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  1. Colocado por: NeonNa 2.ª hipótese se pagam os clientes, não acabamos por ser nós na mesma?


    Se, e apenas se, consumirmos o produto, isto é, paga quem consome.
    Concordam com este comentário: two-rok
    • Neon
    • 5 janeiro 2015
    Colocado por: antoniolxA melhor forma de re-organizar um processo de trabalho na Função Pública é, quase sempre, acabar com ele!

    Isso só prova que é um mau prestador de serviços, optar pela solução mais fácil?...não acredito que defenda isso de coração.



    Colocado por: antoniolxQuanto aos professores, nem lhe vou contar quantos conheço, pessoal e profissionalmente. Nalgumas fases do ano, têm que corrigir testes, é verdade. Mas já reparou que trabalham, a gande maioria, 3 ou 4 dias por semana. Se os obrigassem a estar 40 horas por semana na escola, então é que o Mário Nogueira trepava pelas paredes! Do primeiro dia de setembro até ao último dia de julho, como todos os trabalhados normais deste País!


    Correcto, mas eu em vez de reduzir o n.º de escolas, acumular alunos a granel, reduzir o n.º de professores e auxiliares acho que seria mais vantajoso manter as escolas, obrigar os professores a cumprir um horário na escola e criar as condições para eles lá trabalharem.
    Não nos faltariam ideias para rentabilizar o "tempo" que os professores dispõem, não acha?
  2. Colocado por: André BarrosMete-lhe menos impressão pagar a alguém que prefere ficar em casa e não trabalhar porque pouco mais vai ganhar do que a mim que quero entrar no mercado de trabalho e começar a minha vida.
    É isso?


    Não, não é isso.
    Pelos dados que conheço o RSI não serve para pagar a quem fica em casa para não trabalhar, e os valores também não lhes permitiria isso (não tenho aqui os dados, mas não deve ser difícil encontrá-los: verifique as idades e os valores de quem recebe RSI).
    Por outro lado, se se refere a falcatruas, presumo (PRESUMO) que as falcatruas sejam tantas nos falsos estágios e coisas do género, como na obtenção do RSI.
    • Neon
    • 5 janeiro 2015
    Colocado por: PeSilvaSe, e apenas se, consumirmos o produto, isto é, paga quem consome.


    Posso concluir que a sua questão não se prende então verdadeiramente com o custo, mas sim com uma manifesta contrariedade de ser obrigado a pagar aquilo que não pretende, mesmo que no global possa ser mais barato (que obviamente no seu caso não sei se é ou não) certo?
  3. Não nos faltariam ideias para rentabilizar o "tempo" que os professores dispõem, não acha?

    Não, não acho! Um professor com horário zero, não é nada! Não se rentabiliza o tempo de alguém que não está a fazer nada, nem se lhe paga inventando qualquer coisa para ele fazer. Se quiser criar uma empresa e seguir essa política, esteja à vontade! Mas alimentar FPs com as nossas contribuições e impostos, NÃO!
    • Neon
    • 5 janeiro 2015
    Colocado por: antoniolxEu também gostava de muitas coisas! Se as começasse a enumerar, não tinha vida suficiente para as descrever todas!

    Mas, os Portugueses pensam, que o Euromilhões poderia sair a todos e a cada um de nós...


    Ouça, quando alguém me provar matematicamente que no global a privatização levará a uma melhor valia na relação custo/benefecio eu pego na bandeira da privatização.

    E atenção,mais uma vez quero deixar vincado que acho que existem serviços que devem ser privatizados, que acho que existem necessidade de melhorias no funcionamento da FP. Agora acreditar que a privatização global das funções do estado são boas para nós, considerando a globalidade dos cidadãos, nunca vi em lado nenhum :)

    Tb eu tenho um historial de publico e de privado, e nunca achei uma diferença substancial no comportamento dos empregados nem nas filosofias e opções dos decisores- Eventualmente poderei reconhecer que até á cerca de 4 ou 5 anos atrás existia no público alguma displicência no uso do dinheiro publico, sim é verdade, mas tudo se remedeia e hje as coisas já não são da mesma forma
  4. Colocado por: Neon

    Ouça, quando alguém me provar matematicamente que no global a privatização levará a uma melhor valia na relação custo/benefecio eu pego na bandeira da privatização.

