Colocado por: TzRi
A regra é esse salário (2k limpos) para médicos especialistas que não façam urgências em horário incómodo (noites e fins de semana - aqui há um pequeno acréscimo ao valor hora, mas uns "pózinhos")... onde os médicos compõem mais o ordenado é fazerem mais urgências ALÉM das já contempladas, ou seja, tudo EXTRA... e sim, as urgências extra são muito bem pagas principalmente nos últimos tempos em que o governo se viu "aflito" para preencher escalas. Outra maneira de comporem mais o ordenado é por vezes tardes de consulta fora horário em que cada consulta é paga como extra, ou as especialidades cirúrgicas (tal como obstetrícia) a fazer os famosos SIGIC aos fins-de-semana. Essa obstetra para ganhar isso só no hospital público não deve sair de lá, ou deve acumular com outros cargos (direcção, coordernação, algo do género). Os únicos médicos que de base ganham bem melhor que um mero especialista hospitalar são os médicos de família de USF modelo B, mas têm de cumprir uma série de indicadores que também lhes sai "do corpo" e praticamente todos trabalham "extra-horário". Um médico para ter um ordenado "de jeito" no público fica sem vida, basicamente é isso.
Colocado por: HAL_9000O salário do médico poderia ser indexado à produtividade.
Colocado por: HAL_9000eu conheço uma obstetra de 31 anos que ganha só do SNS cerca de 7k limpos por mês
Colocado por: ivreis
A Sandra_cc aqui tem toda a razão. O custo da formação é em linha com outros cursos. É verdade que a Faculdade tem funcionários próprios (professores, administrativos, funcionários da limpeza e seguranças dos edificios da Faculdade) e também há edificios e equipamento de uso exclusivo da Faculdade... mas isso é igual aos outros cursos. Haverá ainda investigadores pagos com bolsas da Faculdade (e não só) mas isso também existe noutras Faculdades.
Eu próprio colaborei durante o curso na formação dos alunos mais novos (fui monitor de uma disciplina do curso - Biologia Molecular e Celular, tive a honra de poder "trabalhar" ao lado da Prof Dra Maria do Carmo Fonseca). Não fui remunerado.
Nos meus quase 20 anos de trabalho tenho mantido a participação com a FML e na minha USF sou tutor de estágios de alunos do 1º, 2º e 6º ano. Não recebo qualquer remuneração por isto. Ganho linhas no curriculo.
Depois também sou responsável por estágios do Internato de Formação Geral. Há médicos da minha Unidade Local de Saúde (ULS) que vêm fazer estágios de 3 meses à USF. Novamente a custo zero.
Depois sou orientador de formação do Internato de Formação Especifica de MGF. Aqui sim há remuneração associada. São 520€/mensais iliquidos. Os meus colegas hospitalares não recebem nada (algo a mudar!).
Atenção que este valor implica que eu tenha de participar ativamente na formação destes internos e na sua avaliação. Isto significa deslocações para reuniões e exames de avaliação, horas a preparar perguntas de exame, horas a ler curriculos de avaliação, etc etc etc que não são feitos durante o meu horário de trabalho. Na prática é como se me pagassem pelas horas extra que eu dedico ao internato. Em média são 2-3h/semana para isto (15h/mês). Dá qq coisa como 36€/h iliquidos.
Colocado por: Sandra_ccUm RMN nas faculdades??!!Já viu, A sandra_a ainda ficado a saber umas coisas novas. Eu trabalho com um e nem sequer trabalho numa faculdade de medicina.
Colocado por: HAL_9000E população tem envelhecido, logo recorre mais aos servicos de saude, e portanto sim são necessários mais médicos enquanto houver filas de espera sem fim a vista.
Não é que isto não aconteça, não li o estudo e portanto não tenho ideia da robustez do mesmo. Mas não deixa de ser interessante a sandra_cc ter uma opinião sobre esse estudo mas não ter sobre as conclusões so IGAS :).
Colocado por: Sandra_ccIGAS não faz estudos. Faz inspeções e abre processosEu também não disse que fazia estudos ou disse? Perguntei a sua opinião sobre as conclusões so IGAS e não sobre o estudo do IGAS.
Colocado por: HAL_9000Já viu, A sandra_a ainda aprende umas coisas. Eu trabalho com um e nem sequer trabalho numa faculdade de medicina.
