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  1.  # 341

    engraçado, eu se tivesse um rendimento desses tambem o gastava em grande parte lá "fora" ( viagens, produtos estrangeiros, resorts, férias etc....), que é o que essas pessoas acabam por fazer em grande parte.
    engraçado tambem é que se esses tais milhões por ano dessas pessoas não fossem rendimentos mas dinheiro que elas ou o sistema injectava em termos de investimento, concerteza não eram taxados a 75%, como veem há muitas formas de ver a questão.
    e quanto mais eu cá não defendo esta ou aquela medida, não sou "fanatico" APENAS VEJO que de alguma forma a riqueza terá que ser melhor distribuida, sejamos honestos.
  2.  # 342

    Boas,

    BCE quer salários mais baixos para países em dificuldades ganharem competitividade
    O Banco Central Europeu (BCE) recomenda aos países da zona euro sob assistência financeira, e com altos níveis de desemprego, que avancem com mais reformas estruturais para restaurarem a competitividade. Entre elas, sugere que se baixem os salários, nomeadamente o salário mínimo, que em Portugal se situa em 485 euros.
    http://economia.publico.pt/Noticia/bce-quer-salarios-mais-baixos-para-paises-em-dificuldades-ganharem-competitividade--1558565


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  3.  # 343

    essa é digna do 1 de abril :)
  4.  # 344

    Não é preciso decretar a baixa dos salários, eles baixam por si, como alíás está a acontecer.

    Quanto ao salário mínimo, o melhor que se podia fazer era aboli-lo, mas isso seria demasiado chocante para algumas almas mais sensíveis e menos dadas a reflectirem sobre as consequências e efeitos de algumas decisões para além do seu aspecto superficial.
    A relação directa entre desemprego jovem e salário mínimo, já está razoalvelmente estudada por alguns economistas, dois deles, se não me engano, receberam o prémio Nobel de 2009 com base em investigação sobre este assunto.
  5.  # 345

    e que tal baixar todos os salários???

    no tempo da escravatura nem havia era salario.
  6.  # 346

    Boas,

    Colocado por: J.FernandesA relação directa entre desemprego jovem e salário mínimo, já está razoalvelmente estudada por alguns economistas


    Assim como outros assuntos que nos poderiam ter "livrado" desta coisa chamada "crise"!

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  7.  # 347

    e que tal baixar todos os salários???

    no tempo da escravatura nem havia era salario.

    E porque não abolir os salários? Bastava as empresas fornecerem as refeições aos funcionários e respectivas famílias, arranjar-lhes um canto com um catre para dormir e pouco mais. Talvez o passe social e 5 euros ao domingo para poderem ir ver a praia. Era capaz de garantir que passaríamos a ser muito competitivos, mas não sei. Provavelmente apareceriam alguns iluminados a sustentar que 3 refeições por dia eram demasiadas e prejudicavam a economia.
  8.  # 348

    Boas,

    Já agora também era engraçado ver o que nós estamos a exportar.
    A exportações que aumentaram foram de sectores com salários baixos ou teriam outra qualquer característica?

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  9.  # 349

    Boas,

    Grécia atingiu em sete meses 89% do défice previsto para 2012
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=572969

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  10.  # 350

    Colocado por: marco1e que tal baixar todos os salários???

    no tempo da escravatura nem havia era salario.

    Caro marco1, isso já acontece, desde sempre: faz-se através da inflação. O marco1 continua a receber o mesmo valor nominal, mas consegue comprar menos bens. Quando lhe falam de sair do euro, é mais ou menos isso que lhe estão a propor.
    Também se consegue de outra forma: os desempregados vão reentrar no mercado de trabalho a ganhar substancialmente menos.



    E porque não abolir os salários? Bastava as empresas fornecerem as refeições aos funcionários e respectivas famílias, arranjar-lhes um canto com um catre para dormir e pouco mais. Talvez o passe social e 5 euros ao domingo para poderem ir ver a praia. Era capaz de garantir que passaríamos a ser muito competitivos, mas não sei. Provavelmente apareceriam alguns iluminados a sustentar que 3 refeições por dia eram demasiadas e prejudicavam a economia.


