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  1.  # 281

    Colocado por: PauloCorreiaE já pensou em portas novas em madeiras?

    Desculpe não vi as anteriores mensagens, nem sua nem da Lobito.
    Qual a vantagem das novas à mesma em madeira em vez de recuperar as minhas antigas que também são em madeira?
  2.  # 282

    Colocado por: lobitoQuando fui à Maciça ver janelas, eles disseram-me que dão 5 anos de garantia quanto às pinturas, mas que normalmente duram muito mais (que é a ideia que eu tenho das janelas pintadas de fábrica aqui na Bélgica). Para os mecanismos, acho que a garantia são 10 anos.


    Lobito, acho que se me lembro bem as da Kommerlig têm 10 anos de garantia, para os mecanismos não me lembro.
  3.  # 283

    Aqui ando eu com mais um trabalho de pesquisa (se manter as minhas portas antigas em madeira ou se as substituir por novas em pvc ou alumínio).
    É difícil tomar decisões. Decisões, decisões.

    E depois de muito falar sozinha decidi. E decidid por manter as minhas portinhas antigas originais.
    As portadas que estão em pior estado vou mandar fazer novas em madeira maciça igausi às antigas.
    O portão de entrada, grande, também em madeira maciça, também optei por mandar restaurar. E a portinha da casinha de lenha igual.
    Estou satisfeita com a minha decisão.

    Agora vou precisar de alguem que me faça bem o trabalho.
    :o)
  4.  # 284

    Diz ainda:
    "P. A degradação ou a má conservação não são boas razões para se substituir uma porta ?
    R. Geralmente não. Normalmente só está afectada uma pequena área, tal como a base da porta que pode estar apodrecida. Um carpinteiro competente irá, em muitos casos, ser capaz de a emendar com madeira nova bem seca, a condizer. É prudente o uso de madeira duplamente tratada por vácuo onde exista uma certa probabilidade de futuras penetrações de humidade e de apodrecimento. Áreas menores de degradação podem ser simplesmente preenchidas. É importante, claro, tratar-se primeiro da causa de qualquer degradação activa – por exemplo, uma caleira rota ou um remate da alvenaria, em chumbo, defeituoso."

    Decisões, decisões.
    E um carpinteiro competente que o faça quando eu conseguir tomar a decisão.
  5.  # 285

    "Reabilitação de edificios tradicionais (1)" de João Guerra

    Por outro lado, no documento do link em cima, muito interressante também, lá vem a história, por um lado, da importância de salvaguardar o património, e por outro lado, da vida moderna que impõe outras exigências de habitabilidade, como o conforto, etc., e como isso pode ser conseguido também em edifícios antigos com a aplicação das novas tecnologias e materiais.

    Decisões!
  6.  # 286

    E sobre o meu recém colocado chão, em pinho, conforme o original, resta-me ainda esta frase no pensamento:
    "Olá boa tarde. Não precisa de retirar essas pranchas, tem solução. No entanto vai ter de afagar e envernizar sempre tudo para ficar igual."
    desta conversa https://forumdacasa.com/discussion/4205/soalho-de-pinho/#Comment_36522

    ...porque embora me tenha sido informado por quem fez a obra que passados 2,3 meses o pinho escureceria, e estes ainda não terem passado, não sei se não tenho sérias duvidas que isso vá acontecer (escurecer ao mesmo ou parecido tom do pinho velho).
  7.  # 287

    "Aqui ando eu com mais um trabalho de pesquisa (se manter as minhas portas antigas em madeira ou se as substituir por novas em pvc ou alumínio).
    É difícil tomar decisões. Decisões, decisões."

    E depois de muito falar sozinha decidi. E decidid por manter as minhas portinhas antigas originais.
    As portadas que estão em pior estado vou mandar fazer novas em madeira maciça iguais às antigas.
    O portão de entrada, grande, também em madeira maciça, também optei por mandar restaurar. E a portinha da casinha de lenha, idem.
    Estou satisfeita com a minha decisão.
    Agora vou precisar de alguem que me faça bem o trabalho.
    :o)
  8.  # 288

    Era uma casa muito engraçada
    Não tinha tecto, não tinha nada
    Ninguém podia entrar nela, não
    Porque na casa não tinha chão
    Ninguém podia dormir na rede
    Porque na casa não tinha parede
    Ninguém podia fazer pipi
    Porque penico não tinha ali
    Mas era feita com muito esmero
    Na rua dos Bôbos, número zero.

