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  1. Colocado por: HAL_9000As figurinhas são publicitadas pelas principais empresas distribuidoras nas suas páginas oficiais e não significam nada mais que o preço que cobram por cada um dos produtos mencionados. Todos eles tiveram o cuidado de mudar o template da embalagem, pelo que a mim me parece bem.

    Sim, mas significam alguma? De que forma corroboram a sua tese? Não me vai dizer com que há concertação de preços pois não? Porque em todos os estudos feitos pela DECO ou por qualquer outra organização, o mesmo cabaz de compras em 10 supermercados diferentes, mesmo alguns da mesma cadeia, resulta em 10 preços diferentes.
  2. Não concertam preços tal.como as operadoras de comunicação não concertam preços e tudo justo
    • AMG1
    • 31 julho 2023
    Colocado por: J.Fernandes
    Eu não disse que concertaram preços, disse em tom irónico que concertaram subida de preços. Como é óbvio não concertaram nada, a subida de preços na produção é que impôs as naturais subidas de preço no supermercado, tanto aqui como na Dinamarca.


    E eu escrevi "pena que nao o tivessem feito" (a concertação). O que óbviamente significa o contrário do que você escreveu!
    Alguém deve mesmo ter um problema de percepção da ironia alheia, serei eu?
    • AMG1
    • 31 julho 2023
    Colocado por: J.Fernandes
    E em perceber a correta dose de ironia nos comentários alheios também é algo que lhe custa um bocado.


    Você é capaz de estar coberto de razão. Se eu nunca pressenti qualquer ponta de ironia da cassete do PCP, como é que havia de a perceber agora na mesma cassete, embora rebobinada ao contrario?
    Defeito meu, claro!
  3. Podemos continuar com inúteis jogos de palavras, mas os factos são estes: a margem líquida das cadeias de distribuição é muito baixa, cerca de 2,5% e tem vindo a descer ao longo dos anos, à medida que a concorrência aumenta.
    • AMG1
    • 31 julho 2023
    Colocado por: J.FernandesPodemos continuar com inúteis jogos de palavras, mas os factos são estes: a margem líquida das cadeias de distribuição é muito baixa, cerca de 2,5% e tem vindo a descer ao longo dos anos, à medida que a concorrência aumenta.


    Pois tem vindo a descer tanto, que alguns ate já arrranjaram maneira de a compor um bocadinho a revelia da salutar concorrencia.

    https://www.concorrencia.pt/pt/artigos/adc-aplica-coimas-tres-cadeias-de-supermercados-e-fornecedor-de-produtos-por-concertacao-de

    Eu não tenho nada contra as cadeias de distribuição. Creio mesmo que os consumidores tem mais beneficios do que maleficios com a sua existência.
    Mas acreditar em santos, é mais para a malta que por estes dias popula Lisboa e não para mim.
    Agora, da mesma maneira que não há só santos, também nem todos são diabos. A maioria não é nem uma coisa nem outra. Felizmente!
  4. Colocado por: AMG1Pois tem vindo a descer tanto, que alguns ate já arrranjaram maneira de a compor um bocadinho a revelia da salutar concorrencia.

    Encontrarem-se uns artigos cujo preço foi concertado, os tais "produtos de beleza, cosmética e higiene pessoal, JNTL Consumer Health Portugal" não prova qua a concertação de preços é algo comum e generalizado, aliás os rankings de supermercados mais baratos publicado pela Proteste, mostra o contrário: 1. os supermercados mais baratos são de grandes cadeias, 2. variam de ano para ano e 3. variam consoante a zona do país. Tenho para mim que tanto a DECO como a sua revista Proteste são entidades credíveis.

    E nem sequer seria preciso nada disso, toda a gente que faz compras sabe que os preços de quase todos os produtos essenciais varia de supermercado para supermercado.
    • smart
    • 31 julho 2023 editado
    • AMG1
    • 1 agosto 2023
    Colocado por: J.Fernandes
    Encontrarem-se uns artigos cujo preço foi concertado, os tais "produtos de beleza, cosmética e higiene pessoal, JNTL Consumer Health Portugal" não prova qua a concertação de preços é algo comum e generalizado, aliás os rankings de supermercados mais baratos publicado pela Proteste, mostra o contrário: 1. os supermercados mais baratos são de grandes cadeias, 2. variam de ano para ano e 3. variam consoante a zona do país. Tenho para mim que tanto a DECO como a sua revista Proteste são entidades credíveis.

    E nem sequer seria preciso nada disso, toda a gente que faz compras sabe que os preços de quase todos os produtos essenciais varia de supermercado para supermercado.


