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  1.  # 261

    Colocado por: luisvvExistem inúmeros exemplos de inexistência de regras impostas pelo Estado, em tantas situações e a tantos níveis, que nem percebo esta insistência no Estado...

    Não deve ter sido há muito tempo, pelo que suponho que ainda se lembre: quando miúdo, não jogava à bola com os seus amigos? Precisava de àrbitros?

    E quando compra algo no e-bay, por exemplo, está a contar com o Estado para fazer o vendedor cumprir regras?

    E quando acede à internet, está a confiar no Estado?

    Mas o que eu quis dizer foi precisamente isso, que a não existência de Estado não implica a não existência de regras. Não percebi a sua réplica.
  2.  # 262

    A lei do mais forte levada ao extremo, ou escapa-me alguma coisa?


    Sim, estou a ver. Portanto, fora de um estado, os cidadãos que agora se sentem defendidos por tal instituição seriam incapazes de compreender que necessitariam de obter serviços semelhantes.
  3.  # 263

    quando miúdo, não jogava à bola com os seus amigos? Precisava de àrbitros?

    Não precisavam de árbitros mas cumpriam regras com que todos concordavam. Por outro lado suponho que não passava pela cabeça ir jogar para o meio do trânsito, o que não deixa de ser uma regra "imposta" por quem até nem jogava.
  4.  # 264

    É uma forma de ver as coisas. Só acho estranho o facto de a história da humanidade estar repleta de sociedades que evoluiram nesse sentido, fugindo à "liberdade" de viver de acordo com o que o danobrega preconiza - parece que os mais fortes abusavam bem mais que os actuais estados.


    O argumento da história tem um problema: se substituir estado por escravatura ou segregação racial, a frase continuará a ser verdadeira. Com o bónus de ambos terem convivido alegremente durante largos períodos de tempo.
  5.  # 265

    Colocado por: simplesLuis, admiro a sua persistência e a convicção com que defende os seus ideais, mas o tipo de sociedade que defende funciona tão bem como o comunismo, ou seja, não funciona.


    Como disse atrás, entre tentar implementar uma sociedade puramente libertária e "melhorar" a que temos existem uma infinidade de hipóteses. Se pelo menos entendêssemos e concordássemos que devíamos ter muito cuidado sempre que queremos obrigar alguém a fazer alguma coisa, já não era tão mau.

    Infelizmente o intervencionismo é cada vez mais rompante, e andamos todos a dormir como se não fosse nada. Repare-se no que hoje é ilegal, por mero exemplo. Usar água de um furo ou poço, é ilegal. É "obrigatório" usar água da companhia, há que pertencer ao sistema.
  6.  # 266

    Colocado por: luisvvobter serviços semelhantes.

    Semelhantes no sentido em que o seu papel de defesa da comunidade pode legitimar a repressão da liberdade do indivíduo?
  7.  # 267

    O argumento da história tem um problema: se substituir estado por escravatura ou segregação racial, a frase continuará a ser verdadeira. Com o bónus de ambos terem convivido alegremente durante largos períodos de tempo.

    Não vejo qual o problema, em qualquer dos casos se tem caminhado no mesmo sentido - fim da escravatura e da segregação racial. Na verdade é fácil de ver que a situação relativamente a esses aspectos ainda que longe de perfeita é bem melhor com a sociedade estado que com as anteriores sociedades.
  8.  # 268

    Ou seja, se bem percebo o seu raciocínio: o criminoso pode esperar que qualquer um também o mate ou viole (para usar o meu exemplo anterior), mas também pode acontecer que ninguém da comunidade queira actuar, ou que tenha medo de o fazer por o criminoso ser especialmente agressivo e então este pode continuar a actividade criminosa em mais vítimas.

    O criminoso pode esperar que todos os seus concidadãos/vizinhos/whatever sejam consumidores de serviços de segurança e defesa. Simultaneamente, pode esperar consequências.

    Pode não haver consequências? Bom, lamento informá-lo de que uma percentagem significativa dos crimes ocorridos, já hoje, não são punidos. E muitos dos que são punidos, são-no em benefício do Estado, e não do lesado.

    Por outro lado, se todos os habitantes da comunidade menos um decidirem matar esse outro para lhe ficar com os bens, também o podem fazer sem temer serem punidos. Como diz o J. Cardoso e bem, está aqui a lei do mais forte levada ao extremo.


    Isso seria admitir que esse outro não dispõe de serviços de segurança (porque o j fernandes assume que não existiriam?). Mas admitamos que sim. Em que medida seria isso diferente para pior do que actualmente sucede. Caso não se recorde, todos os Estados, sem excepção, admitem matar pelos mais variados motivos, que podem ir desde a punição de um "crime", até à defesa de património.
    Diga-me então, por favor, o que impede o Estado de matar?
  9.  # 269

    Mas o que eu quis dizer foi precisamente isso, que a não existência de Estado não implica a não existência de regras. Não percebi a sua réplica.