    Vinicius de Moraes
      ExterioresPatio.JPG
  9.  # 289

    E não é que encontrei a coisa mais engraçada. Eu já sabia que a estrada onde se encontra a minha casa era problemática por ser muito estreitinha, mas é tanto que os camionistas já se avisam uns aos outros do perigo. Encontrei este filme
    http://s251.photobucket.com/albums/gg290/toupeira228/?action=view¤t=HPIM0140.flv

    neste forum http://www.vilarformoso.com/SMF/index.php?topic=3725.0.
    Uma das casas a subir, à direita, das últimas que aparece na filmagem, branca com risca azul é a minha.
    Fico contente que os motoristas de pesados se alertem uns aos outros para não lá passar, sempre são menos uns riscos que fazem na casa!
    Vejam a curva que eles fazem rentinho à casa..é assustador!
  10.  # 290

    Caros foristas li atentamente os comentários mas não encontrei resposta para o meu caso.

    Possuo uma casa com 100 m2 no centro histórico de uma Vila Alentejana. A casa esteve alugada diversos anos mas agora os inquilinos saíram e a casa está bastante degradada. Eu não vivo nela nem irei viver e estava a pensar recuperá-la para arrendar posteriormente com as melhores condições possíveis.

    A minha questão é: que apoio (nome do apoio) e tipo ou modalidade destes apoios posso me candidatar? Alguém me pode ajudar a responder a esta questão?

    O Recria penso não se enquadrar neste caco e o Solarh tão pouco...existe algum outro que se enquadre neste meu caso?

    Obrigado.

    Cumprimentos, Pedro Fernandes
  11.  # 291

    Olá Pedro Fernandes

    Por que diz que o programa RECRIA não se aplica ao seu caso? Já foi consultar a autarquia em questão para saber se pode beneficiar?

    De todos os modos "poderão beneficiar dos incentivos previstos neste regime as obras a realizar em edifícios que tenham pelo menos uma fracção habitacional cuja renda tenha sido objecto de correcção extraordinária nos termos da Lei n.º 46/85, de 20 de Setembro.

    Podem cadidatar-se os senhorios e proprietários de fogos, cuja renda tenha sido objecto de correcção extraordinária.
    São comparticipáveis pelo RECRIA, fogos e partes comuns de prédios em que pelo menos um fogo tenha sido objecto de correcção extraordinária nos termos da Lei n.46/85, de 20 de Setembro, onde se procedam a:

    • Obras de conservação ordinária;
    • Obras de conservação extraordinária;
    • Obras de beneficiação, que se enquadrem na lei geral ou local e se tornem necessárias para a concessão de licença de utilização."
    Informação recolhida do site do IHRU.

    Procure informar-se na sua autarquia ou tentar colocar a questão a pessoas que possam ter beneficiado do programa. As SRU's também podem ser uma boa opção para recolher informações (apesar de julgar não existir nenhuma no Alentejo!)

    Apesar de não ser muito o dinheiro que disponibilizam, sempre é bom.

    Atentamente
    Hermenegildo
    • LuB
    • 19 abril 2010

     # 292

    Por que diz que o programa RECRIA não se aplica ao seu caso? Já foi consultar a autarquia em questão para saber se pode beneficiar?


    O programa RECRIA não se aplica, neste caso, porque, segundo creio a casa nem sequer está alugada. Penso que só os proprietários que recebem rendas antigas podem beneficiar.

    Cumprimentos
    L. Bartolomeu
  12.  # 293

    plavadinho,
    Penso que no seu caso, não existirá nenhum programa específico, como para o meu (proprietários de casas históricas/antigas ou de casas em centos históricos) também não existe genericamente (em casos especificos, caso a caso, há que contactar talvez a Câmara local, pode haver).

    Por outro lado, já ouvi dizer que existe algum tipo de incentivo de redução no IVA:
    "A escolha desta casa, também foi pelo facto de estar localizada no coração de Lisboa. "Gosto particularmente dos centros históricos. Habitar em zonas com mais de 200 ou 300 anos é um gosto especial. Mudo muitas vezes de casa, mas sempre nos centros históricos. Estes bairros têm as suas evoluções a um ritmo natural, sem pressas. E aqui podemos viver no antigo dentro do moderno. Gosto do antigo e gosto de preservá-lo", adianta.
    Considera que as autoridades licenciadoras deviam criar mais incentivos à recuperação de edifícios e ao investimento nos bairros históricos. "Já existem alguns apoios na redução do IVA mas diria mais no timing das aprovações. Não só serem mais rigorosas como mais rápidas nas aprovações de projectos de recuperação. Também devia existir algum incentivo para que as pessoas venham viver para estes locais. Apesar de tudo, Lisboa já está no bom caminho". "
    Fonte:http://aeiou.bpiexpressoimobiliario.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ei.stories/35885
  13.  # 294

