Iniciar sessão ou registar-se
  1.  # 901

    Colocado por: Sandra_cc

    Enfermagem é outra profissão, mas vai para aí muita confusão.


    Quais fundadores?

    Engenheiro Belmiro de Azevedo...

    Américo amorim também não tinha a só a quarta classe.

    Comendador violas...

    Família Mello??

    Quem?

    A antiga 4 classe é o equivalente agora ao 9 sno no mínimo, Mas com esta expressão quero dizer que não tiraram licenciaturas e foram grandes pessoas,
    Américo amorim sem licenciatura,
    Rui nabeiro,
    Dono do trofa saúde que detém maior percentagem sem licenciatura, irmão é médico mas foi o industrial a tornar o trofa no que é hoje...
    Ferpinta idem
    •  
      NTORION
    • 8 setembro 2025 editado

     # 902

    Colocado por: Carvai
    Sim só tinha a 4ª classe mas enganou muitos doutorados em economia...
    Concordam com este comentário:eu

    Diria diferente, em concluio com eles

    Mas sendo assim que dizer de Escobar, Madoff...verdadeiros empreendedores
  2.  # 903

    Colocado por: Sandra_cc
    Não me cabe comentar processos de carácter jurídico. Não é a minha área.
    Perguntei a sua opinião, uma vez que é da área e naturalmente deve ter uma opinião, não lhe pedi nenhum parecer jurídico.

    Ainda assim penso que a sua resposta já diz bastante

    Obrigado se qualquer forma por ter respondido
  3.  # 904

    Colocado por: Sandra_ccO estado até consagra na constituição o direito de habitação
    A constituição diz que toda gente tem direito a uma habitação condigna, não diz em lado algum que tem de ser o estado a fornecê-la. Mas se o estado me quiser arrendar o segundo imóvel ao valor que eu determine (o estado não me ajudou a paga-la como faz com a formação dos médicos-muito pelo contrário, cobrou-me um pequeno baludio em taxas e taxinhas), podemos estudar essa questao.

    Já no caso da saúde a constituição diz que "Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover.
    2. O direito à protecção da saúde é realizado:
    a) Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito;". Daí depreende-se que o estado investe dinheiro da comunidade na promoção dessa gratuitidade. Ora se o estado investe dinheiro alheio num objetivo que depois não consegue alcançar, é normal que depois a sociedade exija algumas condições para esse investimento.
    • eu
    • 9 setembro 2025

     # 905

    Colocado por: HAL_9000Ora se o estado investe dinheiro alheio num objetivo que depois não consegue alcançar, é normal que depois a sociedade exija algumas condições para esse investimento.


    Acho que estão a dar uma importância desmedida ao custo da formação dos médicos.

    O orçamento anual do SNS é de 15,500 milhões ( 15 000 000 000 € )

    Mesmo que o custo de formação total de um médico custe 50,000 € ( https://www.publico.pt/2024/03/06/p3/cronica/afinal-custa-formar-medico-2082465 ) , estamos a falar de amendoins perante os 15 mil milhões anuais de custo do SNS.
    Concordam com este comentário: Sandra_cc
  4.  # 906

    Colocado por: eu

    Acho que estão a dar uma importância desmedida ao custo da formação dos médicos.

    O orçamento anual do SNS é de 15,500 milhões ( 15 000 000 000 € )

    Mesmo que o custo de formação total de um médico custe 50,000 € (https://www.publico.pt/2024/03/06/p3/cronica/afinal-custa-formar-medico-2082465) , estamos a falar de amendoins perante os 15 mil milhõesanuaisde custo do SNS.
    Concordam com este comentário:Sandra_cc


    Na verdade o que se procura são argumentos para castigar, ou para nos impor obrigações, que não se pondera para outras profissões.
  5.  # 907

    Colocado por: eu, estamos a falar de amendoins perante os 15 mil milhõesanuaisde custo do SNS.
    Verdade. A questão é onde é que são gastos esses 15 MIL milhões se nem pagam devidamente (pelo menos em termos de ordendo base, porque o rendimento real deve ser bem diferente) aos seus profissionais.

    O custo da formação surgiu apenas porque a sandra_cc diz que formar um médico custa o mesmo que formar um advogado, quando factualmente não é verdade.
  6.  # 908

    Colocado por: HAL_9000Verdade. A questão é onde é que são gastos esses 15 MIL milhões se nem pagam devidamente (pelo menos em termos de ordendo base, porque o rendimento real deve ser bem diferente) aos seus profissionais.

