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  1.  # 1

    Convenhamos que esta hipótese é séria candidata à resposta que o Luís deu antes:

    Nao sei porquê. É a forma perfeita de fazer perceber o conceito, que muitos dos participantes nesta discussão nao terão ainda percebido...
  2.  # 2

    Os fp que descontam para a SS sim, podem beneficiar do subsídio de desemprego, basta estarem 1 ano em mobilidade especial a ganhar uma percentagem do salário que no final vão mesmo para o desemprego. Ou seja, com a lei atual já é possível despedir FP a contrato sem termo, embora não todos.

    Ainda muita coisa vai mudar, ainda há diferenças boas e más entre o trabalhar no público e no privado, mas muitas das críticas que aqui surgiram, simplesmente já não fazem sentido, revelam desconhecimento do que mudou na administração pública nos últimos 10 anos, embora em alguns casos haja ainda alguns direitos adequiridos para os mais antigos.
  3.  # 3

    luisvv, eu nunca disse, que o peso do estado está bem, penso exatamente o contrário, o estado tem de emagrecer para bem de todos. Agora considerar o estado como sendo um demónio que devia desaparecer, e que o os FP são maus apenas por serem FP também não faz sentido, é contra isso que tenho intervido.

    Infelizmente, enquanto a sociedade descute entre público e privado, o governo agradece, já que não se descute outras coisas.
  4.  # 4

    Nao sei porquê. É a forma perfeita de fazer perceber o conceito

    Também a resposta do rjmsilva o era, pelo menos assim o entendi. De facto parece-me um excelente argumento para o qual o Luíua não tem antidoto, daí o seu desagrado.
  5.  # 5

  6.  # 6


    Também a resposta do rjmsilva o era, pelo menos assim o entendi. De facto parece-me um excelente argumento para o qual o Luíua não tem antidoto, daí o seu desagrado.


    O meu desagrado é evidente, e a causa também: para me desfazer da acção do estado de que sou infeliz possuidor, sugerem-me que abdique do que é meu. Ora, isso sendo excelente conversa de tasca, nao é propriamente argumento. E depois lá vamos nos: vive aqui tem que se sujeitar, blá blá blá .
  7.  # 7

    sugerem-me que abdique do que é meu.

    Não percebi, tem de abdicar de quê?
  8.  # 8

    1º exemplo: Claro que não foi criada riqueza com o festival. Se fosse cobradoa entrada e este ficasse às moscas o saldo para a população seria o mesmo, só que não iam ao festival. Este é mais um serviço fornecido pela câmara, logo: Despesa!

    2º Exemplo se o preço por aluno ficasse mais alto do que no privado é mais uma prova da ineficacia do FP que só tinha alunos porque era mais barato devido ao financiamento. Não seria preferível dar um valor por aluno para os pais ( que o necessitam) gastarem onde quisessem??
    Nada tenno contra o serviço publico, mas este , tirando as ajudas do estado, tem de promover um serviço de qualidade semelhante ou melhor que o privado, senão para que serve?? É esta concorrência que os FP não querem! Não faz confusão os serviços públicos serem prestados por privados SE forem garantidas a segurança e a qualidade e isso infelizmente não é o normal, mas por culpa do proprio estado.



    . Ou se



    Colocado por: danobrega

    Se quiser entender riqueza como quantidade de produtos e serviços disponíveis para consumo tanto o público como o privado criam riqueza, ou seja criam serviços e produtos disponíveis para consumo.

    O problema, como já disse atrás, é que alguns serviços não teriam procura de todo se não fosse o estado, e outros não teriam procura pelo custo a que são produzidos.

    Um exemplo: O festival lá da terra com o Quim Barreiros é de entrada livre. A entrada é livre porque a câmara paga os custos. O festival enche. Digamos que para o ano a câmara resolve cobrar bilhetes para cobrir o custo total do festival, e são 50€ por entrada. O festival fica às moscas.

