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  1. O espaço da Arquitetura é constituido pela forma arquitetónica concebida pelo arquiteto. É percebido quando penetramos uma edificação, seja por habitantes ou espectadores. O espaço arquitetónico tem seus próprios significados culturais, psicológicos e emocionais. Por exemplo, podemos dizer que existem espaços arquitetónicos religiosos. Este espaço produz uma sensação de reflexão ou introspecção dedicados e necessários à sua função. Portanto, um espaço arquitetónico pode promover diversas sensações num indivíduo tais como religiosidade, proteção, segurança. É definido também como a junção entre massa e volume, constatada em várias escalas diferentes, pode ter função específica, semelhante ou agrupada.

    Fonte : https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Espaço_arquitetônico
  2. Obra Arquitectónica
    Bruno Zevi, Saber ver a arquitectura

    Segundo a definição dada por Bruno Zevi no seu livro Saber ver a arquitetura, obra arquitetônica é toda aquela em que fica explícita a existência de um espaço interno relacionado às necessidades humanas. O espaço interno, neste caso, torna-se a principal característica da arquitetura.

    Segundo esta classificação, ficam excluídas obras como arcos do triunfo ou mesmo monumentos como a Torre Eiffel. Embora estes monumentos possuam características arquitetônicas devido à sua escala, eles são na verdade elementos constituintes (e por vezes estruturadores) de outro tipo de espaço interior: o espaço urbano.

    Porém, mesmo monumentos como o citado Arco do Triunfo, poderiam ser considerados como Espaço Interior, se aceitarmos que ocupam uma Praça, um espaço maior, com o simbolismo que evoca. Nesse caso, estudar ou admirar um monumento, poderia ser considerado como uma atividade humana, e portanto, cumprindo uma função da Arquitetura.

    As primeiras obras de arquitetura datam da Pré-história, embora as primeiras construções humanas sejam pré-históricas.
    Fonte :
    https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Obra_de_arquitetura

    Colocado por: CMartinColocado por: m.arqA minha bíblia (com o pato donald e o tio Patinhas): "Saber ver a arquitectura" de Bruno Zevi.
    Coisa mais moderna não háhà!
    Cmps!
    • m.arq
    • 18 junho 2017 editado
    Cmps!
    Concordam com este comentário: CMartin
    • TZW
    • 19 junho 2017
    Colocado por: CMartin
    Faria sentido se tivesse seguido o raciocínio (de Deus arquitecto e adiante)..mas opta sempre por não o fazer...(Assim não se fazem as conversas de prazer).

    Deus arquiteto até tem a sua logica, existem imensas coisas feitas com base na fé.
  3. Então..constata-se que, de facto, e até conforme já o tinham dito, a Arquitectura não integra a cor.
    Ou antes, o arquitecto não trabalha a cor, mas o Espaço.
    (Embora possa pensá-la).
  4. Colocado por: TZWDeus arquiteto até tem a sua logica, existem imensas coisas feitas com base na fé.

    No sentido em que Deus criou o Universo. É O Arquitecto. E o que arquitectou é perfeito.
    "Grande Arquiteto do Universo, segundo algumas religiões e sistemas de crenças, seria o principal Criador do universo, principalmente do mundo material (demiurgo) independente de uma crença ou religião específica."
    Fonte : https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Grande_Arquiteto_do_Universo
  5. Colocado por: CMartinNo sentido em que Deus criou o Universo. É O Arquitecto. E o que arquitectou é perfeito.


    "E se a professora dos arquitectos fosse a natureza?
    MARGARIDA MARQUES 18/06/2017
    Nesta segunda e terça-feira, realiza-se em Lisboa a primeira conferência internacional dedicada às mais avançadas ferramentas tecnológicas da arquitectura que buscam inspiração na natureza."
    Fonte : http://www.publico.pt/arquitectura
  6. Natureza, Arquitectura, Deus.
      frank-lloyd-wright-architect-god-is-the-great-mysterious-motivator-of.jpg
  7. CMartin

    a sua ansia de agarrar a essência acaba por matar

    voltando ao titulo do tópico, mantenha sempre em perspetiva o "je ne sais quoi " mas que não tem necessariamente que se explicar.

    um muro em pedra rustica tem cor e textura e um arquiteto pode usa-lo logo como ponto de partida e pedra de toque para a apropriação espacial de um lugar, portanto a cor e textura pode ser inerente á criação dos espaços.

    portanto o processo de arquitetura recorre consoante os casos e circunstancias de todos os elementos uns umas vezes com mais preponderância outras vezes com menos.
  8. Sim.
    Tem razão na ansia de agarrar a essencia. E se calhar não existe essa essencia pelo menos como eu a imagino.
    A parte do je ne sais quoi essa eu entendo-a bem.

    Não sei se acaba por matar.
    Mas talvez matasse se eu descobrisse que não me identifico com a essencia, ou que a essencia não existe.

    Não sei.
    Mas penso que a forma de eu ver a arquitectura é trivial e isso aborrece-me.
    Mas talvez seja algo que nem um arquitecto me pudesse esclarecer ou satisfazer : a essencia.

    Começo a achar que a arquitectura não será assim tão enfeitada como eu a vejo/sinto e apetece-me já vê-la sem os enfeites.
  9. Colocado por: marco1mas que não tem necessariamente que se explicar.

    Não tenho necessariamente que me explicar. Eu sei. Aliás, eu acho que sabe também, o explicar até se torna um exercício penoso.
    Aliás como explicar, lá está, o je ne sais quoi...
    Impossível !
  10. Colocado por: CMartinMas talvez matasse se eu descobrisse que não me identifico com a essencia, ou que a essencia não existe.

