Colocado por: luisvvMas então há aí alguma coisa que não percebo. Se não há um Estado que proteja os Estados, como é que eles sobrevivem?
Colocado por: luisvvNada disso. O que acontece é que não compreendo que se defenda o Estado como resultando da vontade dos seus cidadãos, e de um suposto "contrato social". A simples noção de um contrato é contradita pela natureza coerciva do Estado. E muito menos compreendo um argumento que defende que alguém que não assinou contrato nenhum seja forçado a cumprir "obrigações" dele emergentes, e que para se libertar desse contrato tenha que ..aceitá-lo.
Colocado por: luisvvTambém não. O que eu acho é que,quem entende que o Estado é útil ou indispensável ou até apenas tolerável deve ser livre de aderir livremente, e submeter-se às obrigações que daí decorram, e que poderão configurar o verdadeiro "contrato social".Daí no entanto não decorre que devam ou possam forçar outros a aderir ou submeter-se contra vontade, pelo que ao fazê-lo estão na verdade numa posição de ilegitimidade.
Colocado por: luisvvPorquê? Não convive bem com a existência de outros ordenamentos legais?
Colocado por: luisvvQue é o que parece que todos fazem, quando passamos da conclusão de que o ser humano é inerentemente mau (o que está longe de ser verdade - o ser humano procura maximizar o seu bem-estar, o que é diferente, mas possui instintos de colaboração e solidariedade), para a conclusão de que a solução é o Estado.
Colocado por: luisvvPara dizer que a ausência de uma entidade superior não implica selvajaria ou ausência de regras, antes a consensualização de normas entre individuos.
Colocado por: luisvvNa verdade, que o Estado não é o único mecanismo de resolução de conflitos.
Colocado por: luisvvUma excelente lição sobre a escassez de recursos, e a indispensabilidade da economia.
Colocado por: luisvvPara dizer que a ausência de uma entidade superior não implica selvajaria ou ausência de regras, antes a consensualização de normas entre individuos.
Colocado por: euPorque será que foi criada a ONU ?
Colocado por: euEntão e as regras comuns que têm que ser obedecidas por toda a comunidade?
Colocado por: danobregaDê um exemplo.
Colocado por: danobregaNão podia ter escolhido melhor exemplo:http://www.youtube.com/watch?v=Bc2DUspE8DI
Relativamente à pergunta sobre os locais com pouca ou nenhuma intervenção estatal onde poderia organizar a sua "fazenda", deixo aqui algumas sugestões:
-Antartica;
-Somália;
-Sahara Ocidental;
-E a maior parte do interior nos Países da África central;
E fica a pergunta: porque é que praticamente todas as sociedades criaram "estados"? Repare que até as sociedades que foram praticamente criadas de raiz, como os EUA ou a Austrália, acabaram por criar um Estado. Porque será?
Isto é de uma ingenuidade impressionante. Então e as regras comuns que têm que ser obedecidas por toda a comunidade? Como é que estabelece essas regras e como é que as regras são fiscalizadas?
Também é obvio que se trata da opção de uma maioria e dai o regulador funcionar de forma coerciva ...e por mais injusto que tal possa pareçer. NÂO ME CHOCA que assim seja; E NÂO ACREDITO que possa ser de outra forma...sem esqueçer noções de bom senso (que também aceito que seja um conceito ambiguo e derive no entendimento e vivencia de cada um)
Não se esqueça também, que a quase totalidade de todos nós quando nascemos, já estamos automaticamente em divida para com o sistema, pois já estamos a beber e usufruir dele.
Como tal você nasceu nele (no estado) e à semelhança de que se tivesse nascido com uma doença grave. Independentemente de você não a querer e ela lhe ter sido imposta por obra e graça do divino espirito santo. Outro remédio não teria, do que aceitar o facto de que tinha a doença e depois sim lutar contra ela. Procurar não a reconheçer valer-lhe-ia o mesmo que nada.
No conjunto de questões primordiais que estuturam a nossa vivencia colectiva, no que são as pedras basilares, não vejo como poderia funcionar.
Na PH onde moro e onde o jardim é um espaço comum, ainda que existam regras acordadas para o seu uso. Na ausência do regulador como faço se um dos habitantes não quiser pagar a necessaria manutenção do jardim; Ou melhor ainda, se um pretender de forma legitima fazer um campo de futebol e os outros também de forma legitima plantar um pomar?
Sim egoismo será talvez a palavra mais adequada. Ninguem diz que quem encabeça o estado, não é também ele egoista. Mas não lhe pareçe mais facil de controlar 10 egoistas do que um cento?
Relembro o estado (seja la na figura que ele assuma) é aceite enquanto for toleravel, disso acho que ninguem tem duvidas.
Agora se o "estado" for a autoregulação, além de eu não acreditar que ele funcione, também seria um modelo impossivel de eliminar caso se pretendesse.
è um optimista luis :)
Sei disso, mas o inverso também é aplicavel. Ou seja, nem todos os conflitos se resolvem sem a eventual intervenção do estado
Obviamente :) mas não esqueçamos..a questão mais importante! Estou certo que esta cheio de curiosidade de saber como era resolvido o conflito! Isto è...no final do dia quem levava a bola para casa?
Por exemplo, as regras de circulação de automóveis em vias partilhadas (não lhes chamo públicas , pois isso não existiria na vossa comunidade, certo?).