    IVA e IMI mais baixos para convencer proprietários a avançar com reabilitação (notícia de 2007..)
    Reabilitação urbana vai ter incentivos fiscais.
    (...)Reconhecendo a ineficácia dos vários programas de apoio à reabilitação actualmente existentes, o Governo espera, com este Regime de Apoio Extraordinário à Reabilitação Urbana, promover “a conservação e a recuperação do património edifi cado”, possibilitando “a valorização das áreas urbanas delimitadas, fomentando uma actuação em parceria entre o Estado e os municípios e procurando inverter situações de degradação de zonas e centros históricos”. Entre os incentivos fiscais a conceder incluem-se a tributação à taxa reduzida de IVA das “empreitadas de construção, reconstrução, beneficiação ou conservação de imóveis”, a isenção (total ou parcial, consoante os casos) do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), por um período que pode chegar até aos dez anos, para “os prédios urbanos abrangidos por este regime de apoio extraordinário, independentemente da natureza jurídica do seu proprietário”, assim como a isenção de IRC sobre os rendimentos obtidos por Fundos de Investimento Imobiliário a constituir, desde que pelo menos 75 por cento dos seus activos sejam bens imóveis sujeitos a acções de reabilitação. É igualmente consagrada a tributação em IRS ou IRC, à taxa especial de dez por cento, dos rendimentos respeitantes a unidades de participação nos mesmos fundos, colocados à disposição dos respectivos titulares e do saldo positivo entre as mais-valias e as menos-valias, resultantes da alienação de unidades de participação.
    De acordo com a proposta de Orçamento de Estado para 2008, este regime de apoios abrange os imóveis que se encontrem arrendados e sejam passíveis de actualização faseada de rendas, ou aqueles que se encontrem localizados em áreas que sejam “delimitadas como áreas de reabilitação urbana correspondentes a áreas urbanas caracterizadas por uma forte concentração de edifícios degradados ou obsoletos”, conforme os critérios estipulados pelo próprio OE.
    Além deste regime extraordinário, o Executivo de José Sócrates tem outras medidas em agenda para “relançar a política de reabilitação urbana”. Já no próximo ano, deverá ser aprovado o novo regime jurídico da reabilitação urbana – que tem
    no programa de apoio PROREABILITA uma das faces mais visíveis – e “aperfeiçoado” o actual modelo das Sociedades de Reabilitação Urbana (SRU). O OE para 2008 consagra uma verba de 200 milhões de euros (de um bolo de 400 milhões de
    euros, que resulta da contracção de um empréstimo do IHRU junto do Banco Europeu do Investimento) para fi nanciar estas sociedades e ajudar na recuperação do parque habitacional degradado.
    Plano estratégico
    No domínio da habitação, e além da continuação dos programas de realojamento e da implementação do novo Programa de Financiamento para Acesso à Habitação (PROHABITA) e da iniciativa Porta 65, o Governo espera aprovar e implementar o Plano Estratégico da Habitação 2007-2013, que deverá “defi nir as orientações para a formulação, execução, monitorização e avaliação de políticas habitacionais”, pode ler-se na proposta de OE.
    É ainda intenção do Executivo desenvolver o Portal da Habitação e criar o Observatório da Habitação e da Reabilitação Urbana, que estava inicialmente agendado para este ano.

    Fonte: http://www.publico.clix.pt/Homepage/Includes/Imobiliario/imob/Imobiliario.pdf
  14.  # 295

    Ainda sobre os incentivos para recuperação de casas antigas, lendo esta discussão
    https://forumdacasa.com/discussion/2677/casa-velha-de-pedra-ha-apoios-para-remodelacao/

    E chegamos à conclusão que, de concreto e que valha a pena o esforço (burocrático e financeiro) de se recorrer a algum apoio, muito provavelmente, ainda não existe grande coisa.
    • LuB
    • 19 abril 2010 editado

     # 296

    chegamos à conclusão que, de concreto e que valha a pena o esforço (burocrático e financeiro) de se recorrer a algum apoio, muito provavelmente, ainda não existe grande coisa.

    Existem esses apoios e pode-se realmente recorrer a eles, pese embora o endividamento das câmaras, e a burocracia desses processos, que deixam o dono da obra no fim do trabalho, mais velho e arruinado que a própria obra ;))))
    Mas adiante: neste momento é o que há e, mais vale uma ajuda que nada!