    O Espaço, a essencia da Arquitectura.

    Mas..que "Espaço" é esse ?
  11. mexer com os sentidos é um campo vasto
    uma arquitetura qualquer mesmo que uma pessoa se esforce por explica-la será sempre algo não exato e subjetivo,
    o belo na arte também envereda por esses caminhos
    no fundo até podemos simplificar e dizer que arquitetura é algo que resulta de uma resposta a uma questão e que tenta numa conjugação de várias informações faze-lo da melhor forma possível.
  12. talvez mais que o espaço, seja intervir no espaço.
    Concordam com este comentário: CMartin
  13. Sim.
    E com que objectivo é que se intervem no espaço ?
    Qual o ponto de partida ?
    É o cliente que impulsiona a intervenção no espaço com a sua necessidade, ou é o terreno, as pedras, as cores,...?
    Podia ser qualquer cliente ou muda-se o intervir no espaço conforme o cliente ? Claro que muda.
    Então é mesmo o Espaço a essencia da Arquitectura...? É o Espaço que dita..?

    E se não existisse opinião do cliente, assim apenas carta branca, o "accomplishment" era melhor ?
    Eu acho que era, na sua grande parte pelo menos.

    A Natureza..quem foi o cliente que a ditou ? Percebe ?
  14. O ESPAÇO, PROTAGONISTA DA ARQUITETURA
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    [Bruno Zevi]
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    A falta de uma história da arquitetura que possa ser considerada satisfatória deriva da falta de hábito da maior parte dos homens de entender o espaço, e do insucesso dos historiadores e dos críticos da arquitetura na aplicação e difusão de um método coerente para o estudo espacial dos edifícios. Todos aqueles que, ainda que fugazmente, refletiram sobre este tema, sabem que o caráter essencial da arquitetura

    o que a distingue das outras atividades artísticas

    está no fato de agir com um vocabulário tridimensional que inclui o homem. A pintura atua sobre duas dimensões, a despeito de poder sugerir três ou quatro delas. A escultura atua sobre três dimensões, mas o homem fica de fora, desligado, olhando do exterior as três dimensões. Por sua vez, a arquitetura é como uma grande escultura escavada, em cujo interior o homem penetra e caminha. Quando queremos construir uma casa, o arquiteto nos apresenta uma perspectiva de uma das suas vistas exteriores e possivelmente outra da sala de estar. Depois apresenta-nos plantas, fachadas e seções, isto é, representa o volume arquitetônico, decompondo-o nos planos que o encerram
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    e o dividem: paredes exteriores e interiores, planos verticais e horizontais. Do uso deste método representativo, utilizado nos livros técnicos de história da arquitetura e ilustrado nos textos populares de história da arte com fotografias, provém, em grande parte, a nossa falta de educação espacial. Na verdade, a planta de um edifício nada mais é do que uma projeção abstrata no plano horizontal de todas as suas paredes, uma realidade que ninguém vê a não ser no papel, cuja única justificativa depende da necessidade de medir as distâncias entre os vários elementos da construção, para os operários que devem executar materialmente o trabalho. As fachadas e as seções longitudinais, interiores e exteriores, servem para medir as alturas, Mas a arquitetura não provém de um conjunto de larguras, comprimentos e alturas dos elementos construtivos que encerram o espaço, mas precisamente do vazio, do espaço encerrado, do espaço interior em que os homens andam e vivem. Em outras palavras, utilizamos como representação da arquitetura a transferência prática que o arquiteto faz das medidas que a definem para uso do construtor. Para o que diz respeito ao objetivo de saber ver a arquitetura, isso equivale, mais ou menos, a um método que, para ilustrar uma pintura, desse as dimensões da moldura ou calculasse as distâncias das diversas cores, reproduzindo-as separadamente.

    Fonte : https://pt.scribd.com/mobile/doc/280383932/O-Espaco-Protagonista-Da-Arquitetura-Bruno-Zevi
  15. acho que está a baralhar/ misturar várias coisas ao mesmo tempo.

    surge uma questão / problema/ necessidade posta por um ser humano, logo vai-se intervir na natureza, no espaço, para resolver, arranjar uma solução, sendo que a mais comum dessas ações é o abrigo, a habitação.
  16. Que influência tem o "sujeito" na arquitectura ?
    E essa influencia quer-se activa (verbalizada..) ou passiva ?
  17. é claro que tem de ser ativa, se foi ele que despoletou a questão, é claro também que há um tempo do arquiteto mas o sujeito cliente tem de aferir as soluções e contribuir para a busca da melhor resposta possível.
    isto também não é norma fixa,
    há de tudo, recorrendo ao mestre frank por exemplo, o dono da casa da cascata apenas lhe pediu uma casa e ele fez aquilo.
  18. Colocado por: CMartinNatureza, Arquitectura, Deus.


    Por outro lado, por exemplo para Aristóteles (Frank Loyd Wright devia estar também a pensar nisso) o processo artístico, que é essencialmente mimético, não foge ao modo como a própria natureza se recria constantemente. Se soubermos como actua o corpo humano, ou como vivem e se desenvolvem todos os seres vivos, chegamos à conclusão de que o artista, ou o artífice, está a actuar de modo semelhante, mas numa outra esfera de procedimento. Neste sentido, a criação artística reside no conhecimento racional do modo como funciona a natureza, como ela é na realidade, e que pode perfeitamente ser ampliada através da acção do artista
 
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