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  1. A dívida vai inevitavelmente estoirar... só não sabemos quando...


    Não é inevitável. Nem precisa de ser paga, em sentido estrito.

  2. Vamos lá ver se nos entendemos:
    O estado pode alterar as regras a meio do jogo, logo, a SS só pagará aquilo que puder pagar.
    Hoje paga de 80% a 92% (não fui ver os números, mas penso ser estes), amanhã pagará de 70% a 82. Quando só puder pagar de 10% a 22%, passará a pagar apenas isso.
    Isto quer dizer que a SS será SEMPRE sustentável.


    Isso só é verdade assumindo que é possível ir comprimindo os benefícios e/ou aumentando os descontos.
    Concordam com este comentário: two-rok
    • luisvv
    • 14 janeiro 2015 editado

    Eu também faço contas, invisto e às vezes perco. Pelos vistos há gente especial que não pode nunca perder um cêntimo.


    Não se trata de "gente especial".
    Trata-se de "gente normal", que está sujeita a perder dinheiro num investimento. Mas obviamente, se o credor quer perdão de dívida e juros e logo a seguir pede mais dinheiro emprestado, é expectável que lhe façam um manguito.
    Concordam com este comentário: eu, two-rok
    • eu
    • 14 janeiro 2015
    Colocado por: luisvvNão é inevitável.

    Vai uma aposta ? ;)
    Concordam com este comentário: Billy_Boy

  3. É isto que nos distingue dos animais: a nossa capacidade de solidariedade para com os outros.


    Ou, neste caso, a capacidade de obrigar os outros a serem solidários com outros.


    E quem decide quem ajudar?

    Cada um ou todos, nos meios voluntariamente organizados.


    Quem decide quem precisa de ajuda e de que tipo de ajuda?

    Cada um ou todos, nos meios voluntariamente organizados.


    E se os "vizinhos" nao poderem ajudar?
    E quem não tiver vizinhos?

    Se não tiver vizinhos, nem o Estado lhe vale.


    E se essas organizações não conseguirem ajudar todos os que precisam de ajuda?

    Porque não haverão de conseguir? Com tão esmagador apoio ao Estado Social, custa-me a acreditar que não haja solidariedade para acudir aos mais necessitados - com a vantagem de se acudir ao que se conhece e de ter a gratificação de ver as vidas a melhorarem.


    Se o estado que é o maior garante do estado social não consegue suprir todas as necessidades acha que essas instituições apenas com donativos conseguia?
    Muitas dessas instituições recebe parte dos nossos impostos e mesmo assim não se aguentam, imaginemos sem impostos!

    O reverso da medalha é que o Estado retira aos privados aquilo que eles poderiam utilizar para fazer esse trabalho. E gasta-o, em alguns casos flagrantemente mal.
    Concordam com este comentário: two-rok
  4. Colocado por: LuisPereira

    Eu não tenho casa, vivo com ajuda dos vizinhos!

    Mas os juros bonificados deram jeito a muita gente! Eu ajudei a pagar a casa de muitos com os meus impostos!


    Coraçãozão ...
  5. Colocado por: luisvv
    Quando li isto em papel a minha reacção foi: esta é das notícias mais estúpidas já escritas.


    Está a criticar um jornal especializado em "economia e negócios". Mas qual é parte de que discorda?


    Colocado por: luisvv

    Não se trata de "gente especial".
    Trata-se de "gente normal", que está sujeita a perder dinheiro num investimento. Ma obviamente, se o credor quer perdão de dívida e juros e logo a seguir pede mais dinheiro emprestado, é expectável que lhe façam um manguito.


    É gente especial pois. Têm departamentos de research cheios de especialistas que fazem análise de risco (risk assessment). Emprestaram porque quiseram e equacionando os riscos e benefícios. O que os governos andavam a fazer estava à vista de todos. São responsáveis pelos investimentos que fazem. O manguito é inevitável, nós estamos só a adiar o problema para quando acontecer os pobres coitados não sejam apanhados com as calças na mão.