    Agora deixe que lhe diga...
    Não é esse o caminho a seguir na reabilitação urbana:
    Enquanto não alterarem a legislação no que toca aos arrendamentos antigos, pouca gente terá coragem de se meter à obra. Este é um problema complexo, dadas as implicações sociais que tem, estamos a lidar com uma área explosiva por causa do direito à habitação.
    Mesmo assim, no futuro será esse o caminho: alterar legislação, cuidar das implicações socio-económicas dessa alteração e em seguida faze-la cumprir, (o que agora não acontece!)

    Reabilitar apenas uma casa ou apartamento já é caro e exige uma enorme dose de paciência e sabedoria.
    Agora imagine o que é reabilitar um prédio inteiro, cheio de gente e casas comerciais, que muitas vezes só criam problemas durante a reabilitação. Digo-lhe que é uma tarefa quase impossível, tal a quantidade de problemas que levanta!
    A consequência das coisas não funcionarem, é que está tudo degradado sobretudo no centro das cidades.

    Cumprimentos
    L Bartolomeu
  15.  # 297

    Sabe como se vai resolver na realidade? Por morte de todos os inquilinos ou por colapso do prédio
    Concordam com este comentário: two-rok
    • LuB
    • 20 abril 2010 editado

     # 298

    plavadinho,
    Penso que no seu caso, não existirá nenhum programa específico, como para o meu (proprietários de casas históricas/antigas ou de casas em centos históricos) também não existe genericamente (em casos especificos, caso a caso, há que contactar talvez a Câmara local, pode haver).


    Nos centros históricos, em zonas consideradas de Interesse histórico, (património) como é o caso de toda a Baixa Pombalina além de redução do IVA (5% em vez dos 21% nas empreitadas) existe tb para quase todos os prédios, isenção de IMT (imposto de transacção) e IMI (imposto municipal sobre imóveis).
    Já li algures que também existem vantagens no IRC e no IRS, para quem invista nos centros históricos, mas quanto a estes dois ultimos impostos não sei como é que as coisas são, terei de me informar.
    Se possuem uma casa antiga em zona histórica, ou querem adquirir uma, e desejam saber concretamente como é no vosso caso, o melhor é consultarem as finanças da zona onde se situa a casa.
    ___________________________
    Quanto a financiamentos, as casas não estando alugadas a antigos inquilinos provavelmente não serão comparticipados pelo RECRIA ou REHABITA, como já afirmei acima. Contudo a CGD tem uma linha especial, para emprestimos com juros relativamente baixos para Reabilitação Urbana. No meu caso propuseram-me a semana passada, um spread de 1,9 + Euribor, para amortizar o empréstimo gorducho de que preciso, e que terei de amortizar em 20 anos.

    Ah, é verdade, qualquer inquilino com casa degradada e rendas antigas, se o senhorio não se despachar a fazer as obras tb poderá recorrer ao RECRIA e receber a comparticipação para as fazer. Faz as obras, desembolsa a massa, e depois vai descontando na renda, ao longo de x anos. Só que não se metem nisso ;))))
    Imaginem só os velhotes a endividarem-se, para arranjarem a casa do senhorio.
    1.º Não têm a $$$, e reabilitar não é brincadeira.
    2.º Perdem tudo para o senhorio, se lhes dá a travadinha e vão desta para melhor.
    Cumprimentos
    L. Bartolomeu
  16.  # 299

    Em Lisboa mesmo com inquilinos têm-se acesso ao Recria. Temos lá um prédio à um ano à espera (projectos e afins). O problema é que o que eles pagam, não cobre as exigências deles e
  17.  # 300

    Pelo que tenho visto por alto em diversas fontes, e pelo que leio dos vossos comentários, haver apoios há. Em teoria.
    Usufruir desses apoios na prática parece-me bastante complicado. Considerando o nosso sistema burocrático, que por si só, é aquilo que se sabe, tentar provar que a nossa casa histórica perfaz uma série de requisitos para que possamos usufruir na prática de algum incentivo, no meu caso, francamente, cheira-me a missão impossível.
    Posso, assim de cabeça, enumerar uma série de „não-conformidades“ que eu teria que provar o contrário, com base em nada porque a minha casa é antiga, (não tem inquilinos sem ser a minha família),e não tem a documentação que se exige hoje em dia. Eu teria que criar essa documentação, eu teria que pedir vistorias para criação dessa documentação.
    Não sei nada disto, mas estou a imaginar que assim seja porque me parece lógico.
    Só o trabalho, a perda de tempo (tempo é dinheiro), a espera pela aprovação (ou não aprovação) do processo, e selos, impostos e demais que eu teria que pagar..acho que ficaria a perder mesmo contra qualquer apoio que pudesse receber. É o que me parece, mais vale pagar eu a recuperação sem qualquer incentivo.
 
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