    Outro exemplo: A escola pública ali da terra tem uma creche pública. Há uma educadora que custa à escola 2400€ e uma auxiliar que custa 1200€ mês. A sala custa 100€ mês a manter por mês, o equipamento dos alunos 10€ mês/aluno, a comida 50€ mês/aluno, a administração 40€/aluno. A sala está cheia e tem 12 alunos. Os "neo-liberais" do PSD resolvem privatizar a escola toda, e há que cobrar aos pais os custos.

    Devido à austeridade a escola prevê não encher a sala, e ficar pelos 10 alunos.

    (2400 + 1200 + 100) / 10 = 370. 370 + 10 + 50+ 40 = 470€ por aluno.

    Ora, a creche privada ali ao lado cobra 330€ por mês. Ups... alguém está a ganhar a mais do que "devia".
  9.  # 9

    1- Se o serviço não for sustentado por receitas proprias : sim é uma despesa diga-me qual é o serviço puclico que é auto sustentado?? ( tirando a CGD)
    2-Diminuídos só no sentido de perceberem que não são os impostos deles que alimentam o estado, mas que eles próprios são despesa do estado. Ou seja tem um papel diferente dos particulares.
    3-Qualquer século! Não posso aceitar que quem tem a mesma tarefa que eu, faz menos, e ganha mais, e ainda por cima sou eu que pago o salário dela!!??
    Se existir igualdade: trabalhar para o estado é na pratica o mesmo que trabalhar para os privados, mas não é isso que acontece hoje!
    4-Infelizmente há, chamam-se sindicatos da FP, são poderosos pois representam muitas pessoas que tem o mesmo patrão, tirando algumas empresas grandes, é algo impensável no privado! Com isto foram minando o sistema até que o FP ficaram num pedestal. Agora os políticos andam (só porque são obrigados pelos alemães) e deitar abaixo esse pedestal.

    Eu fui dormir sim, pois no emprego não o posso fazer!!


    Colocado por: Neon

    Desculpe-me a franqueza mas você afirma uma coisa, depois ja diz que é mais ou menos...pareçe-me um pouco baralhado não?

    Li as suas várias intervenções ao longo do dia e fiz aqui um pequeno apanhado
    1.º o estado nao gera riqueza é só despesa
    2.º os descontos dos FP não servem de argumento pois são feitos com riqueza gerada pelos privados, em consequencia disto os FP são diminuidos na sua posição na sociedade
    3.º você paga pelos serviços do estado logo não quer que os funcionarios do estado vivam melhor que o sr...esta então é demais você é de que século?
    4.º você é accionista do estado e como tal é dono do estado e tem direito de ver o seu dinheiro bem empregue (olhe colando-me ai ao seu exemplo...tenha cautela porque pode haver empregados da empresa que possuem maior poder representativo na assembleia de acionistas do que você) LOL

    Eu sei que a CGD deu prejuízo o ano passado mas foi excepção. Conhece mais alguma que dê lucro, ou seja que contribua para o orçamento de estado? ou mesmo que sobreviva de receitas próprias?? Eu não , mas até pode ser que existam uma ou outra. A maioria é DESPESA!!


    agora no fim já temos
    as empresas que trabalham so para o estado não criam riqueza
    as empresas que não trabalham só para o estado geram riqueza uma vezes e outras não...é isso? LOL
    Depois a CGD dá lucro....isso quer dizer o que?...já agora sabe quanto a CGD deu de lucro o ano passado? aposto que não LOL
    Depois já não sabe se mais alguma dá lucro....

    Amigo, aconselho vivamente umas boas horas de sono....voce esta desorientado hehehehe
    Concordam com este comentário: two-rok
  10.  # 10

    Colocado por: rjmsilvaÉ justo um funcionário publico estar a descontar para a Segurança Social o mesmo que um do privado e estar a financiar o subsidio de desemprego dos trabalhadores do sector privado, algo que teoricamente nunca virá a usufruir?


    É justo pagar SS para uma reforma que nunca existirá? É justo obrigar alguém a pagar impostos? É justo roubar se for dos que têm mais para os que têm menos?
    Concordam com este comentário: two-rok
    • eu
    • 7 fevereiro 2013 editado

     # 11

    Colocado por: luisvvAcontece que esses cortes são temporários.

