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  1.  # 201

    Colocado por: ig8A primeira parte não concordo, a segunda sim.


    Financiamento de parte da casa? Não tem mal nenhum e até pode ter saldo positivo (em conjunto com outros investimentos).

    Colocado por: ig8A diferença está em saber que há um limite (a tal taxa de esforço), e aí sim, acredito que os portugueses (diria que se calhar metade ou mais da população) não olhe muito para esse aspecto.


    É isto.
    E se não há mais empréstimos é porque o banco se nega, não é porque as pessoas projectam o seu futuro financeiro e se preferem acautelar.

    Há pessoas que se sentem confortáveis a pedir empréstimos para férias, telemóvel da moda e coisas que tal.
    Mesmo crédito automóvel, vejo publicidade a 120 meses! 10 anos a pagar o carro! Se este tipo de créditos tiver saída, não ficaria admirado se fosse um indicador de um querer comprar algo acima das possibilidades.

    Ter financiamento não é mau por si. Claro que não. O endividamento excessivo é que pode ser uma consequência de viver acima das possibilidades.
  2.  # 202

    Colocado por: pguilhermeMesmo crédito automóvel, vejo publicidade a 120 meses! 10 anos a pagar o carro! Se este tipo de créditos tiver saída, não ficaria admirado se fosse um indicador de um querer comprar algo acima das possibilidades.


    O pessoal tem de andar de BMW, citroen não presta... Depois em casa o jantar é ovo mexido com arroz branco, sem sal porque está caro faz mal á saude, e bebe-se água da torneira que ninguem gosta de vinho (eu por acaso em casa tambem opto por agua del cano que é a melhor).
  3.  # 203

    Colocado por: M.....nestes países o telheiro chega , alguém abdica dos 100 ou 200 m2 de garagem em Portugal ?
    M, nos países nórdicos o telheiro chega porque lá um casal com salário médio pode adquirir um automóvel de 50/60.000€ e pagá-lo facilmente em 1 ou 2 anos, além de o universo de militantes amigos do alheio ser muito mais reduzido. Estes 2 fatores contribuem para relativizar imenso o valor e a importância que as pessoas atribuem a esses bens.
    Em Portugal, o cenário começa por esse mesmo veículo custar mais 1/3 e por oposição a capacidade que o mesmo casal teria para pagar esse veículo rondaria os 8 a 10 anos. A seguir experimente em muitos locais deixar um veículo desses à mercê dos temperamentos nacionais.
    Para mim é claro que a relativização das pessoas face às circunstâncias é que as compelem a fazer certas opções, neste particular das garagens e até alguns outros, não são só as mentalidades.
  4.  # 204

    Colocado por: RRoxxMesmo, se não conseguem pôr 10% de parte (minimo) do que entra liquido em cada mes, estão é a viver no fio da navalha.

    Sem dúvida. E mesmo assim, vemos malta a perguntar como é que podem pedir empréstimo para os outros 10%...
    Julgo que a malta sofre muito de peer pressure. Tem de mostrar aos amigos, vizinhos, etc, mesmo que no seu âmago até possam não dar tanta importância...

    Colocado por: JoelMpor acaso, ainda hoje a capa do jornal refere isso mesmo, se não estou em erro, 50% dos emprestimos bancários serão pagos já após a idade da reforma... isto é completamente surreal!

    Ia comentar algo nesta linha mas achei que pareceria snob.
    Não só os empréstimos entrarem pela reforma, como contar trabalhar até aos 65 anos! É muito ano a trabalhar! E se for para pagar empréstimos à pele.... mais vale tentar ter uma vida mais comedida, IMHO.

    Colocado por: JoelMindividar-se para ir de férias é só ridiculo e completa falta de noção!

    Estou a achar estranho estarmos tanto de acordo! :)
    Férias, telemoveis, roupa, brinquedos, luz/agua/gas/internet... a bem dizer, acho que a maior parte das aquisições não deveria ser com recurso a crédito. Primeiro pelo risco e indicador que secalhar são itens acima das possibilidades. Depois pq para este tipo de créditos as taxas são altas, os montantes relativamente baixos, pelo que dificilmente se consegue recuperar com outro tipo de aplicação paralela.

    Colocado por: RRoxxO pessoal tem de andar de BMW, citroen não presta... Depois em casa o jantar é ovo mexido com arroz branco, sem sal porqueestá carofaz mal á saude, e bebe-se água da torneira que ninguem gosta de vinho (eu por acaso em casa tambem opto por agua del cano que é a melhor).

    Pois, mas não se pode abdicar do carro marca premium (mesmo que seja antigote). E ir ao café/restaurante e meter a chave com o símbolo para cima, para todos verem que é um BMW e não um reles Citroen :)

    Colocado por: KduvidasEm Portugal, o cenário começa por esse mesmo veículo custar mais 1/3 e por oposição a capacidade que o mesmo casal teria para pagar esse veículo rondaria os 8 a 10 anos. A seguir experimente em muitos locais deixar um veículo desses à mercê dos temperamentos nacionais.

