Iniciar sessão ou registar-se
  1.  # 241

    Colocado por: J.FernandesAinda não percebi - talvez alguém me explique - como é que uma sociedade sem Estado pode, por exemplo, punir um assassino, já que, na minha óptica, isso implicaria a existência de uma força policial que agindo em nome dos cidadãos da comunidade pudesse reprimir e retirar a liberdade do criminoso.


    Uma sociedade sem estado pode punir um assassino de todas as maneiras que uma sociedade com estado pode, desde não fazer nada até matar o assassino. Qual é a dúvida?
  2.  # 242

    Colocado por: danobregaQual é a dúvida?

    A dúvida é saber quem legitima uma força de autoridade a actuar sobre a liberdade do criminoso.
    Concordam com este comentário: two-rok
  3.  # 243

    Colocado por: J.FernandesA dúvida é saber quem legitima uma força de autoridade a actuar sobre a liberdade do criminoso.


    Cuidado com a palavra legitimar. Os EUA andam a matar "inimigos da nação" com aviões telecomandados e "é tudo legitimo". E já falam em matar cidadãos dos EUA no seu próprio território, sempre que considerem "legítimo".

    Mas pronto, penso que quem legitima a acção sobre o agressor é ele mesmo, ao cometer a agressão sobre alguém.
  4.  # 244

    Colocado por: danobregaCuidado com a palavra legitimar. Os EUA andam a matar "inimigos da nação" com aviões telecomandados e "é tudo legitimo". E já falam em matar cidadãos dos EUA no seu próprio território, sempre que considerem "legítimo".

    Ok, use outra palavra - mandatar por exemplo. Se não há Estado quem confere mandato para prender ou punir um membro da comunidade que mata ou viola outro?
  5.  # 245

    Colocado por: j cardoso
    Nesse caso sugiro que se dê por feliz por fazer parte de umgruppaís que lhe permite protestar e levar as suas ideias e propostas à consideração dos outros cidadãos. Quem sabe, talvez os convença



    Pois vejam aquele caso na Somália que um jornalista e uma mulher que foi violada foram ambos condenados a um ano de prisão. O jornalista por ter denunciado o caso e ela porque deveria estar calada, considerados culpados de “insulto às instituições”.
  6.  # 246

    Colocado por: danobregaMas pronto, penso que quem legitima a acção sobre o agressor é ele mesmo, ao cometer a agressão sobre alguém.

    E os repressores actuam em nome de quem?
  7.  # 247

    Colocado por: J.Fernandesmandatar por exemplo


    Colocado por: J.FernandesE os repressores actuam em nome de quem?


    Enquanto não se conseguir ver livre da ideia de que é impensável não haver uma hierarquia vai ficar sempre com essa dúvida. :-)

    O agressor age contra a propriedade do outro. O agressor não pode considerar que esta acção é legitima porque ele viola o princípio do universalismo moral. Se ele pensa que pode agir sobre a propriedade do outro, tem de admitir que podem agir sobre a sua propriedade.

    Ao agir de tal forma, abre a porta a que qualquer indivíduo se comporte da mesma maneira sobre ele. Todos têm legitimidade para o fazer. Não é preciso mandatar ninguém, nem actuar em nome seja de quem for.

    Nota: Tipicamente assume-se que o corpo de uma pessoa é sua propriedade.
  8.  # 248

    A lei do mais forte levada ao extremo, ou escapa-me alguma coisa?
    Concordam com este comentário: two-rok
  9.  # 249

    Colocado por: j cardosoA lei do mais forte levada ao extremo, ou escapa-me alguma coisa?


    A lei do mais forte levada ao extremo chama-se "estado". Mais forte que esse é difícil.
  10.  # 250

    Isto faz-me lembrar outras conversas:

    http://www.youtube.com/watch?v=EQdwZk2gpWo

    http://www.youtube.com/watch?v=63zZ6I0QiO8

    E estamos completamente forado tema de debate.
  11.  # 251

    Não partilho da opinião que o estado não faz falta nenhuma e a minha afirmação anterior era obviamente uma provocação exagerada. O estado e os seus funcionários fazem muita falta para o bom funcionamento da sociedade.

    No entanto o estado tal como está acaba por ser um peso demasiado grande para aqueles que o financiam. É urgente criar regras que evitem que haja pessoas a aproveitar-se do estado para viver à sombra da bananeira. O estado não é a Santa Casa e o contribuinte não aceita que a riqueza criada através do seu esforço sirva para alimentar os parasitas da sociedade.
    Concordam com este comentário: two-rok
  12.  # 252

    A lei do mais forte levada ao extremo chama-se "estado".