    LOL... obviamente que são definitivos, ou então são temporários... por umas décadas. Mas, considerando a hipótese absurda de serem temporários, então façam-se cortes também temporários nas outras despesas.

    E que das restante despesas, muitas têm implícitos ou explícitos aumentos previstos e inevitáveis. Na verdade, muita da despesa é incontrolavel.

    Numa situação de emergência como a que vivemos, na realidade toda a despesa é controlável. Nem que seja necessário renegociar contratos.
  11.  # 12

    Colocado por: dfserrao estado tem de emagrecer para bem de todos


    Muito giro. Como pretende fazer isso?

    PS: Já agora, não há medidas que sejam para o bem de todos, pelo menos a curto prazo. É a mesma coisa que falar de um tal "bem comum", que só existe em teoria.
  12.  # 13

    Repare que não digo que osFP vivem bem ( alguns sim outros não) agora o facto que está devidamente fundamentado pelos salarios, pensões medias na FP e idade de reforma, confirma o que muita gente afirma.

    A minha questão é comparativa, claro que não desejo nada de mal aos FP , mas sim que sejamos todos iguais; numa altura de crise temos é que nivelar por baixo, mais nada.

    Colocado por: Neon

    Olhe system...nunca me viu dizer em lado nenhum que os FP são coitadinhos
    As minhas intervenções mesmo sendo FP são no sentido de reconheçer alguns previlegios quando as há, mas também desmistificar alguns conceitos que de pontuais passaram a ser generalizados a toda a FP.

    Disse e repito há gente boa e má em todo lado.

    quanto ao facto de viver melhor ou pior. isso é um conceito de cada um. Eu acho que vivo bem no entanto não faço a vida que muitos que ganham menos que eu fazem...como tal posso achar que eels vivem melhor do que eu. Por sua vez eles podem achar o contrario.

    Outra coisa essa coisa do fantasma do despedimento, do trabalhas mais ou vais para a rua, etc etc que voce diz que se vive no privado....não engulo...você pareçe que vive no tempo do patrão na senzala com chicote na mão.

    Ainda que existam exemplos desses não generalize...no final você è que esta a dizer que no privado são todos uns sofredores.

    Você não me conheçe de lado nenhum, mas eu ja trabalhei no privado, na administração central e actualmente na administração local. Além disso conheço muitas realidades na actualidade boas e más, por isso não invente
    Concordam com este comentário: rafaelisidoro
  13.  # 14

    SS é composta por varios factores, um deles é o fundo de desemprego.
    Por Ex: Quer comparar as tabelas de retenção do publico e do privado?? Vê logo a diferença


    Colocado por: staker

    Olhe que está enganado. Desde 2006 que todos os funcionários admitidos a partir dessa data descontam para a SS para todos os efeitos tal como os trabalhadores do sector privado. É exactamente a mesma coisa quer em direitos e regalias quer em percentagens de descontos.
  14.  # 15

    Não não é: é mais a salsicha (alemã)!!

    Colocado por: eu
    Actualmente o coelho é que decide...
    Concordam com este comentário: two-rok
  15.  # 16

    Colocado por: euLOL... obviamente que são definitivos, ou então são temporários... por umas décadas.


    É a mesma coisa. O truque é serem temporários até a inflacção corrigir o problema. São temporários, mas não são, ao mesmo tempo. :-D

    Colocado por: euNuma situação de emergência como a que vivemos, na realidade toda a despesa é controlável. Nem que seja necessário renegociar contratos.


    A verdade é que não é, e a evidência disso está ai. Mas mais que controlar a despesa é preciso controlar a relação entre a despesa e a receita. Como muita da receita é fictícia e gerada pelo endividamento do estado e a sociedade, agora andamos a correr atrás de uma receita em queda.

