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    • lobito
    • 18 fevereiro 2010 editado

     # 1

    Recebi ontem esta proposta, que me parece muito meritória. Enquanto as políticas vão e vêm, há fogos para apagar.

    Devo dizer que não sei nada sobre os organizadores (a não ser o que se encontra na internet) e portanto não tenho, nem posso oferecer, garantias nenhumas. De qualquer forma, eu por mim estou disposta a arriscar. Não fico mais pobre por isso e para alguns pode ser o balão de oxigénio de que precisam:
  1.  # 2

    Colocado por: lobitoRecebi ontem esta proposta, que me parece muito meritória. Enquanto as políticas vão e vêm, há fogos para apagar.

    Devo dizer que não sei nada sobre os organizadores (a não ser o que se encontra na internet) e portanto não tenho, nem posso oferecer, garantias nenhumas. De qualquer forma, eu por mim estou disposta a arriscar. Não fico mais pobre por isso e para alguns pode ser o balão de oxigénio de que precisam:


    E como pode ter a certesa que nao é uma burla ?
    É quando mais as pessoas necessitam que acontecem as burlas que não lembraria ao diabo.

    Já agora um aparte, e a titulo pessoal, sou contra a tudo o que diz respeito a igreja.
    Vejo sempre um um íman povo pobre/igreja rica.
    Se realmente a igreja quisesse ajudar, era só abrir os cordões aos bolsos. Veja lá quanto nao tinham em aplicações no BPN.

    Quando me refiro à igreja é como entidade e nao as paróquias locais, mas que no fundo é quem sustenta a "casa mãe", é quase como um polvo e os seus tentáculos.
  2.  # 3

    Acho que não é justo estarmos a falar assim da Igreja, quando em muitos pontos de África, e não só, são os ÚNICOS que arriscam estar no meio de nenhures, sujeitos a apanhar uma bala na cabeça, ou uma doença, a tratar daqueles que ninguem mais quer tratar: sida, malária, orfãos de guerra, desmembrados etç.

    Dessas acções da Igreja pucos se lembram, talvez porque já temos a nossa cabeça cheria de "clichés" e juizos preconceituosos...
  3.  # 4

    Colocado por: aprendiz2
    Colocado por: ParamonteAcho que não é justo estarmos a falar assim da Igreja, quando em muitos pontos de África, e não só, são os ÚNICOS que arriscam estar no meio de nenhures, sujeitos a apanhar uma bala na cabeça, ou uma doença, a tratar daqueles que ninguem mais quer tratar: sida, malária, orfãos de guerra, desmembrados etç.

    Dessas acções da Igreja pucos se lembram, talvez porque já temos a nossa cabeça cheria de "clichés" e juizos preconceituosos...


    mas também só por isso porque de resto deixam muito a desejar.

    esses sim sujeitam-se a tudo...enquanto os daqui (bons carros e boas casas)


    Esse "só", já é muito mais do que aquilo que você ou eu estamos dispostos a fazer para ajudar quem precisa.
  4.  # 5

    Acho boa ideia, desde que as famílias que vão ser ajudadas deêm alguma coisa em troca - por exemplo, limpar o jardim de uma das pessoas que contribuem, uma vez por mês, ir buscar o filho de outra à escola, fazer recados, limpezas, etc. Têm, na minha opinião, que merecer os 25€ ou mais, com que cada pessoa contribuirá, desde que não tenham impedimentos físicos, naturalmente.
    •  
      MRui
    • 19 fevereiro 2010

     # 6

    Colocado por: ParamonteAcho que não é justo estarmos a falar assim da Igreja

    Ah, se todos os padres fossem assim... andava tudo direito!
  5.  # 7

    Colocado por: lobitoRecebi ontem esta proposta, que me parece muito meritória. Enquanto as políticas vão e vêm, há fogos para apagar.

    Devo dizer que não sei nada sobre os organizadores (a não ser o que se encontra na internet) e portanto não tenho, nem posso oferecer, garantias nenhumas. De qualquer forma, eu por mim estou disposta a arriscar. Não fico mais pobre por isso e para alguns pode ser o balão de oxigénio de que precisam:


    Não se fica mais pobre por doar 25 euros todos os meses durante 1 ano? Bem... depende da situação económica. Se for um rico a doar, acredito que não fique mais pobre, se for um remediado, irá ficar mais pobre.
    É bom para quem pode. E se se confirmar que não é vigarice.

