Colocado por: luisvvExistem inúmeros exemplos de inexistência de regras impostas pelo Estado, em tantas situações e a tantos níveis, que nem percebo esta insistência no Estado...
Não deve ter sido há muito tempo, pelo que suponho que ainda se lembre: quando miúdo, não jogava à bola com os seus amigos? Precisava de àrbitros?
E quando compra algo no e-bay, por exemplo, está a contar com o Estado para fazer o vendedor cumprir regras?
E quando acede à internet, está a confiar no Estado?
A lei do mais forte levada ao extremo, ou escapa-me alguma coisa?
quando miúdo, não jogava à bola com os seus amigos? Precisava de àrbitros?
É uma forma de ver as coisas. Só acho estranho o facto de a história da humanidade estar repleta de sociedades que evoluiram nesse sentido, fugindo à "liberdade" de viver de acordo com o que o danobrega preconiza - parece que os mais fortes abusavam bem mais que os actuais estados.
Colocado por: simplesLuis, admiro a sua persistência e a convicção com que defende os seus ideais, mas o tipo de sociedade que defende funciona tão bem como o comunismo, ou seja, não funciona.
Colocado por: luisvvobter serviços semelhantes.
O argumento da história tem um problema: se substituir estado por escravatura ou segregação racial, a frase continuará a ser verdadeira. Com o bónus de ambos terem convivido alegremente durante largos períodos de tempo.
Ou seja, se bem percebo o seu raciocínio: o criminoso pode esperar que qualquer um também o mate ou viole (para usar o meu exemplo anterior), mas também pode acontecer que ninguém da comunidade queira actuar, ou que tenha medo de o fazer por o criminoso ser especialmente agressivo e então este pode continuar a actividade criminosa em mais vítimas.
Por outro lado, se todos os habitantes da comunidade menos um decidirem matar esse outro para lhe ficar com os bens, também o podem fazer sem temer serem punidos. Como diz o J. Cardoso e bem, está aqui a lei do mais forte levada ao extremo.
Mas o que eu quis dizer foi precisamente isso, que a não existência de Estado não implica a não existência de regras. Não percebi a sua réplica.
Não precisavam de árbitros mas cumpriam regras com que todos concordavam. Por outro lado suponho que não passava pela cabeça ir jogar para o meio do trânsito, o que não deixa de ser uma regra "imposta" por quem até nem jogava.
Semelhantes no sentido em que o seu papel de defesa da comunidade pode legitimar a repressão da liberdade do indivíduo?
Precisamente. Mas aí tem 2 elementos fundamentais: o acto voluntário de estabelecer regras, e o acto voluntário de integrar o jogo.
Por outro lado suponho que não passava pela cabeça ir jogar para o meio do trânsito, o que não deixa de ser uma regra "imposta" por quem até nem jogava.
Colocado por: luisvvO criminoso pode esperar que todos os seus concidadãos/vizinhos/whatever sejam consumidores de serviços de segurança e defesa. Simultaneamente, pode esperar consequências.
Não vejo qual o problema, em qualquer dos casos se tem caminhado no mesmo sentido - fim da escravatura e da segregação racial. Na verdade é fácil de ver que a situação relativamente a esses aspectos ainda que longe de perfeita é bem melhor com a sociedade estado que com as anteriores sociedades.
2) Por outro, pressupõe que em qualquer caso, a escravatura e a segregação racial eram legítimas.
3) Por outro ainda, atribui ao estado louros que talvez não lhe caibam.
Esqueceu-se de referir que também se sujeitavam a regras impostas por terceiros, que não jogavam sequer (estado):
Por outro lado suponho que não passava pela cabeça ir jogar para o meio do trânsito, o que não deixa de ser uma regra "imposta" por quem até nem jogava.
Colocado por: eu
Então, mas uma escola, gera riqueza ou não?