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  1.  # 1

    Boas,

    Colocado por: luisvvVejamos ao contrário: há algum bem ou serviço que seja produzido de forma mais vantajosa em regime de monopólio?


    Se já com o "controlo" do estado é o que se vê na saúde, educação, justiça, exploração de recursos, ect., imagino o que seria sem o "controlo" ... voltávamos à idade média, no mínimo.

    Colocado por: luisvvO resultado do comunismo é inevitavelmente o totalitarismo e a diluição do indivíduo.


    Mentira.
    Apesar de não ser comunista, li muito de marx, engels, reich, lenine, etc. e não foi essa a dedução que fiz.
    Se me disser que ase refere à aplicação (??) do comunismo por homens gananciosos (ou como diz abaixo, por homens que não tenham bondade e altruísmo), eu concordo consigo.
    Se me perguntar se acho que o comunismo pode ser "aplicado" numa sociedade com o homem actual sem se tornar hediondo, eu respondo que não.

    Colocado por: luisvvComo outros sistemas políticos (e ao contrário da sociedade liberal), o resultado desejado depende da existência de uma sociedade de homens sempre bons e altruístas.


    Ao contrário da sociedade liberal?
    Explique-me lá isso melhor, se possível com exemplos!

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  2.  # 2

    Boas,

    Olha, estes "acordaram" agora:

    Essas regras, acrescenta a associação presidida por António de Sousa, "ferem princípios constitucionais, bem como o MoU (memorando de entendimento assinado com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional) e, ainda, as orientações comunitárias sobre este tipo de intervenções".
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=519827

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  3.  # 3

    Boas,

    Teatro Nacional Dona Maria II suspende programação de 2012
    “Perante este cenário, torna-se impossível elaborar um plano de actividades realista e viável para 2012, pelo que nos vemos obrigados a assumir publicamente a nossa incapacidade para honrar compromissos de programação com produtores, encenadores e actores, e com o próprio público”, continua o comunicado, acrescentando que espectáculos como "A Morte de Danton" de Buchner, em co-produção com os Artistas Unidos e Guimarães - Capital Europeia da Cultura e com encenação de Jorge Silva Melo, ou "Lear" de W. Shakespeare, protagonizado por Eunice Muñoz, ficam assim seriamente comprometidos.
    http://www.publico.pt/Cultura/teatro-nacional-dona-maria-ii-suspende-programacao-de-2012-1521200

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    • luisvv
    • 16 novembro 2011 editado

     # 4

    Se já com o "controlo" do estado é o que se vê na saúde, educação, justiça, exploração de recursos, ect., imagino o que seria sem o "controlo" ... voltávamos à idade média, no mínimo.

    Não percebo. Está a dizer-me que algum desses bens deve ser produzido em monopólio? é que assim de repente eu olho para exemplos de controlo do estado e só me ocorrem os 2 prédios prestes a desabar em frente a casa dos meus pais.
    E de justiça, estamos conversados - o quase monopólio do Estado é unanimemente reconhecido como ineficiente (quase monopólio, porque quem pode orienta-se com tribunais arbitrais, embora em última análise estejam sob tutela do Estado e consequente ineficiência).
    A educação? Em que aspecto é que o "controlo" do Estado tem sido benéfico? Não acredito que suponha que sem Estado não haveria educação..

    Mentira. Apesar de não ser comunista, li muito de marx, engels, reich, lenine, etc. e não foi essa a dedução que fiz.


    Embora Marx e Engels forneçam descrições vagas, a ideia de uma fase intermédia de transição entre capitalismo e comunismo, é mero wishful thinking, e daí decorre a necessidade de Lenine teorizar a ideia da vanguarda, que abre caminho para levar o povo à sociedade da abundância, onde cada um fará o que quiser, e terá o que necessita.
    Que da tomada do poder por uma elite esclarecida ou vanguarda, decorra uma sociedade livre onde todos serão iguais (e igualmente prósperos) é algo que desafia as regras do entendimento.

    Se me disser que ase refere à aplicação (??) do comunismo por homens gananciosos (ou como diz abaixo, por homens que não tenham bondade e altruísmo), eu concordo consigo.

    O problema é pressupor que os homens podem ser todos, sempre, altruístas.

