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  1.  # 1

    Bom dia, caros Membros!

    Há já bastante tempo que penso neste tema. Creio que as habitações que se constroem não estão pensadas para servir bem quem as habita, ao longo de todas as fases da sua vida.
    Creio que é de maior importância discutir, debater, trocar ideias sobre o conceito de "casa para toda a vida", (ou seja, habitações que facilmente se adaptem às várias fases, necessidades, idades da vida), de forma a sensibilizar todos os que participam na construção de espaços, (do DO ao Arquitecto, e todos os outros), para esta temática. Afinal todas as casas deveriam ter a capacidade de serem casas para "toda a vida"- adequadas a todas as pessoas dos 0 aos 100!

    Por exemplo, todos contamos envelhecer. No entanto, quantas pessoas ao terem a possibilidade de construírem a sua casa de raíz, pensam nisto, planeiam para o futuro, e tentam anteceder as possíveis necessidades? Arrisco a responder que não as suficientes.
    Ninguém sabe o que o futuro reserva, mas todos estamos sujeitos a vir a precisar de uma bengala, de um andarilho, ou até de uma cadeira de rodas, por exemplo.

    E, se há adaptações fáceis de implementar, outras têm que ser pensadas de raíz: é fácil trocar uma torneira, mas é impossível aumentar a área das divisões.

    Quando penso na terceira idade, penso que todos temos o direito de tentarmos ser autónomos e independentes, e que uma casa bem pensada é uma das maiores aliadas para fazer acontecer.

    Espero que este tema vos interesse, e que se sintam à vontade para participar.

    Após esta extensa introdução, dou o pontapé de saída.

    Começo com a dimensão e tipo de portas:
    estas deveriam ter 1m de largura, e na minha opinião, as portas de abrir estão longe de ser o modelo mais adequado.
    1 metro é uma largura confortável para qualquer pessoa, de qualquer idade. Uma cadeira de rodas passaria sem dificuldade. E quem nunca desejou ter uma porta mais larga quando tem que passar grandes volumes entre divisões?!
    As portas de correr batem as de abrir, mas têm que ser pensadas de raíz: poupam espaço, e são mais fáceis de manipular.
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  3.  # 2

    É só seguir as indicações/ prescrições do Decreto-lei 163/2006.
    ... só uns apartes...
    portas com 1.00m não são as mais ergonomicas, portas de correr não são as mais praticas...
    Relativamente à acessibilidade e desenho universal, tem de ler mais umas coisas, para entender os conceitos subjacentes.
    Concordam com este comentário: José Barnabé
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Capuchinha
    • JoelM
    • há 3 dias editado

     # 3

    Colocado por: CapuchinhaAfinal todas as casas deveriam ter a capacidade de serem casas para "toda a vida"- adequadas a todas as pessoas dos 0 aos 100


    Não concordo de todo com esta visão, aliás, penso exactamente o contrário,hoje em dia, procuramos casas que mais de adequem à fase da vida em que estamos.
    Por exemplo, uma família com 2 filhos, tem uma casa com o número de quartos necessários ao número de membros da família, mas quando os filhos saem de casa, o que que vão fazer a essa área toda? Quem é que tem força e saúde para tratar de uma moradia com essa dimensão mais terreno que eventualmente tenham?
    Muito mais fácil vender e comprar algo que se ajuste à nova dimensão da família.
    Também do ponto de vista económico faz sentido (para mim) vender a casa maior, comprar uma casa menor (eventualmente mais barata) e fica com a diferença para gozar a reforma.
    Concordam com este comentário: Pedro Barradas, 21papaleguas
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Capuchinha
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  5.  # 4

    Obrigada, Pedro Barradas.

    Vou ler o Decreto-lei.
    Pessoalmente conto aprender o mais possível, portanto agradeço-lhe o feedback.
  6.  # 5

    Curiosamente eu prefiro portas de batente (a que chama de abrir). Acho-as mais fáceis de operar.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Capuchinha
    •  
      marco1
    • há 3 dias editado

     # 6

    Joel

    que visão tão ...nórdica?

    qual é o mal de ficar com dois quartos vagos quando os filhos saem? o casal vai ficar condenado á solidão? não pode querer receber mesmo que esporadicamente os filhos e netos? ou até mesmo amigos? ah a manutenção, tanto custa limpar uma casa com um quarto como uma de 3 quartos , penso que não é por ai.
    no entanto privilegiar casas térreas é sempre uma boa aposta, pelo menos poder ter sala, cozinha, wc e 1 quarto ao mesmo nível.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Capuchinha
  7.  # 7

    Obrigada, JoelM.

