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  1.  # 1

    Colocado por: Jorge_Gonçalves
    Que a previsão saiu furada isso é certo, mas outra coisa importante a saber é o que significa concretamente rebentar a bolha? É os preços estagnarem? É baixarem 5% face ao ano anterior? 10%? Mais de 10%? Baixarem para valores de 2020? Anteriores a 2018?

    Isto é que eu gostava de saber! :)
    Concordam com este comentário:Cláudia11


    Creio que a aposta era baixar para valores de 2020, que nessa altura também já eram altos.
  2.  # 2

    Colocado por: Jorge_GonçalvesQue a previsão saiu furada isso é certo, mas outra coisa importante a saber é o que significa concretamente rebentar a bolha? É os preços estagnarem? É baixarem 5% face ao ano anterior? 10%? Mais de 10%? Baixarem para valores de 2020? Anteriores a 2018?


    Neste momento, rebentar a bolha é só as casas baixarem para um preço em que as pessoas normais e que trabalhem em Portugal as possam comprar. Eu ainda fiz uns cálculos rápidos e isso seria uma queda de 35%-45%.

    Para ser honesto e não querendo por-me a prever coisas, as medidas contra os RNH e Expats (nos segmentos de luxo) e os Imigrantes (nos restantes segmentos) podem ter um efeito severo no preço das casas a médio-longo prazo. Não só pela quebra na procura mas também pela quebra económica.

    Atenção, da minha parte isto é uma análise honesta e independente. Eu não tenho interesse nenhum numa queda do preço das casas, exceto em algumas zonas costeiras de Bandeira Azul 😎
  3.  # 3

    Colocado por: rod_2000Expats


    Colocado por: rod_2000as pessoas normais e que trabalhem em Portugal as possam comprar. Eu ainda fiz uns cálculos rápidos e isso seria uma queda de 35%-45%


    Boa parte das obras que se fazem em Portugal, pelas "pessoas de bem", portugueses nativos etc... são de emigrantes nossos, que ganham não só 35-45% a mais... como muitas vezes o tripo, o quadruplo, etc...
    Eu não sei se acontece com outros, mas pelos comigo, constato que boa parte dos Donos de Obra com quem me cruzo, ou são emigrantes, ou têm rendimentos no estrangeiro, trabalham remotamente para alguma multinacional, etc...
    Isso está muito longe de ser o tal "segmento de luxo"... no final, são as tais "pessoas normais" como lhe chamou. E quando digo "boa parte"... até diria mesmo, que andam ali pela metade, ou serão até mesmo a maioria. Um dia faço uma lista.


    De resto, além dos factores que mencionou, falta um importante no pongo prazo, o ensino profissional. De nada adianta ter muitos empreeiteiros de imobiliários de pastinha na mão, se não tem gente com 20 ou 30 anos que saiba fazer um balde de massa. Um dia ganharão mais que os professores, que os enfermeiros, e ainda bem! Talvez se lhes dê maior valor. Pelo que percebi, os visas para imigrantes serão só e apenas para os "doutores". Até estou para ver como será o futuro das obras em Portugal. Sem profissionais na área, e sem imigrantes que aprenderam pelo youtube... eu quero ver quem é que vai acartar os materiais e quem irá vergar a mola. Robots? Será que o futuro nos reserva obras mais baratas? Não me parece...
    Concordam com este comentário: rod_2000
  4.  # 4

    Colocado por: VarejoteSEM POSSIBILIDADE DE REALIZAR VISITAS


    E "Imóvel abrangido pelos benefícios fiscais de casa própria com isenção de IMT e IS para jovens até aos 35 anos"

    E a visita do avaliador? Problema seu
    O banco não aprova um imóvel ocupado pois isto impossibilita o detalhe da casa ter de ser para habitação própria? Lamentamos

    Mas está abrangido pelo CH Jovem sim, confia hahaha
  5.  # 5

    Colocado por: N Miguel OliveiraDe resto, além dos factores que mencionou, falta um importante no pongo prazo, o ensino profissional. De nada adianta ter muitos empreeiteiros de imobiliários de pastinha na mão, se não tem gente com 20 ou 30 anos que saiba fazer um balde de massa.

    Aqui estamos de acordo. Está na hora do DO querer almoçar na mesma mesa que o pedreiro e o servente, ou a Maria querer casar-se com o João pedreiro. A sociedade de uma forma geral começar a valorizar os trabalhadores das obras, o ensino profissional deveria dinamizar isto.

