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  1.  # 161

    Boas,


    Dar prioridade ao equilíbrio orçamental é “mal-entendido macroeconómico”, diz Jeffrey Sachs
    O economista Jeffrey Sachs criticou nesta quinta-feira a abordagem europeia à crise financeira internacional, considerando um “estranho mal-entendido macroeconómico” a prioridade ao equilíbrio de orçamentos, em vez de se assegurar liquidez no sector bancário.

    Falando na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, numa conferência sobre a crise do euro, Sachs defendeu que Europa e Estados Unidos “estão a viver a mesma crise”, que a curto prazo é de instabilidade nos mercados financeiros e a longo prazo de perda de competitividade económica, e têm diferido só nas políticas e remédios aplicados.

    “Foram os mesmos bancos, os mesmos mercados [na Europa e nos Estados Unidos], quer fossem em dólares ou euros. Tivemos bolhas em vários países”, disse Sachs.

    Para o economista, os bancos fomentaram a criação de bolhas no mercado imobiliário, além de “activos tóxicos”, e no caso da Europa os bancos franceses e alemães “tiveram um papel enorme” neste processo.

    Com o explodir destas “bolhas”, os Estados Unidos acorreram ao resgate de instituições financeiras e injectaram liquidez no sistema financeiro, através da Reserva Federal, enquanto a União Europeia se debate com a resposta porque “no pensamento económico alemão não há tal coisa como um financiador de último recurso”.

    A Alemanha tem-se recusado a reconhecer a crise bancária e trata-a como uma crise orçamental o que é factualmente errado”, defendeu o economista.

    Dada a fraca resposta do Banco Central Europeu, até entrar o novo presidente, Mario Draghi, a Europa “entrou numa amplificação da bolha de 2008”.

    Os economistas alemães no BCE “resistiram” à intervenção, um “estranho mal-entendido macroeconómico” que “pode levar a autodestruição da zona euro”.

    Para Sachs, o “colapso do crédito bancário a curto prazo” na Grécia, que deixou o país em queda livre, mostra como é “um grande erro” tratar a crise financeira como orçamental.

    “A curto prazo, a crise financeira tem de ser lidada com crédito bancário”, defendeu.

    O pano de fundo, adiantou, é a competitividade e produção industrial estarem a mudar-se para outras partes do mundo, em particular para a China, um problema partilhado nos dois lados do Atlântico.

    “Não há nada de fundamentalmente errado com a Europa, há um sector bancário com problemas”, disse Sachs, que apontou mesmo países como a Suécia, Noruega e Dinamarca como modelos de sustentabilidade económica e ambiental.

    Também para Guillermo Calvo, da Universidade de Columbia, a crise é de “liquidez”, não de sustentabilidade orçamental, e é necessária maior intervenção do BCE, algo em que a Alemanha “terá um papel chave”.

    Neste momento, disse, “o sistema financeiro está a andar sobre gelo fino”, o que deixa “os norte-americanos nervosos”.

    A conferência foi aberta pelo presidente do conselho económico da Casa Branca, Alan Krueger, que defendeu que os Estados Unidos estão hoje “numa posição muito diferente comparada com a da Europa”, graças às reformas financeiras recentes.

    “A Europa ainda tem muitos ajustamentos a fazer para fortalecer o seu sector financeiro”, disse o principal conselheiro económico de Barack Obama.

    “A nossa posição continua a ser que a Europa tem recursos e capacidade para lidar com os seus problemas. Fizeram muitos progressos, é importante que continuem porque há uma tremenda dependência de eles resolverem os seus problemas financeiros”, adiantou.


    http://economia.publico.pt/Noticia/dar-prioridade-ao-equilibrio-orcamental-e-malentendido-macroeconomico-diz-jeffrey-sachs-1543709


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  2.  # 162

    Boas,

    Standard & Poor's baixa rating de Espanha
    "Num ambiente de contração económica, e contrariamente às nossas previsões precedentes, pensamos que a trajetória das finanças públicas do reino de Espanha vai, provavelmente, deteriorar-se", refere a agência em comunicado, alertando para "o aumento da probabilidade de o Estado espanhol conceder um apoio financeiro suplementar ao setor bancário"
    http://expresso.sapo.pt/standard--poors-baixa-iratingi-de-espanha=f721877


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    • eu
    • 27 abril 2012

     # 163

    Sempre quero ver se isto é mesmo a sério... duvido muito...

    http://economia.publico.pt/Noticia/passos-coelho-promete-novidades-positivas-sobre-renegociacao-de-ppp-1543770

    "Passos Coelho falava hoje na abertura da conferência “Growth and Competitiveness under Adjustment” (“Crescimento e Competitividade no âmbito do Ajustamento”), que está a decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

    O primeiro-ministro garantiu que o Governo está a tomar medidas para democratizar a economia e actuar sobre os seus núcleos protegidos e as rendas excessivas de que gozam alguns sectores.

    “As escolhas que, no passado, foram privilegiadas e que criaram núcleos de privilégio injustificados, mercados protegidos, rendas excessivas, contratos desequilibrados para o Estado e o contribuinte, terão de ser resolvidos rápida e decisivamente”, afirmou.

    “Estou confiante de que, em breve, teremos novidades muito positivas, nomeadamente em relação à renegociação das PPP e aos benefícios do sector energético”, garantiu.

    A redução das rendas do sector energético é um dos principais “pontos de honra” do programa de ajuda externa e uma das áreas em que a troika mais tem pressionado o Governo a agir rapidamente, com vista a reduzir os custos para as empresas e, consequentemente, aumentar a competitividade e estimular o crescimento. "
  3.  # 164

    Um bocadinho de areia para os olhos... de qualquer das maneiras até pode ser verdade, ele não diz é quando, "Estou confiante de que, em breve", e mesmo que disse-se está mais que visto que a palavra dos políticos não é de "honra".
    Alexandre
    Concordam com este comentário: eu
  4.  # 165

    Se for verdade o que ele diz, eu não quero fazer uma viagem no mesmo avião que ele ...
    Concordam com este comentário: Erdnaxela
    • PMir
    • 27 abril 2012

     # 166

    Viva,

    Sobre toda esta discussão, apenas retenho sobre a crise portuguesa e sua resolução (não cito porque já nem me lembro quem escreveu, mas está duas ou três páginas paa trás):

    Mas isso implicaria que os sucessivos governos, governassem para os cidadãos e não para os seus próprios interesses egoistas.

    Cumpts,
    PMir
  5.  # 167

    Mas isso implicaria que os sucessivos governos, governassem para os cidadãos e não para os seus próprios interesses egoistas.


    O que por sua vez implicaria que os "cidadãos" fossem uma massa informe e indistinta, sem interesses ou vontades próprias e contraditórias entre si, ou que os "governantes" fossem dotados do poder da ominisciência, já para não falar da maldição da santidade.
 
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