    É uma forma de ver as coisas. Só acho estranho o facto de a história da humanidade estar repleta de sociedades que evoluiram nesse sentido, fugindo à "liberdade" de viver de acordo com o que o danobrega preconiza - parece que os mais fortes abusavam bem mais que os actuais estados.
    Concordam com este comentário: two-rok
  13.  # 253

    Colocado por: danobregaAo agir de tal forma, abre a porta a que qualquer indivíduo se comporte da mesma maneira sobre ele. Todos têm legitimidade para o fazer. Não é preciso mandatar ninguém, nem actuar em nome seja de quem for.

    Ou seja, se bem percebo o seu raciocínio: o criminoso pode esperar que qualquer um também o mate ou viole (para usar o meu exemplo anterior), mas também pode acontecer que ninguém da comunidade queira actuar, ou que tenha medo de o fazer por o criminoso ser especialmente agressivo e então este pode continuar a actividade criminosa em mais vítimas.

    Por outro lado, se todos os habitantes da comunidade menos um decidirem matar esse outro para lhe ficar com os bens, também o podem fazer sem temer serem punidos.

    Como diz o J. Cardoso e bem, está aqui a lei do mais forte levada ao extremo.
    Concordam com este comentário: two-rok
  14.  # 254

    Devo dizer no entanto que a minha opinião deve ser parcial. Por acaso já vivi algum tempo num local onde circunstâncias várias faziam com que a autoridade do estado não existisse, a autoridade era de quem tinha mais armas ou fosse mais expedito com elas. Confesso que não gostei e atrevo-me a dizer que poucos gostariam. Quem lá vivia sei eu que não gostava - a não ser, claro, os que tinham as armas
    Concordam com este comentário: two-rok
  15.  # 255


    Porque é que os "amantes da liberdade total" não criam uma fazenda à sua medida? Não faltam locais no mundo sem estado e sem regras...
    Eu gostava de ver uma sociedade sem estado e sem regras, para ver as vossas teorias a funcionar na prática. A sério!


    Tenho a impressão de que já falei disto uma vez ou outra, mas não é demais repetir: sem estado não equivale a sem regras.

    Por outro lado, embora não seja minha intenção abdicar do que é meu, agradeço que o eu me indique uma zona que não seja reclamada por algum Estado.
  16.  # 256

  17.  # 257

    Se o estado acabar com as escolas públicas, despedir os FP, e pagar ao privado para prestar ensino gratuito e pagar o mesmo que atualmente gasta com o ensino público, muda para si alguma coisa?


    Por um lado, o Estado continuará a determinar que X% do rendimento continuará a ser atribuído a uma determinada actividade - o que é, à partida, uma condição para o desastre.
    Por outro lado, se mesmo nessas condições for dada liberdade de escolha aos cidadãos, deixando de financiar a escola e passando a financiar o aluno, é de esperar que isso fomente a necessidade de cada escola competir por recursos, e gerir melhor os que tem.
    Concordam com este comentário: two-rok
  18.  # 258

    Luis, admiro a sua persistência e a convicção com que defende os seus ideais, mas o tipo de sociedade que defende funciona tão bem como o comunismo, ou seja, não funciona.
    Concordam com este comentário: two-rok
  19.  # 259

    Não haver Estado não significa não haver regras. Mesmo numa comunidade animal há regras. São elas que permitem a vida em sociedade.


    Existem inúmeros exemplos de inexistência de regras impostas pelo Estado, em tantas situações e a tantos níveis, que nem percebo esta insistência no Estado...

    Não deve ter sido há muito tempo, pelo que suponho que ainda se lembre: quando miúdo, não jogava à bola com os seus amigos? Precisava de àrbitros?

    E quando compra algo no e-bay, por exemplo, está a contar com o Estado para fazer o vendedor cumprir regras?

    E quando acede à internet, está a confiar no Estado?
  20.  # 260

    Ainda não percebi - talvez alguém me explique - como é que uma sociedade sem Estado pode, por exemplo, punir um assassino, já que, na minha óptica, isso implicaria a existência de uma força policial que agindo em nome dos cidadãos da comunidade pudesse reprimir e retirar a liberdade do criminoso.


    Já em tempos aqui coloquei links, mas uma pesquisa por "privately produced law", ou "Theory of chaos Robert Murphy", por exemplo, podem fornecer pistas.
 
0.0696 seg. NEW