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  1. Boas,

    Só menos de 5% dos crimes de corrupção levaram a condenações
    Portugal, tal como a Grécia, a Itália e Espanha, foi identificado como um dos países com sérias deficiências no seu sistema.
    http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=51335


    Acreditem que vem já ai alguém dizer que a corrupção é uma coisa boa ...

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  2. Boas,

    Colocado por: Jorge RochaQuem então?


    Podemos dividir a história da União Europeia/CEE em pelo menos três períodos no que diz respeito a quem "mandava".
    Aquele que eu considero que foi a "morte do artista" para Portugal, tinha como "mandante" da CEE a França.

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  3. Boas,

    Note-se que não estamos a imputar à Alemanha nenhuma "maldade" especial em toda esta crise. O problema é resultado da imposição ao eleitorado europeu (o eleitorado alemão, por exemplo, era maciçamente contra o abandono do marco) de um sistema monetário totalmente inadequado a fazer funcionar as economias do continente a um nível próximo do seu potencial. Um sistema concebido e desenhado por tecnocratas e políticos com menosprezo pelas realidades das economias, obcecados em encontrar soluções algo megalómanas de "unificação" Continental - na vã tentativa de remediar o natural e saudável declínio, em termos relativos, do peso da Europa no cenário mundial. (Será que essas pessoas conseguirão um dia perceber que continentes em declínio no seu peso relativo não se encontram impedidos de manter altíssimos níveis de vida, que é o que interessa para o bem-estar das populações?).

    Na realidade, a Europa dos anos 80 e 90 tinha um sistema monetário que funcionava razoavelmente bem. Crises como a da Libra esterlina solucionavam-se em um dia com a saída temporária dessa moeda do sistema europeu. Pergunta: porque foram mexer num mecanismo essencial das sociedades - a moeda - quando esse mecanismo estava a funcionar bem?

    Entretanto, o que agora importa é sair desta crise absurda. Quando há níveis de desemprego de 50% entre os jovens em países como a Espanha e a resposta do poder político é cortar no déficit, piorando assim o desemprego, chegámos de facto a um sistema tipo "brejneviano". Os líderes dizem que está tudo bem e que o futuro é radioso, enquanto as populações sentem, a justo título, que isso é apenas propaganda enganosa. A Europa do sul está a afundar-se - até um cego consegue ver isso. Vamos trabalhar para mudar o sistema ou continuar "burramente" a aplicar receitas que já demonstraram à sociedade que só servem para piorar a crise?

    É esta a questão fundamental, que só poderá ser decidida pela fonte da legitimidade do sistema: os eleitorados dos países da zona euro.

    Quanto às dívidas, seguirão o mesmo destino que tiveram na Grécia: os países que não conseguem pagá-las simplesmente não irão pagá-las.

    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=561047&pn=1

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  4. Boas,

    Em Dublin ou em Atenas, a ‘troika’ tem sempre que sofrer um pouco até chegar a acordo. Em Lisboa, estas visitas dos nossos credores são um passeio.

    Os próprios responsáveis europeus reconhecem que a avaliação trimestral do programa de ajustamento é sempre uma negociação. Não só um compromisso entre o possível e o realizável, mas também entre o desejo dos credores e o politicamente aceitável para o governo. Em Portugal, fica sempre a dúvida: onde será que o Governo se bateu pelo interesse nacional? Desde o memorando de entendimento original, de há um ano para cá, os credores mataram todas as vacas sagradas, como o IVA da restauração ou o 13º e 14º mês dos funcionários públicos e reformados. É difícil pensar numa ‘vitória' negocial do Governo para o País desde essa altura. O travão ao corte de municípios serviu interesses locais e a redução da TSU nem à Comissão convencia.

