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    • fjl
    • 21 julho 2010

     # 1

    Caros amigos do forum,

    Têm sido postos alguns comentários no forum da casa pelo user Arusha sobre uma obra de remodelação de um sotão tendo sido referidas as empresas Illico do Feijó e Valores Remodelados, sobre os quais gostava de dizer que :

    Essa obra está ser feita na minha moradia pela empresa "Valores Remodelados" que me foi apresentada pela Illico do feijó. O user Arusha é alguém da minha confiança sendo parte interessada neste todo processo, mas que não tendo acompanhado tão de perto todos os detalhes dos trabalhos como eu, fez alguns comentários algo "radicais" acerca dessas duas entidades num momento inicial da obra sem que eu me tivesse apercebido disso.

    Em relação á Illico do Feijó, até ao momento, nada tenho a apontar às pessoas que têm estado envolvidas neste processo. Têm tido toda a disponibilidade para dialogar e acompanhar os desenvolvimentos dos trabalhos e por enquanto estão a marcar pontos. Relativamente às polémicas da mediação vs Empreiteiros, devo dizer que consultei ambos antes da adjudicação e do que me foi apresentado claramente vi vantagens em optar pela mediação de obras. Até agora não estou arrependido.

    No que toca à empresa "Valores Remodelados", é verdade que o inicio dos trabalhos não correu como estava previsto e houve alguns problemas de "logistica", mas a obra está a andar e posso afirmar que estou satisfeito com o trabalho efectuado até ao momento. A canalização ao termossifão foi concluida e está a funcionar desde a semana passada e os trabalhos estão a andar. É certo que muito falta ainda, mas tendo visto as pessoas desta empresa a trabalhar não tenho dúvidas que
    a obra vai ficar muito bem executada.

    Vou dando noticias á medida os trabalhos forem decorrendo para partilhar convosco esta "aventura", quer falando dos aspectos positivos quer denunciando os negativos daquilo que correr menos bem.

    Obrigado
  1.  # 2

    Boa tarde,
    Eu gostava de esclarecer uma questao.Entao para com um empreiteiro geral, o que deve ele me apresentar, ou devo eu exigir, para formalizar a minha obra?
    Um contrato?recibos?Iva e' uma opcao ou deve ser sempre pago?Um orcamento,certo.
    Obrigado
  2.  # 3

    vou dar a minha achega em formato de opinião...
    penso q há mercado para a mediação de obras e eu própria estou a ponderar aventurar-me numa por conta própria e em moldes um pouco diferentes da empresa referenciada nesta discussão.
    há mercado pq a maioria das pessoas qd se aventura na construção ñ tem a mínima noção de nd!preços, materiais, espaço, legislação, métodos de contrução e afins, já para ñ falar da infelicidade q é a falta de seriedade da maioria dos intervenientes no processo de construção.a maioria dos 'clientes' ñ está para se chatear e perder tempo à procura de orçamentos, e afins, e estão dispostos a pagar a alguém para se aborrecer por eles...
    confesso q os moldes de pagamento aqui falados é q me arrepiam bastante e me deixam em dúvida da ausência de negociações perversas...
    o melhor método, parece-me, será o do exemplo das mediações de tratamento de documentação...há uma tabela e o cliente paga pelos serviços q solicitar.
    ...e inclusivé a parceria poderá começar na escolha do projectista uma vez q há sempre a 'briga' dos gostos e linguagens.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: poolman
  3.  # 4

    Boa noite!

    Este fórum parece-me bastante construtivo para as necessidades de quem queira fazer remodelações em casa, ou outras obras semelhantes - ainda que encontre algumas opiniões bastante negativas.

    Pessoalmente, eu tive uma experiência bastante positiva com uma empresa de mediação de obras (parece-me que inclui também outros serviços, tais como projectos). Passo a explicar: pedi um primeiro orçamento a uma empresa de construção, para fazer umas remodelações em casa - o valor ascendia aos €25.000. Posteriormente, pedi à empresa de mediação de obras (www.casaviva.pt), que me apresentou vários orçamentos (5), dos quais 4 eram inferiores ao valor da empresa que eu havia chamado. Resultado: acabei por adjudicar uma obra por cerca de €17.000. Parece-me que as grandes vantagens são: comodidade de obter vários orçamentos através de um só pedido e, consequentemente, várias opções (onde se encontrarão boas relações preço/qualidade) e garantia de qualidade através do apoio técnico e, eventualmente, legal que a empresa de mediação oferece.

