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  1.  # 921

    Colocado por: TzRi

    A regra é esse salário (2k limpos) para médicos especialistas que não façam urgências em horário incómodo (noites e fins de semana - aqui há um pequeno acréscimo ao valor hora, mas uns "pózinhos")... onde os médicos compõem mais o ordenado é fazerem mais urgências ALÉM das já contempladas, ou seja, tudo EXTRA... e sim, as urgências extra são muito bem pagas principalmente nos últimos tempos em que o governo se viu "aflito" para preencher escalas. Outra maneira de comporem mais o ordenado é por vezes tardes de consulta fora horário em que cada consulta é paga como extra, ou as especialidades cirúrgicas (tal como obstetrícia) a fazer os famosos SIGIC aos fins-de-semana. Essa obstetra para ganhar isso só no hospital público não deve sair de lá, ou deve acumular com outros cargos (direcção, coordernação, algo do género). Os únicos médicos que de base ganham bem melhor que um mero especialista hospitalar são os médicos de família de USF modelo B, mas têm de cumprir uma série de indicadores que também lhes sai "do corpo" e praticamente todos trabalham "extra-horário". Um médico para ter um ordenado "de jeito" no público fica sem vida, basicamente é isso.
    Concordam com este comentário:Sandra_cc


    Bingo
    Concordam com este comentário: ivreis
  2.  # 922

    Colocado por: HAL_9000O salário do médico poderia ser indexado à produtividade.


    Nas USF modelo B (atualmente são todas) é isso que acontece. Há 2 tipos de suplemento remuneratório. Um para expandir a lista de utentes acima do limite legal de 1550utentes/médico e outro suplemento pela produtividade da USF (IDE - Indice de Desempenho da Equipa) que é pago a médicos, enfermeiros e administrativos. O IDE é apurado mensalmente e reporta à produtividade dos ultimos 12 meses. Contudo o valor pago é considerando apenas o IDE atingido em Dezembro do ano transato e é esse valor que fica durante 1 ano (altamente injusto... deveria ser trimestral ou na pior das hipóteses semestral).

    Nos hospitais há o suplemento de Dedicação Plena (diferente de exclusividade!). Na prática são +25% do vencimento base. A contrapartida é deixar de ter saída de urgência com prejuizo de horário (ou seja quando o médico faz uma urgência de 24h ou 12h durante a noite), nas horas que teria no horário no dia seguinte têm de ser feitas noutro dia. Fora da Dedicação Plena essas horas eram "perdidas". A outra contrapartida é o aumento do número máximo de horas extra anual.


    Colocado por: HAL_9000eu conheço uma obstetra de 31 anos que ganha só do SNS cerca de 7k limpos por mês


    Eu também conheço uma assim. Até mais que 7k. Mas faz 1000 (mil!) horas extra num ano num hospital de Lisboa que mais parece que está na guerra. Não lhe sobra cabeça nem fisico para ir fazer consultas no privado. Lá vai ajudando nas cirurgias do privado porque é uma área muito especifica e ela ajuda um médico que é uma referência naquela área (e ele só opera com a "equipa dele")
    Concordam com este comentário: Sandra_cc
    • TzRi
    • 9 setembro 2025

     # 923

    Colocado por: ivreis

    A Sandra_cc aqui tem toda a razão. O custo da formação é em linha com outros cursos. É verdade que a Faculdade tem funcionários próprios (professores, administrativos, funcionários da limpeza e seguranças dos edificios da Faculdade) e também há edificios e equipamento de uso exclusivo da Faculdade... mas isso é igual aos outros cursos. Haverá ainda investigadores pagos com bolsas da Faculdade (e não só) mas isso também existe noutras Faculdades.

    Eu próprio colaborei durante o curso na formação dos alunos mais novos (fui monitor de uma disciplina do curso - Biologia Molecular e Celular, tive a honra de poder "trabalhar" ao lado da Prof Dra Maria do Carmo Fonseca). Não fui remunerado.
    Nos meus quase 20 anos de trabalho tenho mantido a participação com a FML e na minha USF sou tutor de estágios de alunos do 1º, 2º e 6º ano. Não recebo qualquer remuneração por isto. Ganho linhas no curriculo.
    Depois também sou responsável por estágios do Internato de Formação Geral. Há médicos da minha Unidade Local de Saúde (ULS) que vêm fazer estágios de 3 meses à USF. Novamente a custo zero.
    Depois sou orientador de formação do Internato de Formação Especifica de MGF. Aqui sim há remuneração associada. São 520€/mensais iliquidos. Os meus colegas hospitalares não recebem nada (algo a mudar!).
    Atenção que este valor implica que eu tenha de participar ativamente na formação destes internos e na sua avaliação. Isto significa deslocações para reuniões e exames de avaliação, horas a preparar perguntas de exame, horas a ler curriculos de avaliação, etc etc etc que não são feitos durante o meu horário de trabalho. Na prática é como se me pagassem pelas horas extra que eu dedico ao internato. Em média são 2-3h/semana para isto (15h/mês). Dá qq coisa como 36€/h iliquidos.
    Concordam com este comentário:Sandra_cc


    Pelo nome desconfio que também foi tutor da minha esposa em Soure durante 3 mseses.... e a custo zero ahahah
  3.  # 924

    Colocado por: Sandra_ccUm RMN nas faculdades??!!
    Já viu, A sandra_a ainda ficado a saber umas coisas novas. Eu trabalho com um e nem sequer trabalho numa faculdade de medicina.