    Será isto uma consequência da perda de soberania associada ao programa? Nos outros países não é bem assim. Veja-se a Irlanda. Contra ventos e marés, segurou a sua taxa de IRC a 12,5% dando--lhe um estatuto de bandeira nacional. Negociou uma redução de impostos para o sector do turismo. Convenceu Bruxelas a usar dinheiro das privatizações para estimular o emprego em vez de abater à dívida, como manda o Pacto de Estabilidade. Arrancou cortes importantes dos juros do empréstimo. Contra a vontade do BCE, impôs uma renegociação encapotada da sua dívida, reprogramando a devolução de 3,1 mil milhões de euros enterrados na sua banca. Fez tudo isto pela calada e com o amparo incansável da influente imprensa anglo-saxónica.

    Apesar da má reputação, até a Grécia pode servir de exemplo. Os gregos já conseguiram adiar dois anos o seu plano de redução do défice, reduziram o seu plano inicial de privatizações, disputaram alguns aumentos de impostos e anularam mais de metade da sua dívida privada. Dentro de pouco preparam-se para conseguir mais porque os três maiores partidos querem renegociar o memorando: não é só a esquerda radical.

    Agora, enquanto Portugal se recusa a apanhar boleia de Espanha e pedir mais um ano para reduzir o défice, a Irlanda (que tem até 2015 para respeitar os 3%) prepara uma nova vitória. Se Madrid conseguir, como acreditam alguns diplomatas, que o fundo de resgate financie directamente os seus bancos, apesar da actual objecção de Berlim, a Irlanda conseguirá tratamento igual. E assim substituir um eventual segundo resgate por um pacote centrado na sua banca, cortando as amarras com o fardo financeiro que carrega desde o início da crise. E daqui a um ano Portugal arrisca-se a ficar atrelado à Grécia e talvez a Chipre, com mais tempo e mais dinheiro, o que tanto procurou evitar.

    A Irlanda soube distinguir o seu interesse da vontade dos credores. Em Portugal não, descobrimos o nosso interesse nacional de três em três meses.

    http://economico.sapo.pt/noticias/portugal-ainda-tem-direito-a-ter-interesse-nacional_146092.html

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  5. Boas,

    Mas por que razão tanta gente preconiza o amor ao próximo na gestão e é contrária ao amor ao próximo na política? O amor ao próximo na gestão é compatível com a manutenção do "statu quo" e com a existência de uma sociedade profundamente desigual e injusta. Pelo contrário, o amor ao próximo na política implicaria um combate sério contra a injustiça e a desigualdade. Ao defenderem o amor ao próximo na gestão e ao atacarem o amor ao próximo na política, estes empresários estão a auto-elogiar a sua gestão cristã, ao mesmo tempo que justificam a existência de uma sociedade muito pouco cristã e na qual eles têm uma posição dominante. Por isso sugiro desde já um tema para o próximo congresso da ACEGE: "o exame de consciência".
    http://economico.sapo.pt/noticias/amor-ao-proximo_146058.html

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  6. mais uma vez luisvv, essa da emergência para justificar uma opção é só parcimonia, outros podem ter outras opções para essas emergências, em suma banha da cobra esta e muitas outras, é politica sim senhor, são opções politicas sim senhor.

    O marco1 confunde os seus desejos e visão do mundo com a realidade. Supõe que a redução dos custos do trabalho (e não meramente dos salários) é um desejo de alguém mau com propósitos inconfessáveis. Compara salários portugueses com os de outros países mais ricos e acha que os nossos "devem" ser como os deles.
    Acontece que os salários (portugueses e não só) dependem de factores não controláveis por político nenhum. E mesmo factores aparentemente favoráveis ao aumento dos salários produzem efeitos contrários ao desejado. E que, mesmo sendo baixos em comparação com outros países, são mais elevados do que o que é possível sustentar.
    Parte dos nossos salários são sustentados pelo crédito a baixo custo (privado e público) que gera consumo, que por sua vez gera empregos. Mas como é fácil de perceber o crédito paga-se com juros. Quando se descobre que o estado já está a rapar o fundo do tacho, a consequência é inevitável: empresas a fechar ou a reduzir custos onde podem.
    Um exemplo claríssimo:
    O desemprego, na construção, terá atingido 93 mil pessoas só no primeiro trimestre. Ao todo, o setor representa quase um quarto do desemprego em Portugal. Até ao final do ano, num cenário menos mau, segundo a associação de empresas do setor, o desemprego atingirá 144 mil pessoas. Num cenário mais grave, serão 256 mil os desempregados no no setor da construção. (..)Os números espelham a realidade difícil das empresas neste setor, que ainda assim continua a ser o maior empregador do país, com 720 mil trabalhadores. Mas nos últimos nove 9 perderam-se 322 mil postos de trabalho e a tendência mantém-se.