    Cumprimentos!
  4.  # 5

    Colocado por: R. LopesPessoalmente, eu tive uma experiência bastante positiva com uma empresa de mediação de obras

    Peço desculpa por ser tão desconfiado, mas sempre que alguém vem aqui dizer BEM de uma empresa em particular, fico de pé atrás.

    Sobretudo quando o historial é:

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    :-)
    ... garantia de qualidade através do apoio técnico e, eventualmente, legal que a empresa de mediação oferece.
    «Garantia de qualidade»?
    No caso de haver alguma coisa que não funcione devidamente, é a empresa de mediação que vai efectuar a reparação?
    Resposta: de certeza que não é, uma vez que nem têm alvará de construção.
    Aliás, que eu saiba, esta actividade nem está enquadrada por nenhuma legislação específica.

    E "apoio legal" não é exclusivo de empresas de advocacia?
  5.  # 6

    Colocado por: Luis K. W.
    Peço desculpa por ser tão desconfiado, mas sempre que alguém vem aqui dizer BEM de uma empresa em particular, fico de pé atrás.

    Sobretudo quando o historial é:

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    :-)
    «Garantia de qualidade»?
    No caso de haver alguma coisa que não funcione devidamente, é a empresa de mediação que vai efectuar a reparação?
    Resposta: de certeza que não é, uma vez que nem têm alvará de construção.
    Aliás, que eu saiba, esta actividade nem está enquadrada por nenhuma legislação específica.

    E "apoio legal" não é exclusivo de empresas de advocacia?


    o Gato foi apanhado com o rabo de fora... lololol
  6.  # 7

    Colocado por: Luis K. W.
    Peço desculpa por ser tão desconfiado, mas sempre que alguém vem aqui dizer BEM de uma empresa em particular, fico de pé atrás.

    Sobretudo quando o historial é:

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    :-)


    Concordo :)

    Colocado por: Luis K. W.«Garantia de qualidade»?
    No caso de haver alguma coisa que não funcione devidamente, é a empresa de mediação que vai efectuar a reparação?
    Resposta: de certeza que não é, uma vez que nem têm alvará de construção.
    Aliás, que eu saiba, esta actividade nem está enquadrada por nenhuma legislação específica.

    E "apoio legal" não é exclusivo de empresas de advocacia?


    Como referi atrás, o que difere num caso deste e de uma Imobiliária? É a Imobiliária que vai reparar? E de um promotor sem alvará? É ele que vai reparar? E se for a Câmara Municipal a fornecer uma casa? é Ela que vai fazer obras?

    Por isso, nas mediações não existe muita diferença. Provavelmente terão clausulas especificas para isso, obrigando o empreiteiro a cumprir caso necessitem.

    Trabalhei numa promotora e tinhamos a nossa lista de empreiteiros. Quando se efectuava uma obra, ficavamos com a garantia bancária do empreiteiro. Se houvesse algum problema que não era resolvido no âmbito da garantia, simplesmente activavam-se as mesmas e era riscado da lista, ponto final.

    Com pode verificar, não eramos mais que.. intermédios.

    (Atenção que não estou a defender as empresas de mediação de obras, só o processo de garantias, muito similiar aos exemplos que coloquei.)
  7.  # 8

    Boa noite,

    O meu nome é Carlos Flores e sou o responsável pela KonsulIMO [A Construir Consigo].

    Numa pesquisa na net descobri este tópico e estive a ler todos os "posts" colocados, indo falar de uma experiência pessoal que resultou num negócio.

    Como muitos particulares sempre tive o desejo de ter uma moradia. Iniciei esse desejo pela eventual compra de uma moradia e comecei a procura pessoalmente e através de imobiliárias. Vi mais de 60 moradias e nenhuma me agradou pelo que eu e a minha mulher colocamos a opção de construir. Indagamos as imobiliárias se existia alguma empresa que pudesse prestar esclarecimentos de como poderia decorrer todo um processo de construção e não obtivemos resposta positiva. Foi através de um Agente Técnico de Arquitectura e Engenharia que fomos obtendo alguma informação, acabando por recair nele a opção para o desenvolvimento do projecto de arquitectura de entre outras candidaturas de Arquitectos e Gabinetes de Arquitectura. Iniciou-se o processo de licenciamento e já na fase final fomos confrontados com a situação de contratar um empreiteiro geral ou gerir a construção por administração directa, contratando cada arte/especialidade de forma individual.