    O nome da família a apoiar é confidencial, para respeitar o seu direito à intimidade e à privacidade.


    ah tá... cada pessoa vai dar 300 euros e nem sequer sabe para onde está a ir o dinheiro, só sabem que é para uma família. Muito vago.

    Eu não vou fazer parte disso. Mas li o texto todo.
  6.  # 8

    posso estar a ser injusto, mas nunca achei bem a caridade, acho que qualquer coisa na linha do que disse o J.Fernandes, tem mais lógica. Alias tem mais sentido de uma integração na sociedade e activar circuitos de interação na economia social do que sentido de exclusão e como paliativo tal como esta proposta se apresenta.
    •  
      FD
    • 19 fevereiro 2010

     # 9

    Colocado por: marco1posso estar a ser injusto, mas nunca achei bem a caridade, acho que qualquer coisa na linha do que disse o J.Fernandes, tem mais lógica. Alias tem mais sentido de uma integração na sociedade e activar circuitos de interação na economia social do que sentido de exclusão e como paliativo tal como esta proposta se apresenta.

    Há um filme do Buñuel muito interessante a respeito de caridade... Viridiana.
    Ettore Scola também tem outro muito interessante a respeito de "pobres": Brutti, Sporchi e Cattivi.
  7.  # 10

    Colocado por: FDHá um filme do Buñuel muito interessante a respeito de caridade... Viridiana.
    Ettore Scola também tem outro muito interessante a respeito de "pobres": Brutti, Sporchi e Cattivi.

    è lá, um cinéfilo escondido? Grandes filmes.

    Vou deixar uma opinião muito dura sobre caridades. Como sabem o Alentejo é da regiões que mais sofre com o desemprego. Como alguns sabem, temos várias obras nesse Alentejo mais profundo onde já pouco resta.

    O único homem que consegui-mos contratar foi o marido de uma funcionária do IEFP, que quando pedimos homens, disse logo: O meu marido vai, já estou farta de o ter em casa e o fundo de desemprego está a acabar. De resto? mandámos de Lisboa.
    • becas
    • 19 fevereiro 2010

     # 11

    As generalizações são, infelizmente, muito redutoras. Dão jeito ("a Igreja é rica", "os pobres que trabalhem, que eu também trabalho", "isso da caridade é uma vigarice", etc), mas esquecem-se de olhar para o concreto, para o individual, enfim, para o humano.
    Penso que esta iniciativa é genuína porque me lembro de ter ouvido falar sobre isto numa reportagem na TV. Obviamente que preciso de mais informações, mas sou capaz de aderir, sim. Penso que muito pouca gente imagina a quantidade de famílias em Portugal que passa fome. Fome, sim, da verdadeira. Negar isto é confortável, mas a verdade é que estas famílias sobrevivem muitas vezes á custa desses pequenos donativos que muitos desprezam e minimizam...
    Desculpem lá o tom moralista...mas pensamos sempre nos pobrezinhos de África e a miséria (envergonhada) está mesmo á nossa porta...
  8.  # 12

    Há pessoas que simplesmente não querem trabalhar e preferem viver dos subsídios.
    Esta proposta lembra-me outro subsídio durante 1 ano a várias famílias, para ficarem em casa e não fazerem nenhum. Tudo na mesma.
  9.  # 13

    Colocado por: becasAs generalizações são, infelizmente, muito redutoras. Dão jeito ("a Igreja é rica", "os pobres que trabalhem, que eu também trabalho", "isso da caridade é uma vigarice", etc), mas esquecem-se de olhar para o concreto, para o individual, enfim, para o humano.
    Penso que esta iniciativa é genuína porque me lembro de ter ouvido falar sobre isto numa reportagem na TV. Obviamente que preciso de mais informações, mas sou capaz de aderir, sim. Penso que muito pouca gente imagina a quantidade de famílias em Portugal que passa fome. Fome, sim, da verdadeira. Negar isto é confortável, mas a verdade é que estas famílias sobrevivem muitas vezes á custa desses pequenos donativos que muitos desprezam e minimizam...
    Desculpem lá o tom moralista...mas pensamos sempre nos pobrezinhos de África e a miséria (envergonhada) está mesmo á nossa porta...