    O custo da formação surgiu apenas porque a sandra_cc diz que formar um médico custa o mesmo que formar um advogado, quando factualmente não é verdade.



    Factualmente ainda ninguém apresentou argumentos válidos para a diferença, apenas um estudo de uma faculdade. E sobre estudos de faculdades estamos falados. De resto...são noções e séries a mais. Há aqui outro colega médico e poderá dizer da sua verdade se teve aulas na faculdade que sejam assim tão dispendiosas ou se foram como eu mencionei.

    Buscam-se e rebuscam-se ideias, mas são meros argumentos para uma finalidade: impor piores condições a uma profissão. Algo que até é má ideia, pois mediante as actuais a classe já não está encorajada a aceitar o SNS.
    • eu
    • 9 setembro 2025

     # 909

    Colocado por: HAL_9000Verdade. A questão é onde é que são gastos esses 15 MIL milhões se nem pagam devidamente (pelo menos em termos de ordendo base, porque o rendimento real deve ser bem diferente) aos seus profissionais.


    Sim, a forma como o SNS (aliás, todo o Estado) gasta o dinheiro devia ser bem auditada, se calhar há lá muitas negociatas estranhas.

    Colocado por: HAL_9000O custo da formação surgiu apenas porque a sandra_cc diz que formar um médico custa o mesmo que formar um advogado, quando factualmente não é verdade.

    Pois não será bem a mesma coisa, mas é um bocado irrelevante. Aliás, o custo da formação superior em Portugal é de uma forma geral extremamente baixo, uma autêntica borla de que um dia teremos saudades. Hoje em dia, provavelmente o alojamento dos estudantes é mais caro que a própria formação superior, e isto diz muito.
  7.  # 910

    Colocado por: euPois não será bem a mesma coisa, mas é um bocado irrelevante.
    Certo, eu também já disse que a questão da obrigatoriedade, na minha opinião, não seria solução. Par mim a solução passa por formar mais médicos, mais, e mais, e mais até que deixe de haver falta de médicos, gerir melhor o orçamento do SNS, para que se gaste menos dinheiro em horas extra e em tarefeiros, e se possa pagar melhor aos profissionais do quadro, pagar em função da produtividade.
    Se isto é fácil de fazer? Acho que não, por isso é que ainda não se fez, e talvez porque a manutenção da situação atual interesse a alguém.

    Mas gostava de saber no seu entender que estratégias podem ser adoptadas a curto prazo para melhorar a retenção de médicos no SNS? Ideias boas é que o país precisa.

    Se a resposta for pagar mais, (pelo menso é o que os sindicatos médicos pedem ano após ano) importa saber onde se vai buscar o dinheiro, porque para não se "impor piores condições a uma profissão" onde o elvador social até funciona, também não se pode sobrecarregar ainda mais de impostos as outras profissões que como a própria sandra_cc até já referiu não dão seque acesso à fila de espera para esse elevador social. Parece-me evidente neste ponto que a sociedade não pode nem aceitará de bom grado pagar mais impostos.

    Pode-se c*gar para a saúde pública e cada um trate de fazer o seu seguro de saúde, e depois vemos como corre. Para os m´dicos em princípio deve correr bem, pelo menos durante uns tempos. Já pra os doentes, duvido. Se mesmo com o SNS já temos médicos que se recusam a tratar doentes pobres., imagine quando funcionar tudo à base de seguros. Apenas os que têm o seguro premium, e ultrapremium é que terão "direito" a cuidados de saúde,


    Colocado por: Sandra_ccFactualmente ainda ninguém apresentou argumentos válidos para a diferença, apenas um estudo de uma faculdade. E sobre estudos de faculdades estamos falados.
    Diria que eventualmente valerão mais que uma mera opinião.
    Não deixa de ser curioso que uma médica desacredite de estudos académicos, quando na verdade trabalha numa área que muito tem evoluido no último século precisamente devido a existirem estudos académicos.
    Concordam com este comentário: eu
  8.  # 911

    Colocado por: Sandra_ccFactualmente ainda ninguém apresentou argumentos válidos para a diferença, apenas um estudo de uma faculdade.
    Eu já lhe apresentei alguns, a sandra_a é que ou não os aceitou, ou os desconsiderou.
  9.  # 912

    Colocado por: HAL_9000Eu já lhe apresentei alguns, a sandra_a é que ou não os aceitou, ou os desconsiderou.