    Colocado por: N Miguel OliveiraBoa parte das obras que se fazem em Portugal, pelas "pessoas de bem", portugueses nativos etc... são de emigrantes nossos, que ganham não só 35-45% a mais... como muitas vezes o tripo, o quadruplo, etc...
    Eu não sei se acontece com outros, mas pelos comigo, constato que boa parte dos Donos de Obra com quem me cruzo, ou são emigrantes, ou têm rendimentos no estrangeiro, trabalham remotamente para alguma multinacional, etc...
    Isso está muito longe de ser o tal "segmento de luxo"... no final, são as tais "pessoas normais" como lhe chamou. E quando digo "boa parte"... até diria mesmo, que andam ali pela metade, ou serão até mesmo a maioria. Um dia faço uma lista.


    É o trend comum, também na minha zona. Não é dinheiro Português que está a alimentar a construção nova. Quando me referia aos Expats estava a falar das Comportas e das Avenidas da Liberdade desta vida, acaba por ser importante tornar o topo da pirâmide mais acessivel para quem está nos segmentos inferiores comprar acima e deixar casas de segmentos inferiores sem procura.
  6.  # 6

    E esta? A prospeção de mercado de reabilitação tornou-se muito mais fácil para os trabalhadores da construção!!

    https://www.devolutos.com/
  7.  # 7

    Algo que já foi dito vezes sem conta nesta discussão é a esperança do impacto das mudanças nas leis de imigração no mercado imobiliário, parece-me um tanto simplista esperar uma queda dos preços ocasionada pela menor imigração sem levar em consideração a trajetória típica do imigrante comum, ou pobre, como queiram chamar. Vou focar no imigrante que vem para viver em Portugal, e não para juntar dinheiro no seu país de origem e voltar para lá ou ir para outro lado.

    A grande maioria dos imigrantes comuns vivem em comunidades quando chegam. Arrendam quartos em casas com mais 3 ou 4 pessoas, seja uma por quarto ou um casal por quarto. Este imigrante trabalha no que surgir pois há que começar de alguma forma. Com o tempo esta pessoa vai adaptando-se, construindo relações sociais, encontra um emprego um bocadinho melhor, depois outro, a vida começa a ficar mais organizada e viver numa casa partilhada já começa a chatear, quer mais privacidade e autonomia, se for um casal ou se vier a formar casal vão buscar um espaço só deles. Aquele apartamento onde viviam 4 continua com 4 pessoas a viver já que entretanto vai pra lá outro imigrante que talvez estivesse em outra cidade ou numa casa com mais pessoas ainda, ou um estudante, um professor deslocado, o que seja, mas aquela pessoa que saiu do T4 partilhado agora vai ocupar outro fogo. E esta dinâmica acontece e seguirá a acontecer com a maior parte, pois nada mais é que a vida a acontecer.

    Mesmo que se fechem absolutamente as portas à imigração, os imigrantes que já cá estão, sem acrescentar nenhum, e que vão ficar cá a viver tendem a ocupar MAIS fogos a médio e longo prazo, não menos, e até que se chegue a um ponto em que toda essa massa esteja já plenamente estabelecida numa habitação, seja própria ou arrendada fora do contexto comunitário, vão aí muitos e muitos anos, aí sim, poderíamos ver uma queda expressiva nos preços diretamente relacionada ao corte na imigração. Entretanto, os imigrantes que não intencionam viver cá até já cumpriram seus objetivos e foram à sua vida, e já não há tanta gente assim para ocupar os postos de trabalho mais básicos, há que pagar melhor para a malta fazer isso, e muito bem que seja mais valorizado, mas essa valorização virá de algum lado, há que subir os preços dos consumíveis para arcar com isto, fora a inflação habitual, e se o custo de vida do senhorio subir, é o inquilino quem vai pagar, pois é para isto que o imóvel de investimento serve. Será mesmo que devemos esperar uma queda de preços na habitação diretamente relacionada à menos imigração? Enfim, são só palpites da madrugada. Vale o que vale.
  8.  # 8

    Colocado por: rod_2000Está na hora do DO querer almoçar na mesma mesa que o pedreiro e o servente


    Diria que boa parte deles vão almoçar ao restaurante, não levam marmita para aquecer na fogueira da obra.
    Concordam com este comentário: rod_2000
  9.  # 9

    Colocado por: MilaDiasa viver já que entretanto vai pra lá outro imigrante que por talvez estivesse em outra cidade ou numa casa com mais pessoas ainda

    A ideia dos cortes na imigração é precisamente isto, vai deixar de haver esta "reposição".
    Colocado por: MilaDiase que vão ficar cá a viver tendem a ocupar MAIS fogos a médio e longo prazo, não menos

    MilaDias, os imigrantes não estão cá por causa do sol. Quando obtiverem a nacionalidade e repararem que se forem para o centro da europa vão receber o dobro e pagar tanto ou menos por casa, o que é que vai acontecer?
    Colocado por: MilaDiasSerá mesmo que devemos esperar uma queda de preços na habitação diretamente relacionada à menos imigração?