    Se me perguntar se acho que o comunismo pode ser "aplicado" numa sociedade com o homem actual sem se tornar hediondo, eu respondo que não.

    Mas o homem que tem é o homem que há.. .

    Ao contrário da sociedade liberal? Explique-me lá isso melhor, se possível com exemplos!

    É difícil de resumir, mas o comunismo e as formas mais ou menos mitigadas de socialismo dependem da bondade constante do homem. Supõem que todos agirão com o mesmo objectivo em mente, e de acordo com propósitos altruístas - sem o que não poderão funcionar. Dependem de fases intermédias em que, misteriosamente, desaparecem os interesses individuais.
    Já uma sociedade liberal não depende da bondade dos seus elementos. Antes de mais, porque não pressupõe o direito de coacção de uns sobre outros (ou, no caso dos minarquistas, limita-a ao mínimo dos mínimos) . Mas fundamentalmente porque os interesses de cada um são constantemente arbitrados na interação com os restantes.
    A este propósito, sugiro este link, de um ardente defensor da visão anarco-capitalista: http://mises.org.pt/posts/artigos/eleitores-e-consumidores/

    (uma provocaçãozita..)
  4.  # 5

    Boas,

    Colocado por: luisvvNão percebo. Está a dizer-me que algum desses bens deve ser produzido em monopólio?


    Não, nunca me ouviu defender um monopólio.
    O que eu defendo e sempre defendi é que há "produtos":
    - a que todos devem ter acesso, independentemente de terem poder de compra ou não para o adquirirem (e aqui nunca ouviu nenhuma teoria minha de como o conseguir).
    - não devem ficar no "monopólio" dos privados.
    - não devem ter a sua regulação feita (exclusivamente?) pelo mercado.

    Colocado por: luisvvE de justiça, estamos conversados - o quase monopólio do Estado é unanimemente reconhecido como ineficiente (quase monopólio, porque quem pode orienta-se com tribunais arbitrais, embora em última análise estejam sob tutela do Estado e consequente ineficiência).


    Quem faria as regras/leis e quem as faria cumprir no "seu" sistema?
    Não quero nem nunca disse que o sistema actual é eficiente, aliás, nem sei se essa é a minha verdadeira preocupação.
    Só me preocuparia com a eficiência se considerasse o sistema justo, coisa que tenho dúvidas (se considero ou não).
    Se tenho dúvidas que o sistema seja justo, não tenho dúvidas que a sua aplicação não o é (no meu entender é um problema "ligeiramente" diferente de ser eficiente).


    Colocado por: luisvvA educação? Em que aspecto é que o "controlo" do Estado tem sido benéfico? Não acredito que suponha que sem Estado não haveria educação..


    Mais uma vez:
    Nunca quis dizer que o estado deve ter controlo, o que verdadeiramente me interessa é que todos tenham acesso.
    Se me pergunta se têm sido benéfico respondo-lhe que não sei, é uma questão demasiado complexa e com demasiadas variáveis.
    Se me "agrada" que seja o estado a definir o que é a "educação"? Não, pelo menos este estado.

    Colocado por: luisvvQue da tomada do poder por uma elite esclarecida ou vanguarda, decorra uma sociedade livre onde todos serão iguais (e igualmente prósperos) é algo que desafia as regras do entendimento.


    De acordo.
    Mas, como tantas outras ideias "teóricas", como por exemplo:
    - Que o preço "justo" será atingido sem uma regulação externa à negociação entre vendedor e comprador.
    - Que a inexistência de monopólios signifique que não há monopolização.

    Colocado por: luisvvEmbora Marx e Engels forneçam descrições vagas


    Dos 4 que referi o único que me "marcou" foi reich.

    Colocado por: luisvvO problema é pressupor que os homens podem ser todos, sempre, altruístas.


    Exactamente o que eu disse por outras palavras.

    Colocado por: luisvvMas o homem que tem é o homem que há.. .


    E não será este o verdadeiro problema?

    Colocado por: luisvvSupõem que todos agirão com o mesmo objectivo em mente, e de acordo com propósitos altruístas - sem o que não poderão funcionar.


    Verdade com um parênteses:
    Nem todos os objectivos terão de necessariamente comuns:

    Colocado por: luisvvDependem de fases intermédias em que, misteriosamente, desaparecem os interesses individuais.