    Aliás, aproveito para acrescentar que o estado em que estamos deve-se muito a esses senhores. Investiram irresponsavelmente com alavancagens brutais (viva a desregulação!). Depois do Lehman ir às lonas, o sistema paralizou e levou a um credit crunch que privou governos (como o nosso) e muitas empresas de linhas de crédito para continuarem a desenvolver a sua actividade. Resultado: crise.

    (E o Estado, esse malandro, ainda teve de 'resgatar' os coitados!!)

  6. Vai uma aposta ? ;)


    Não quer dizer que não aconteça, apenas que não é inevitável.
    Concordam com este comentário: two-rok

  7. Está a criticar um jornal especializado em "economia e negócios".

    Não, é só o suplemento do DN.


    Mas qual é parte de que discorda?

    Simples: não passaria pela cabeça de alguém amortizar 9% do PIB em dívida. Como sempre foi feito (e será, a não ser que entremos em default), a dívida será substituída por nova dívida (eventualmente, com um pequeno aumento ou redução, consoante haja superavit ou défice).

    O título correcto seria "Dívida pública com vencimento na próxima legislatura ronda 62 mil milhões de euros "



    É gente especial pois. Têm departamentos deresearchcheios de especialistas que fazem análise de risco (risk assessment). Emprestaram porque quiseram e equacionando os riscos e benefícios. O que os governos andavam a fazer estava à vista de todos.São responsáveis pelos investimentos que fazem.

    Ninguém diz o contrário. Agora, é preciso ser contorcionista para compatibilizar o choradinho do "não podem perder um tostão" com "ai que esta coisa dos cortes e reduções é muito chata".


    O manguito é inevitável, nós estamos só a adiar o problema para quando acontecer os pobres coitados não sejam apanhados com as calças na mão.

    É tão inevitável como todas as outras profecias falhadas nos últimos anos (o segundo resgate, a espiral recessiva, o fim do mundo, etc).


    Aliás, aproveito para acrescentar que o estado em que estamos deve-se muito a esses senhores. Investiram irresponsavelmente com alavancagens brutais (viva a desregulação!). Depois do Lehman ir às lonas, o sistema paralizou e levou a umcredit crunchque privou governos (como o nosso) e muitas empresas de linhas de crédito para continuarem a desenvolver a sua actividade. Resultado: crise.

    Fantástico. Se ao menos o governo não precisasse de financiar 11% do PIB via dívida todos os anos, os malandros não se metiam com ele.


    (E o Estado, esse malandro, ainda teve de 'resgatar' os coitados!!)

    Uma mistura de conceitos...
  8. Colocado por: luisvvo choradinho


  9. ??????
  10. Colocado por: luisvvIsso só é verdade assumindo que é possível ir comprimindo os benefícios e/ou aumentando os descontos.


    E o que o impede é ...
  11. Colocado por: tostex??????


    O 'resgate' que os do Lehman tiveram: umas caixas de papelão para levarem os objectos pessoais embora. Nos EUA não houve choradinhos que valessem!

  12. E o que o impede é ...


    À medida que tal for acontecendo, a percepção da relação custo/benefício vai-se alterando, e a partir de (in)determinado ponto deixa de ser suportada pela vontade geral, pelo que deixa de ser exequível.

    Não por acaso, há muito que há quem fale da necessidade de desligar o financiamento da SS do trabalho, ligando-o ao valor acrescentado pelas empresas, para "capturar" os lucros das empresas com pouco pessoal.

    (na prática, aumentar impostos..)
    Concordam com este comentário: two-rok

  13. O 'resgate' que os do Lehman tiveram: umas caixas de papelão para levarem os objectos pessoais embora. Nos EUA não houve choradinhos que valessem!


    Está a desconversar.
    O seu argumento era a) "a dívida é impagável" e b) "quem emprestou deve estar disposto a sofrer perdas".
    Nada contra isto. Acontece que esse discurso vem muitas vezes acompanhado pelo "parem com os cortes", que implica a necessidade de ... contrair nova dívida.