    Por questões que só o destino saberá, a empresa onde trabalhava decidiu extinguir a área de negócio na qual estava inserido e vi-me assim confrontado com o desemprego. Tal situação levou-nos a optar pela construção por administração directa e foi assim que durante cerca de dois anos fui procurando, negociando, adjudicando e acompanhando as várias empreitadas, só podendo dizer que no final das contas poupamos mais de 70.000 € entre as propostas adjudicadas e as propostas com valores acima. Acabei por ocupar muito do meu tempo a acompanhar a obra e acreditem que existiram muitas situações que seriam diferentes para pior se lá não estivesse. Toda esta situação levou-me a estudar a possibilidade de criar um negócio que tivesse em conta toda a experiência que vivenciamos, inicialmente só para a parte da pesquisa/negociação dos vários empreiteiros. Com o aprofundar da análise considerei que deveria ir mais longe e abranger o acompanhamento, fiscalização e segurança em obra.

    E assim, neste momento a KonsulIMO presta serviços de consultoria na construção de imóveis, muito focalizada na construção de moradias unifamiliares. Temos uma abordagem diferente ao mercado pois quem remunera o nosso trabalho é o cliente (o Particular ou Empresa) e não os parceiros (Empreiteiros/Instaladores/Fornecedores). Fazemos uma mediação de obras mais completa, que não se limita a procurar a melhor relação/qualidade das empreitadas, mas gerimos, acompanhamos e fiscalizamos a obra do nosso cliente, desde o inicio até ao fim, garantindo que a execução obedece ao projectado (pelos técnicos de Arquitectura e Engenharia). Estamos mais direccionados para obras de valor acima dos 100.000€ e os nossos valores de serviço não obedecem a percentagens sobre os valores estimados de construção, pelo que para nós é indiferente se a obra custa 100.000€ ou 300.000€.

    Na nossa opinião a questão fulcral para o cliente (e aqui estamos a considerar alguém que não tem tempo nem conhecimentos técnicos) é fazer uma escolha de entre algumas hipóteses:
    a) compra uma moradia, que não formatada ao gosto dele, cujo valor para além de englobar o ganho do promotor e da imobiliária (caso exista), engloba os ganhos de todos aqueles que intervieram na construção da mesma;
    b) constrói a moradia, e adjudica a um empreiteiro geral (não tendo que se preocupar em procurar empreiteiros), mas tem de ter presente a situação de quem irá fiscalizar esse empreiteiro e dos valores cobrados por esse serviço;
    c) constrói a moradia, e contrata uma empresa (chamem-lhe o que quiserem: consultoria, mediação de obras) que o ajuda em todo o processo de construção e que está ao seu lado, com todas as vantagens económicas associadas.

    Em suma, é do senso comum que a construção por administração directa é a solução mais económica e dai muitos particulares recorrerem a ela. Depois, e como muitos não têm experiência, são confrontados com os chicos-espertos, resultando em muitos relatos negativos acerca dos empreiteiros. Por outro lado, a escolha quase sempre recai no orçamento mais baixo e isso nem sempre é a solução mais adequada. Também todos sabemos que recolher vários orçamentos, verificar se os requisitos legais estão a ser cumpridos, checar as referências dá muito trabalho, o qual não é realizado pelo particular que não tem tempo para dispor para tal. E este tempo tem um valor, quer seja o dono de obra a fazê-lo ou o delegue numa empresa. No nosso caso, para além deste tipo de trabalho, prestamos os serviços de acompanhamento, fiscalização e segurança em obra. Segundo a legislação actual num processo de licenciamento, compete ao dono de obra nomear o Director de Fiscalização e o Coordenador de Segurança em Obra. Este aspecto de ir acompanhando o que a legislação vai impondo, é também uma mais valia que as empresas que prestam este tipo de serviço traz para o mercado de construção cujo dono de obra é o particular.