    Eu não o vejo dessa forma, mas entendo que dificilmente pode ser entendido da forma que eu o entendo (por características pessoais).
    Há objectivos/interesses comuns que "teriam" de obrigatoriamente ser partilhados por todos, alguns dos quais poderiam colidir com objectivos/interesses pessoais (completamente de acordo).
    O que acontece é que aqueles objectivos/interesses comuns que eu considero fundamentais não colidem com os meus objectivos/interesses pessoais, não me retirando desta forma qualquer "individualidade". Admito que é o meu caso pessoal e que não possa ser extrapolado para uma sociedade, no entanto volto a frisar que com o "homem actual" não vejo forma de ser aplicado.


    Colocado por: luisvvMas fundamentalmente porque os interesses de cada um são constantemente arbitrados na interação com os restantes.


    Eu até poderia concordar, mas:
    - isso só seria verdade se o peso dos intervenientes for o mesmo (e aqui voltaríamos à democracia?).
    - essa "arbitração" não é uma espécie de "regulação"?
    - essa "arbitração" não é uma limitação da liberdade individual?

    Vamos a um caso concreto:
    Imaginemos que não existe qualquer tipo de regulação.
    Vamos imaginar um produto X.
    Vamos imaginar que existem 10 empresas no "mercado".
    Vamos imaginar que as empresas conseguem colocar no mercado o produto X com um lucro de Y.
    Vamos imaginar que existem Z pessoas.
    Então o lucro das empresas em conjunto será Y*Z.

    Agora imaginemos que as empresas decidem aumentar o lucro para 5Y e com isso só metade das pessoas conseguirão continuar a comprar o produto X.
    Aqui então o lucro conjunto passará a ser 5Y*(Z/2)=2.5*Y*Z.

    Agora 2 perguntas:
    - Acha justo?
    - Como é que o seu sistema se defende disto?

    Já sei o que me vai responder: isso não funciona assim, nesse caso uma das empresas em vez de vender a 5Y passaria a vender a 4Y e as outras iriam atrás, e assim sucessivamente até chegarmos de novo a Y.
    Errado, mesmo num mercado "regulado" isto acontece e o que não faltam por ai são exemplos disto.
    Sei que uma das "variáveis" é justamente o que o "cliente" está disposto a pagar pelo produto, mas será isto justo se o "cliente" não puder sobreviver sem o produto?

    Colocado por: luisvv(uma provocaçãozita..)


    Não sou nem nunca fui defensor de uma democracia parlamentar, então "desta" democracia parlamentar nem se fala.
    (já aqui o referi: o "Escuta Zé Ninguém" do Reich expressa muito bem o que sinto desta "democracia")
    Se há melhor que "isto"?
    Penso que sim, sem certezas (não, não é o comunismo).
    Se o que eu penso que era "melhor" significa que era melhor para mim? Tenho muitas dúvidas.
    Já por aqui o disse também: Aquilo que eu considero que seria mais justo iria acabar com muitas coisas que damos por adquiridas.

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  5.  # 6

    Boas,

    Corte dos subsídios terá a duração do programa
    Os subsídios de Natal e de Férias serão retidos na Função Pública enquanto "durar" o programa de ajustamento. Ministro espera que este finde em 2013, com o regresso de Portugal aos mercados. Mas admite também que este possa ter de ser prolongado.
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=519883

    Gaspar diz que Portugal precisará de assistência externa após 2013
    O ministro das Finanças avisou ontem os portugueses de que devem estar preparados para mais medidas de austeridade orçamental no próximo ano, que considera como “ano decisivo” para recuperar a credibilidade externa.
    http://www.ionline.pt/dinheiro/gaspar-diz-portugal-precisara-assistencia-externa-apos-2013

    Governo cede e altera diploma de recapitalização da banca
    Vítor Gaspar admitiu ir ao encontro das pretensões dos banqueiros que chegaram a queixar-se do governo a Bruxelas
    http://www.ionline.pt/dinheiro/governo-cede-altera-diploma-recapitalizacao-da-banca