    Existe o banco alimentar contra a fome e outras instituições para as quais as pessoas podem contribuir. Ou então fazer um trabalho de campo. Procurar pessoas em condições miseráveis e "adoptá-las", ajudá-las com alguma coisa.
    Agora, mesmo que a proposta seja verdadeira e não uma vigarice, quem vai ajudar com 300 euros, não sabe para quem vai o dinheiro, só sabe que é para uma família. E sabemos lá nós da situação dessa família que estamos a ajudar. Passarão mesmo dificuldades? Não podem trabalhar por qualquer impedimento físico? Não se vai saber quem são realmente as pessoas que "vamos" ajudar.
    Ainda bem que há pessoas que podem ajudar, eu pessoalmente não posso. E se pudesse, escolheria outros alvos.
    • becas
    • 19 fevereiro 2010

     # 14

    Colocado por: MartaDHá pessoas que simplesmente não querem trabalhar e preferem viver dos subsídios.
    Esta proposta lembra-me outro subsídio durante 1 ano a várias famílias, para ficarem em casa e não fazerem nenhum. Tudo na mesma.


    Pois há. Mas por causa desses subsídios há famílias se recompõem, há crianças que vão à escola, há comida na mesa onde antes não havia.
    Mas vá dizer à grande maioria dos desempregados que não trabalha porque não quer. Na minha cidade, hoje, vão mais 150 para casa, numa região sem indústria nem perspectivas de desenvolvimento. Ah, pois, que se desenrasquem...
    A Cáritas local diz que nunca viu tanta miséria como agora. Os pedidos de ajuda aumentaram 50%. Há pessoas que dependem dos cabazes alimentares para dar aos filhos algo que comer. Mas tudo isto está tão longe do nosso mundo, não é?
  10.  # 15

    há alguns anos atrás ouvi uma noticia interessante que era qq coisa assim: uma pessoa a quem saiu um prémio grande numa lotaria qq, optou por não dar donativos a nenhuma instituição e em vez disso, foi porta a porta dar pessoalmente dar um donativo a determinadas famílias.
    Se formos a ver bem, em Portugal, existem tantas instituições de caridade e tantos milhões na santa casa da misericórdia, que não se percebe até como ainda existem pessoas tão carenciadas no nosso pais.
    • becas
    • 19 fevereiro 2010

     # 16

    Colocado por: marco1há alguns anos atrás ouvi uma noticia interessante que era qq coisa assim: uma pessoa a quem saiu um prémio grande numa lotaria qq, optou por não dar donativos a nenhuma instituição e em vez disso, foi porta a porta dar pessoalmente dar um donativo a determinadas famílias.
    Se formos a ver bem, em Portugal, existem tantas instituições de caridade e tantos milhões na santa casa da misericórdia, que não se percebe até como ainda existem pessoas tão carenciadas no nosso pais.


    Está no gozo, não está? Onde é que quer chegar? Que não há pobreza em Portugal?
  11.  # 17

    Colocado por: becas
    Colocado por: MartaDHá pessoas que simplesmente não querem trabalhar e preferem viver dos subsídios.
    Esta proposta lembra-me outro subsídio durante 1 ano a várias famílias, para ficarem em casa e não fazerem nenhum. Tudo na mesma.


    Pois há. Mas por causa desses subsídios há famílias se recompõem, há crianças que vão à escola, há comida na mesa onde antes não havia.
    Mas vá dizer à grande maioria dos desempregados que não trabalha porque não quer. Na minha cidade, hoje, vão mais 150 para casa, numa região sem indústria nem perspectivas de desenvolvimento. Ah, pois, que se desenrasquem...
    A Cáritas local diz que nunca viu tanta miséria como agora. Os pedidos de ajuda aumentaram 50%. Há pessoas que dependem dos cabazes alimentares para dar aos filhos algo que comer. Mas tudo isto está tão longe do nosso mundo, não é?


    Só sendo longe do seu mundo.
    Porque está bem perto do meu.