    A escolha como é óbvio é de cada um, mas o certo é que o particular que pensa construir só terá vantagens em fazê-lo por administração directa. Depois se o faz ele ou delega esse trabalho numa empresa é uma escolha que envolve um custo de oportunidade (faço-o eu?, quanto tempo vou ocupar?, quanto custa esse tempo?, tenho competências técnicas para a análise e fiscalização?, não vou colocar o meu trabalho em risco ao ir várias vezes ver a obra?, etc, etc).

    A minha experiência enquanto particular que construiu diz-me que a administração directa foi a melhor escolha. Falou-se em garantias, de quem é a responsabilidade, etc, etc, e se repararmos estamos a falar em situações à posteriori. Na minha opinião devemos actuar à anteriori, efectuando um trabalho de planeamento e selecção criterioso e não baseado no clientelismo e cunhas. Depois só me apetece rir quando se fala em pedir responsabilidade às empresas mediadoras. Suponhamos que o particular decidiu ser ele a procurar os diversos empreiteiros, ocupou muito do seu tempo, que tem um valor, e acontece que vai ter problemas. O que acontece? Vai pedir uma indemnização a ele próprio?

    Na minha opinião e numa situação de conflito a via judicial trará custos, muito tempo ocupado e longos anos de consumissões. Por isso somos defensores de um trabalho rigoroso na escolha dos empreiteiros mas também não podemos esperar que todos sejam perfeitos. A melhor via será sempre a da negociação.

    Para finalizar gostaria de dizer que a KonsulMO [A Construir Consigo] tem valores de serviço inferiores aos 15% falados neste tópico, englobando a procura de todos os intervenientes (desde o projecto-arquitectura e especialidades até à execução) o acompanhamento, a fiscalização e a segurança em obra.

    Espero ter contribuído com mais alguma informação para aqueles que entendem este serviço como uma mais valia.

    Até breve!
  8.  # 9

    1. O que Carlos Flores escreveu não pode ser bem verdade.
    É que para construir por «administração directa», teve de cometer uma qualquer ilegalidade. A não ser que o Carlos tenha Alvará de Construção.

    2. Quem "gere e acompanha" a obra NÃO É a empresa de mediação.
    É o empreiteiro-geral ou, melhor dizendo, o seu Director Técnico da Obra.

    3. Se não trabalha por percentagem (é indiferente se a obra custar 100 ou 300) e os valores são inferiores a 15%, pode dar-nos valores indicativos para obras de 100 e 300mil euros?


    Quanto ao resto, excepto à questão da administração directa (conhece, por exemplo, muitos estucadores, ou assentadores de azulejos, com alvará?) até estou de acordo com a maior parte do que escreveu.
    Só que sou a favor de adjudicar o projecto a um gabinete de projectos, escolher uma empresa de construção que tenha muito pouco (ou nada) a ver com o atelier que fez o projecto, e adjudicar a fiscalização a alguém que não conheça nenhum dos 2 anteriores.
  9.  # 10

    Sr.Luís K.W.,

    Compreendo que não veja com bons olhos o surgimento deste tipo de empresas, porque vêm “mexer” com o seu negócio, tal como já o senti em relação a alguns colegas seus engenheiros e a alguns arquitectos.
    Já não consigo compreender é que se julgue o detentor da verdade, que pretenda que só as suas opiniões sejam válidas, que “pegue” em partes de texto dos tópicos dos outros utilizadores e os descontextualize e acuse os outros de serem mentirosos.

    Deixe-me esclarecê-lo de que construí a minha moradia dentro da legalidade, tive licença de construção e tenho álvara de autorização de utilização, pelo que quem deve estar fora do mercado e dizer inverdades deve ser o Sr.Luís.

    Por ter sentido na pele o ser o elemento mais fraco de um processo, é que decidi que era altura de alguém no mercado estar ao lado de quem tem o desejo de construir o seu imóvel, no caso moradia, ajudando-o a construir para não cair na teia de um sistema que ainda domina o mercado da construção civil.

    Tal como dito antes, quem remunera os nossos serviços é o cliente e não os parceiros, pelo que nos sentimos à vontade para indicar/sugerir os empreiteiros que por uma série de critérios foram os finalistas. Não temos pressão de nenhum deles para os indicar porque não aceitamos nenhuma comissão ou luvas. Serão indicados pelas competências e não por clientelismo. Por ser o cliente a pagar os serviços o processo é transparente, não existe nada escondido e acredite que já existiram parceiros a quererem aliciar-nos. E as pessoas que não se iludam, ninguém dá nada a ninguém, e isto de dizer que o cliente não paga nada, que o serviço é gratuito é “tanga da rita”.