    "O Sr. primeiro-ministro deve explicar o que se passa com o Ministério da Justiça para ser entregue a um escritório de advogados de Lisboa", disse.
    No entanto classificou a arbitragem como "uma justiça clandestina em que os juízes são escolhidos e pagos pelas partes" afirmando que "é utilizada muitas vezes para legitimar negócios ilícitos em que o Estado e os recursos públicos saem sempre a perder".
    http://www.ionline.pt/portugal/marinho-pinto-afirma-ministerio-foi-entregue-escritorio-advogados

    Patrões preferem mais horas de trabalho a reduzir salários
    http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=33997

    Um quinto das pessoas já trabalha mais de 41 horas
    Flexibilidade que vai ser pedida aos trabalhadores nem sempre é dada pelas empresas, revela um estudo do INE.
    A semana efectiva de trabalho já ultrapassa as 41 horas para mais de um milhão de pessoas em Portugal. É sobre este grupo, que representa um quinto do trabalhadores por conta de outrem, que mais pode pesar o anunciado aumento do horário de trabalho, em mais duas horas e meia por semana.
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=520013&pn=1


    Não há dinheiro para hospitais
    http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/nao-ha-dinheiro-para-hospitais

    Administrador acumula carros
    O presidente do Conselho de Administração do Hospital de Barcelos está a acumular dois carros de serviço. Lino Mesquita Machado mantém o automóvel de serviço do antigo hospital de S. Marcos, em Braga, desde 2007, onde também é administrador.
    http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/administrador-acumula-carros

    Recebe sem trabalhar
    Segundo fonte da PJ, a verba refere-se a uma avença mensal de 824 euros que está a ser paga desde Maio de 2010 a Aurélio Leite, proprietário de um café em Granja do Ulmeiro, "para desempenhar coisa nenhuma, já que não tem qualquer função definida".
    http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/recebe-sem-trabalhar

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  6.  # 7

    Boas,

    Milionários norte-americanos pedem: “Aumentem os nossos impostos”
    Um grupo de 138 milionários norte-americanos enviou uma carta aos líderes do Congresso e ao Presidente dos Estados Unidos pedindo que lhes sejam aumentados os impostos “pelo bem da nação”.
    ...
    “Por favor façam a coisa certa e aumentem os nossos impostos”, dizem estes empresários
    ...
    Estes Milionários Patrióticos frisam ainda que “beneficiaram” da saúde económica e financeira norte-americana no passado e que querem agora dar a sua “contribuição” para que outros “possam também ter sucesso”.
    http://www.publico.pt/Mundo/milionarios-norteamericanos-pedem-aumentem-os-nossos-impostos-1521359

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  7.  # 8

    luisvv

    só um pequeno apontamento, no seu entender quem é que devia decidir fazer uma estrada e o seu trajecto? o estado ou os privados? já não falo da sua exploração...
    Concordam com este comentário: kuGu_eLu
    Estas pessoas agradeceram este comentário: kuGu_eLu
  8.  # 9

    marco1,

    No entanto quem faz as estradas e o projecto é o privado (pelo menos as maiores), usualmente define-se o ponto A, B, C, D, n e cabe ao projectista moldar um percurso de forma a passar nesses diversos pontos, isto é, o privado.
    Agora no geral, sim, é o público que decide e que indica os pontos A, B... referidos. Poderemos dizer que a direcção é escolhida pelo estado (a direcção Norte-Sul é a mesma que a direcção Sul-Norte).
    E a decisão deve ficar a cargo do público obviamente. E sim, o público deveria ter técnicos para estes projectos.
  9.  # 10

    não falo do aspecto técnico ( projectos, etc..), mas sim da decisão de existir ou não existir estrada. mas pronto, por inerencia um gabinete estatal a estudar o assunto.
  10.  # 11

    Boas,

    Colocado por: marco1só um pequeno apontamento, no seu entender quem é que devia decidir fazer uma estrada e o seu trajecto? o estado ou os privados? já não falo da sua exploração...


    Mas isso é simples:
    Uma estrada será feita quando existir alguém disposto a pagar o preço pelo qual alguém está disposto a fazê-la.
    Qual é a confusão?