    O RMN antes de ser usado em medicina, já era usado em investigação fundamental e continua a ser. Daquelas coisas dos estudos académicos que já se sabe como é.
  4.  # 925

    Colocado por: HAL_9000E população tem envelhecido, logo recorre mais aos servicos de saude, e portanto sim são necessários mais médicos enquanto houver filas de espera sem fim a vista.

    Não é que isto não aconteça, não li o estudo e portanto não tenho ideia da robustez do mesmo. Mas não deixa de ser interessante a sandra_cc ter uma opinião sobre esse estudo mas não ter sobre as conclusões so IGAS :).


    O IGAS não faz estudos. Faz inspeções e abre processos.
  5.  # 926

    Colocado por: Sandra_ccIGAS não faz estudos. Faz inspeções e abre processos
    Eu também não disse que fazia estudos ou disse? Perguntei a sua opinião sobre as conclusões so IGAS e não sobre o estudo do IGAS.
  6.  # 927

    Colocado por: HAL_9000Já viu, A sandra_a ainda aprende umas coisas. Eu trabalho com um e nem sequer trabalho numa faculdade de medicina.

    O RMN antes de ser usado em medicina, já era usado em investigação fundamental e continua a ser. Daquelas coisas dos estudos académicos que já se sabe como é.


    Caramba! Isso é que é felicidade.

    Olhe, até em algumas unidades hospitalares do SNS faz falta!
  7.  # 928

    Colocado por: HAL_9000Eu também não disse que fazia estudos ou disse? Perguntei a sua opinião sobre as conclusões so IGAS e não sobre o estudo do IGAS.


    Não só não tenho de ter opinião, como se tiver não sou obrigada a dar.
  8.  # 929

    Colocado por: Sandra_cc

    Não só não tenho de ter opinião, como se tiver não sou obrigada a dar.
    Claro que não. Eu também não disse que era. Apenas disse que era curioso.
  9.  # 930

    Colocado por: Sandra_ccCaramba! Isso é que é felicidade.
    Nao estou feliz nem triste. Estava só a responder. Também consegue inferir sentimentos pelas mensagens escritas? É possível, mas olhe que isso frequentemente dá asneira entre casais.
  10.  # 931

    Acho que o estado devia fazer já uma requisição civil a esse RMN que faz falta em muitos hospitais do SNS. Hospitais esses que são forçados a enviar muitos doentes fazerem dezenas de km para um mero exame de imagiologia
  11.  # 932

    Colocado por: TzRiPelo nome desconfio que também foi tutor da minha esposa em Soure durante 3 mseses.... e a custo zero ahahah


    Esse é o outro Ivo Reis (de Coimbra).. eu sou o de Lisboa :) mas sim somos quase do mesmo ano e somos os 2 MGF..
  12.  # 933

    Colocado por: HAL_9000Nao estou feliz nem triste. Estava só a responder. Também consegue inferir sentimentos pelas mensagens? Olhe que isso frequentemente dá asneira entre casais.


    Eu falo por mim! Quem me dera ter tido um aparelho desses na faculdade. O colega reis que lhe diga como também se sentiria.
  13.  # 934

    Colocado por: Sandra_ccAcho que o estado devia fazer já uma requisição civil a esse RMN que faz falta em muitos hospitais do SNS.
    Este não serve para a função que está a pensar, não vale a pena sugerir a requisição. Ainda que os serviços hospitalares já tenham recorrido a ele para algumas situações.
  14.  # 935

    Colocado por: Sandra_ccQuem me dera ter tido um aparelho desses na faculdade.
    provavelmente tinha e não sabia. A sua formação até pode ter beneficiado bastante dele sem que tenha tido percepção.
  15.  # 936

    Há muitos muitos anos, numa galáxia muito distante...

    Fazia o meu horário no SNS, +urgência, +sigic e 30h a 40h de VMER por semana.

    Ganhava 10mil, 12mil, 15mil por mês no SNS.

    Não era vista em casa e raramente lá dormia.

    Cheguei aos 85kg.

    Não tinha vida social.

    Libido nula.

    Sempre esgotada mesmo quando parava.


    Ritmo circadiano completamente alterado.

    Ligeira depressão.

    Por aí fora.
    Concordam com este comentário: TzRi, eu
    Estas pessoas agradeceram este comentário: eu, TzRi
    • TzRi
    • 9 setembro 2025

     # 937

    Há muita e muita coisa que está mal no SNS.
    A questão dos salários é fundamental.
    Um médico ganhar 2k limpos mês por 40h de trabalho é vergonhoso.
    Assim como são vergonhosos os salários dos enfermeiros, técnicos, auxiliares etc

    Ninguém pode julgar um médico que troca os 2k do SNS por 6k do privado pelo mesmo trabalho. Assim como não julgariam um enfermeiro, técnico ou auxiliar.