    E atenção,mais uma vez quero deixar vincado que acho que existem serviços que devem ser privatizados, que acho que existem necessidade de melhorias no funcionamento da FP. Agora acreditar que a privatização global das funções do estado são boas para nós, considerando a globalidade dos cidadãos, nunca vi em lado nenhum :)

    Tb eu tenho um historial de publico e de privado, e nunca achei uma diferença substancial no comportamento dos empregados nem nas filosofias e opções dos decisores- Eventualmente poderei reconhecer que até á cerca de 4 ou 5 anos atrás existia no público alguma displicência no uso do dinheiro publico, sim é verdade, mas tudo se remedeia e hje as coisas já não são da mesma forma


    Acho que ainda não percebeu uma coisa: o problema não é da privatização, que efectivamente pode ser má!
    A solução é pura e semplesmente acabar com processos, burocracias, ineficiências, etc. E acabar, é acabar!

    Vou-lhe dar apenas um pequeno exemplo: nos países nórdicos, não há motoristas de políticos. Claro que não se ia privatizar isso! Solução: despedir os motoristas da FP, administrações e empresas públicas! TODOS! Depois, não há tanta coisa que há cá! Se não domina a língua deles, ou o inglês, veja o retrato dado por esta brsileira: http://www.claudiawallin.com.br/.
    • Neon
    • 5 janeiro 2015
    Colocado por: antoniolxNão, não acho! Um professor com horário zero, não é nada! Não se rentabiliza o tempo de alguém que não está a fazer nada, nem se lhe paga inventando qualquer coisa para ele fazer


    Está a confundir tudo, horário zero é uma consequência das politicas tomadas.
    Se realmente não é necessário é uma coisa
    Agora se criamos uma politica geral para forçar que aquele professor não seja necessário e consequentemente tenha um horário zero é outra.

    Continuo a dizer, pessoalmente não acho que o fecho da escolas, unidades de saúde, esquadras, etc etc seja uma melhoria na qualidade de prestação de serviço ao cidadão em geral ; Embora também reconheça que a optimização é necessária...e pessoalmente a considero possivel
    • Neon
    • 5 janeiro 2015
    Colocado por: antoniolxA solução é pura e semplesmente acabar com processos, burocracias, ineficiências, etc. E acabar, é acabar!


    Com isto concordo em absoluto.
    Muito ainda existe por fazer, mas olhe que já se fez tanta coisa na simplificação administrativa, e as pessoas ou não sabem ou vivem com receio de assumir responsabilidade.
  5. Colocado por: Neon

    Com isto concordo em absoluto.
    Muito ainda existe por fazer, mas olhe que já se fez tanta coisa na simplificação administrativa, e as pessoas ou não sabem ou vivem com receio de assumir responsabilidade.

    Quando nos comparamos com as melhores práticas, está TUDO por fazer. 90% ou mais!
  6. Colocado por: antoniolx

    Acho que ainda não percebeu uma coisa: o problema não é da privatização, que efectivamente pode ser má!
    A solução é pura e semplesmente acabar com processos, burocracias, ineficiências, etc. E acabar, é acabar!

    Vou-lhe dar apenas um pequeno exemplo: nos países nórdicos, não há motoristas de políticos. Claro que não se ia privatizar isso! Solução: despedir os motoristas da FP, administrações e empresas públicas! TODOS! Depois, não há tanta coisa que há cá! Se não domina a língua deles, ou o inglês, veja o retrato dado por esta brsileira:http://www.claudiawallin.com.br/.


    Por isso é que digo que os políticos portugueses deviam ser proibidos de exercer política em Portugal ...
    Venha um nórdico ...
    Concordam com este comentário: two-rok
    • Neon
    • 5 janeiro 2015
    Colocado por: antoniolxQuando nos comparamos com as melhores práticas, está TUDO por fazer. 90% ou mais!


    Poderia exemplificar António?

    Olhe por exemplo a área de licenciamento industrial conheço muito bem. Nos últimos anos esvaziou-se praticamente em absoluto todas as entidades do estado das suas competências Ministério de economia, Ministério da agricultura, Autoridade de Saude, Autoridade Veterinária, Câmaras Municipais, Protecção civil, etc.
    Obviamente responsabilizou-se o particular...passou-se a dizer ao industrial (salvo raras excepções) abra a porta e começe a trabalhar, a responsabilidade passa a ser sua, nós vamos ver no fim.