    Você leu a nota, ou nem se deu a esse trabalho antes de comentar?
    A AdC acusa-os de manterem um esquema de concertação de precos durante 15 anos!
    Se têm razão, nao sei mas os tribunais terão de decidir em função da prova que possa ser produzidas pela partes.
    Mas claro, você nao precisa de nada disso. Basta-lhe a sua convicção de que não houve concertação.
    Permita-me uma sugestão: procure a AdC e exponha a sua convicção, provavelmente vai convence-los a admitirem que tudo não passou de um mal entendido, devolvem os 16M€ (o recurso não inibe o pagamento) e ainda pedem desculpa pelo incomodo e já agora a prometerem que não voltam a importunar os senhores com estas manias absurdas de tentarem regular o mercado, para garantir que todos cumprem as regras.
    Quanto a credebilidade da DECO e da Proteste, não é isso que está em causa, até porque o trabalho que fazem é só apontar aos consumidores as soluções mais vantajosas que existem no mercado e não garantir que os operadores estão a cumprir as regras da concorrência, ou será que você não distingue a diferença entre esses dois papeis?
    Meu caro, aceitar que mercados livres são a melhor e mais eficiente forma de organizar o sistema económico, implica garantir que essa liberdade se mantém, o que só se consegue com regulação e não com desregulação. Nem com a fé absoluta na auto-regulacao, que é "música" para os ouvidos de qualquer operador.
    Concordam com este comentário: eu
  5. Colocado por: AMG1A AdC acusa-os de manterem um esquema de concertação de precos durante 15 anos!
    Se têm razão, nao sei mas os tribunais terão de decidir em função da prova que possa ser produzidas pela partes.
    Mas claro, você nao precisa de nada disso. Basta-lhe a sua convicção de que não houve concertação.
    Permita-me uma sugestão: procure a AdC e exponha a sua convicção, provavelmente vai convence-los a admitirem que tudo não passou de um mal entendido,

    Pois, a questão é tal como você diz, é preciso provar em tribunal que houve concertação de preços, não basta a AdC acusar.
    A AdC bem acusa e bem anuncia milhões e milhões de multas, mas depois em tribunal acaba por levar uns tostões:
    https://jornaleconomico.pt/noticias/apenas-27-das-coimas-da-autoridade-da-concorrencia-foram-pagas-desde-2004-623551/
    A minha convicção ou a sua de pouco interessam, quem acusa tem de provar.
  6. Colocado por: J.FernandesNão me vai dizer com que há concertação de preços pois não?
    Mas é claro que não caro J.Fernandes. As coincidências ocorrem mesmo numa área de negócio com “uma enorme concorrência e com margens de comercialização muito apertadas”, e as minhas “figurinhas” são exemplificativas disso mesmo.
  7. Colocado por: AMG1Meu caro, aceitar que mercados livres são a melhor e mais eficiente forma de organizar o sistema económico, implica garantir que essa liberdade se mantém, o que só se consegue com regulação e não com desregulação. Nem com a fé absoluta na auto-regulacao, que é "música" para os ouvidos de qualquer operador.

    Pelo contrário, numa economia como a portuguesa, conhecida pela sua "liberdade económica" e pela falta de concorrência e transparência em tantas áreas, há mais a desregular que a regular.
  8. Colocado por: HAL_9000As coincidências ocorrem mesmo numa área de negócio com “uma enorme concorrência e com margens de comercialização muito apertadas”, e as minhas “figurinhas” são exemplificativas disso mesmo.

    Faça um teste como deve ser: um cabaz de 10 ou 15 produtos essenciais, da mesma marca e compare os preços em vários supermercados. Não vai encontrar dois preços iguais.
    • AMG1
    • 1 agosto 2023
    Colocado por: J.Fernandes
    Pois, a questão é tal como você diz, é preciso provar em tribunal que houve concertação de preços, não basta a AdC acusar.
    A AdC bem acusa e bem anuncia milhões e milhões de multas, mas depois em tribunal acaba por levar uns tostões:
    https://jornaleconomico.pt/noticias/apenas-27-das-coimas-da-autoridade-da-concorrencia-foram-pagas-desde-2004-623551/
    A minha convicção ou a sua de pouco interessam, quem acusa tem de provar.