    Ora, os impostos sobem, os juros sobem, o financiamento é mais difícil e caro.
    Quem exporta mantem-se um pouco à margem disto mas também sofre na pele a dificuldade no crédito e o aumento de impostos. E são esses os que podem manter a funcionar os que vivem só para o mercado interno. Mas se quem está cá dentro não puder ajustar-se e reduzir o peso que representa nas contas dos exportadores, fecha. Em vez de reduzir ordenados, deixa de haver ordenado, ponto. Será seguramente vantajoso para alguns, mas não para outros.

    Em 2009, muito antes da troika, já se falava nisto:
    Ler mais: http://visao.sapo.pt/os-salarios-devem-baixar-ou-manter=f502568#ixzz1x1Nm9Whl
    'Neste momento, e ao contrário do que alguns líricos possam afirmar, não é possível aumentar a produtividade sem proceder a um ajustamento de salários." António Nogueira Leite, economista e administrador executivo da CUF SGPS, junta-se, assim, a outras duas vozes Silva Lopes, que defendeu um corte de 20% nas remunerações, e Vítor Bento, que também sugere reduções salariais que, nas últimas semanas, consideraram esta solução incontornável para resolver as dificuldades com que o País se confronta. A lei portuguesa não admite que as remunerações dos trabalhadores sejam reduzidas, mas existem formas de a contornar, seja através do aumento dos dias de férias não remunerados seja por via de corte nos prémios, bónus e outros benefícios variáveis.
    A crise económica, argumentam os defensores das reduções, veio apenas agravar um problema já existente em Portugal: o do desfasamento entre a produtividade e os custos laborais. E há economistas que falam mesmo em medidas mais radicais. "Pela sobrevivência das empresas e da economia", dizem. António Nogueira Leite recorda o período, "no início dos anos 80, em que o então primeiro-ministro, Mário Soares, se viu forçado, através do seu ministro das Finanças, Ernâni Lopes, a reduzir os salários reais em mais de 20%, em dois anos. Os salários nominais foram aumentados, mas o Governo desvalorizou o escudo, e assim baixou os rendimentos dos portugueses.



    enfim tudo isto é sempre uma desilusão, eu que fiquei tão esperançado por os anteriores terem ido para a rua e agora apenas vejo é novamente gente que só vê os seus umbigos e borrifam-se para os consensos a bem do pais, querem é á força das suas e apenas suas convicções, por o pais ao seu jeito e não ao jeito de todos, ou pelos menos tentar adoptar medidas inovadoras que não sejam apenas o 8 ou o 80.
    ah e de referir que os consensos (e não o autoritarismo fundamentado por uma maioria conseguida nas urnas) se impunha mais do que nunca visto este governo estar ferido de legitimidade em face do não cumprimento quase integral daquilo que foi o programa pelo qual foi eleito.


    Mas quais consensos? Será que o marco1 já se apercebeu que o programa de governo estava em grande medida definido por determinados objectivos estabelecidos previamente?
  7. Boas,

    Portugal dá um milhão de euros para apoiar forças afegãs
    O ministro da Defesa, Aguiar-Branco, anunciou hoje que Portugal vai contribuir com 1 milhão de euros para apoiar o financiamento das Forças Armadas do Afeganistão para além de 2014.

    http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2594063

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  8. Boas,


    Colocado por: luisvvMas quais consensos? Será que o marco1 já se apercebeu que o programa de governo estava em grande medida definido por determinados objectivos estabelecidos previamente?