    Quanto à sua questão das empresas de mediação não gerirem e acompanharem a obra depende da perspectiva que quiser ver. Se é certo que a Direcção Técnica da Obra terá de ser efectuada por um técnico habilitado pertencente ao quadro da entidade executante, também sabemos que na prática esse processo pode ser alterado. Conheço muitos casos em que o DTO é mera figura presente, só vai lá assinar. Deixe-me também dizer-lhe que a actual legislação (nomeadamente a Lei º 31/2009), feita a pedido de alguns grupos de interesses, se esqueceu deste tipo de obras de pequena envergadura. E já agora coloco as seguintes questões: Quem defende os interesses do dono de obra? Não será apropriado que o dono de obra contrate uma empresa que para além de lhe indicar os empreiteiros com a melhor relação qualidade/preço, também os fiscaliza e vai acompanhando a obra? A KonsulIMO não indica os empreiteiros e sai fora do processo. Está ao lado do cliente até ao fim e nos anos seguintes. Porque a melhor publicidade é a de um cliente satisfeito.

    No relativo aos honorários dos nossos serviços e tal como dito anteriormente o cliente paga-nos os serviços por tipo de empreitada pesquisada/negociada e é um valor fixo pelo que não importa se a construção vai custar 100.000 € ou 300.000 €. No que toca ao acompanhamento, fiscalização e segurança em obra o valor é estabelecido analisando a complexidade dos projectos, não existindo um valor estipulado, mas sendo certo que o conjunto dos três serviços não deverá fugir do intervalo entre os 10% e 15% do valor estimado de construção.

    Agora compete a quem vai contratar os serviços ponderar se vale a pena remunerar um trabalho que lhe traz algumas vantagens. Eu particularmente tive essa experiência (poupei mais de 70.000 €) e posso garantir que esse valor não correspondeu a 15%, nem sequer a 10% do valor da construção, do terreno, dos juros do financiamento, das taxas de licenciamento, dos projectos, etc, todos somados.

    Compete a quem estuda a possibilidade de recorrer a estas empresas, se considera que o valor pago é justo. Ou será que é preferível ir comprar uma moradia por um determinado valor e nesse valor estar bem mais do que a percentagem cobrada pelas empresas de mediação. Não nos devemos esquecer que o promotor imobiliário que construiu uma moradia para a vender teve de pagar aos empreiteiros ou empreiteiro geral um determinado valor (que já engloba o ganho de cada um deles) e depois ainda tem de ter o seu ganho. Considera que esse valor é inferior a 20% ou 30%? Eu não. E além do mais fica com uma moradia que não está ao seu gosto.

    A realidade, pelo menos aqui no Norte, é que o cliente particular tem no Arquitecto o seu porto de abrigo e pensa que este lhe irá resolver tudo. Não, o Arquitecto é um técnico habilitado mas não pode fazer tudo nem é o salvador da pátria. Para isso existem outros técnicos. E tal como eu não irei fiscalizar uma obra (mas sim um técnico de engenharia habilitado) pois não tenho competências, também julgo que a pesquisa e negociação das empreitadas deve ser entregue a quem tem experiência nessas competências.

    Já agora aproveito para lhe dizer que a sua sugestão final é interessante mas não foge muito do que fazemos. O nosso cliente pode chegar até nós mesmo sem terreno ainda, só com a ideia e nós ajudamo-lo a escolher o terreno mais adequado ao que pretende, ajudamos a escolher os técnicos projectistas (arquitectura e engenharia/especialidades), ajudamos a escolher a entidade financeira e seguradora com a melhor relação qualidade/preço e fazemos a gestão administrativa, financeira e técnica (fiscalização e segurança em obra) de todo o processo de construção.

    A finalizar gostaria de voltar a reforçar que é o cliente que remunera o nosso trabalho e por isso são os interesses dele que defendemos.