    A forma como se encara o salário mínimo é estranha. Parece que sem um salário mínimo seriamos selvagens, embora ninguém aqui no forum se tenha aventurado a explicar como é que num país em que 2/3 da população nao fez o secundário, apenas cerca de 10% recebe o salário mínimo (oficialmente, sendo certo que é relativamente frequente a subdeclaracao de rendimentos). Algo falha nessa teoria da barbárie..

    Por outro lado ainda, gostava de perceber se alguém julga que, com um salário mínimo de X, alguma empresa contratará alguém que nao produza x+y...
    A verdade é que se nao produzir mais do que o valor do SMN, pura e simplesmente nao será contratado.
    Isto para nao falar do Incentivo à robótizacao do trabalho.
  11.  # 351

    Boas,


    É quando Pedro Ferraz da Costa diz, com aquele ar perpetuamente zangado e enjoado com o mundo, que é preciso acabar com 100.000 ou 200.000 empregos na função pública, sem problema nenhum, porque o Estado vai continuar a funcionar na mesma. É que não é análise, é desejo. É quando se defende um mundo que funcione para as "empresas" - uma abstracção funcional porque o que eles querem dizer é outra coisa - sem ter que emperrar porque há leis, direito e direitos, instituições e eleições, interesses outros que não os das classes "certas". Quando esse discurso, bruto e sem ambiguidades, veio ao de cima com a decisão do Tribunal Constitucional, percebemos bem a raiva.
    ...
    Para alguns, falar dos de cima e dos de baixo, é marxismo. Coitados, sabem bem pouco o que é o marxismo, para sequer perceberem que Marx escreveu toda a sua obra para explicar que não era "científico" falar assim dos conflitos sociais. Não, não é marxismo, nem pcpismo, nem bloquismo, é apenas repetir a mais velha percepção de que os conflitos sociais de sempre se fazem entre quem ganha e quem perde, quem é mandado e quem manda, entre quem tem e quem não tem. Vem em Aristóteles e vem em Aristófanes, a sério e a gozar.

    Em alturas de mudança social profunda, neste caso associada à destruição da classe média e ao empobrecimento generalizado, quem não percebe isto, não percebe nada. Em Setembro, acordará do seu sono percebendo o canto a que está encostado. Ou em Agosto, ou em Outubro. Porque estas coisas, uma vez maduras, não escolhem nem dia nem hora.
    ...


    Acresce que o controlo das despesas assenta essencialmente no corte de salários e subsídios na função pública, que não é propriamente uma medida estrutural. O próprio governo admitia-a como transitória e de excepção, para acabar em 2013, 2014, 2015, ou 2018, seja lá quando for, mas provisória. Hoje sabe-se que a medida é considerada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional, como aliás de há muito se suspeitava, pelo que ainda mais conjuntural e excepcional ela parece. Ajuda em 2012, mas não chega, e desaparece em 2013. Por isso, aquilo em que a frase “no que depende de nós” enche o peito de ar, ´pouco mais do que ar de lá sai, porque a dura realidade dos factos é que o governo não vai atingir o seu objectivo central, quase único, de cumprir o aspecto central do acordo com a troika. A troika fecha os olhos, ou porque precisa de um exemplo positivo para mostrar aos malditos gregos, ou porque uma parte da troika começa a perceber que o programa de laboratório não resulta nos testes com os ratinhos, ou porque, avaliando Portugal, se avalia a si própria e não quer dar má nota a si mesma.