    Para mim o efeito disto foi praticamente zero.
    Efectivamente o industrial hoje em dia pode abrir uma empresa e começar a trabalhar praticamente de um dia para o outro, mas quando se faz fiscalização é uma miséria completa, é tudo para renovar.

    Mas vale legislar no sentido de definir que cada um faça o que quiser e como quiser sem regras absolutamente nenhumas.
  7. Colocado por: NeonPosso concluir que a sua questão não se prende então verdadeiramente com o custo, mas sim com uma manifesta contrariedade de ser obrigado a pagar aquilo que não pretende, mesmo que no global possa ser mais barato (que obviamente no seu caso não sei se é ou não) certo?


    Certo, apesar do "não só, mas também".

  8. m Cuba, a compra de carros novos é possível apenas há...1 ano(não me recordo ao certo). Foi noticia em vários meios de comunicação social.
    Na Venezuela, há a acrescentar que, quem quiser comprar carro novo espera bastante tempo para o mesmo chegar. O que é que acontece ? Há mafias que compram carros novos que só chegam passado 1 ano e depois vendem-nos a um preço mais elevado. Portanto, a questão é, como é difícil importar, a entrega demora e se quiser o carro "na hora", tem de ir ao mercado de usados. Por isso, tudo depende do tempo de entrega do novo.



    Eu explico-lhe porque demoram tanto a chegar: entre outros motivos porque o governo criou restrições à troca de divisas e à saída de capitais. Essa é aliás a razão pela qual muitas empresas deixam de investir na Venezuela - a tap tem umas largas dezenas de milhões la enterrados, em bilhetes vendidos.
    Mas há mais: para comprar algo ao estrangeiro precisa de autorização e os preços de venda são regulados..
  9. Colocado por: PeSilva
    E isso justifica exactamente o que?
    Está a beneficiar de algo que é pago por outros, dai ao comunismo é um instante ...


    Para quem acredita nas virtudes da acção do Estado, pedir "políticas activas de emprego" (a expressão na moda) e simultaneamente criticar a subsidiacao de emprego e estágios não é nada de absurdo ...

    Aliás, a generalidade dos argumentos a favor da acção do Estado não sao de princípio mas meramente utilitários: "o Estado deve fazer isto porque é mais eficaz" (na mente de quem propõe, claro).
  10. Colocado por: Neon
    Francamente não sei se a privatização da TAP é uma vantagem, uma necessidade, ou uma mais ou menos valia.
    Consigo imaginar pros e contras, mas mais uma vez penso que iriamos derivar na conversa.


    Derivar a conversa? Mas este tópico criado por mim era sobre exactamente sobre a privatização da TAP.

    Eu só vejo prós na privatização da TAP e nenhum contra!


    Vou dar um exemplo especifico e pessoal, até porque o Antonio referiu aqui que há gente a mais na educação.

    Actualmente as minhas filhas frequentam o ensino publico, a mais nova no pré-escolar.
    Não sei se é generalizado, mas penso que sim, o local onde a mais nova está diz que "não há condições para as crianças dormirem a sesta", falta de tudo desde pessoal, logística, espaço, etc.
    Além de eu achar que afecta o bem estar da minha filha, traz-me um transtorno enorme pois os banhos, o jantar, o tempo que disponho para ela é usado a correr e com uma enorme carga de stress para lhe conseguir dar uma refeição sem ela adormecer.
    A alternativa que tenho é ir para o privado, que existe mas que implicaria um custo mensal adicional directo que em média rondaria os 185 €, isto sem contar com outros custos em termos de combustível.
    Obviamente que se neste momento pudesse ter a minha filha no privado o faria, mas infelizmente não posso.

    A relação custo/beneficio a que me refiro é esta...ou seja em certas áreas pagar o custo efectivo do bem torna-o imcomportavel e inacessível á maioria de nós

    Podemos agora criar paralelismo com n situações básicas desde segurança, saúde, água e luz, vias de comunicação, salubridade, etc etc


    Nuns posts acima e já por diversas vezes referi que o Estado deve ter o controlo de diversos sectores sendo um deles a educação!