    O Sr. nem se devia queixar porque a sua sugestão tem sido cumprida à letra desde há 20 anos: formar mais e mais médicos.

    Os estudos académicos são como advogados, você paga para lhe darem razão mesmo que não tenha.
    • TzRi
    • 9 setembro 2025 editado

     # 913

    Colocado por: HAL_9000Certo, eu também já disse que a questão da obrigatoriedade, na minha opinião, não seria solução. Par mim a solução passa por formar mais médicos, mais, e mais, e mais até que deixe de haver falta de médicos


    Formar mais e mais e mais para que sejam tantos que só fique quem "se sujeita" e "não arranja melhor" no SNS... para já ainda estão alguns "velhos do restelo" com bons contratos no SNS a formar especialistas, quando esses se reformarem quem os forma?
    E sim é muito a questão do vencimento, da progressão na carreira... a partir do momento que o ordenado base de um médico especialista com 43 anos (de idade) são 2k limpos por mês (40h semanais, ao contrário da restante função pública incluindo outros profissionais de saúde que trabalham 35h), não há formação de médicos que salve... a não seja que a ideia seja formar para emigrar.
    Concordam com este comentário: Sandra_cc, ivreis
  10.  # 914

    Colocado por: Sandra_ccHá aqui outro colega médico e poderá dizer da sua verdade se teve aulas na faculdade que sejam assim tão dispendiosas ou se foram como eu mencionei.


    A Sandra_cc aqui tem toda a razão. O custo da formação é em linha com outros cursos. É verdade que a Faculdade tem funcionários próprios (professores, administrativos, funcionários da limpeza e seguranças dos edificios da Faculdade) e também há edificios e equipamento de uso exclusivo da Faculdade... mas isso é igual aos outros cursos. Haverá ainda investigadores pagos com bolsas da Faculdade (e não só) mas isso também existe noutras Faculdades.

    Eu próprio colaborei durante o curso na formação dos alunos mais novos (fui monitor de uma disciplina do curso - Biologia Molecular e Celular, tive a honra de poder "trabalhar" ao lado da Prof Dra Maria do Carmo Fonseca). Não fui remunerado.
    Nos meus quase 20 anos de trabalho tenho mantido a participação com a FML e na minha USF sou tutor de estágios de alunos do 1º, 2º e 6º ano. Não recebo qualquer remuneração por isto. Ganho linhas no curriculo.
    Depois também sou responsável por estágios do Internato de Formação Geral. Há médicos da minha Unidade Local de Saúde (ULS) que vêm fazer estágios de 3 meses à USF. Novamente a custo zero.
    Depois sou orientador de formação do Internato de Formação Especifica de MGF. Aqui sim há remuneração associada. São 520€/mensais iliquidos. Os meus colegas hospitalares não recebem nada (algo a mudar!).
    Atenção que este valor implica que eu tenha de participar ativamente na formação destes internos e na sua avaliação. Isto significa deslocações para reuniões e exames de avaliação, horas a preparar perguntas de exame, horas a ler curriculos de avaliação, etc etc etc que não são feitos durante o meu horário de trabalho. Na prática é como se me pagassem pelas horas extra que eu dedico ao internato. Em média são 2-3h/semana para isto (15h/mês). Dá qq coisa como 36€/h iliquidos.
    Concordam com este comentário: Sandra_cc
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Caravelle
  11.  # 915

    Colocado por: TzRicontratos no SNS a formar especialistas, quando esses se reformarem quem os forma?
    Não formando mais a minha questão é: quando esses se reformarem (e são muitos) quem fica?



    Colocado por: TzRisim é muito a questão do vencimento, da progressão na carreira... a partir do momento que o ordenado base de um médico especialista com 43 anos (de idade) são 2k limpos por mês (40h semanais, ao contrário da restante função pública incluindo outros profissionais de saúde que trabalham 35h), não há formação de médicos que salve... a não seja que a ideia seja formar para emigrar.
    Eu sei que é a questão do vencimento, isto está mau para todos os "jovens" e não tão jovens não é só para os médicos. A questão é que não médicos o ordenado base geralmente difere bastante do salário real. O TzRi diz que "médico especialista com 43 anos (de idade)" ganha 2K limpos, e eu acredito, mas é a regra, tem a ver com a especialidade (tenho ideia que até um médico de família consegue ganhar mais que os 2k limpos/mês) ? Conheço uma obstetra de 31 anos (uma amiga minha) que ganha só no SNS cerca de 7k limpos por mês, e ainda dá consultas em 3 hospitais/clinicas privados.
    A situação da remuneração, acredito que seja má, mas não tão má como os sindicatos a pintam.
    O salário do médico poderia ser indexado à produtividade. Sempre era um incentivo e acredito que ajudasse bastante a reduzir as filas de espera. Mas na prática já tentam fazer isso com o SIGIC, e do ponto de vista só utente, não se vêm grandes melhorias.
  12.  # 916