    http://abrupto.blogspot.pt/

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  12.  # 352

    Boas,


    É quando Pedro Ferraz da Costa diz, com aquele ar perpetuamente zangado e enjoado com o mundo, que é preciso acabar com 100.000 ou 200.000 empregos na função pública, sem problema nenhum, porque o Estado vai continuar a funcionar na mesma. É que não é análise, é desejo. É quando se defende um mundo que funcione para as "empresas" - uma abstracção funcional porque o que eles querem dizer é outra coisa - sem ter que emperrar porque há leis, direito e direitos, instituições e eleições, interesses outros que não os das classes "certas". Quando esse discurso, bruto e sem ambiguidades, veio ao de cima com a decisão do Tribunal Constitucional, percebemos bem a raiva.
    ...
    Para alguns, falar dos de cima e dos de baixo, é marxismo. Coitados, sabem bem pouco o que é o marxismo, para sequer perceberem que Marx escreveu toda a sua obra para explicar que não era "científico" falar assim dos conflitos sociais. Não, não é marxismo, nem pcpismo, nem bloquismo, é apenas repetir a mais velha percepção de que os conflitos sociais de sempre se fazem entre quem ganha e quem perde, quem é mandado e quem manda, entre quem tem e quem não tem. Vem em Aristóteles e vem em Aristófanes, a sério e a gozar.

    Em alturas de mudança social profunda, neste caso associada à destruição da classe média e ao empobrecimento generalizado, quem não percebe isto, não percebe nada. Em Setembro, acordará do seu sono percebendo o canto a que está encostado. Ou em Agosto, ou em Outubro. Porque estas coisas, uma vez maduras, não escolhem nem dia nem hora.
    ...


    Acresce que o controlo das despesas assenta essencialmente no corte de salários e subsídios na função pública, que não é propriamente uma medida estrutural. O próprio governo admitia-a como transitória e de excepção, para acabar em 2013, 2014, 2015, ou 2018, seja lá quando for, mas provisória. Hoje sabe-se que a medida é considerada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional, como aliás de há muito se suspeitava, pelo que ainda mais conjuntural e excepcional ela parece. Ajuda em 2012, mas não chega, e desaparece em 2013. Por isso, aquilo em que a frase “no que depende de nós” enche o peito de ar, ´pouco mais do que ar de lá sai, porque a dura realidade dos factos é que o governo não vai atingir o seu objectivo central, quase único, de cumprir o aspecto central do acordo com a troika. A troika fecha os olhos, ou porque precisa de um exemplo positivo para mostrar aos malditos gregos, ou porque uma parte da troika começa a perceber que o programa de laboratório não resulta nos testes com os ratinhos, ou porque, avaliando Portugal, se avalia a si própria e não quer dar má nota a si mesma.


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  13.  # 353

    Boas,


    É quando Pedro Ferraz da Costa diz, com aquele ar perpetuamente zangado e enjoado com o mundo, que é preciso acabar com 100.000 ou 200.000 empregos na função pública, sem problema nenhum, porque o Estado vai continuar a funcionar na mesma. É que não é análise, é desejo. É quando se defende um mundo que funcione para as "empresas" - uma abstracção funcional porque o que eles querem dizer é outra coisa - sem ter que emperrar porque há leis, direito e direitos, instituições e eleições, interesses outros que não os das classes "certas". Quando esse discurso, bruto e sem ambiguidades, veio ao de cima com a decisão do Tribunal Constitucional, percebemos bem a raiva.
    ...
    Para alguns, falar dos de cima e dos de baixo, é marxismo. Coitados, sabem bem pouco o que é o marxismo, para sequer perceberem que Marx escreveu toda a sua obra para explicar que não era "científico" falar assim dos conflitos sociais. Não, não é marxismo, nem pcpismo, nem bloquismo, é apenas repetir a mais velha percepção de que os conflitos sociais de sempre se fazem entre quem ganha e quem perde, quem é mandado e quem manda, entre quem tem e quem não tem. Vem em Aristóteles e vem em Aristófanes, a sério e a gozar.

    Em alturas de mudança social profunda, neste caso associada à destruição da classe média e ao empobrecimento generalizado, quem não percebe isto, não percebe nada. Em Setembro, acordará do seu sono percebendo o canto a que está encostado. Ou em Agosto, ou em Outubro. Porque estas coisas, uma vez maduras, não escolhem nem dia nem hora.
    ...