    Melhores Cumprimentos
    Carlos Flores
  10.  # 11

    (bolas! Eu pensava que EU é que escrevia demais!!) :-))

    1. Ok, Carlos.
    Em vez de cometer uma ilegalidade terá contornado a lei. Porque para levantar a licença de construção terá tido que indicar um empreiteiro-geral, responsável pela execução da obra.
    Se foi você que adjudicou separadamente cada fase da obra (exemplo: o fornecimento das portas a um, o assentamento das portas a outro, e a pintura das portas a um terceiro), ou o alvará do empreiteiro-geral que nada tinha a ver com isto serviu para tudo - isto é, foi emprestado, o que é ilegal - ou você passou a obra toda a mudar o alvará, consoante quem lá estava a trabalhar.

    2. Houve uma coisa no seu discurso que me pôs os cabelos em pé: o facto de você dizer «Não temos pressão de nenhum deles (empreiteiros) para os indicar porque não aceitamos nenhuma comissão ou luvas».
    Nem me tinha lembrado dessa possibilidade. E tratando-se de um empresa de mediação...

    3. Afinal sempre anda entre os 10 e os 15%... (suponho - espero!! - que será uma taxa maior para uma obra de 100mil e uma taxa menor para uma obra de 300mil)

    4. perguntinhas sibilinas:
    Que organismo regula a actividade de mediação que a K exerce?
    Que lei delimita as suas funções e responsabilidades?
    Quantos técnicos, que equipamentos, etc., é obrigada a ter para exercer essa actividade?
    Qual a responsabilidade (legal) da K. se houver danos na obra com prejuízos para o dono de obra ?

    NOTA:
    A pequena empresa que agora dirijo e que faz obras de remodelação , construção de moradias, etc., começou por ser (+/-) uma empresa de mediação. Mas tinha por trás uma empresa-mãe (de que eu também era administrador) com todo o tipo de valências (projectos, oficinas de serralharia - ferro e alumínio - e de carpintaria, pedreiros, estucadores, pintores, gruistas, etc. etc.).
    Mas rapidamente me apercebi que, perante o cliente/dono-de-obra, não fazia muito sentido. Por isso é que, há uns 18 anos, é autónoma, tem o seu quadro de pessoal, o seu próprio alvará de construção, etc.
  11.  # 12

    Boas

    Por ter sentido na pele o ser o elemento mais fraco de um processo, é que decidi que era altura de alguém no mercado estar ao lado de quem tem o desejo de construir o seu imóvel, no caso moradia, ajudando-o a construir para não cair na teia de um sistema que ainda domina o mercado da construção civil.

    Gostava de perceber em que consiste este “sistema”, ainda não o explicou.

    Tal como dito antes, quem remunera os nossos serviços é o cliente e não os parceiros, pelo que nos sentimos à vontade para indicar/sugerir os empreiteiros que por uma série de critérios foram os finalistas.

    - seja em que situação for, é sempre o cliente que remunera os serviços, empresa de mediação ou não.

    Não temos pressão de nenhum deles para os indicar porque não aceitamos nenhuma comissão ou luvas. Serão indicados pelas competências e não por clientelismo. Por ser o cliente a pagar os serviços o processo é transparente, não existe nada escondido e acredite que já existiram parceiros a quererem aliciar-nos. E as pessoas que não se iludam, ninguém dá nada a ninguém, e isto de dizer que o cliente não paga nada, que o serviço é gratuito é “tanga da rita”.


    - Agora começo a perceber o seu argumento: são todos corruptos excepto a konsulimo, é isso?

    E já agora coloco as seguintes questões: Quem defende os interesses do dono de obra? Não será apropriado que o dono de obra contrate uma empresa que para além de lhe indicar os empreiteiros com a melhor relação qualidade/preço, também os fiscaliza e vai acompanhando a obra?

    Tenho todo o gosto em em esclarecer, uma vez que parece não ter lido muito bem a lei que cita. A resposta é … o director de fiscalização da obra, nomeado e pago pelo dono da obra.

    Resumindo:
    Propõe-se fazer a fiscalização da obra e ajudar o dono da obra a seleccionar melhores propostas a troco de uma quantia que pode variar entre os 10% e os 15% do valor da obra. Tomando como exemplo uma construção orçamentada em 200 000 €, importariam os seus serviços entre 20 000 € e 30 000 €.
    Porque não conheço, não vou pôr em causa a qualidade do serviço que presta. Não vejo, no entanto, que introduza algum factor novo ou diferente que o justifique. Acho também uma barbaridade o valor que se propõe cobrar, mas é apenas uma opinião, os possíveis clientes têm a palavra.

    cumps
    José Cardoso
  12.  # 13

    Ó j cardoso
    (c/c Carlos Flores)

    Se o negócio pegar, devíamos era deixarmo-nos de fazer obrinhas e dedicarmo-nos a "mediar", não acha ?