    Ora, impor perdas a quem emprestou é sempre possível - mas isso implica que o devedor não necessite de contrair nova dívida no curto prazo.
    Concordam com este comentário: two-rok
    • eu
    • 14 janeiro 2015
    Colocado por: luisvvOra, impor perdas a quem emprestou é sempre possível - mas isso implica que o devedor não necessite de contrair nova dívida no curto prazo.

    Talvez não... se retirar o valor dos juros ao orçamento de estado, este fica perto do défice zero...
    Concordam com este comentário: Billy_Boy
  14. Colocado por: Billy_Boy

    O 'resgate' que os do Lehman tiveram: umas caixas de papelão para levarem os objectos pessoais embora. Nos EUA não houve choradinhos que valessem!


    Não percebi a relação...
  15. Colocado por: luisvv
    Não, é só o suplemento do DN.


    Errado...

    http://www.globalmediagroup.pt/marcas/media/jornais/dinheiro-vivo/
    http://www.dinheirovivo.pt/institucional/equipa.aspx

    Colocado por: luisvvO título correcto seria "Dívida pública com vencimento na próxima legislatura ronda 62 mil milhões de euros "


    Sem comentários....

    Colocado por: luisvvÉ tão inevitável como todas as outras profecias falhadas nos últimos anos (o segundo resgate, a espiral recessiva, o fim do mundo, etc).


    Talves porque o ECB tomou e está a tomar medidas para evitar isso? Informe-se melhor.
  16. Colocado por: tostex

    Não percebi a relação...


    Já é costume.
  17. E cá a dívida é para pagar (leia-se "reduzir face ao PIB, tendencialmente para 60%") ou não? É que se é, é bom começar-mos a pôr a casa em ordem.

    IVA na Hungria sobe para 27% e torna-se o mais elevado da UE
    01/01/2012

    Esta medida, que se junta a uma série de impostos criados e aumentados ao longo de 2011, “vai trazer consigo um aumento significativo da inflação”, estimado em 5% em 2012, de acordo o Banco Central da Hungria no seu último relatório.

    Confrontado com um grave crise financeira, vários cortes no seu rating pelas agências de notação financeira, Viktor Orban tomou várias medidas para conseguir terminar 2012 com um défice de 2,5% do Produto Interno Bruto.


    http://www.publico.pt/economia/noticia/iva-na-hungria-sobe-para-27-e-tornase-o-mais-elevado-da-ue-1527161



    Hungria pagou o que devia e quer FMI fora do país
    04/09/2013

    A Hungria saldou a dívida de 25 mil milhões de euros com o FMI e o primeiro-ministro já afirmou que quer a instituição fora do país.

    O ministro da Economia húngaro anunciou que, graças a uma "política orçamental disciplinada", o país pagou os restantes 2,2 mil milhões de euros do empréstimo a 12 de agosto de 2013, muito antes do prazo definido, março de 2014.

    http://www.dinheirovivo.pt/economia/interior.aspx?content_id=3764965



    Imposto sobre depósitos rendia 13 mil milhões de euros em Portugal

    Qual seria o resultado de um imposto extraordinário em Portugal sobre os depósitos bancários, semelhante ao que o Chipre foi obrigado este fim-de-semana a aplicar para receber ajuda financeira da troika (9,9% de taxa sobre valores superiores a 100 mil euros e 6,75% para valores inferiores a esta quantia)?

    O relatório do Fundo de Garantia de Depósitos publicado no ano passado (respeitante a 2011) refere que há 16,4 milhões de titulares de depósitos bancários em Portugal.

    Destes, apenas 197.276 depositantes têm valores superiores a 100 mil euros, o que corresponde a 1% do número total de depositantes.

    1% de portugueses é detentor de 41,5% dos depósitos bancários.


    http://expresso.sapo.pt/imposto-sobre-depositos-rendia-13-mil-milhoes-de-euros-em-portugal=f794288


    Se não é, então façam como estes: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1827119
 
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