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  1.  # 841

    Colocado por: becasPortanto, só lhe interessa ter professores, médicos, varredores do lixo, engenheiros, arquitetos, enfermeiros, cozinheiros, etc, etc, que mais ninguém queira?


    Não foi isso que eu disse. O que eu disse foi que se os FP's não estão satisfeitos com a sua própria situação profissional, têm tanta liberdade como os privados para fazerem pela vida, em busca de uma vida melhor, penso que não disse nenhuma barbaridade.

    Colocado por: marco1becas

    não vale a pena o debate sobre a reforma do estado está inquinado e reduzido aos números

    a bandeira nacional é garantir a toda a pressa condições ir aos mercados fazer mais divida para alimentar o pote upss o estado.


    Também tenho medo dessa situação, é que governar com o dinheiro dos outros é muito fácil, infelizmente não vejo alternativas a este governo, basta estar atento às "ideias" da oposição (conseguem enterrar-se sozinhos, coitados).
    O problema dos números é que estes são realistas por demais e não mentem, não têm sentimentos e são inevitáveis. Não chegámos à beira da bancarrota fruto do acaso.

    Colocado por: branco.valterE pelo menos duas colegas fizeram isso mesmo. As pessoas estão desanimadas e as que têm oportunidade estão a ir-se embora. Eu próprio se tivesse um curso que permiti-se ir para o estrangeiro, era isso mesmo que faria.


    E eu tenho admiração por quem faz algo para melhorar a sua própria vida. Se não formos nós próprios a fazer algo pela vida, nada mudará.

    Colocado por: PeSilvaEntão explique lá porque haveríamos de querer gestores de topo a ganhar bem e para as restantes áreas serviria qualquer um a ganhar mal.


    Não coloque palavras na minha boca porque não foi isso que eu disse. Eu não disse que devíamos ter gestores de topo (apesar de achar que para sair da crise devíamos contratar uns quantos), o que eu quis dizer foi que temos os governantes que merecemos, pois não estamos a pagar para ter gestores de topo, logo não podemos exigir mais do que aquilo que "contratámos".
  2.  # 842

    Colocado por: two-roko que eu quis dizer foi que temos os governantes que merecemos, pois não estamos a pagar para ter gestores de topo, logo não podemos exigir mais do que aquilo que "contratámos".


    Enquanto entregarmos 50% do PIB a alguém para gerir, quer seja "de top" quer não, o resultado vai ser sempre o mesmo: Um monte de moscas à volta do pote de mel. Era bom que cada um quisesse gerir a sua casa, o tanto quanto possível.
    Concordam com este comentário: J.Fernandes, two-rok
  3.  # 843

    Colocado por: two-rokNão foi isso que eu disse. O que eu disse foi que se os FP's não estão satisfeitos com a sua própria situação profissional, têm tanta liberdade como os privados para fazerem pela vida, em busca de uma vida melhor, penso que não disse nenhuma barbaridade.


    Não, não disse nenhuma barbaridade, mas sabe perfeitamente que com a atual organização social (goste-se ou não dela, é outra questão) a deslocação de uma grande parte dos FP para o setor privado é pura e simplesmente impossível. Se eu sou professora do ensino superior num Estado em que a esmagadora percentagem do ensino superior é público (e onde sou necessária, por acaso), quer que eu vá trabalhar para onde? Por essa razão tenho de aceitar de cara alegre uma diminuição brutal do salário e a inviabilidade de progressão na carreira até ao fim da carreira, independentemente do meu mérito ou do meu trabalho? O mesmo se aplica a muitas outras profissões que se exercem sob a alçada do Estado.

    Colocado por: two-rok


    E eu tenho admiração por quem faz algo para melhorar a sua própria vida. Se não formos nós próprios a fazer algo pela vida, nada mudará.