    LOL
    Esta só pode ser para rir.
    Eu nem sequer sou de ver videos do antes e depois, mas ...
    Alguém com o mínimo de bom senso diria que o programa de governos deveria refletir o programa eleitoral de quem ganhou as eleições.
    Agora das duas uma (porque na realidade não li o programa eleitoral):
    1 - O que fizeram em campanha eleitoral não reflecte o seu programa eleitoral.
    2 - O programa de governo não reflecte o programa eleitoral.

    Seja qual for das duas alternativas a conclusão é a mesma: alguém andou a enganar muita gente.
    Já sei que para ti isto pode não ser um problema, mas para mim é-o.

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  9. é tudo a sua opinião e a de quem neste momento nos governa.
    não digo que tudo possa ser diferente do que está a ser mas MUITA coisa podia ser feita HOUVESSE vontade e OUTRAS agendas.
    a tão propagandeada salvação do pais cada vez mais se parece com algo assim para o vago num futuro incerto, quando o que se deveria estar a fazer era a resolver na prática os problemas actuais das pessoas e não estar a apenas a organizar o pais financeira / economicamente para certas agendas.
  10. Para o marco1 e a sua analogia da bicicleta. Creio que não terá dificuldade em ler inglês.

    Let us now turn to some of the leading protectionist arguments. Take, for example, the standard complaint that while the protectionist "welcomes competition," this competition must be "fair." Whenever someone starts talking about "fair competition" or indeed, about "fairness" in general, it is time to keep a sharp eye on your wallet, for it is about to be picked. For the genuinely "fair" is simply the voluntary terms of exchange, mutually agreed upon by buyer and seller. As most of the medieval scholastics were able to figure out, there is no "just" (or "fair") price outside of the market price.
    So what could be "unfair" about the free-market price? One common protectionist charge is that it is "unfair" for an American firm to compete with, say, a Taiwanese firm which needs to pay only one-half the wages of the American competitor. The U.S. government is called upon to step in and "equalize" the wage rates by imposing an equivalent tariff upon the Taiwanese. But does this mean that consumers can never patronize low-cost firms because it is "unfair" for them to have lower costs than inefficient competitors? This is the same argument that would be used by a New York firm trying to cripple its North Carolina competitor.
    What the protectionists don t bother to explain is why U.S. wage rates are so much higher than Taiwan. They are not imposed by Providence. Wage rates are high in the U.S. because American employers have bid these rates up. Like all other prices on the market, wage rates are determined by supply and demand, and the increased demand by U.S. employers has bid wages up. What determines this demand? The "marginal productivity" of labor.
    The demand for any factor of production, including labor, is constituted by the productivity of that factor, the amount of revenue that the worker, or the pound of cement or acre of land, is expected to bring to the brim. The more productive the factory, the greater the demand by employers, and the higher its price or wage rate. American labor is more costly than Taiwanese because it is far more productive. What makes it productive? To some extent, the comparative qualities of labor, skill, and education. But most of the difference is not due to the personal qualities of the laborers themselves, but to the fact that the American laborer, on the whole, is equipped with more and better capital equipment than his Taiwanese counterparts. The more and better the capital investment per worker, the greater the worker s productivity, and therefore the higher the wage rate.
    In short, if the American wage rate is twice that of the Taiwanese, it is because the American laborer is more heavily capitalized, is equipped with more and better tools, and is therefore, on the average, twice as productive. In a sense, I suppose, it is not "fair" for the American worker to make more than the Taiwanese, not because of his personal qualities, but because savers and investors have supplied him with more tools. But a wage rate is determined not just by personal quality but also by relative scarcity, and in the United States the worker is far scarcer compared to capital than he is in Taiwan.
    Putting it another way, the fact that American wage rates are on the average twice that of the Taiwanese, does not make the cost of labor in the U.S. twice that of Taiwan. Since U.S. labor is twice as productive, this means that the double wage rate in the U.S. is offset by the double productivity, so that the cost of labor per unit product in the U.S. and Taiwan tends, on the average, to be the same. One of the major protectionist fallacies is to confuse the price of labor (wage rates) with its cost, which also depends on its relative productivity.
  11. Boas,

