Teria algumas sugestões a dar-lhe se quisesse; para pelo menos tentar saber quais as possibilidades e se poderia ter alguma expectativa diferente daquela que, aparentemente, se apresenta. Se tiver interesse neste chalet e se se quiser dar a algum trabalhito, nada que ponha a Câmara contra si, apenas legitimamente levantar a questão. Por escrito.

    O que lhe assegura a Câmara em troca de ter que deitar abaixo a casa? Poder construir a tal casa a imitar o antigo, o que significa isto concretamente?

    O que tem mais interesse para si? O que prefere que aconteça e que seja melhor a seu ver para si?
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Macmac
  14.  # 419

    Apenas por curiosidade : quando decidimos pela compra desta nossa casa velha em Manique, ouvimos falar numas obras de "melhoramentos" dos acessos..O que me levou a ir consultar o PDM e quais os planos futuros para a zona em questão (não fosse o diabo tecê-las e ter na manga alguma surpresa desagradàvel para a casa que tencionàvamos comprar). Passei uma manhã com um arquitecto do departamento de urbanismo, tive acesso a todas as informações e até me tiraram fotocópias do que mais interessava.
    Sinceramente, posso dizer que foi uma experiência bastante positiva.
  15.  # 420

    Efectivamente nada tenho a dizer das pessoas da Câmara; nas reuniões prévias com a arquitecta da cmc foi cooperativa e prestável (foi a minha mulher que lá esteve). Só lamento que ao não ter alertado que pudesse haver algum problema ( ela achava que não haveria problemas) tivesse criado expectativas totalmente erradas. A nossa ideia foi sempre de recuperar a casa pois doutra forma compraríamos um terreno livre e construiríamos uma casa contemporânea.
    Tem toda a razão quando diz que não se pode ir contra a vontade da Câmara pois eles têm a faca e o queijo.
    Quanto ao que é melhor, isso também depende das nossas possibilidades financeiras e nós vivemos do nosso trabalho. O negócio que a cmc propõe até pode ser vantajoso para nós mas a Parede perde mais um chalét (é modesto mas é assim que vem inscrito na certidão é que os donos chamaram-na em 1920).
    Quanto a construir em estilo a imitar o antigo é uma suposição minha porque dificilmente aceitam um casa moderna naquela zona.
 
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