    O que eu disse foi que muita gente se encosta aos subsídios de desemprego ou ao RSI e mesmo que encontrem trabalhos, recusam-nos. Eu disse, muita gente. Não toda a gente.
    • becas
    • 19 fevereiro 2010

     # 18

    Colocado por: MartaD
    Colocado por: becasAs generalizações são, infelizmente, muito redutoras. Dão jeito ("a Igreja é rica", "os pobres que trabalhem, que eu também trabalho", "isso da caridade é uma vigarice", etc), mas esquecem-se de olhar para o concreto, para o individual, enfim, para o humano.
    Penso que esta iniciativa é genuína porque me lembro de ter ouvido falar sobre isto numa reportagem na TV. Obviamente que preciso de mais informações, mas sou capaz de aderir, sim. Penso que muito pouca gente imagina a quantidade de famílias em Portugal que passa fome. Fome, sim, da verdadeira. Negar isto é confortável, mas a verdade é que estas famílias sobrevivem muitas vezes á custa desses pequenos donativos que muitos desprezam e minimizam...
    Desculpem lá o tom moralista...mas pensamos sempre nos pobrezinhos de África e a miséria (envergonhada) está mesmo á nossa porta...


    Existe o banco alimentar contra a fome e outras instituições para as quais as pessoas podem contribuir. Ou então fazer um trabalho de campo. Procurar pessoas em condições miseráveis e "adoptá-las", ajudá-las com alguma coisa.
    Agora, mesmo que a proposta seja verdadeira e não uma vigarice, quem vai ajudar com 300 euros, não sabe para quem vai o dinheiro, só sabe que é para uma família. E sabemos lá nós da situação dessa família que estamos a ajudar. Passarão mesmo dificuldades? Não podem trabalhar por qualquer impedimento físico? Não se vai saber quem são realmente as pessoas que "vamos" ajudar.
    Ainda bem que há pessoas que podem ajudar, eu pessoalmente não posso. E se pudesse, escolheria outros alvos.


    Diga que não quer e tem todo o direito a isso. Não diga que não pode. Claro que pode, se quisesse. Estamos num fórum onde as pessoas revelam muito do seu estilo de vida.
  12.  # 19

    Colocado por: becas
    Colocado por: MartaD
    Colocado por: becasAs generalizações são, infelizmente, muito redutoras. Dão jeito ("a Igreja é rica", "os pobres que trabalhem, que eu também trabalho", "isso da caridade é uma vigarice", etc), mas esquecem-se de olhar para o concreto, para o individual, enfim, para o humano.
    Penso que esta iniciativa é genuína porque me lembro de ter ouvido falar sobre isto numa reportagem na TV. Obviamente que preciso de mais informações, mas sou capaz de aderir, sim. Penso que muito pouca gente imagina a quantidade de famílias em Portugal que passa fome. Fome, sim, da verdadeira. Negar isto é confortável, mas a verdade é que estas famílias sobrevivem muitas vezes á custa desses pequenos donativos que muitos desprezam e minimizam...
    Desculpem lá o tom moralista...mas pensamos sempre nos pobrezinhos de África e a miséria (envergonhada) está mesmo á nossa porta...


    Existe o banco alimentar contra a fome e outras instituições para as quais as pessoas podem contribuir. Ou então fazer um trabalho de campo. Procurar pessoas em condições miseráveis e "adoptá-las", ajudá-las com alguma coisa.
    Agora, mesmo que a proposta seja verdadeira e não uma vigarice, quem vai ajudar com 300 euros, não sabe para quem vai o dinheiro, só sabe que é para uma família. E sabemos lá nós da situação dessa família que estamos a ajudar. Passarão mesmo dificuldades? Não podem trabalhar por qualquer impedimento físico? Não se vai saber quem são realmente as pessoas que "vamos" ajudar.
    Ainda bem que há pessoas que podem ajudar,eu pessoalmente não posso. E se pudesse, escolheria outros alvos.


    Diga que não quer e tem todo o direito a isso. Não diga que não pode. Claro que pode, se quisesse. Estamos num fórum onde as pessoas revelam muito do seu estilo de vida.


    Posso? Como me diz que posso? Sabe alguma coisa da minha vida além deste fórum?
    Não posso mesmo :) 25 euros é metade do que eu gasto em supermercado por semana (sim, gasto 50 euros por semana para 3 pessoas). E por isso faz-me imensa falta.


    Eu disse, mesmo que pudesse, não ia ajudar esta causa, ajudava outras. E ajudava os animais que tanto amo.
  13.  # 20

    becas

    não brinco com coisas sérias, o que disse é a minha opinião sobre um assunto muito delicado e embora possa a estar a generalizar, acho que em portugal a caridade é um modo de vida para muitos que a fazem e para muitos que a recebem e a meu ver é um sistema estático na maioria dos casos.
 
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