O RMN antes de ser usado em medicina, já era usado em investigação fundamental e continua a ser. Daquelas coisas dos estudos académicos que já se sabe como é.
Colocado por: HAL_9000Eu também não disse que fazia estudos ou disse? Perguntei a sua opinião sobre as conclusões so IGAS e não sobre o estudo do IGAS.
Colocado por: Sandra_ccClaro que não. Eu também não disse que era. Apenas disse que era curioso.
Não só não tenho de ter opinião, como se tiver não sou obrigada a dar.
Colocado por: Sandra_ccCaramba! Isso é que é felicidade.Nao estou feliz nem triste. Estava só a responder. Também consegue inferir sentimentos pelas mensagens escritas? É possível, mas olhe que isso frequentemente dá asneira entre casais.
Colocado por: TzRiPelo nome desconfio que também foi tutor da minha esposa em Soure durante 3 mseses.... e a custo zero ahahah
Colocado por: HAL_9000Nao estou feliz nem triste. Estava só a responder. Também consegue inferir sentimentos pelas mensagens? Olhe que isso frequentemente dá asneira entre casais.
Colocado por: Sandra_ccAcho que o estado devia fazer já uma requisição civil a esse RMN que faz falta em muitos hospitais do SNS.Este não serve para a função que está a pensar, não vale a pena sugerir a requisição. Ainda que os serviços hospitalares já tenham recorrido a ele para algumas situações.
Colocado por: Sandra_ccQuem me dera ter tido um aparelho desses na faculdade.provavelmente tinha e não sabia. A sua formação até pode ter beneficiado bastante dele sem que tenha tido percepção.
Colocado por: TzRiHá muita e muita coisa que está mal no SNS.
A questão dos salários é fundamental.
Um médico ganhar 2k limpos mês por 40h de trabalho é vergonhoso.
Assim como são vergonhosos os salários dos enfermeiros, técnicos, auxiliares etc
Ninguém pode julgar um médico que troca os 2k do SNS por 6k do privado pelo mesmo trabalho. Assim como não julgariam um enfermeiro, técnico ou auxiliar.
Se querem fixar médicos é dar condições, nomeadamente ao nível de vencimento, para isso.
O SNS não devia sobreviver à custa de boa vontade e à custa dos médicos internos.
Sei que a VMER de um dos maiores hospitais do país sobrevive à custa do trabalho quase escravo dos médicos internos de algumas especialidades (intensivos, medicina interna) que se se recusam a fazer VMER são "postos de parte" no próprio serviço e não têm tantas oportunidades formativas como os outros (investigação, congressos, trabalhos, cursos, etc), sendo prejudicados na nota final de especialidade. E todos se sujeitam a ir fazer turnos para a VMER a troco de uns meros trocos €€ (alguns, claro, por gosto também) e abdicam de descanso para isso. Se o sistema não funcionasse assim, e quisessem ter médicos da VMER o estado tinha que desembolsar (bem) mais. Mas tudo vai sobrevivendo assim....
Colocado por: HAL_9000Se a resposta for pagar mais, (pelo menso é o que os sindicatos médicos pedem ano após ano) importa saber onde se vai buscar o dinheiro, porque para não se "impor piores condições a uma profissão" onde o elvador social até funciona, também não se pode sobrecarregar ainda mais de impostos as outras profissões que como a própria sandra_cc até já referiu não dão seque acesso à fila de espera para esse elevador social. Parece-me evidente neste ponto que a sociedade não pode nem aceitará de bom grado pagar mais impostos.
Colocado por: euqueremos ter um SNS de qualidade e pagar pouco por ele.!5 mil milhões de euros, num país com uma receita fiscal de cerca de 100 mil milhões de euros (2024) é pouco? Não diria
Colocado por: euOlhe, voltar a ter taxas moderadoras,Portanto, aumentar impostos.
Colocado por: eurever todos os contratos do SNS com fornecedores (aqui devem existir negociatas muito ruinosas), acabar com os tratamentos gratuitos a estrangeiros sem seguro, fazer contratos individuais de trabalho, fazer auditorias a todos os gastos do SNS, fazer compras em bloco através de uma central de compras, pagar em função da produtividade dos profissionais, etc.Aqui já estamos totalmente de acordo.