    Acresce que o controlo das despesas assenta essencialmente no corte de salários e subsídios na função pública, que não é propriamente uma medida estrutural. O próprio governo admitia-a como transitória e de excepção, para acabar em 2013, 2014, 2015, ou 2018, seja lá quando for, mas provisória. Hoje sabe-se que a medida é considerada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional, como aliás de há muito se suspeitava, pelo que ainda mais conjuntural e excepcional ela parece. Ajuda em 2012, mas não chega, e desaparece em 2013. Por isso, aquilo em que a frase “no que depende de nós” enche o peito de ar, ´pouco mais do que ar de lá sai, porque a dura realidade dos factos é que o governo não vai atingir o seu objectivo central, quase único, de cumprir o aspecto central do acordo com a troika. A troika fecha os olhos, ou porque precisa de um exemplo positivo para mostrar aos malditos gregos, ou porque uma parte da troika começa a perceber que o programa de laboratório não resulta nos testes com os ratinhos, ou porque, avaliando Portugal, se avalia a si própria e não quer dar má nota a si mesma.


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  14.  # 354

    Boas,


    É quando Pedro Ferraz da Costa diz, com aquele ar perpetuamente zangado e enjoado com o mundo, que é preciso acabar com 100.000 ou 200.000 empregos na função pública, sem problema nenhum, porque o Estado vai continuar a funcionar na mesma. É que não é análise, é desejo. É quando se defende um mundo que funcione para as "empresas" - uma abstracção funcional porque o que eles querem dizer é outra coisa - sem ter que emperrar porque há leis, direito e direitos, instituições e eleições, interesses outros que não os das classes "certas". Quando esse discurso, bruto e sem ambiguidades, veio ao de cima com a decisão do Tribunal Constitucional, percebemos bem a raiva.
    ...
    Para alguns, falar dos de cima e dos de baixo, é marxismo. Coitados, sabem bem pouco o que é o marxismo, para sequer perceberem que Marx escreveu toda a sua obra para explicar que não era "científico" falar assim dos conflitos sociais. Não, não é marxismo, nem pcpismo, nem bloquismo, é apenas repetir a mais velha percepção de que os conflitos sociais de sempre se fazem entre quem ganha e quem perde, quem é mandado e quem manda, entre quem tem e quem não tem. Vem em Aristóteles e vem em Aristófanes, a sério e a gozar.

    Em alturas de mudança social profunda, neste caso associada à destruição da classe média e ao empobrecimento generalizado, quem não percebe isto, não percebe nada. Em Setembro, acordará do seu sono percebendo o canto a que está encostado. Ou em Agosto, ou em Outubro. Porque estas coisas, uma vez maduras, não escolhem nem dia nem hora.
    ...


    Acresce que o controlo das despesas assenta essencialmente no corte de salários e subsídios na função pública, que não é propriamente uma medida estrutural. O próprio governo admitia-a como transitória e de excepção, para acabar em 2013, 2014, 2015, ou 2018, seja lá quando for, mas provisória. Hoje sabe-se que a medida é considerada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional, como aliás de há muito se suspeitava, pelo que ainda mais conjuntural e excepcional ela parece. Ajuda em 2012, mas não chega, e desaparece em 2013. Por isso, aquilo em que a frase “no que depende de nós” enche o peito de ar, ´pouco mais do que ar de lá sai, porque a dura realidade dos factos é que o governo não vai atingir o seu objectivo central, quase único, de cumprir o aspecto central do acordo com a troika. A troika fecha os olhos, ou porque precisa de um exemplo positivo para mostrar aos malditos gregos, ou porque uma parte da troika começa a perceber que o programa de laboratório não resulta nos testes com os ratinhos, ou porque, avaliando Portugal, se avalia a si própria e não quer dar má nota a si mesma.