    Colocado por: marco1e não estar a apenas a organizar o pais financeira / economicamente para certas agendas.


    Se o problema fundamental é o pagamento da dívida, tenho quase a certeza que neste caso o luisvv tem a mesma opinião que eu (ou vice-versa): a dívida não vai ser paga (integralmente) independentemente do que se faça pelo caminho ... apenas estamos a "ganhar tempo" ...

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  12. Boas,

    Engraçado que ainda ontem mesmo me contaram uma história muito parecida.





    Há uns anos, um jovem licenciado português, a estagiar na Alemanha numa conhecida empresa daquele país, viu-se, sem querer, metido numa confusão. Tentando aproveitar ao máximo os nove meses que durava o estágio, ficava até mais tarde a adiantar o que lhe era pedido e a tentar descobrir como as suas competências poderiam ser úteis à empresa.

    O horizonte não estava tão carregado quanto hoje mas um emprego numa multinacional reputada não era de enjeitar. Certo dia recebeu uma chamada aflita do segurança, ordenando-lhe que descesse imediatamente e apagasse a luz.

    Ao sair, o que sabia de alemão deu-lhe para perceber que havia um problema com a Polícia ou coisa assim. Continuava sem entender o que tinha ele a ver com o assunto. No dia seguinte, mal se apresentou ao trabalho foi chamado ao gabinete do seu superior hierárquico que lhe determinou que, se queria manter o estágio, passaria a proceder como os seus colegas e saía de acordo com o horário.

    Se fosse preciso fazerem horas extraordinárias alguém lho diria. Percebeu, então, que uma qualquer fiscalização teria visto luz no seu espaço de trabalho e indagara a razão junto do segurança: se teria havido descuido dele na ronda, deixando a luz acesa, ou se havia alguém a trabalhar e, nesse caso, em que contexto.

    Fosse pela eventual multa, fosse, pura e simplesmente, pela violação da lei, a verdade é que a pessoa a quem reportava não tinha achado graça nenhuma ao seu excesso de zelo.

    Um ou dois anos mais tarde, uma outra participante do programa Inov Contacto da AICEP estagiava numa multinacional de bioengenharia em S. Francisco. A sua atitude era a mesma: aproveitar ao máximo para aprender, cumprir escrupulosamente as tarefas que lhe estavam destinadas e, num mundo competitivo, tentar salientar-se na esperança de que tal pudesse gerar uma oferta de emprego.

    Certo dia, ao chegar ao trabalho, tinha à sua espera a pessoa a quem reportava. Encaminhou-a para uma sala privada onde lhe anunciou que, a partir daquele dia, o seu correio electrónico passaria a estar vigiado e o seu comportamento seguido de perto. Se não estivesse disponível para aceitar essas regras, o estágio cessaria imediatamente. Inquirindo a razão para tão drástica decisão, foi-lhe respondido que era suspeita de espionagem industrial. Espantada, jurou que não. A resposta da americana foi muito simples: ninguém trabalharia tanto se não tivesse um incentivo adicional.