    Se querem fixar médicos é dar condições, nomeadamente ao nível de vencimento, para isso.

    O SNS não devia sobreviver à custa de boa vontade e à custa dos médicos internos.

    Sei que a VMER de um dos maiores hospitais do país sobrevive à custa do trabalho quase escravo dos médicos internos de algumas especialidades (intensivos, medicina interna) que se se recusam a fazer VMER são "postos de parte" no próprio serviço e não têm tantas oportunidades formativas como os outros (investigação, congressos, trabalhos, cursos, etc), sendo prejudicados na nota final de especialidade. E todos se sujeitam a ir fazer turnos para a VMER a troco de uns meros trocos €€ (alguns, claro, por gosto também) e abdicam de descanso para isso. Se o sistema não funcionasse assim, e quisessem ter médicos da VMER o estado tinha que desembolsar (bem) mais. Mas tudo vai sobrevivendo assim....
    Concordam com este comentário: ivreis, eu
  16.  # 938

    Colocado por: TzRiHá muita e muita coisa que está mal no SNS.
    A questão dos salários é fundamental.
    Um médico ganhar 2k limpos mês por 40h de trabalho é vergonhoso.
    Assim como são vergonhosos os salários dos enfermeiros, técnicos, auxiliares etc

    Ninguém pode julgar um médico que troca os 2k do SNS por 6k do privado pelo mesmo trabalho. Assim como não julgariam um enfermeiro, técnico ou auxiliar.

    Se querem fixar médicos é dar condições, nomeadamente ao nível de vencimento, para isso.

    O SNS não devia sobreviver à custa de boa vontade e à custa dos médicos internos.

    Sei que a VMER de um dos maiores hospitais do país sobrevive à custa do trabalho quase escravo dos médicos internos de algumas especialidades (intensivos, medicina interna) que se se recusam a fazer VMER são "postos de parte" no próprio serviço e não têm tantas oportunidades formativas como os outros (investigação, congressos, trabalhos, cursos, etc), sendo prejudicados na nota final de especialidade. E todos se sujeitam a ir fazer turnos para a VMER a troco de uns meros trocos €€ (alguns, claro, por gosto também) e abdicam de descanso para isso. Se o sistema não funcionasse assim, e quisessem ter médicos da VMER o estado tinha que desembolsar (bem) mais. Mas tudo vai sobrevivendo assim....


    A minha especialidade não me impunha fazer VMER.

    Fui fazer VMER por paixão. Adorei fazer. Fiz catrefadas de horas de VMER. Porquê? Porque adorava e o serviço estava constantemente destapado, numa área de cobertura com mais habitantes do país.
    • eu
    • 9 setembro 2025 editado

     # 939

    Colocado por: HAL_9000Se a resposta for pagar mais, (pelo menso é o que os sindicatos médicos pedem ano após ano) importa saber onde se vai buscar o dinheiro, porque para não se "impor piores condições a uma profissão" onde o elvador social até funciona, também não se pode sobrecarregar ainda mais de impostos as outras profissões que como a própria sandra_cc até já referiu não dão seque acesso à fila de espera para esse elevador social. Parece-me evidente neste ponto que a sociedade não pode nem aceitará de bom grado pagar mais impostos.


    A saúde é cara em todo o mundo. Em Portugal, parece que queremos ter um SNS de qualidade e pagar pouco por ele. Isso não é possível.

    Sim, na minha opinião a única forma de reter médicos no SNS é pagar-lhes mais, mas em função da produtividade.

    Mesmo pagando 6k ou 10k por mês aos médicos do SNS, eu não ficaria escandalizado, desde que eles se dedicassem ao SNS e fossem produtivos. Até seria barato!

    Onde se ia buscar o dinheiro? Olhe, voltar a ter taxas moderadoras, acabar com a maior parte dos contratos de tarefeiros, rever todos os contratos do SNS com fornecedores (aqui devem existir negociatas muito ruinosas), acabar com os tratamentos gratuitos a estrangeiros sem seguro, fazer contratos individuais de trabalho, fazer auditorias a todos os gastos do SNS, fazer compras em bloco através de uma central de compras, pagar em função da produtividade dos profissionais, etc.

    Há tantas formas de melhorar a eficiência do SNS sem aumentar impostos...
  17.  # 940

    Colocado por: euqueremos ter um SNS de qualidade e pagar pouco por ele.
    !5 mil milhões de euros, num país com uma receita fiscal de cerca de 100 mil milhões de euros (2024) é pouco? Não diria

    Colocado por: euOlhe, voltar a ter taxas moderadoras,
    Portanto, aumentar impostos.

    Colocado por: eurever todos os contratos do SNS com fornecedores (aqui devem existir negociatas muito ruinosas), acabar com os tratamentos gratuitos a estrangeiros sem seguro, fazer contratos individuais de trabalho, fazer auditorias a todos os gastos do SNS, fazer compras em bloco através de uma central de compras, pagar em função da produtividade dos profissionais, etc.
    Aqui já estamos totalmente de acordo.
 
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