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  15.  # 355

    Boas,


    É quando Pedro Ferraz da Costa diz, com aquele ar perpetuamente zangado e enjoado com o mundo, que é preciso acabar com 100.000 ou 200.000 empregos na função pública, sem problema nenhum, porque o Estado vai continuar a funcionar na mesma. É que não é análise, é desejo. É quando se defende um mundo que funcione para as "empresas" - uma abstracção funcional porque o que eles querem dizer é outra coisa - sem ter que emperrar porque há leis, direito e direitos, instituições e eleições, interesses outros que não os das classes "certas". Quando esse discurso, bruto e sem ambiguidades, veio ao de cima com a decisão do Tribunal Constitucional, percebemos bem a raiva.
    ...
    Para alguns, falar dos de cima e dos de baixo, é marxismo. Coitados, sabem bem pouco o que é o marxismo, para sequer perceberem que Marx escreveu toda a sua obra para explicar que não era "científico" falar assim dos conflitos sociais. Não, não é marxismo, nem pcpismo, nem bloquismo, é apenas repetir a mais velha percepção de que os conflitos sociais de sempre se fazem entre quem ganha e quem perde, quem é mandado e quem manda, entre quem tem e quem não tem. Vem em Aristóteles e vem em Aristófanes, a sério e a gozar.

    Em alturas de mudança social profunda, neste caso associada à destruição da classe média e ao empobrecimento generalizado, quem não percebe isto, não percebe nada. Em Setembro, acordará do seu sono percebendo o canto a que está encostado. Ou em Agosto, ou em Outubro. Porque estas coisas, uma vez maduras, não escolhem nem dia nem hora.
    ...


    Acresce que o controlo das despesas assenta essencialmente no corte de salários e subsídios na função pública, que não é propriamente uma medida estrutural. O próprio governo admitia-a como transitória e de excepção, para acabar em 2013, 2014, 2015, ou 2018, seja lá quando for, mas provisória. Hoje sabe-se que a medida é considerada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional, como aliás de há muito se suspeitava, pelo que ainda mais conjuntural e excepcional ela parece. Ajuda em 2012, mas não chega, e desaparece em 2013. Por isso, aquilo em que a frase “no que depende de nós” enche o peito de ar, ´pouco mais do que ar de lá sai, porque a dura realidade dos factos é que o governo não vai atingir o seu objectivo central, quase único, de cumprir o aspecto central do acordo com a troika. A troika fecha os olhos, ou porque precisa de um exemplo positivo para mostrar aos malditos gregos, ou porque uma parte da troika começa a perceber que o programa de laboratório não resulta nos testes com os ratinhos, ou porque, avaliando Portugal, se avalia a si própria e não quer dar má nota a si mesma.


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  16.  # 356

    Boas,


    É quando Pedro Ferraz da Costa diz, com aquele ar perpetuamente zangado e enjoado com o mundo, que é preciso acabar com 100.000 ou 200.000 empregos na função pública, sem problema nenhum, porque o Estado vai continuar a funcionar na mesma. É que não é análise, é desejo. É quando se defende um mundo que funcione para as "empresas" - uma abstracção funcional porque o que eles querem dizer é outra coisa - sem ter que emperrar porque há leis, direito e direitos, instituições e eleições, interesses outros que não os das classes "certas". Quando esse discurso, bruto e sem ambiguidades, veio ao de cima com a decisão do Tribunal Constitucional, percebemos bem a raiva.
    ...
    Para alguns, falar dos de cima e dos de baixo, é marxismo. Coitados, sabem bem pouco o que é o marxismo, para sequer perceberem que Marx escreveu toda a sua obra para explicar que não era "científico" falar assim dos conflitos sociais. Não, não é marxismo, nem pcpismo, nem bloquismo, é apenas repetir a mais velha percepção de que os conflitos sociais de sempre se fazem entre quem ganha e quem perde, quem é mandado e quem manda, entre quem tem e quem não tem. Vem em Aristóteles e vem em Aristófanes, a sério e a gozar.

    Em alturas de mudança social profunda, neste caso associada à destruição da classe média e ao empobrecimento generalizado, quem não percebe isto, não percebe nada. Em Setembro, acordará do seu sono percebendo o canto a que está encostado. Ou em Agosto, ou em Outubro. Porque estas coisas, uma vez maduras, não escolhem nem dia nem hora.
    ...


