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  1. Colocado por: NTORION
    O problema é que o SNS contrata pessoas, os privados contratam empresas.... é aqui, na tributação, que reside uma grande diferença
    Concordam com este comentário:Sandra_cc


    Não é só isso.

    Isso acresce.
  2. Oh arquitecto mas gratuito aonde, alguma vez foi o SNS foi gratuito? Então não somos nós que o pagamos e bem através dos nossos impostos!!



    Colocado por: N Miguel Oliveira

    Pois, é isso.
    E a OM também acha o mesmo €€€...

    Sobre o resto, estou 100% de acordo consigo. Cada um fala do que sabe, seja como profissional do SNS, seja como paciente do SNS, seja com paciente dos sistemas estrangeiros que enunciou como exemplos.

    Por vezes, o sonho dum sistema de saúde tendencialmente gratuito até parece bom demais para ser verdade. É utópico no conceito. Mas na verdade, não parece ser tão impossível assim. É preciso é vontade...
    Concordam com este comentário: Sandra_cc, N Miguel Oliveira
  3. Conflito de interesses?!

    Ser presidente do concelho de administração do hospital e fazer SIGIC nesse mesmo hospital. Nah!!!


    https://www.cmjornal.pt/sociedade/detalhe/igas-investiga-cirurgias-em-producao-adicional-do-ex-presidente-da-uls-gaia-espinho
  4. Colocado por: carlosj39Oh arquitecto mas gratuito aonde, alguma vez foi o SNS foi gratuito? Então não somos nós que o pagamos e bem através dos nossos impostos!!


    Gratuito no sentido solidário, em que eu posso ter uma doença que custe ao Estado algo que eu nunca poderia pagar só com os meus impostos.

    Há tratamentos que custam centenas de milhares de euros, em que eu, sozinho, nunca conseguiria pagar nem com impostos, nem com os rendimentos.

    Aqui fala-se muito dos seguros... pois mas os seguros em Portugal até são muito baratos, precisamente porque no pior dos casos, temos sempre o SNS em último recurso.

    Aqui queixámo-nos muito dos altos impostos que pagamos... sem ver, que mesmo nesses países há muitos impostos, somados de seguros de saúde, que nalguns casos são obrigatórios, e noutros são quase impagáveis.

    É precisamente aí onde está a virtude do SNS português... são aqueles portugueses que pagaram impostos toda a vida, que depois morrem cedo ou não dão despesa, que cobrem os gastos daqueles, que por alguma infelicidade vivem com alguma doença rara, cara, etc...
    O seu seguro é o facto de que se um dia fôr preciso um milhão de euros para uma injecção, alguém o paga.

    Sobre o seu comentário, obrigado pelo esclarecimento. Eh pá, nunca tinha pensado que eram os impostos que pagavam o SNS. O que uma pessoa aprende por aqui...
  5. Colocado por: N Miguel Oliveira

    Gratuito no sentido solidário, em que eu posso ter uma doença que custe ao Estado algo que eu nunca poderia pagar só com os meus impostos.

    Há tratamentos que custam centenas de milhares de euros, em que eu, sozinho, nunca conseguiria pagar nem com impostos, nem com os rendimentos.

    Aqui fala-se muito dos seguros... pois mas os seguros em Portugal até são muito baratos, precisamente porque no pior dos casos, temos sempre o SNS em último recurso.

    Aqui queixámo-nos muito dos altos impostos que pagamos... sem ver, que mesmo nesses países há muitos impostos, somados de seguros de saúde, que nalguns casos são obrigatórios, e noutros são quase impagáveis.

    É precisamente aí onde está a virtude do SNS português... são aqueles portugueses que pagaram impostos toda a vida, que depois morrem cedo ou não dão despesa, que cobrem os gastos daqueles, que por alguma infelicidade vivem com alguma doença rara, cara, etc...


    Os seguros de saúde em Portugal são muito débeis nas coberturas, muito devido à inexperiência regulamentar. Circunstância que em vários países está muito bem regulado por lei relativamente às possibilidades das seguradoras de exclusões de cobertura.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
  6. Colocado por: N Miguel Oliveiraque por alguma infelicidade vivem com alguma doença rara, cara, etc...

    Alguns por infelicidade e outros pura estupidez, como aquela senhora que vi há pouco na entrada da lavandaria: numa mão a garrafa de fazer oxigénio e na outra o cigarro! Não me apetecia nada estar a pagar aquele tratamento!
  7. Colocado por: Sandra_ccOs seguros de saúde em Portugal são muito débeis nas coberturas, muito devido à inexperiência regulamentar. Circunstância que em vários países está muito bem regulado por lei relativamente às possibilidades das seguradoras de exclusões de cobertura.


    Sim, mas isso também se deve a esse facto. De não haver plano B...
  8. Colocado por: Casa da HortaAlguns por infelicidade e outros pura estupidez, como aquela senhora que vi há pouco na entrada da lavandaria: numa mão a garrafa de fazer oxigénio e na outra o cigarro! Não me apetecia nada estar a pagar aquele tratamento!