    O "quem está mal muda-se" soa muito bem aplicado à vida dos outros. Eu tenho qualificações e perfil para sair do país. Não é assim tão simples quando se tem uma família e responsabilidades que estão muito para além de uma conta bancária. Se ficar desempregada, vou, mas não é uma decisão baseada meramente no diferencial de salário.
  4.  # 844

    Colocado por: becasmas sabe perfeitamente que com a atual organização social (goste-se ou não dela, é outra questão) a deslocação de uma grande parte dos FP para o setor privado é pura e simplesmente impossível.


    Apenas uma questão:
    Caso a sua função deixe de ser necessária qual ou quais as alternativas que considera adequadas?
    - continuar a receber sem fazer nada.
    - fazer uma tarefa que não esteja de acordo com a sua formação.
    - ser dispensada/despedida.
  5.  # 845

    Colocado por: becasquer que eu vá trabalhar para onde? Por essa razão tenho de aceitar de cara alegre uma diminuição brutal do salário e a inviabilidade de progressão na carreira até ao fim da carreira, independentemente do meu mérito ou do meu trabalho? O mesmo se aplica a muitas outras profissões que se exercem sob a alçada do Estado.


    becas... a quase totalidade do desemprego é suportada pela "parte privada" da sociedade. A parte pública está constitucionalmente protegida do desemprego. Quer comparar ficar desempregada com ter uma diminuição do salário?

    Não acha que devia de haver equidade da distribuição do problema "quer que eu vá trabalhar para onde"?

    Quer que a sociedade pague a garantia de emprego e salário público como? Com aumento de impostos? Com aumento de dívida? Com os dois? Não quer saber?
    Concordam com este comentário: two-rok
  6.  # 846

    Danobrega e então os milhares de FP que foram para a rua e irão para breve para a rua? No meu serviço iremos precisar de mais umas 4/5 pessoa porque vai ser aberto mais um pólo e no entanto não vai entrar mais ninguém. Ao contrário de um privado, não podemos contratar pessoas para um serviço eventual de uns meses, até porque dado o nosso trabalho técnico, só alguém com o curso pode exercer a nossa profissão na sua plenitude.
    • eu
    • 14 maio 2013

     # 847

    Colocado por: danobregaA parte pública está constitucionalmente protegida do desemprego

    Nesta altura do campeonato, ainda se afirmam coisas destas?

    Só em Professores despedidos (não renovação de contrato), foram às dezenas de milhar... e ainda vão ser mais... E se as recentes propostas do governo forem para a frente, mesmo os funcionários com contrato sem termo poderão ser despedidos.

    De qualquer forma, não tenham a ilusão que o problema do défice está nos funcionários públicos. Eles representam apenas cerca de 20% da despesa... há que cortar nas pensões e subsídios.
  7.  # 848

    Colocado por: euSó em Professores despedidos (não renovação de contrato)


    Lá está... não eram funcionários públicos. Mas procura lá números da distribuição de desemprego.
  8.  # 849

  9.  # 850

    Colocado por: danobrega

    Lá está... não eram funcionários públicos. Mas procura lá números da distribuição de desemprego.


    Desculpa? Então um contratado não FP? Então eu só sou FP desde que passei ao quadro?

    Já agora, o Exército vai acabar com uma das suas três brigadas. O que é que achas que vais acontecer a esses militares? A FAP vai concentrar ainda mais as suas unidades fechando Bases Aéreas. O que é que achas que vais acontecer a esses militares? Eles vão fechar os inúmeros Centros de Recrutamento, excepto em Lisboa e no Porto. O que é que achas que vais acontecer a esses militares e civis? Eles vão fechar a OGME. O que é que achas que vais acontecer a esses civis?
  10.  # 851

    Colocado por: danobregaEnquanto entregarmos 50% do PIB a alguém para gerir, quer seja "de top" quer não, o resultado vai ser sempre o mesmo: Um monte de moscas à volta do pote de mel. Era bom que cada um quisesse gerir a sua casa, o tanto quanto possível.