    Colocado por: ivreisA Sandra_cc aqui tem toda a razão. O custo da formação é em linha com outros cursos.
    Dado que a sandra_cc não soube responder, agradecia se o ivreis soubesse, os hospitais que recebem alunos no internado recebem verba do orçamento de estado para cumprir essa função? Ou diria de outra forma, dentro do orçamento que recebem do orçamento de estado, existe uma parte destinada a cobrir as responsabilidades de formação?
    Não sei se essa componente não é também considerada como custos de formação.

    De resto no que diz respeito a equipamento e pessoal de investigação, existe também em outras faculdades, tem razao. mas o custo não é o mesmo em todas. A investigação em saúde é caríssima em termos de recursos técnicos. Um simples aparelho de RMN (investigação não médico) facilmente custa 1 milhão de euros, com custos de manutenção anual na ordem dos 100-200k ano.
    Não sei se isto conta como custos de formação, imagino que sim, daí o ter referido.

    Não quero com isto fazer qualquer cavalo de batalha, apenas apresentar possíveis argumentos que justifiquem o tal custo de formação.
  13.  # 917

    Colocado por: ivreis

    A Sandra_cc aqui tem toda a razão. O custo da formação é em linha com outros cursos. É verdade que a Faculdade tem funcionários próprios (professores, administrativos, funcionários da limpeza e seguranças dos edificios da Faculdade) e também há edificios e equipamento de uso exclusivo da Faculdade... mas isso é igual aos outros cursos. Haverá ainda investigadores pagos com bolsas da Faculdade (e não só) mas isso também existe noutras Faculdades.

    Eu próprio colaborei durante o curso na formação dos alunos mais novos (fui monitor de uma disciplina do curso - Biologia Molecular e Celular, tive a honra de poder "trabalhar" ao lado da Prof Dra Maria do Carmo Fonseca). Não fui remunerado.
    Nos meus quase 20 anos de trabalho tenho mantido a participação com a FML e na minha USF sou tutor de estágios de alunos do 1º, 2º e 6º ano. Não recebo qualquer remuneração por isto. Ganho linhas no curriculo.
    Depois também sou responsável por estágios do Internato de Formação Geral. Há médicos da minha Unidade Local de Saúde (ULS) que vêm fazer estágios de 3 meses à USF. Novamente a custo zero.
    Depois sou orientador de formação do Internato de Formação Especifica de MGF. Aqui sim há remuneração associada. São 520€/mensais iliquidos. Os meus colegas hospitalares não recebem nada (algo a mudar!).
    Atenção que este valor implica que eu tenha de participar ativamente na formação destes internos e na sua avaliação. Isto significa deslocações para reuniões e exames de avaliação, horas a preparar perguntas de exame, horas a ler curriculos de avaliação, etc etc etc que não são feitos durante o meu horário de trabalho. Na prática é como se me pagassem pelas horas extra que eu dedico ao internato. Em média são 2-3h/semana para isto (15h/mês). Dá qq coisa como 36€/h iliquidos.
    Concordam com este comentário:Sandra_cc


    Tive internos anos a fio, recebi zero euros por isso.

    Fui assistente da cadeira fisiologia. Zero.

    Professora voluntária (à força) da minha especialidade da faculdade. Zero.


    Estão bem da cabeça?! Querem que fique no SNS?

    Sim, um especialista no SNS ganha de base uns 2000€ líquidos. Ninguém é obrigado a gostar. Mesmo que ganhe acréscimo por hora extra, noites e feriados.

    SIGIC? Sim, é possível fazer mas... é bom que seja de uma especialidade cirúrgica porque senão 'ciao'. E o SIGIC nem sempre se consegue fazer, falta bloco (outras especialidades também o disputam), faltam ajudantes, assistentes, enfermeiros...outros colegas da mesma especialidade também fazem. Se for de uma especialidade que faz um dia de SIGIC em média, por mês, está com bastante sorte. Por último, o próprio SIGIC é mal pago, é feito fora do horário de trabalho, normalmente ao sábado e pago a três meses de vista e com valores bem inferiores ao da privada, por exactamente o mesmo procedimento.
    • TzRi
    • 9 setembro 2025 editado

     # 918

    Colocado por: HAL_9000Não formando mais a minha questão é: quando esses se reformarem (e são muitos) quem fica?