    Pois. Quando tive a apendicite, os meus 3 colegas de quarto estavam lá por azelhice, por terem sido operados por causa do tabaco... e recaíram por fumar quando tinham isso proíbido. Etc etc...

    Para mim, em muitos casos, com culpa óbvia comprovada... o custo, mesmo que não fosse na sua totalidade, deveria ser paga pelo utente...

    Acidentes acontecem... mas há coisas que é pura estupidez.
    Concordam com este comentário: Casa da Horta
  9. Colocado por: marco1no meio desta conversa toda como anda o tema exclusividade?
  10. Colocado por: marco1

    Exclusividade é a mesma coisa que dedicação plena? Se sim, está legislado, publicado e em andamento. É uma questão de procurar o decreto lei. Ou pode ser que o Reis nos faça o apanhado...
  11. A denominação é gira, mas na prática é outra coisa.
    Concordam com este comentário: HAL_9000
  12. Colocado por: Casa da HortaExclusividade é a mesma coisa que dedicação plena? Se sim, está legislado, publicado e em andamento. É uma questão de procurar o decreto lei. Ou pode ser que o Reis nos faça o apanhado...

    Ontem às notícias falavam em 12 mil médicos em dedicação plena.
  13. Colocado por: Casa da HortaExclusividade é a mesma coisa que dedicação plena? Se sim, está legislado, publicado e em andamento. É uma questão de procurar o decreto lei. Ou pode ser que o Reis nos faça o apanhado...


    Exclusividade NÃO é igual a Dedicação Plena. Exclusividade é assumir que só se trabalha no SNS. Não há privada. Ponto. Há regimes antigos de exclusividade a 35h e 42h (chamado "tempo completo").

    Na dedicação plena há um compromisso do aumento assistencial a troco de 25% da remuneração base nos médicos hospitalares e suplementos remuneratórios na MGF conforme o aumento da cobertura assistencial (aumento da lista de utentes acima do definido legal) e produtividade (medido através de vários indicadores que compõe uma pontuação denominada Indice de Desempenho da Equipa (IDE). Todos os MGF em USF-B estão neste regime por obrigação. Nas UCSP é facultativo e o suplemento incide apenas sobre o aumento da lista de utentes.

    A nível hospitalar os médicos em DP aumentam o limite de horas extra de 150 para 250h/ano (caso não façam urgência têm de ter horário 2 dias na semana até às 20h e trabalhar 1 sábado por mês das 8h às 13h (como horário normal). Perdem também direito ao descanso compensatório nas saídas de urgência (se quiserem eu explico isto mais em detalhe)
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Casa da Horta


  14. Aqui têm uma tabela entre o regime de 40h (o regime padrão em vigor até 2023). Depois têm o Acordo do SIM para 2025 (a 40h), depois a DP hospitalar e Saúde Pública, depois a DP nas USF-B/UCSP, depois o regime das 35h em exclusividade e o de 42h em exclusividade em 2023 e em 2025.

    A grande maioria dos médicos em Portugal está na posição 1 de assistente, uma fatia de 20-30% estará na posição 1 de assistente graduado e uma fatia de menos de 10% na posição 1 de assistente graduado sénior. A progressão nas posições é mediante avaliação SIADAP e em muitos sitios está congelada à décadas.
    Concordam com este comentário: Sandra_cc
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  15. Se virem bem, um assistente a 40h em 2025 ganha 3351€ e em exclusividade a 42h ganha 4085€ (734€ de diferença). Depois de impostos esta diferença fica em menos de 400€ líquidos entre regimes... está fácil de perceber porque é que ninguém quer.
    Na DP hospitalar um assistente ganha mais do que em exclusividade... WTF?!?! só tenho a dizer.. LOL
  16. Colocado por: HAL_9000Ontem às notícias falavam em 12 mil médicos em dedicação plena.


    É excelente para quem quer conciliar trabalho com vida pessoal (seja no hospital ou na MGF).
  17. Muito obrigado pelos esclarecimentos. Tenho uma dúvida em que me pode ajudar. A DP nas usf-b determina uma lista de 1750 utentes para cada médico a tempo inteiro. Sendo de carácter obrigatório, não fazia ideia, o que acontece se o total de inscritos na unidade não chegar para cada um ter essa lista? Perde direito às UCs? Ou isso só acontece se tiverem menos que o mínimo de 1550?
  18. Colocado por: Casa da HortaDP nas usf-b determina uma lista de 1750 utentes para cada médico a tempo inteiro


    Não. Isso é para a DP nas UCSP. nas USF-B o minimo são 1550 utentes mas depois conta as unidades ponderadas (UP) dessa lista. As unidades ponderadas são calculadas com base na idade dos utentes. No futuro será usada outra métrica, o Indice de Complexidade do Utente (ICU) para determinar a "carga de trabalho" que uma lista tem. No modelo atual, as UP valorizam mais as crianças e os muitos idosos. Uma lista de 1550 utentes poderá ter UP muito diferentes. Os pagamentos da lista são por patamares de UPs. Também posso explicar isso em mais detalhe se quiser.
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