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  11.  # 12

    reflexo

    isso é ironic mod não ? se não é uma bela perspectiva de politica de desenvolvimento do território.
    Concordam com este comentário: oxelfeR (RIP)
  12.  # 13

    Boas,

    ACT: trabalho não declarado "não pára de aumentar"
    Há empresas que exigem quatro a cinco horas de trabalho extraordinário por dia, não pago. "Lamentável", considera o inspector-geral da ACT
    Fuga ao pagamento de contribuições, falsos recibos verdes, quatro ou cinco horas de trabalho extraordinário não pago por dia. As situações detectadas pela Autoridade das Condições de Trabalho "não páram de aumentar", afirmou hoje o inspector-geral, José Luís Forte.
    "Quando falo de agravamento de horário de trabalho não falo de meia hora. Estou a falar-lhe de períodos de trabalho que às vezes detectamos de quatro ou cinco horas [extraordinárias]. E mais lamentavel ainda que encontramos muitas situações destas que são mais quatro ou cinco horas não pagas", acrescentou.
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=520199

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  13.  # 14

    O meu palpite é que não se fazem estradas. Porque há-de sempre haver alguém que não vende o seu terreno, indispensável para se poder fazer a estrada, por motivos afectivos que dinheiro nenhum paga. Mesmo que o mercado determine o valor do terreno, não podem obrigá-lo a vender.
  14.  # 15

    Se me "agrada" que seja o estado a definir o que é a "educação"? Não, pelo menos este estado.

    Vejamos: Nem este, nem nenhum. A natureza do Estado é tirar a uns para dar a outros, e impor as ideias e modos de vida de uns a outros....
    Quanto ao acesso a determinados serviços por quem não tenha poder de compra, é bom recordar que o poder de compra actual não é propriamente um bom termo de comparação, visto que é resultante da aplicação continuada de políticas que distorcem os mecanismos de mercado.

    De acordo. Mas, como tantas outras ideias "teóricas", como por exemplo:
    - Que o preço "justo" será atingido sem uma regulação externa à negociação entre vendedor e comprador.
    - Que a inexistência de monopólios signifique que não há monopolização.


    Aí, creio que há má compreensão desses conceitos. Desde que resulte de contrato voluntário, e na ausência de um monopólio artificialmente criado, o preço é por natureza justo. A avaliação que cada um de nós faz, em cada momento, do preço dos bens é pessoal e intransmissível, na medida em que reflecte os nossos interesses e condicionalismos.
    Quanto ao resto, não havendo barreiras à entrada num mercado, a prática de cartelização ou outras anti-concorrência não teria vantagens, por não poder ser assegurada de modo duradouro.

    Dos 4 que referi o único que me "marcou" foi reich.

    Confesso que não conheço, à excepção de umas referências avulsas sobre liberdade sexual.

    Exactamente o que eu disse por outras palavras.


    E não será este o verdadeiro problema?

    Não exactamente. O problema é imaginar sistemas para marcianos e aplicá-los a terráqueos.

    Parece uma evidência que tais homens não existem e não existirão - e que enquanto não existirem, é inevitável usar o que há - homens que agem de acordo com os seus interesses, que podem variar a cada momento.

    Verdade com um parênteses: Nem todos os objectivos terão de necessariamente comuns
    Eu não o vejo dessa forma, mas entendo que dificilmente pode ser entendido da forma que eu o entendo (por características pessoais). Há objectivos/interesses comuns que "teriam" de obrigatoriamente ser partilhados por todos, alguns dos quais poderiam colidir com objectivos/interesses pessoais (completamente de acordo).
    O que acontece é que aqueles objectivos/interesses comuns que eu considero fundamentais não colidem com os meus objectivos/interesses pessoais, não me retirando desta forma qualquer "individualidade". Admito que é o meu caso pessoal e que não possa ser extrapolado para uma sociedade, no entanto volto a frisar que com o "homem actual" não vejo forma de ser aplicado.


    Eu até poderia concordar, mas:
    - isso só seria verdade se o peso dos intervenientes for o mesmo (e aqui voltaríamos à democracia?).
    - essa "arbitração" não é uma espécie de "regulação"? - essa "arbitração" não é uma limitação da liberdade individual?

    Mas aí voltamos ao mesmo erro: a existência de regras não pressupõe a existência de um monopolista que as imponha - nem supõe sequer a necessidade de igualdade entre partes.