    Eu sei que é a questão do vencimento, isto está mau para todos os "jovens" e não tão jovens não é só para os médicos. A questão é que não médicos o ordenado base geralmente difere bastante do salário real. O TzRi diz que "médico especialista com 43 anos (de idade)" ganha 2K limpos, e eu acredito, mas é a regra? É que eu conheço uma obstetra de 31 anos que ganha só do SNS cerca de 7k limpos por mês, e ainda dá consultas em 3 hospitais/clinicas privados.
    A situação da remuneração, acredito que seja má, mas não tão má como os sindicatos a pintam.
    O salário do médico poderia ser indexado à produtividade. Sempre era um incentivo e acredito que ajudasse bastante a reduzir as filas de espera. Mas na prática já tentam fazer isso com o SIGIC, e do ponto de vista só utente, não se vêm grandes melhorias.


    A regra é esse salário (2k limpos) para médicos especialistas que não façam urgências em horário incómodo (noites e fins de semana - aqui há um pequeno acréscimo ao valor hora, mas uns "pózinhos")... onde os médicos compõem mais o ordenado é fazerem mais urgências ALÉM das já contempladas, ou seja, tudo EXTRA... e sim, as urgências extra são muito bem pagas principalmente nos últimos tempos em que o governo se viu "aflito" para preencher escalas. Outra maneira de comporem mais o ordenado é por vezes tardes de consulta fora horário em que cada consulta é paga como extra, ou as especialidades cirúrgicas (tal como obstetrícia) a fazer os famosos SIGIC aos fins-de-semana. Essa obstetra para ganhar isso só no hospital público não deve sair de lá, ou deve acumular com outros cargos (direcção, coordernação, algo do género). Os únicos médicos que de base ganham bem melhor que um mero especialista hospitalar são os médicos de família de USF modelo B, mas têm de cumprir uma série de indicadores que também lhes sai "do corpo" e praticamente todos trabalham "extra-horário". Um médico para ter um ordenado "de jeito" no público fica sem vida, basicamente é isso.
    Concordam com este comentário: Sandra_cc, ivreis
  14.  # 919

    Colocado por: HAL_9000Dado que a sandra_cc não soube responder, agradecia se o ivreis soubesse, os hospitais que recebem alunos no internado recebem verba do orçamento de estado para cumprir essa função? Ou diria de outra forma, dentro do orçamento que recebem do orçamento de estado, existe uma parte destinada a cobrir as responsabilidades de formação?
    Não sei se essa componente não é também considerada como custos de formação.

    De resto no que diz respeito a equipamento e pessoal de investigação, existe também em outras faculdades, tem razao. mas o custo não é o mesmo em todas. A investigação em saúde é caríssima em termos de recursos técnicos. Um simples aparelho de RMN (investigação não médico) facilmente custa 1 milhão de euros, com custos de manutenção anual na ordem dos 100-200k ano.
    Não sei se isto conta como custos de formação, imagino que sim, daí o ter referido.

    Não quero com isto fazer qualquer cavalo de batalha, apenas apresentar possíveis argumentos que justifiquem o tal custo de formação.


    Um RMN nas faculdades??!!

    Deixe já de subscrever a Netflix.


    Já se disse mil e uma vezes; o internato não é parte do curso de medicina. É feito após o curso terminar.
  15.  # 920

    Colocado por: Sandra_cc
    O Sr. nem se devia queixar porque a sua sugestão tem sido cumprida à letra desde há 20 anos: formar mais e mais médicos.
    E população tem envelhecido, logo recorre mais aos servicos de saude, e portanto sim são necessários mais médicos enquanto houver filas de espera sem fim a vista.

    Colocado por: Sandra_ccOs estudos académicos são como advogados, você paga para lhe darem razão mesmo que não tenha.
    Não é que isto não aconteça, não li o estudo e portanto não tenho ideia da robustez do mesmo. Mas não deixa de ser interessante a sandra_cc ter uma opinião sobre esse estudo mas não ter sobre as conclusões so IGAS :).
 
0.0300 seg. NEW