    Fico feliz que se tenha juntado a este tópico. O objectivo é aprender através do debate, e a divergência é essencial para isso. Se todos partilhássemos as mesmas convicções ninguém aprenderia nada de novo.

    Não discordo de nada do que disse. Acho um ponto de vista totalmente válido querer fazer um downgrade, e ter a inteligência de amealhar para a reforma com isso.
    Mas independentemente do tipo ou tipologia da habitação, não acha que dotar todas as construções de características que as tornem mais inclusivas, é uma boa política? Falei muito dos séniores como exemplo, mas ninguém está livre de ficar doente, ou com alguma incapacidade, em qualquer idade. (bater na madeira!)

    Quanto ao cenário que apresentou, permita-me sugerir outro desfecho: se o terreno o permitir, constrói-se uma casa menor para os pais, a casa já construída fica para um dos filhos e a sua família, acrescenta-se mais uma habitação para o segundo filho. Os pais ajudarão a olhar pelos netos, e mais tarde, todos ajudarão a olhar pelos pais.
    • JoelM
    • há 3 dias editado

     # 8

    Colocado por: marco1que visão tão ...nórdica?


    Totalmente nórdica!


    Para mim também não fazia sentido, até ver que mesmo economicamente é uma mais valia.
    E ver o exemplo dos meus pais que vivem numa casa enorme que dá um trabalhão só porque na mentalidade da "casa para vida", como era com o trabalho.

    Condenados à solidão porque? Normalmente as pessoas cá trocam uma vivenda com 3 ou 4 quartos, 2 salas mais o jardim por um T2 por exemplo. Só o trabalho e o custo da manutenção da vivenda para para irem uns meses até ao sul de Espanha apanhar sol!
    Concordam com este comentário: bettencourt
  8.  # 9

    compreendo claro mas
    cada um sabe aquilo que gosta e precisa, penso que não é igual para todos.
  9.  # 10

    Colocado por: JoelM

    Totalmente nórdica!


    Para mim também não fazia sentido, até ver que mesmo economicamente é uma mais valia.
    E ver o exemplo dos meus pais que vivem numa casa enorme que dá um trabalhão só porque na mentalidade da "casa para vida", como era com o trabalho.

    Condenados à solidão porque? Normalmente as pessoas cá trocam uma vivenda com 3 ou 4 quartos, 2 salas mais o jardim por um T2 por exemplo. Só o trabalho e o custo da manutenção da vivenda para para irem uns meses até ao sul de Espanha apanhar sol!


    Aqui não precisam de ir para o sul de Espanha apanhar sol, vão para o jardim hehe :)
  10.  # 11

    Colocado por: nunogouveiaCuriosamente eu prefiro portas de batente (a que chama de abrir). Acho-as mais fáceis de operar.
    Estas pessoas agradeceram este comentário:Capuchinha


    Obrigada, Nuno Gouveia.

    Eu vejo 3 vantagens nas portas de correr:

    1) Quando me tento imaginar numa cadeira de rodas, ou com um andarilho, manusear uma porta de correr parece-me mais fácil. As maçanetas das portas de batente (obrigada pela correcta terminologia!) também podem ser difíceis de manipular, (dependendo dos modelos).

    2) A porta de batente quando aberta rouba espaço, e pode tornar-se um obstáculo.

    3) Vamos imaginar que alguém cai no wc, por exemplo, e precisa de ajuda. Com uma porta de batente, que geralmente abre para dentro da divisão, pode não se conseguir abrir. Com uma porta de correr isso não acontece.
  11.  # 12

    por isso o DL 163 preconiza ou portas de correr ou a abrir para fora nas wc acessíveis.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Capuchinha
  12.  # 13

    Nao posso deixar esta oportunidade.
    Para mim a casa para toda a vida é como escolher o nosso parceiro/ companheiro.
    Deve ser bonito e atraente aos nossos olhos, nao dar problemas e ser económica.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Capuchinha
  13.  # 14

    Olá,

    Será sempre muito difícil definir a "casa para a vida", pois depende de muitíssimos factores, como a região, o terreno, a capacidade económica, e o projecto de vida que cada um tem. Cada vez vejo menos gente interessada em manter-se num emprego, país ou região toda a vida, muitos nem filhos querem ter, nem créditos a 20, 30, 40 anos, etc. etc... E a "casa" pode ser um apartamento, moradia, algo alugado, hotel, caravana, etc...

    É tudo demasiado subjectivo.

    Na minha opinião e gosto pessoal, a casa ideal é uma moradia térrea pequena, com uns 70-100m2 implantada num terreno com uns 300-400m2, com cozinha/sala e dois quartos, um deles maior e com duas portas, que permita a divisão desse espaço ao meio, um banho completo e uma despensa.