    MilaDias, vou dar-lhe a realidade da emigração durante 2014:
    https://www.publico.pt/2014/05/16/sociedade/noticia/emigracao-foi-a-valvula-de-escape-que-aliviou-as-tensoes-sociais-1636107
    "Portugal perdeu entre 150 e 200 mil pessoas nos últimos três anos. Foi a terceira maior sangria demográfica dos últimos 100 anos."
    "Ora, em média, nos últimos quarenta anos, entraram em Portugal 10 mil imigrantes."
    "Saem para o Brasil e para Angola, mas os aviões mais cheios são os que rumam a destinos como Alemanha, Reino Unido e Suíça."

    Agora vou dar-lhe a realidade de 2025:
    https://cnnportugal.iol.pt/geral/numero-de-cidadaos-estrangeiros-em-portugal-quadruplicou-entre-2017-e-2024/20250408/67f55be1d34e3f0bae9cadf2
    "Número de cidadãos estrangeiros em Portugal quadruplicou entre 2017 e 2024"

    Além de que, sabe o que é que os Brasileiros em Portugal fizeram durante a crise? Foram-se embora.
    https://www.youtube.com/watch?v=gjqGHfLc44A

    Imagine o que é que aconteceria às casas se 1 Milhão de Brasileiros desse à soleta.
  10.  # 10

    Não há volta a dar aqui, os imigrantes são um fator chave. Claro que há outras causas que nós debatemos aqui, sem dúvida. Eu só estou à espera do relatório da AIMA para debater isto com calma aqui, porque há muitos dados que não foram publicados, eu também tenho curiosidade em saber os números da Emigração. Olhar para a evolução dos imigrantes pelo território nacional e comparar com a evolução dos preços para ver se existe associação ou não.
  11.  # 11

    Colocado por: rod_2000Quando obtiverem a nacionalidade e repararem que se forem para o centro da europa vão receber o dobro e pagar tanto ou menos por casa, o que é que vai acontecer?


    Esta é justamente a simplificação à qual me refiro. Coloca-se toda a imigração num mesmo saco e julga-se que o imigrante é um eterno oportunista incapaz de criar raízes. Quem chegou em 2017 ou já tem a nacionalidade ou já entrou com o pedido, que segue válido e em processamento mesmo que se altere a lei da nacionalidade. Que ganha-se mais em outro lado toda a gente sempre soube, o que parece não passar pela cabeça de muitos foristas é que uma parcela muito grande dos imigrantes fica, mesmo com a nacionalidade, não fosse assim não haveria cá ninguém com mais que 6 anos de "casa". Imigrantes constroem vida, e quanto mais o tempo passa mais ele se estabelece e mais difícil fica colocar de novo a vida numa mala e recomeçar. Esquece-se com extrema facilidade que o imigrante tem uma vida além da sua alegoria de serviçal, oportunista e fonte de todos os problemas de Portugal, e essa vida continua a acontecer. Imigrar é um processo brutal, especialmente se falamos em mudar de continente, e cansa, cansa muito. Ao fim de algum tempo, e já com mais anos, com mais para deixar para trás, muita gente já não está para isso, com ou sem passaporte vermelho.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
  12.  # 12

    Colocado por: rod_2000Claro que há outras causas que


    Quer outra boa?
    A pinta com que os Donos de Obra são levados de paleio pelos empreiteiros pelas indecisões ou omissões dos projectos (tipicamente os de Licenciamento apenas).

    Isso e a icompatibilidade entre orçamentos e projecto... em que a meio da obra se alerta para o já famoso: "ah, isso não foi orçamentado assim, se quer dessa maneira é mais X"...

    A ignorância representa uma das maiores fatias no custo duma obra. A começar logo pela compra dum terreno cheio de problemas...
  13.  # 13

    Colocado por: rod_2000A sociedade de uma forma geral começar a valorizar os trabalhadores das obras, o ensino profissional deveria dinamizar isto.

