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  1.  # 201

    Há alguma hipótese de tirarem isso sem partir e porem a bom recato durante um mês?
  2.  # 202

    Colocado por: lobitoHá alguma hipótese de tirarem isso sem partir e porem a bom recato durante um mês?

    Moça. é um concurso público. A abertura do concurso é só daqui a um mês e o inicio de obra só deve ser daqui a 1 ano. Por isso, não faço a menor ideia
  3.  # 203

    Ah bom, então ainda tenho tempo... ;-) Pensei que já estavam de camartelo na mão.
  4.  # 204

    PauloCorreia, obrigada por se ter lembrado de nós..e agora aqui ficamos com isso na cabeça a remoer.

    Sugiro que ao candidatar-se ao concurso, faça uma declaração em que se for o Paulo a ganhar, todas as peças antigas ficarão a salvo.
    Só por dizer isso acho que merecia ganhar.
    E depois oferecia-nos estas "coisas".

    (Claro que estou a ser utópica)
  5.  # 205

    Estou a ver que se trabalhassem nesta área, morriam do coração rapidamente

    E só para remoerem a sério: O lava-louça apresenta todos os sinais das milhares de peças de loiça que foram lá lavadas. Conhece aqueles degraus gastos ao centro por milhares de pés que por lá passaram?? Isso sim, são antiguidades, não aquelas de museu muito bonitinhas e bem preservadas, mas aquelas que nos recordam as pessoas que as usaram. Imagino sempre as mulheres a lavarem a loiça e pessoas a subir e a descer escadas
    • lobito
    • 5 março 2010 editado

     # 206

    Isso a mim não me incomoda nada, antes pelo contrário. Já me incomoda um pouco pensar na quantidade de pratos que eu partiria numa pia dessas! É que acho que não posso ficar à espera, se não arriscava ter de comprar louça de 6 em seis meses.

    Já agora, acho que o FD devia abrir um tópico para só para o Paulo Correia, estilo: amanhã às 7h30 em tal sítio, quem quer ir buscar uma pia de mármore de 200kg, ou uma grade de ferro de 20kg, etc. É pegar ou largar!

    Agora a sério, isto está mesmo a pedir um site destes:

    http://www.salvo.co.uk/suffolk/directory.html

    Até a PJ podia lá anunciar, como estes!
  6.  # 207

    Esse lava loiças dá um belo lavatório : )). Lembre-se sempre de nós Paulo Correia! Nós agradecemos, hehehe.
  7.  # 208

    Lindas, por muito que eu gostasse, nada feito

    Eu vejo as obras em fase de orçamento, quando chega a altura de começar a partir, só me lembro de casos muitos especiais e só se consegue salvar alguma coisa se os interessados lá forem desmontar. Hoje me dia, as pessoas querem ofertas mas querem que as levem a casa e se monte.

    E a quantidade de m2 de tecto falso em quadricula de 60x60cm que já vi mandar para o lixo? Em excelente estado de conservação. Vidros? 10 montras de loja e tivemos de os partir. Divisórias de escritórios? Mobiliário de lojas, tipo estantes e armários? Chegámos a ter o nosso escritório cheio disso, até os cortinados se aproveitaram

    A única que me safei, foi uma vez que num sábado à noite (dass) me telefonam para levar 2 rolos de tela a uns espanhóis que estavam a substituir um pavimento de madeira..

    Furioso, lá fui a maldizer os espanhóis, a minha mulher satisfeitissima e desconfiadissima e quando lá chego, vejo 200m2 de pavimento em carvalho maciço de 22mm no lixo. Ás 2 da manhã, contracto 2 romenos que andavam na rua para me ajudar a carregar o pavimento (chegámos a acordo em eu pagar com 30m2 para casa deles) e toca a fazer viagens entre a margem Sul e o nosso armazém.

    O problema foi explicar à minha mulher, o que raio tinha andado a fazer uma noite inteira de sábado para domingo só chegando a casa à 8 da manhã

    Estas portas estavam previsto no projecto inicial a sua remoção para o lixo e a sua substituição por portas novas de madeira de garapa. Se por acaso, assim fosse, já estava "previsto" irmos buscá-las e aproveitá-las. Acabei a falar com a arquitecta responsável, que fez uma cara de horror e disse "era o que mais faltava, não é isso que estava previsto, já vou ver isso". Mulherão de um raio (e gira ainda por cima), as portas salvaram-se e foram recuperadas.
    • lobito
    • 5 março 2010 editado

     # 209

    É, já vi uns vídeos impressionantes na América, em que as pessoas largam as casas que não conseguem pagar, às vezes saindo porta fora deixando tudo, fotografias, bonecas, etc. Depois há umas empresas contratadas pelos bancos para esvaziar as casas, mas é praticamente impossível coordenar isso com obras de caridade, por exemplo, porque é tudo ao minuto e ou estão lá para levar as coisas na altura certa, ou não há nada para ninguém. É uma dor de alma.