    A minha resposta é simples: as regras são aceites e estabelecidas voluntariamente.

    A ideia de que sem estado ninguém se submeteria a regras e seria o fim do mundo e a lei do mais forte é falaciosa, e falha em explicar como foi possível a espécie humana sobreviver até à invenção do Estado, por exemplo.
  10.  # 270

    Não precisavam de árbitros mas cumpriam regras com que todos concordavam. Por outro lado suponho que não passava pela cabeça ir jogar para o meio do trânsito, o que não deixa de ser uma regra "imposta" por quem até nem jogava.


    Precisamente. Mas aí tem 2 elementos fundamentais: o acto voluntário de estabelecer regras, e o acto voluntário de integrar o jogo.
  11.  # 271

    Semelhantes no sentido em que o seu papel de defesa da comunidade pode legitimar a repressão da liberdade do indivíduo?


    Semelhantes no sentido de que legitimam uma acção de defesa contra uma agressão .
  12.  # 272

  13.  # 273

    Precisamente. Mas aí tem 2 elementos fundamentais: o acto voluntário de estabelecer regras, e o acto voluntário de integrar o jogo.

    Esqueceu-se de referir que também se sujeitavam a regras impostas por terceiros, que não jogavam sequer (estado):

    Por outro lado suponho que não passava pela cabeça ir jogar para o meio do trânsito, o que não deixa de ser uma regra "imposta" por quem até nem jogava.
  14.  # 274

    Colocado por: luisvvO criminoso pode esperar que todos os seus concidadãos/vizinhos/whatever sejam consumidores de serviços de segurança e defesa. Simultaneamente, pode esperar consequências.

    Por outro lado o criminoso também pode ser cliente de serviços de segurança que actuem de acordo com os seus interesses e desta forma proteger-se das consequências dos seus actos.
    Concordam com este comentário: two-rok
  15.  # 275

    as vacas são funcionarias publicas , recebem muito do estado lol os bezerros também são ...
    que eu saiba elas não descontam nada !!!!!

    deixam-se de lamechas FP ou P é a única injustiça que há é que em ambos sectores uns ganham demais e outros de menos assim fica difícil corrigir algo o que tem que acontecer é nivelar +- como já alguém disse aqui , o resto é só má politica .
  16.  # 276

    Não vejo qual o problema, em qualquer dos casos se tem caminhado no mesmo sentido - fim da escravatura e da segregação racial. Na verdade é fácil de ver que a situação relativamente a esses aspectos ainda que longe de perfeita é bem melhor com a sociedade estado que com as anteriores sociedades.


    O seu raciocínio tem vários problemas, digamos assim:

    1) Por um lado, tem subjacente uma ideia de progresso contínuo, que é talvez exagerada.

    2) Por outro, pressupõe que em qualquer caso, a escravatura e a segregação racial eram legítimas.

    3) Por outro ainda, atribui ao estado louros que talvez não lhe caibam.
  17.  # 277

    consegue datar a invenção do estado??' não me parece
    lá no fundo o que o luisvv quer é outra especie de estado, está zangado com os contornos deste mas lá no fundo o que defende iria pressupor outra especie de estado.
    e quanto mais desculpe-me mas acho esta discussão um pouco futil neste momento em que para mim o que está em causa é uma ideologia que despreza as pessoas e que defende uma organização que á partida serve para garantir o status de quem já está por cima, como se existissem humanos de 1ª e de 2ª, ou seja temos um sistema financeiro mundial que tudo controla e maneateia a liberdade individual.
    o dado real em como a alemanha tem reagido nos ultimos tempos, reforçando e preocupando-se com seu poderio um pouco á revelia das "obrigações" solidárias do projecto europeu, significa isso mesmo, uma reação de defesa ao descontrole mundial da sociedade humana face ao desvario financeiro.
  18.  # 278

    2) Por outro, pressupõe que em qualquer caso, a escravatura e a segregação racial eram legítimas.

    Terá de explicar isso, não estou a ver como pode tirar essa conclusão

    3) Por outro ainda, atribui ao estado louros que talvez não lhe caibam.

    Errado mais uma vez. Atribuo os louros à sociedade ainda que organizada em forma de estado.
  19.  # 279

    Esqueceu-se de referir que também se sujeitavam a regras impostas por terceiros, que não jogavam sequer (estado):

    Por outro lado suponho que não passava pela cabeça ir jogar para o meio do trânsito, o que não deixa de ser uma regra "imposta" por quem até nem jogava.


    Não. Por um lado, porque efectivamente joguei, durante anos, na estrada.

    Por outro, porque naturalmente a minha capacidade de estabelecer regras estaria limitada à minha propriedade, e à de terceiros que comigo se relacionam voluntariamente.
  20.  # 280

    Gera riqueza, que entra no PIB, não ajuda na balança de pagamentos como exterior, mas acima de tudo não gera divida publica!

    Colocado por: eu
    Então, mas uma escola, gera riqueza ou não?
 
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