    Nem de propósito.
    Fresquinho…

    ”Maioria dos diplomados do profissional sem emprego na área e na região onde estudou”



    in:https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/maioria-dos-diplomados-do-profissional-sem_68708e9dfb76ae5835d5f9dc
  14.  # 14

    Colocado por: Jorge_GonçalvesQue a previsão saiu furada isso é certo, mas outra coisa importante a saber é o que significa concretamente rebentar a bolha? É os preços estagnarem? É baixarem 5% face ao ano anterior? 10%? Mais de 10%? Baixarem para valores de 2020? Anteriores a 2018?

    Isto é que eu gostava de saber! :)


    Eu acho que so alguem muito 'anjinho' pode acreditar que os precos algum dia vai baixar para niveis do passado.

    Os precos nunca baixam significativamente. Ate porque existe aquele ponto de equilibrio onde se a procura reduzir fortemente, a oferta acaba a acompanhar na reducao pois as pessoas perdem o incentivo para vender. Alem de que muita desta dinamica e na realidade 'trocas'. E um casal que vende o T2 para comprar um T3, e uma pessoa que troca o T1 velho por um T1 novo...
    Nada indica que possa existir algum tipo de bolha que rebentando leve a descidas drasticas dos precos. Isso e uma ilusao
    Concordam com este comentário: Jorge_Gonçalves, MilaDias, Cláudia11
    • alexpr
    • 11 julho 2025 editado

     # 15


    Nada indica que possa existir algum tipo de bolha que rebentando leve a descidas drasticas dos precos. Isso e uma ilusao


    Exactamente. E se existir a próxima crise, as casas não vão baixar de preço, esqueçam. Simplesmente não vão é aumentar de preço. O português comum vai manter o valor da sua casa até arranjar comprador. E se a crise durar uns 10 anos é que os preços vão ficar interessantes. Foi o que aconteceu de 2009 a 2019. E o que pode haver alguma baixa de preço em alguns imoveis são situações em que estavam sobrevalorizados a ver se colava e ajustam ao preço de mercado.
    E serão sempre imóveis usados. Apartamentos novos, esqueçam. Por várias razões,na minha cidade já não se fazem apartamentos no tempo dos nossos pais, áreas, materiais e equipamentos modestos. É tudo do bom e do melhor e isso paga-se.
  15.  # 16

    Colocado por: gil.alvesMaioria dos diplomados do profissional sem emprego na área e na região onde estudou


    Trabalho há, emprego é que não. 😏
  16.  # 17

    Colocado por: alexprE o que pode haver alguma baixa de preço em alguns imoveis são situações em que estavam sobrevalorizados a ver se colava e ajustam ao preço de mercado.


    Exatamente... eu acho que a questao e por ai.
    onde a "bolha" vai rebentar e naqueles apartamentos que estavam completamente sobrevalorizados mas eram vendidos porque a oferta era tao escassa que para alguns era aquilo ou nada... que ja se vai notando. Eu pelo menos aqui ja noto, no sentido em que se ve muitas placas com 'vende-se' que ficam em 'vende-se' durante muito tempo, algumas ja a caminhar para os 6 meses ou mais.

    Em nova construcao? E como diz... nao ha muita margem para baixar. O que eu acredito e que nao vamos ter os aumentos de 20/30% que assistimos em 2022/23. Isto porque apesar de a mao de obra continuar a subir a um ritmo na casa dos 5/6% ano, os materiais estao em queda acentuada e alguns ja estao em precos pre-inflacao. O que ja se nota ate nas estatisticas. No primeiro trimestre do ano, o preco da nova construcao estagnou.

    A minha previsao e que estamos a caminhar para aquilo que e o crescimento 'saudavel' dos precos nos proximos anos, ali a rondar aquele intervalo dos 3 a 7% ao ano.
  17.  # 18

    A minha questão era retórica e foi mais uma provocação que outra coisa… também sou da opinião que os preços não vão baixar, no máximo vão estabilizar.
    Mas vejo aqui malta a comentar neste tópico que acha mesmo que quando rebentar a crise os preços veem por ai abaixo, foi mais para esses que fiz a provocação como um “abre-olhos” e para que balizem as espectativas.
    Concordam com este comentário: dmanteigas
  18.  # 19

    .
  19.  # 20

    Só boas notícias! (para alguns...)

    "Preços das casas disparam em quase todo o país. Estas são as cidades onde comprar ou arrendar pesa ainda mais na carteira"
    in: executivedigest.sapo.pt/noticias
 
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