    Passaram, talvez, uns 10 anos. A Alemanha e os Estados Unidos continuam a estar entre os países mais ricos do Mundo, não obstante o recente declínio relativo da economia americana. As suas empresas continuam a ser, internacionalmente, das mais competitivas, posição assente na capacidade inovadora e na elevada produtividade. Ainda que na última década tenha havido alterações institucionais e políticas que aproximaram o contexto alemão do americano, as diferenças continuam a ser substanciais. Ou seja, envolventes diferentes conseguem produzir empresas igualmente eficientes. Poder-se-á argumentar que, em ambos os casos, há uma orientação para esse objectivo, caminhos distintos mas um sistema igualmente finalizado. Uma parte da explicação estará, certamente, aí. Uma parte. E não a maior. Cavando mais fundo, vamos encontrar outros factores, desde o investimento e a investigação e de-senvolvimento até ao design, desde a qualificação da força de trabalho até à organização e ao sistema de incentivos. Factores que reflectem opções, escolhas para tentar fazer acontecer algo de diferenciador, que rompa com a inércia, que se afaste do que de outro modo ocorreria. Numa palavra, gestão.

    Enquanto isso, por cá, o responsável por um dos maiores grupos nacionais proclama, perante jovens finalistas universitários, que naquela casa não há lugar para mandriões. Ninguém ali trabalha só 8 horas. Uma frase descontextualizada. Ainda assim perigosa. Oxalá o nosso problema fosse só de quantidade e não, sobretudo, de qualidade... A começar na gestão!
    http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2591125&opiniao=Alberto%20Castro

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  13. LOL
    Esta só pode ser para rir.
    Eu nem sequer sou de ver videos do antes e depois, mas ...
    Alguém com o mínimo de bom senso diria que o programa de governos deveria refletir o programa eleitoral de quem ganhou as eleições.
    Agora das duas uma (porque na realidade não li o programa eleitoral):
    1 - O que fizeram em campanha eleitoral não reflecte o seu programa eleitoral.
    2 - O programa de governo não reflecte o programa eleitoral.
    Seja qual for das duas alternativas a conclusão é a mesma: alguém andou a enganar muita gente.
    Já sei que para ti isto pode não ser um problema, mas para mim é-o.


    Vamos lá ver: as eleições foram disputadas já depois do acordo com a troika. Os objectivos eram conhecidos. As formas de lá chegar foram rapidamente repensadas no confronto com a realidade. Fazer planos é fácil, concretizar é difícil. Alguma novidade? Nenhuma, excepto que desta vez havia menos liberdade para delírios imaginativos de promessas de 150.000 empregos, com a vantagem de haver um irmão mais velho que dizia o que era preciso fazer, sob pena de ficarmos sem semanada.
  14. Boas,

    Colocado por: luisvvexcepto que desta vez havia menos liberdade para delírios imaginativos de promessas de 150.000 empregos,


    Governo promete apoio a 89 mil jovens
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=561103

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  15. Boas,

    Colocado por: luisvvVamos lá ver: as eleições foram disputadas já depois do acordo com a troika. Os objectivos eram conhecidos. As formas de lá chegar foram rapidamente repensadas no confronto com a realidade. Fazer planos é fácil, concretizar é difícil. Alguma novidade?


    Novidade?
    Nenhuma!
    Será que o que foi dito em campanha eleitoral é o que está a ser feito?
    Mais uma vez, para ti pode não ser problema, mas para mim é-o, mas isto depende muito de como as pessoas estão na vida.

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  16. é tudo a sua opinião e a de quem neste momento nos governa. não digo que tudo possa ser diferente do que está a ser mas MUITA coisa podia ser feita HOUVESSE vontade e OUTRAS agendas.


    Desculpe, mas não faz ideia do que está em causa. O ajustamento é brutal, e é feito em cada casa, em cada empresa. É através das escolhas que fazemos, daquilo que cortamos, daquilo que mantemos, que ele se vai fazendo. E a realidade é esta: a riqueza que se produz hoje está a ser cada vez mais consumida pelo Estado, por conta do que já se gastou em anos idos - o mito do crescimento financiado pelo Estado, e dos "apoios", "estímulos", "definição de estratégias" e outras ideias semelhantes é que nos trouxe aqui. E curiosamente (ou não) continuamos a ver mais do mesmo: todos pedem mais subsídios, apoios, estímulos e não sei o quê, para fazer "crescer a economia".

    a tão propagandeada salvação do pais cada vez mais se parece com algo assim para o vago num futuro incerto, quando o que se deveria estar a fazer era a resolver na prática os problemas actuais das pessoas e não estar a apenas a organizar o pais financeira / economicamente para certas agendas.