    Pode ser que um dia destes alguém se dedique A SÉRIO a este negócio. Mas claro, é precio massa crítica suficiente no mercado.
  8.  # 210

    Ai que dor!
    Enfim, mas percebo perfeitamente o Paulo Correia. A minha empresa é pequenina e temos tempo para escolher peças antes de começar a partir...Mas já tive casos em que deitei for muitas portadas e janelas, pias e torneiras, madeiras etc por não ter nem sitio para as guardar e porque as pessoas que estavam interessadas em ficar com as coisas queriam que lhas fossemos pôr à porta... O que menos me doeu deitar fora, aliás partir, foi um Jacuzzi novo em folha, ainda com os plásticos originais que estava montado num terraço nas Laranjeiras virado a Norte. Decidimos não inclui-lo no projecto e foi um bico de obra para o tirar de lá...
    • AnaT
    • 7 março 2010

     # 211

    Depois de ler os últimos tópicos e com a tendência que eu já tenho para vasculhar os contentores do lixo das obras, quem é que se quer associar para alugar um armazém?

    O problema vai ser dividir o "espólio"...

    O Paulo tem razão.
    Se eu trabalhasse na sua empresa dava em doida num instantinho (ou já estava a dormir numa rede pendurada na varanda ou coisa assim - para ter espaço para os "achados").

    Conto-vos só mais uma história de arrepiar.

    Conhecem, concerteza, aqueles antigos frascos de mercearia onde se guardavam os rebuçados(como o da foto)...

    Bom, havia um com dois andares numa tasca perto duma casa onde morei. Estava sempre vazio, tinha um dos frascos partido.
    Um dia perguntei-lhe se não queria vender.
    Que não. Que era uma peça muito antiga e muito valiosa.
    Que nem pensar.
    Nem um ano depois tinha trespassado ou vendido a tasca e os bons dos frascos estavam no lixo. Partidos. Todos.
    Então não é de partir o @*'@#* do energúmeno?????
      Frasco1.jpg
  9.  # 212

    Não me esqueci de vocês. Estes pobres vão ser mesmo demolidos, mas não será nesta ninhada
      IMG_4059.jpg
  10.  # 213

    :-( Coitadinhos! Tem que arranjar uma casinha para eles!
  11.  # 214

    e espero vir a arranjar. Uma de 850.000€ mas só 1 ano depois
  12.  # 215

    Paulo Correia,
    Vão deitar abaixo esta casa?
  13.  # 216

    Estes ainda se safaram, mas o poiso para os manos deste ano já não existe:
      20090501-IMG_1047.jpg
  14.  # 217

    Colocado por: CMartinVão deitar abaixo esta casa?

    Sim e não é uma, serão 2

    O projecto prevê uma nova construção mantendo o aspecto original
  15.  # 218

    Paulo Correia,
    Imagino que a original já não apresente condições que permita subsistir, se não, não se deitaria abaixo o original para constuir de novo mantendo o aspecto original(?) No meio, perdeu-se o cheiro, o charme, a história. It will never be the real thing.
  16.  # 219

    Não me bata, por favor

    Compreendo tudo o que diz, mas eu apenas executo, não tenho qualquer poder de decisão nessas coisas.

    E profissionalmente preferia que mantivessem. Enquanto num concurso de restauro ou reabilitação, tenho 4/5 concorrentes e sou um adversário muito perigoso, num concurso, que na prática é uma obra nova, as minhas possibilidades são escassas, muito escassas. Tão escassas que raramente concorro
  17.  # 220

    Claro que a culpa não é sua! É de quem quer a obra obviamente.
    Não vejo mal nenhum em querer-se uma edificação nova, não vejo é porque querer uma edificação nova onde está uma velha (que pode fascinantemente transformar-se em antiga).
    Pelo lado positivo, quando quase não houver casas antigas, e pela lógica (se é que ela ainda existe), então daremos o devido valor.
    Voltando à história da comparação com o produtos gourmet, o que faz com que um produto gourmet seja tão procurado é o facto de que as pessoas querem a diferença, querem produtos não massificados, por elas próprias gostarem de se sentir diferentes, especiais. Estou crente que com as casas se passará o mesmo. Quereremos ser diferentes pelas casas que temos.
    Hoje em dia o destaque aos olhos das massas vai para as casas de arquitectura modernaça, a pujança que tem uma casa assim..mas quando estas se tornarem absolutamente vulgares, quem sabe voltaremos um pouco atrás e ainda possamos reconhecer o cachet de uma casa antiga. Mas se calhar nunca será assim, e as massas, na qual me incluo, na generalidade nunca as apreciarão e serão sempre "gourmet" apenas e só para quem viver numa destas casas antigas nos faz sentir especiais.
    É como saborear uma pétala de rosa, o mais provável é que genericamente não faça sentido nenhum ao substituir o pepino na salada.
 
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