    Com a nossa experiência, sem riscos, sem responsabilidades, sem leis a chatearem-nos, e a cobrar 10 a 15% (mais IVA, suponho!)... :-)
    Concordam com este comentário: ritasa
  13.  # 14

    Eu por 15% nem cobro o iva.
    • P+V
    • 19 novembro 2010 editado

     # 15

    Colocado por: Luis K. W.Se o negócio pegar, devíamos era deixarmo-nos de fazer obrinhas e dedicarmo-nos a "mediar", não acha ?

    Precisam de mais um sócio?
    (bolas... 10a 15% do valor da obra! Cum catano...)
  14.  # 16

    Boas

    Não podemos, Luís. Está mais ou menos implícito nas afirmações de konsulimo que nós fazemos parte do "sistema", não somos de confiança. A não ser que a transformação em empresa de mediação constitua não só uma espécie de baptismo em que se volta ao estado de pureza original, mas também uma garantia perene da nossa seriedade. Se assim não for terei de continuar como até agora e sujeitar-me aos valores que o mercado pratica em vez dos 10 a 15%.

    cumps
    José Cardoso
  15.  # 17

    Colocado por: P+V ARQPrecisam de mais um sócio?
    (bolas... 10a 15% do valor da obra! Cum catano...)

    Eu, por 15%, até me associava ao Karlos Flores ! :-)
  16.  # 18

    Boa tarde Luís K.W.,

    Fala em tantos requisitos que têm de cumprir os empreiteiros gerais, mas nem isso tornou alguns dos seus colegas em bons executantes e de em alguns casos não cumprirem com os compromissos assumidos, pelo que julgo que não é por ter ou não determinados requisitos que uma empresa/serviço é mais sério, honesto ou cumpridor dos seus compromissos. Por outro lado, a KonsulIMO [A Construir Consigo] não pretende hostilizar os parceiros (técnicos projectistas, empreiteiros, instaladores), nem sequer metemos no mesmo tacho ou panela (que é um pouco maior...para caberem mais) todos os empreiteiros que trabalham honestamente na construção civil. Sabemos que existem empreiteiros sérios e por isso é que lançamos este negócio, senão não existia negócio.

    Para aqueles que se lançaram como abutres sobre o valor de 15% queria explicar algumas contas simples de mercieiro:
    * aquilo que vocês designam por "Mediar" ou "Mediação de Obras" : valores de 4,5% (obra de 100.000€) e 2% (obra de 300.000€);
    * fiscalização e segurança em obra: valores que podem estar entre os 5,5%-10,5% (obra de 100.000€) e 8%-13% (obra de 300.000€).

    Como entendidos que são, pelo menos é o que dão a entender pela escrita tão proeminente, sabem que a "Segurança em Obra" é uma obrigação do Dono de Obra, independentemente de construir por administração directa ou por empreitada geral e quer recorra ou não a uma empresa de mediação de obras. A fiscalização não é obrigatória contratar (pois o DF até pode ser o dono de obra), mas é aconselhável contratar um serviço de fiscalização (tal como o Luís advogou num dos seus comentários).

    Por isso para aqueles que só souberam ler na diagonal fica este esclarecimento.

    Espero ter esclarecido as mentes mais confusas.

    Cumprimentos
    Carlos Flores
  17.  # 19

    Quem disse que a Fiscalização não é preciso contratar? Quem lhe disse que o DF pode ser o Dono de obra?

    * fiscalização e segurança em obra: valores que podem estar entre os 5,5%-10,5% (obra de 100.000€) e 8%-13% (obra de 300.000€).
    Isto para quanto tempo e com que afectação?
  18.  # 20

    Boa tarde zedasilva,
    Diga-me qual a legislação que diz que tem de ser um técnico qualificado. Diz apenas que o Dono de Obra nomeia o Director de Fiscalização.
    Cpts
    CF
 
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