    Concordo. Aquilo que consideramos mais importante, como a saúde da nossa família, a educação dos nossos filhos e a pensão para quando formos velhotes, entregamos essa responsabilidade e o nosso dinheiro a outros para que tratem disso por nós.
    • eu
    • 14 maio 2013

     # 852

    Colocado por: danobregaVale o que vale:

    http://expresso.sapo.pt/isto-e-que-desigualdade-desempregados-da-funcao-publica-sao-apenas-19-do-total=f801980

    Mas para que serve essa comparação?
  11.  # 853

    Não acha interessante que a distribuição do desemprego indicie que há um desiquilíbrio no risco de ficar desempregado entre o sector público e o privado? Eu acho bastante "interessante".
    Concordam com este comentário: two-rok
    • eu
    • 14 maio 2013

     # 854

    Colocado por: danobregaNão acha interessante que a distribuição do desemprego indicie que há um desiquilíbrio no risco de ficar desempregado entre o sector público e o privado? Eu acho bastante "interessante".

    Não sei porque acha interessante... O emprego no Estado sempre foi mais seguro que o emprego no sector privado, aqui e em todo o mundo.
  12.  # 855

    Não sei porque acha interessante... O emprego no Estado sempre foi mais seguro que o emprego no sector privado, aqui e em todo o mundo.


    A contrapartida de nao ajustar, ou ajustar menos pelo volume ( via desemprego) é ajustar mais pelo preco (salário).

    O dinheiro disponível para pagar reduziu, e nao ha soluções magicas.
    Concordam com este comentário: two-rok
  13.  # 856

    Colocado por: euNão sei porque acha interessante... O emprego no Estado sempre foi mais seguro que o emprego no sector privado, aqui e em todo o mundo.


    E quem é que paga por essa segurança? Se há um sector protegido por decreto do desemprego, o que acontece ao outro? A parte interessante é a parte mais protegida do desemprego ser a que mais berra por muito menos.

    Não acha que devia ser igual para todos? Mesmos deveres, mesmos direitos? Como é que, tendo a parte pública essa segurança, um corte no salário equivalente a um dos subsídios é considerado inconstitucional porque o esforço e sacrifício em tempo de crise tem de ser repartido de igual maneira? Que grande lata que têm os senhores do tribunal constitucional.
    Concordam com este comentário: two-rok
  14.  # 857

    Colocado por: branco.valterDanobrega e então os milhares de FP que foram para a rua e irão para breve para a rua?


    valter, quantos milhares são e em que condições é que vão para a rua? Quantos é que já foram? E quantos no privado é que já foram para a rua e continuam na rua? Mais, quantos é que no privado já foram para a rua, e foram readmitidos a ganhar muito menos?
    • eu
    • 14 maio 2013

     # 858

    Colocado por: luisvvA contrapartida de nao ajustar, ou ajustar menos pelo volume ( via desemprego) é ajustar mais pelo preco (salário).

    Exactamente! E foi isso que o Sócrates começou e depois este governo tentou ir ainda mais além.

    O Sócrates cortou 5% em média aos salários (quem ganha bem teve um corte de 10%). Este governo cortou os dois subsídios, ou seja, mais 14% de corte. Total de corte médio: 19%.

    Depois veio o Tribunal Constitucional obrigar o governo a manter os subsídios, ou seja, obrigar o governo a despedir funcionários de modo a fazer uma poupança equivalente.
    • eu
    • 14 maio 2013

     # 859

    Colocado por: danobregaNão acha que devia ser igual para todos? Mesmos deveres, mesmos direitos?

    Não, não acho. Há alguns sectores do Estado (Justiça, Segurança, Soberania, etc) que devem ter regras diferentes.
  15.  # 860

    Colocado por: euDepois veio o Tribunal Constitucional obrigar o governo a manter os subsídios, ou seja, obrigar o governo a despedir funcionários de modo a fazer uma poupança equivalente.


    Tenho ideia que despedir funcionários públicos é inconstitucional. Aliás, até despedir um funcionário "privado" é (ou era) ilegal. É preciso haver justa causa ou extinção do posto de trabalho.
 
0.2003 seg. NEW