    Para quem começou por afirmar de forma categórica que não havia concertação entre operadores e atestava isso com o resultado dos testes e estudos da Deco e Proteste. Chegar a esta altura e já reconhecer que perante uma acusação devem ser os tribunais competentes a decidir, só posso reconhecer que fez um longo caminho na direcção certa e congratular-me com isso.
    Agora vamos lá ao artigo cujo link publicou. Se o leu, também viu que a cobrança é parca essencialmente porque a maioria dos processos do periodo em analise ainda decorrem, nomeadamente pendentes de recursos varios, que levam anos (muitos) a decidir. Mas você esperava que isto não fosse assim?
    Claro que as empresas, em caso de condenação, vão recorrer até onde puderem e no fim se percepcionarem que podem perder, nunca arriscam a condenação em definitivo, como se diz no artigo fazem um acordo.
    Era preciso que uma destas empresas tivesse um departamento juridico completamente incompetente para se deixar condenar. O batalhão de advogados das empresas finórias pagas a peso de ouro, estão lá para quê?
    E claro que haverá casos em que as empresas são absolvidas e outros em que até podem ser condenadas mas verem o valor da multa substancialmente reduzido.
    Os tribunais são para isso mesmo e estas empresas mantêm longuissimos contencioso com o estado em multiplos dominios e isso não é nenhum drama, mas o dia-a-dia.
    O nosso problema não esta na existência de litigios, mas na incapacidade da justiça os resolver em tempo útil.
    A ayestar isso basta ver os montantes absolutamente absurdos das multas, que deveria ser um problema para os envolvidos, mas o facto e que ninguém se preocupa com esses montantes "à americana", porque todos sabem que eles vão derimidos na justiça "à portuguesa".
  9. Colocado por: AMG1Para quem começou por afirmar de forma categórica que não havia concertação entre operadores e atestava isso com o resultado dos testes e estudos da Deco e Proteste. Chegar a esta altura e já reconhecer que perante uma acusação devem ser os tribunais competentes a decidir, só posso reconhecer que fez um longo caminho na direcção certa e congratular-me com isso.

    Bem pode usar a sua técnica habitual de distorcer o que os outros dizem, mas o que eu disse foi claro e está escrito lá atrás: para mim é evidente que não há concertação de preços na grande distribuição de forma generalizada e reiterada.

    Obviamente, que neste como em quaisquer outros casos, acho que perante um acusação são os tribunais competentes a decidir. Mas esta afirmação suscita alguma discussão?!
  10. Colocado por: AMG1E claro que haverá casos em que as empresas são absolvidas e outros em que até podem ser condenadas mas verem o valor da multa substancialmente reduzido.

    Essa é que é a diferença que só agora você parece ter dado conta, uma coisa é a AdC acusar, outra é de facto provar-se que houve concertação de preços.
    • AMG1
    • 1 agosto 2023
    Colocado por: J.Fernandes
    Pelo contrário, numa economia como a portuguesa, conhecida pela sua "liberdade económica" e pela falta de concorrência e transparência em tantas áreas, há mais a desregular que a regular.


    Nada mais errado. Esta é a confusão clássica de confundir regulação, com uma burocracia arcaica e ineficiente, destinada em boa parte a manter um conjunto de poderes fatuos, cujo objectivo último e auto preservar-se, sem olhar ao impacto negativo que as suas decisões tem na vida de uma empresa, ou no esforço de um qualquer empreendedor que se vê, quantas vezes, completamente incapaz de agir, perante esses poderes difusos que formalmente valem pouco, mas têm a capacidade de anular qualquer projecto ou ideia, sem se preocuparem com os efeitos das suas decisões, quantas vezes completamente arbitrárias e contrárias ao interesse geral. Disto há muito em Portugal, há mesmo demais.
    Regular é outra coisa, e ter quadro legislativo simples e regras claras, cujo cumprimento seja supervisionado por quem esteja interessado em que projectos e empresas possam ser rentáveis e crescerem, mas dentro desse quadro regulatorio, que deve espelhar aquilo que são as melhores práticas conhecidas. Ora disto, parece-me que há muito pouco em Portugal e devia haver mais. Porque isto era regular o mercado e não atrapalha-lo na persecução dos seus fins.
    Um regulador tem uma missão que não se pode confundir com o interesse concreto do agente económico, mas ele também existe para servir a melhoria do ambiente económico. Em meu entender, o papel do regulador até deveria ser muito mais preventivo do que punitivo, mas eu também não esqueço que estamos em Portugal e por cá o pau costuma ser mais motivador do que a cenoura.
  11. O pingo doce são conhecidos por cobrar mais na caixa pelo os artigos do que o preço anunciado na parteleira no continente são as balanças e os pesos dos produtos aldrabados venha o diabo e escolha
    • AMG1
    • 1 agosto 2023
    Colocado por: J.Fernandes
    Essa é que é a diferença que só agora você parece ter dado conta, uma coisa é a AdC acusar, outra é de facto provar-se que houve concertação de preços.


    Talvez seja melhor reler o que ja escrevemos os dois sobre isto. Daqui a pouco está acusar-me de ter escrito o que você publicou. Acho que já faltou pouco. Eu até admito o consenso, mas não é preciso concordar assim tanto comigo, senão ainda fico com duvidas se não estarei enganado.
  12. Colocado por: AMG1Esta é a confusão clássica de confundir regulação, com uma burocracia arcaica e ineficiente, destinada em boa parte a manter um conjunto de poderes fatuos,

    Não, o problema não é só a burocracia ineficiente, é também um problema de regulação a mais. Dois exemplos:
    - Para que é que serve a ERC? Bem, a gente sabe para o que é que serve, é para tentar condicionar os jornalistas.
    - A regulação das profissões através das Ordens profissionais em Portugal, mais um exemplo de como se tenta regular a mais, motivando até pressões da UE para que as coisas mudem.
 
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