    Vamos a um caso concreto: Imaginemos que não existe qualquer tipo de regulação.
    Vamos imaginar um produto X.
    Vamos imaginar que existem 10 empresas no "mercado".
    Vamos imaginar que as empresas conseguem colocar no mercado o produto X com um lucro de Y.
    Vamos imaginar que existem Z pessoas.
    Então o lucro das empresas em conjunto será Y*Z.

    Agora imaginemos que as empresas decidem aumentar o lucro para 5Y e com isso só metade das pessoas conseguirão continuar a comprar o produto X.
    Aqui então o lucro conjunto passará a ser 5Y*(Z/2)=2.5*Y*Z.
    Agora 2 perguntas:
    - Acha justo?
    - Como é que o seu sistema se defende disto?
    Já sei o que me vai responder: isso não funciona assim, nesse caso uma das empresas em vez de vender a 5Y passaria a vender a 4Y e as outras iriam atrás, e assim sucessivamente até chegarmos de novo a Y.

    O mercado tem diversas formas de se ajustar, basta escolher uma (ou da combinação de várias delas):
    a) a procura reduz, a oferta tende a reduzir, os custos de produção por unidade tende a subir, o lucro por unidade tende a descer;
    b) a redução da procura não garante distribuição proporcional da quota de mercado - nessas condições as empresas com menor quota de mercado tendem a sair fragilizadas e a competir pelo preço;
    c) sendo o mercado aberto, o aumento da remuneração do capital investido tende a atrair novos agentes, o que pressiona os preços para baixo;
    e podia continuar..

    Errado, mesmo num mercado "regulado" isto acontece e o que não faltam por ai são exemplos disto.
    Sei que uma das "variáveis" é justamente o que o "cliente" está disposto a pagar pelo produto, mas será isto justo se o "cliente" não puder sobreviver sem o produto?

    Mas há mesmo assim tantos mercados não regulados? E tem exemplos palpáveis que queira trazer para aqui?
    Voltando à justiça: preço reflecte a utilidade (no sentido de satisfação de interesses e preferências) do bem ou serviço para o comprador. Não há nenhum motivo para um produto de grande utilidade não ter a procura satisfeita.
    • luisvv
    • 17 novembro 2011 editado

     # 16

    só um pequeno apontamento, no seu entender quem é que devia decidir fazer uma estrada e o seu trajecto? o estado ou os privados? já não falo da sua exploração...


    Essa é uma pergunta com rasteira, ahn ?

    1) Do ponto de vista de um defensor do Estado, essa pergunta nem se coloca: o Estado sabe melhor que eu ou o marco1 onde é que uma estrada é mais útil, não é ?

    2) Do ponto de vista de quem não admite a existência de Estado, naturalmente que uma estrada terá que resultar da acção do(s) proprietário(s) dos individuos.

    3) Do ponto de vista de quem defende um estado mínimo, a concepção de estradas pelo Estado não parece razoável.
  15.  # 17

    E a decisão deve ficar a cargo do público obviamente.


    Obviamente, porque...?
  16.  # 18

    Mas isso é simples: Uma estrada será feita quando existir alguém disposto a pagar o preço pelo qual alguém está disposto a fazê-la. Qual é a confusão?

    Exactamente como acontece hoje (e como sempre aconteceu..). Com a diferença de que agora, quem decide não é quem paga, logo tem pouco incentivo para decidir racionalmente.

    isso é ironic mod não ? se não é uma bela perspectiva de politica de desenvolvimento do território.

    A ideia de "política de desenvolvimento do território" é em si mesma todo um programa, e dá um resultadão...
    •  
      MRui
    • 17 novembro 2011

     # 19

    Colocado por: luisvvConfesso que não conheço [Reich], à excepção de umas referências avulsas sobre liberdade sexual.

    É verdade, o Wilhelm já naquela altura gostava de umas festas bunga-bunga. Por mim, nada a opor, apesar de achar que os psiquiatras e psicanalistas não jogam com o baralho todo.
    Concordam com este comentário: Jorge Rocha
  17.  # 20

    Colocado por: luisvv

    Obviamente, porque...?


    Obviamente porque uma estrada, principalmente quando livre de pagamento ao utilizador (e não em interessa se os custos estão diluídos nos impostos), é um serviço publico para uso da população em geral devendo ser elaborada/decidida em função da necessidade geral....assim obviamente que não deverá ser um privado a decidi-lo.
 
0.2366 seg. NEW