    Mais uma vez, ao lado. Quando o Estado precisa de pedir emprestado 20% do valor do seu orçamento anual e já não há quem lhe empreste a juros suportáveis, é incrível haver quem ainda não tenha percebido isso e ache que "organizar o país financeira / economicamente" é "só" alguma coisa. O Estado não "organiza" nada - interfere, baralha e desorganiza. Obriga pessoas a produzir e consumir bens e serviços que não querem a preços que não lhes convem. Estimula outras a produzir bens serviços que só se vendem se subsidiados pelo Estado (ou melhor, pelos não-consumidores). E pelo caminho arruina-nos a todos. A "salvação" não vem, porque não pode vir nunca, do Estado.
  17. Vamos lá ver: as eleições foram disputadas já depois do acordo com a troika. Os objectivos eram conhecidos. As formas de lá chegar foram rapidamente repensadas no confronto com a realidade. Fazer planos é fácil, concretizar é difícil. Alguma novidade? Nenhuma, excepto que desta vez havia menos liberdade para delírios imaginativos de promessas de 150.000 empregos, com a vantagem de haver um irmão mais velho que dizia o que era preciso fazer, sob pena de ficarmos sem semanada.


    Isso nem parece seu, se foram disputadas depois do acordo com a troika significa que os actuais governantes sabiam o que os esperava. E se as formas de lá chegar foram ultrapassadas pela realidade, das duas uma:

    - Os actuais governantes não conheciam a realidade, e nesse caso não tinham sequer condições para se candidatarem.
    - Os actuais governantes conheciam a realidade, como é suposto que conheçam, sabiam das possíveis alterações do cenário mas mentiram aos portugueses.

    Não se recorda das afirmações peremptórias do PPC antes e durante o período eleitoral? Não se lembra da forma categórica como as proferiu?

    Pois é, a tal tendência para desculparmos os que os são próximos ...
  18. Se o problema fundamental é o pagamento da dívida, tenho quase a certeza que neste caso o luisvv tem a mesma opinião que eu (ou vice-versa): a dívida não vai ser paga (integralmente) independentemente do que se faça pelo caminho ... apenas estamos a "ganhar tempo" ...


    A questão fundamental não é pagar a dívida - isso não é assunto, sequer. Actualmente está em causa, apenas e só, manter o financiamento do Estado. Garantir que ainda haja quem empreste dinheiro ao Estado a juros aceitáveis. Tudo isto tem, basicamente, esse objectivo: impedir que o Estado seja forçado a cobrar mais impostos ou a cortar mais despesas no seu próprio funcionamento.
    Se a situação já é complicada, seria seguramente mais complicada se a torneira do financiamento do Estado se fechasse de repente. Cortar 15 ou 20% no Orçamento do Estado implicaria obrigatoriamente despedimentos, reduções massivas de ordenados da FP e das reformas, tudo de um dia para o outro.
  19. Boas,

    Não sou muito dado a isto, mas para avivar a memória a alguns (na realidade nem me lembrava de metade):






    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  20. Governo promete apoio a 89 mil jovens


    Alguma novidade? Mais do mesmo: depois de 1 ano a malhar no Álvaro porque não havia "políticas de emprego" e de "crescimento", lá vem a medidinha do costume. Serve para mascarar o problema durante uns tempos, e para mostrar que se está a fazer alguma coisa. Os benefícios são visíveis, os malefícios difusos, está tudo bem.
 
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