Talvez não... se retirar o valor dos juros ao orçamento de estado, este fica perto do défice zero...
Colocado por: luisvvPerto, não é zero. Mas admitamos que é zero e que o default não traria outras consequências com reflexo no saldo orçamental: o raciocínio mantém-se: "impor perdas a quem emprestou é sempre possível - mas isso implica que o devedor não necessite de contrair nova dívida no curto prazo".
Errado...
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Talves porque o ECB tomou e está a tomar medidas para evitar isso? Informe-se melhor.


Se não é, então façam como estes: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1827119
Onde ir em Fevereiro de 2012? À Islândia, terra de sagas, de óptimo peixe, de boa música electrónica e do mito do “país que mandou a banca bugiar e não optou pela austeridade cega”. Uns dias na Islândia oferecem uma vantagem quando está em causa falar sobre o pequeno país nórdico: a de falar com os islandeses. Chegou a ser divertido ver a cara das pessoas – ministro, jornalista, empresário ou o “cidadão comum” – quando perguntei o que achavam do facto de a Islândia ser um símbolo de esperança para muita gente. “Não é o país em que vivemos”, responderam-me todos – da esquerda à direita – sem excepção.
A Islândia não é o país que mostrou por heroísmo do cidadão o dedo do meio aos banqueiros e aos credores. A escolha de não pagar não foi uma escolha – foi fruto da circunstância de o sistema bancário ter inchado até ser dez vezes maior que a economia do país. Os bancos eram demasiado grandes para salvar. “Foi um argumento de força maior”, disseram-me no Ministério da Segurança Social. A esta evidência somou- -se outra circunstância: a Islândia podia deixar cair os bancos porque o impacto no sistema global era muito pequeno. Ainda assim uma nota: o país absorveu cerca de 20% do PIB em custos directos da crise bancária, o segundo maior valor a seguir ao da Irlanda.
E os referendos? É verdade que em dois referendos o povo islandês recusou as propostas do governo de pagar pelo menos o fundo de garantia de depósitos a ingleses e holandeses (mais juros). Mas é também verdade que essa decisão de pouco serviu. A Islândia já começou a pagar os 3,8 mil milhões de euros aos governos da Holanda e do Reino Unido, liquidando activos do Landsbanki. E se o tribunal da EFTA condenar os islandeses – por terem discriminado entre depositantes domésticos e estrangeiros – o país arrisca-se a ver os governos britânico e holandês pedirem juros nos tribunais islandeses (taxas judiciais que começam em 10%, explicou-me um professor da Universidade da Islândia). A jogada do referendo foi gira, mas o preço final pode ser maior.
O mito continua. O colunista Daniel Oliveira, por exemplo, afirma que o governo não decidiu cortes salariais e que a inevitável desvalorização da moeda “foi resultado da coragem dos islandeses”. Os islandeses com quem falei (e qualquer economista) acham que a desvalorização foi o preço alto a pagar pelo esvaziamento da maior bolha bancária de sempre. O controlo de capitais surgiu não por tenacidade local, mas porque o FMI percebeu que sem isso a moeda poderia pulverizar-se.
A desvalorização da coroa – prato clássico do receituário do FMI – tem a vantagem de permitir uma recuperação mais rápida. Mas o preço a pagar é sempre alto – não há saídas indolores de crises de dívida, nem na Islândia do sonho. A subida da inflação resultou numa perda média do poder de compra de 20%. A isto soma-se o maior drama, esquecido em Portugal: 80% das famílias com créditos à habitação (que são dois terços do total das famílias) têm o empréstimo indexado à inflação. Uma arquitecta explicou-me as contas: um empréstimo inicial de 18 milhões de coroas saltou para cerca de 28 milhões, comendo todo o capital de entrada. A prestação mensal da casa cresceu 40%. A hostilidade ao poder político e o sentido de injustiça perante os perdões de dívida concedidos às famílias que mais arriscaram (com empréstimos em moeda estrangeira) são feridas abertas na sociedade islandesa.
No final, é verdade que o desemprego é de 7% (mas oscilava entre 1% e 2% – o grau de subida não foi assim tão diferente do nosso) e que quem anda na rua em Reiquiavique não vê pobreza. A Islândia parece bem para um país que perdeu o sistema bancário de um dia para o outro? Sim. Mas isso deve-se a ter moeda própria e ao ponto de partida: uma população menor que a do distrito de Viseu (318 mil pessoas) e um Estado social forte, numa sociedade mais igualitária e que paga 1500 euros em média a um trabalhador pouco qualificado. Não sou só eu quem o diz. É o insuspeito ministro da Segurança Social, o homem que decidiu expandir a rede social para os mais frágeis – mas cortando, na mesma, mais de 5% nos gastos sociais e uns impressionantes 17% na saúde entre 2008 e 2012 (com contributo do governo anterior). Nada mau, para terra de sonho. Jornalista. Escreve à sexta-feira
Colocado por: luisvvMais, da mesma fonte, com origem no IGCP, a mostrar como se pode reduzir os encargos da dívida sem impor perdas:
Colocado por: LuisPereiraA divida de um país por si só não quer dizer muita coisa.
Colocado por: luisvv
Não é errado. A notícia que transcreveu saiu na edição em papel do DN de ontem, na secção antigamente designada por Economia e que há uns anos passou a chamar-se Dinheiro Vivo - e que ao sábado é publicado como suplemento.
Isso é uma boa desculpa, mas:
1) a espiral recessiva não existiu.
2) o fim do mundo, idem.
3) o 2º resgate não foi suficiente noutros lados, e por cá ...
(legenda:Yield até à maturidade das obrigações a 10 anos da Grécia e de Portugal, cabalmente demonstrando o efeito Draghi-dual, em que uma mesma acção pode gerar dois efeitos completamente distintos.)
Colocado por: antoniolxMais uma notícia para o cla_pereira, especialmente da Coreia do Norte, uma notícia que vem dos chineses, e não propriamente dos "imperialistas" ocidentais:
http://observador.pt/2015/01/15/falta-de-comida-e-dinheiro-estao-a-levar-norte-coreanos-a-atravessarem-fronteira-com-a-china/
Qualquer dia até os chineses se chateiam... Esperoque por essa altura o cla_pereira já tenha decidido emigrar para o Paraíso do planeta Terra...Concordam com este comentário:LuisPereira
Colocado por: LuisPereira
O aristocata "manolo" ainda não confirmou esta noticia e ainda não saiu no "avante" por isso deve ser mais uma mentira do mundo capitalista...
Você insiste no erro. O Dinheiro Vivo é um jornal especializado em negócios e economia, com redacção própria e inscrito na ERC:
A notícia, que você denominou de 'estúpida', foi tirada do próprio jornal.