    Pois, a importância que damos ao carro é imensa e costuma ter um grande peso no orçamento. Daí a necessidade, infelizmente.
    Concordam com este comentário: RRoxx
    • ig8
    • 15 julho 2020

     # 205

    Colocado por: JoelMIndividar-se para ir de férias é só ridiculo e completa falta de noção

    Há quem o faça... para isso e bem pior, como casar... que ao fim de meia dúzia de meses já está cada um para seu lado...
  5.  # 206

    Colocado por: JoelMAlias, começa logo pela legislação, em PT existem areas minimas para cada tipologia, por cá não, o que traduz um pouco da mentalidade. (ainda que eu ache que neste ponto, portugal está certo, deveriam existir mínimos para cada tipologia)
    Joel, os japoneses também têm os hóteis com quarto casulo e adoram aquela bos*a, isso não quer dizer que seja um conceito sequer aceitável noutras paragens/mentalidades. Em portugal seria provavelmente proibido e bem na minha opinião...
    Portanto, nem 8 nem 88, como aliás o Joel reconhece, há minimos aceitáveis e o bom senso deveria alinhar por aí mais metro menos metro.
    Se por cá (PT) ainda nos podemos dar ao luxo de a troco de algum sacrifício termos áreas mais generosas e airosas, penso que devemos aproveitar. Importante é não perder o tino e isso é que é difícil.
    Critico mais depressa uma familia (casal e filho) que constrói uma moradia com 4 quartos pequenos do que a mesma a optar por 2 quartos generosos.
    Tenho um amigo que viveu bastantes anos em França num ap com 2 quartos. Um dia fui lá em visita de passagem e ele ofereceu-me um quarto. Com as malas e coisa e tal, para passar de um lado para o outro da cama o caminho mais viável era passar literalmente por cima, tinha 6m2. E, fiquei a saber que o outro quarto ainda era mais pequeno:):)
    Posteriormente veio para Portugal e com 2 filhos construiu uma moradia com 4 suites de 20m2 "à patrão".
    Digo eu que foi do trauma, mas vá-se lá saber se não lhe mexeu mesmo com a mente(alidade);););)
  6.  # 207

    Colocado por: pguilherme
    Aqui há uns tempos perguntei aqui por isso e os arquitectos caíram-me em cima e disseram em uníssono: não há regras de espaço, cada caso é um caso.
    Julgo que o nome do tópico era algo "espaço ideal para divisões" ou algo do género.


    Lamento, não sei ao que se possa estar a referir.



    Novamente um caso anedótico sem relevo para a questão.


    Anedótico é você que não percebe mas tenta perceber ......mais um treinador de bancada
  7.  # 208

    Colocado por: KduvidasM, nos países nórdicos o telheiro chega porque lá um casal com salário médio pode adquirir um automóvel de 50/60.000€ e pagá-lo facilmente em 1 ou 2 anos, além de o universo de militantes amigos do alheio ser muito mais reduzido. Estes 2 fatores contribuem para relativizar imenso o valor e a importância que as pessoas atribuem a esses bens.
    Em Portugal, o cenário começa por esse mesmo veículo custar mais 1/3 e por oposição a capacidade que o mesmo casal teria para pagar esse veículo rondaria os 8 a 10 anos. A seguir experimente em muitos locais deixar um veículo desses à mercê dos temperamentos nacionais.
    Para mim é claro que a relativização das pessoas face às circunstâncias é que as compelem a fazer certas opções, neste particular das garagens e até alguns outros, não são só as mentalidades.


    Isso é uma grande mentira , até porque nem todos têm esse dinheiro para carros de 50/60 mil e depois , existe a parte do sal que os danifica completamente .
  8.  # 209

    Colocado por: pguilhermePois, a importância que damos ao carro é imensa e costuma ter um grande peso no orçamento. Daí a necessidade, infelizmente.
    Lamento mas não posso concordar consigo.
    Porque é que o facto de eu almejar ter um Volvo XC90 de 80.000€ (que até nem é o topo da gama) o faz supor que dou mais importância ao carro do que um sueco que compra exatamente e com toda a legitimidade a mesma viatura?
    Em que medida é que isso pode ser imputado a mentalidade?!
    Se me dissessem que eu gasto 80.000€ num automóvel novo e que o sueco/noruegês/dinamarquês que tem um nível salarial 4 vezes superior compra um Volvo V40 com 10 anos em 3ª mão... Ainda podia pensar nessa vertente, mas não neste caso dos carros e das garagens.
    Em termos de padrão para situação equivalente, existem temas que não têm nada a vêr com mentalidade, mas sim com capacidade.
    Concordam com este comentário: Joao Dias
  9.  # 210

    Para quem não domina a língua portuguesa:

    a·ne·do·ta |ó|
    (francês anecdote)
    nome feminino
    1. Breve narração de caso verídico pouco conhecido.