    Acresce que o controlo das despesas assenta essencialmente no corte de salários e subsídios na função pública, que não é propriamente uma medida estrutural. O próprio governo admitia-a como transitória e de excepção, para acabar em 2013, 2014, 2015, ou 2018, seja lá quando for, mas provisória. Hoje sabe-se que a medida é considerada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional, como aliás de há muito se suspeitava, pelo que ainda mais conjuntural e excepcional ela parece. Ajuda em 2012, mas não chega, e desaparece em 2013. Por isso, aquilo em que a frase “no que depende de nós” enche o peito de ar, ´pouco mais do que ar de lá sai, porque a dura realidade dos factos é que o governo não vai atingir o seu objectivo central, quase único, de cumprir o aspecto central do acordo com a troika. A troika fecha os olhos, ou porque precisa de um exemplo positivo para mostrar aos malditos gregos, ou porque uma parte da troika começa a perceber que o programa de laboratório não resulta nos testes com os ratinhos, ou porque, avaliando Portugal, se avalia a si própria e não quer dar má nota a si mesma.


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    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  17.  # 357

    Parece que sem um salário mínimo seriamos selvagens,

    Não, claro que não. Aliás, eu nem sequer sou adepto do salário mínimo. Por mim prefiro falar em salário digno, o que me parece perfeitamente ao alcance mesmo de uma economia como a nossa.

    PS: e eu a pensar que estavam todos a discutir o "desaparecimento" dos documentos relativos ao negócio dos submarinos durante o consulado do Paulo Portas. Ainda assim deixo uma ideia ao ministério público: peçam ao Paulo Portas para fornecer cópias, ao que parece ele fotocopiou todo o arquivo do Ministério da Defesa. Querem apostar que não vai ser responsabilizado? Querem apostar que a comunicação social não vai insistir no assunto?
  18.  # 358

    Não, claro que não. Aliás, eu nem sequer sou adepto do salário mínimo. Por mim prefiro falar em salário digno, o que me parece perfeitamente ao alcance mesmo de uma economia como a nossa.


    Salário digno? Esse é todo o que for livremente negociado entre as partes. A ideia de que há salários indignos é estranha.


    PS: e eu a pensar que estavam todos a discutir o "desaparecimento" dos documentos relativos ao negócio dos submarinos durante o consulado do Paulo Portas. Ainda assim deixo uma ideia ao ministério público: peçam ao Paulo Portas para fornecer cópias, ao que parece ele fotocopiou todo o arquivo do Ministério da Defesa. Querem apostar que não vai ser responsabilizado? Querem apostar que a comunicação social não vai insistir no assunto?


    Quer dizer que o Paulo Portas além de fotocopiar ainda levou os originais?
  19.  # 359

    Boas,

    Colocado por: luisvvCaro marco1, isso já acontece, desde sempre: faz-se através da inflação. O marco1 continua a receber o mesmo valor nominal, mas consegue comprar menos bens. Quando lhe falam de sair do euro, é mais ou menos isso que lhe estão a propor.


    Olha, olha!
    Então está encontrada a solução.
    Estão-nos sempre a dizer que temos de reduzir os salários e pelos vistos a forma mais fácil de o fazer é sair do euro ...

    Colocado por: luisvvA forma como se encara o salário mínimo é estranha. Parece que sem um salário mínimo seriamos selvagens, embora ninguém aqui no forum se tenha aventurado a explicar como é que num país em que 2/3 da população nao fez o secundário, apenas cerca de 10% recebe o salário mínimo (oficialmente, sendo certo que é relativamente frequente a subdeclaracao de rendimentos). Algo falha nessa teoria da barbárie..


    Olha outra falha:
    Só 10% recebe o salário mínimo.
    Deste vamos supor 50% só o "recebe" por não declarar o que realmente ganha.
    Então teremos 5% a receber verdadeiramente o salário mínimo.
    Consigo então perceber a culpabilização do salário mínimo na origem desta crise, e a verdadeira causa da nossa economia não evoluir: 5% dos trabalhadores ganha o que o estado impõem como mínimo, o que dá cabo de toda a economia e da maior parte das suas empresas.

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  20.  # 360

    Boas,

    Colocado por: luisvvEsse é todo o que for livremente negociado entre as partes.


    Qualquer negociação só é livre se ambas as partes estiverem em pé de igualdade.

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
 
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