    O principal é a localização, em que pudesse chegar a qualquer lado a pé, bicicleta ou transporte público, e que pudesse ser facilmente vendido ou alugado (deixando de ser "para toda a vida" portanto)... visto que não me imagino a viver mais que 5-6 anos seguidos no mesmo sítio, nem no mesmo país. A vida são dois dias...

    No interior, portas de batente porque não gosto das de correr.
    Quantos às dimensões, é seguir o DL 163/2006 e está feito...

    No exterior, o que se poupou por ter uma casa pequena, investe-se na técnica, não poupando em janelas ou isolamentos, e investindo nas energias renováveis...
    Concordam com este comentário: Capuchinha
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Capuchinha
  14.  # 15

    Além da casa também se deverá ter em conta a localização.

    Não só num num sentido mais abrangente mas indo mais ao detalhe, pelas características da própria envolvente da casa.

    É fácil enumerar "ser só de um piso" ter duche "italiano" dimensões QB porque "os filhos saem de casa" e é preciso ter cuidado com os "custos de aquecimento ou arrefecimento".

    Na verdade acho que não há respostas certas.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Capuchinha
  15. Ícone informação Anunciar aqui?

  16.  # 16

    Colocado por: Capuchinhanão acha que dotar todas as construções de características que as tornem mais inclusivas, é uma boa política? Falei muito dos séniores como exemplo, mas ninguém está livre de ficar doente, ou com alguma incapacidade, em qualquer idade. (bater na madeira!)

    Mas isso é obrigatório... qualque habitação tem der planeada de acordo com esse principio. L
    Leia aqui:
    http://www.inr.pt/regime-juridico-da-acessibilidade
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Capuchinha
  17.  # 17

    A casa para toda a vida é a partir de que idade/fase da vida? Isso é um conceito quase impossível de preconizar. Digo quase porque de certo haverá casos em que isso seja possível de determinar. Olhando para a minha vida e os demais próximos à minha volta só mesmo ali a partir dos netos é que se conseguiu a chamada "casa da velhice" e mesmo nestes casos às vezes a vida consegue arranjar formas de nem essa casa ser a última antes da casa final, aquela pra onde vamos todos de carrinho e deitados.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Capuchinha
  18.  # 18

    Se os meus pais tivessem mudado para uma casa mais pequena quando os filhos sairam de lá, onde é que iriam receber os filhos e os netos neste natal ou outras festividades e fins de semana?
    Ok, podemos ir dormir a um hotel, mas não é a mesma coisa.

    São conceitos, e eu percebo bem a parte de casas enormes só para estarem ocupadas a 100% meia duzia de dias por ano.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Capuchinha
  19.  # 19

    Colocado por: N Miguel OliveiraNa minha opinião e gosto pessoal, a casa ideal é uma moradia térrea pequena, com uns 70-100m2 implantada num terreno com uns 300-400m2, com cozinha/sala e dois quartos, um deles maior e com duas portas, que permita a divisão desse espaço ao meio, um banho completo e uma despensa.


    Colocado por: N Miguel OliveiraNo exterior, o que se poupou por ter uma casa pequena, investe-se na técnica, não poupando em janelas ou isolamentos, e investindo nas energias renováveis...


    Colocado por: N Miguel OliveiraO principal é a localização, em que pudesse chegar a qualquer lado a pé, bicicleta ou transporte público


    Obrigada, N Miguel Oliveira.

    Temos muito em comum!
    A sua descrição coaduna-se com a minha visão pessoal.

    Diferimos apenas em dois aspectos:
    1) Não tenho de todo um espírito nómada. Sou mais como as árvores, tenho aquela necessidade de criar raízes profundas.

    2) Como este tópico de certa forma comprova, faz parte da minha natureza, e até da minha formação profissional, anteceder todos os cenários possíveis. Logo gostaria de um terreno um "bocadinho" maior que os seus 400m2, em que distando o suficiente da "nossa casa" para garantir privacidade, fosse possível colocar duas pequenas casas de hóspedes, caso um dia fosse necessário acolher os nossos pais.
    Concordam com este comentário: Verita
  20.  # 20

    Colocado por: Pedro BarradasMas isso é obrigatório... qualque habitação tem der planeada de acordo com esse principio. L
    Leia aqui:
    http://www.inr.pt/regime-juridico-da-acessibilidade


    Mais uma vez, obrigada, Pedro Barradas.

    Estou neste momento a ler o primeiro Decreto-lei que citou.

    Mais uma vez, tem toda a razão. No entanto, tenho uma justificação: quem como eu habita um imóvel anterior à promulgação de tais decretos, está em contacto com os erros de edificação que fizeram com que o Legislador sentisse necessidade de corrigir com novas e alteradas normas.
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