    Se havia altura em que se devia ter POUPADO e ter superavit em vez de défice, era quando se estava bem em termos económicos. Agora está tudo ****$%#. Funcionários públicos ou não, a bolha vai rebentar nas trombas de todos. Mais nuns que outros, é certo...
    Concordam com este comentário: two-rok
  16.  # 17

    Colocado por: system32temos é que nivelar por baixo


    Não se nivela por baixo nem por cima. Nivelar é, por definição, pela média. Puxa-se os de cima para baixo e os de baixo para cima, para ficarem ao mesmo nível. A não ser que a operação de nivelar seja destrutiva ou construtiva, mas não estou a ver.
  17.  # 18

    Lá está o sentimento de corporativismo a funcionar.

    Só não convém mandar para a rua 20 ou 30% dos FP e outros que trabalham para o estado sem terem o estatuto de FP , porque ai era a desgraça no desemprego.

    Muitos serviços em duplicado e outros que ninguém faz a mínima ideia para que servem. Nasceram ao longo do tempo como cogumelos e só a troica obrigou o governo (BP) a fazer um levantamento dos institutos, observatórios, fundações e outros sorvedouros de dinheiro como EP cuja divida não era contabilizada como publica, enfim uma falcatrua perpetuada à décadas e ampliada.
    Depois nos serviços realmente necessários, muitos deviam ir para a rua e eventualmente ser substituídos por gente competente.

    Nada de casos pontuais: Muito que fazer na FP...


    Colocado por: Neontirando algumas situações pontuais,eu acredito que é possivel e necessariomanter a FP actual. Quanto ao seu custo, e relativamente ao que conheço é possivel reduzir...haja vontade e maozinhas.
    Tenho alguma noção do que se desperdiça e do que pode ser optimizado. Se algumas vezes é por incompetência ou favorecimentos, outras é por desprezo e alienação completa de quem dispõe dos recursos.
    Concordam com este comentário: two-rok
  18.  # 19

    Não se esqueçam que algumas medidas tem um cariz transitório, a despesa vai voltar a aumentar em breve...


    Colocado por: eu
    Mais uma vez eu relembro este facto muito importante, que parece que passou despercebido: desde 2011, a despesa com os salários dos funcionários públicosdesceu cerca de 20%, devido à diminuição no número de funcionários, ao corte dos dois subsídios e ao corte de 5% do salário ainda na altura do Sócrates.

    Caso todas as outras despesas do Estado tivessem tido uma diminuição semelhante, não havia défice! Teríamos um orçamento excedentário!

    Isto não são palpites,são factos!
  19.  # 20

    Resumindo....

    1º: Os FP e os Trabalhadores do Privado que são calões e mandriões e que se encostam não se manifestam aqui
    2º: Os FP que trabalham, compreendem o ponto de vista dos outros trabalhadores embora não concordem porque não se pode meter tudo no mesmo saco
    3º: Os Trabalhadores do Privado continuam a achar que pagam os nossos ordenados e que deviamos era receber todos o ordenado minimo ou nem isso

    E isso não vai mudar por mais que se discuta

    Resultado:

    Quanto mais cortarem nos vencimentos dos FP, pior vão ser servidos nos serviços por estes prestados, pois a motivação dos mesmos é nula.
    Depois ficam contentes porque se cortou nos FP mas reclamam porque são mal servidos....
    Para mim não é solução.
    Agora sou da opinião de se começar a responsabilizar quem não cumpre, quem não faz o que lhe é exigido, quem não presta um bom atendimento, que se lute para igualar os direitos e regalias em relação ao privado.
    Que se comecem a racionalizar mais os gastos em regalias como viaturas, telemoveis, ajudas de custos e essas coisas (a quem as recebe claro...) pois 80% dos FP não têm essas regalias que são só para alguns.
    E exigir a aplicação disto não só à Função Pública, como principalmente aos governos e partidos politicos.

    Acabar com os "ordenados" camuflados de subsídios nas formas de rendimentos mininos, de reincerção e afins a quem não trabalha, não trabalhou, nem vai nunca trabalhar, porque lhes pagam para isso...

    Acabar com as borlas aos estrageiros que para cá vêm investir, dado que os portugueses também não as têm.

    Entre outras medidas mais eficazes e mais uteis e produtivas para o pais do que cortar os vencimentos dos FP....
 
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