    Ou seja, o estado deve se responsabilizar pela educação, saúde, etc e deve privatizar outros sectores, tais como as transportadoras aereas, ferroviarias tais como fez há umas décadas atrás com as rodoviárias, alguém se lembra da RN?
    Concordam com este comentário: two-rok
  11. Colocado por: antoniolx

    As contas não são simples, e não as posso partilhar aqui em toda a sua extensão, por questões profissionais...

    Mas dou-lhe 3 indicadores:

    1-Se todos os FPs realmente trabalhassem 40 horas por semana (até o TC deveria achar isso equitativo), dispensavam-se imediatamente 1/7
    2-Se as autarquias fossem juntas, e os seus serviços concentrados, diversos estudos demonstram que se podia dispensar 30% a 40% dos funcionários da Administração Local. Para quem tenha dúvidas, é só consultar por exemplo o Mapa de Pessoal da CM de Lisboa, que anda disponível na Internet
    3-Implodir a 5 de Outubro do Ministério da Educação, que o Crato prometeu, mas não teve coragem para avançar. Para quem não saiba, o Ministério da Educação é cerca de 40% dos FPs.

    Quem quiser ver estatísticas mais detalhadas, podem passar peloDGAEP


    Quando fala em concentrar quer dizer o quê? fechar as juntas de freguesias e deixar tudo a cargo das camâras municipais?
  12. Colocado por: antoniolxHá muitos a trabalharem mais de 35 horas e a encherem-se de horas extraordinárias. Havia casos de médicos que trabalhavam 24x7, outros que saíam de um hospital em Lisboa e entravam 5 minutos depois num hospital do Alentejo. São os chamados SUPER-FPs...

    Nas autarquias, pergunte-se porque tem a Câmara de Lisboa cerca de 400 arquitectos? Leia algumas notícias com atenção, como por exemplo este:
    http://www.tsf.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=879756

    Quanto aos professores, nem lhe vou contar quantos conheço, pessoal e profissionalmente. Nalgumas fases do ano, têm que corrigir testes, é verdade. Mas já reparou que trabalham, a gande maioria, 3 ou 4 dias por semana. Se os obrigassem a estar 40 horas por semana na escola, então é que o Mário Nogueira trepava pelas paredes! Do primeiro dia de setembro até ao último dia de julho, como todos os trabalhados normais deste País!


    Gosto muito desta parte, mas revela que nunca passou por essa experiência! Eu já passei pela Administração do Estado 10 anos, mas cansei-me! Fui interveniente de re-organizações, re-engenharias, re-quaisquer coisas, e acredite que a solução é muito simples:

    A melhor forma de re-organizar um processo de trabalho na Função Pública é, quase sempre, acabar com ele!


    Professores???

    A maioria trabalha muito menos que 8 horas por dia!
    Têm de preparar aulas? E então? Eu tenho d epreparar o que faço?
    Conheço professores a trabalhar "horarios completos" mas que passam 2 dias por semana em casa... trabalham em casa!!!!
  13. Colocado por: luisvvPara quem acredita nas virtudes da acção do Estado, pedir "políticas activas de emprego" (a expressão na moda) e simultaneamente criticar a subsidiacao de emprego e estágios não é nada de absurdo ...


    Nem acredito nas virtudes do estado, nem nunca pedi politicas de emprego, dai ficar intrigado com esta resposta.
  14. Colocado por: antoniolx
    Não, não acho! Um professor com horário zero, não é nada! Não se rentabiliza o tempo de alguém que não está a fazer nada, nem se lhe paga inventando qualquer coisa para ele fazer. Se quiser criar uma empresa e seguir essa política, esteja à vontade! Mas alimentar FPs com as nossas contribuições e impostos, NÃO!


    Um professor com horario zero pode estar na escola e auxiliar os estudantes.
    U m professor com horario zero pode ajudar outros professores.
    Um professor com horario zero pode "tomar" conta dos alunos nos intervalos.
    Um professor com horário zero pode ajudar a zelar pelo bem estar dos alunos.
    Um professor com horário zero pode fazer muita coisa util... mas é mais fácil reclamar e protestar!
    Concordam com este comentário: two-rok
 
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