    Colocado por: KduvidasDigo eu que foi do trauma, mas vá-se lá saber se não lhe mexeu mesmo com a mente(alidade);););)


    Pois, também é isso. Mesmo que a tal "média do norte da europa" fosse fundamentada, não significa que gostem, se sintam bem e felizes nesse enquadramento. E mesmo quem vive nessas circunstâncias provavelmente preferiria áreas maiores, caso se adequassem à conjuntura urbanística e económica.
    • MVA
    • 15 julho 2020

     # 211

    Colocado por: KduvidasLamento mas não posso concordar consigo.
    Porque é que o facto de eu almejar ter um Volvo XC90 de 80.000€ (que até nem é o topo da gama) o faz supor que dou mais importância ao carro do que um sueco que compra exatamente e com toda a legitimidade a mesma viatura?
    Em que medida é que isso pode ser imputado a mentalidade?!
    Se me dissessem que eu gasto 80.000€ num automóvel novo e que o sueco/noruegês/dinamarquês que tem um nível salarial 4 vezes superior compra um Volvo V40 com 10 anos em 3ª mão... Ainda podia pensar nessa vertente, mas não neste caso dos carros e das garagens.
    Em termos de padrão para situação equivalente, existem temas que não têm nada a vêr com mentalidade, mas sim com capacidade.
    Concordam com este comentário:Joao Dias


    O português gasta 30% do rendimento mensal com despesas automoveis (crédito ou leasing, combustivel, impostos, seguro, revisão, etc.), enquanto que o nórdico gasta 10% do rendimento mensal com despesas automóveis.

    Nós tugas já temos rendimentos relativamente baixos, e depois somos conhecidos por ir de automóvel para ir tomar um simples café na tasca que fica a 2 quarteirões de distância.

    Eu por exemplo só uso carro ao fim-de-semana. De segunda-a-sexta é bicicleta e transportes públicos para todo o lado. Quantos portugueses é que o fazem (não pegar no carro de segunda a sexta)? 0,1% da população? E os nórdicos? Provavelmente um terço ou mais da população.
  10.  # 212

    Colocado por: M.....Isso é uma grande mentira , até porque nem todos têm esse dinheiro para carros de 50/60 mil
    Não vale a pena dizer que é mentira, pois eu estava apenas a dar um exemplo que existe em qualquer país. Não estava dar preponderância a nada em particular, apenas à importância relativa do porquê de alguns se satisfazerem com telheiros e outros com garagens.

    Colocado por: M.....existe a parte do sal que os danifica completamente .
    Eu sei que sim, até porque já vivi em países onde essa prática é recorrente. Isso não quer dizer que eles não estimem melhor os automóveis e não comprem o melhor que o seu dinheiro pode pagar, a relativização na bolsa de cada um é que é diferente:)

    Tenho um amigo e familiar nativo em Stuttgart que tem um telheiro onde tem um elevador daqueles de oficina que usa precisamente para lavar a parte de baixo do automóvel quando chega a casa naqueles dias em que espalham o sal. Dá uma jatada há máquina e lá vai ele metê-lo na garagem guardadinho.
    Isso sim é que são mentalidades:):)
  11.  # 213

    Colocado por: MVAO português gasta 30% do rendimento mensal com despesas automoveis (crédito ou leasing, combustivel, impostos, seguro, revisão, etc.), enquanto que o nórdico gasta 10% do rendimento mensal com despesas automóveis.
    Lá está a tal relação de que eu falava. Logo, quando se vai relativizar a importância do peso orçamental, é óbvio que para qualquer um 10% é relativamente leve e 30% é relativamente pesado:)
    Por isso é que o principal é o equilibrio orçamental e essa é a parte mais difícil de conseguir (e agora sem o Centeno = impossível)
    Desculpem a piada...
    Não se pode é imputar tudo à mentalidade. Em toda a parte há indíces de cag*nça. Faz parte da natureza humana:):)
    • ig8
    • 15 julho 2020

     # 214

    Colocado por: MVAEu por exemplo só uso carro ao fim-de-semana. De segunda-a-sexta é bicicleta e transportes públicos para todo o lado. Quantos portugueses é que o fazem (não pegar no carro de segunda a sexta)? 0,1% da população? E os nórdicos? Provavelmente um terço ou mais da população.

    Anda morar para uma vila/aldeia que não tem transportes públicos, ou os que tem não são em horários decentes, e quero ver se não pegas no carro...
    Concordam com este comentário: Sira, ricardo.rodrigues, Jotha21
  12.  # 215

    Colocado por: MVAEu por exemplo só uso carro ao fim-de-semana. De segunda-a-sexta é bicicleta e transportes públicos para todo o lado. Quantos portugueses é que o fazem (não pegar no carro de segunda a sexta)? 0,1% da população? E os nórdicos? Provavelmente um terço ou mais da população.
    Nesta parte já tem toda a razão e concordo consigo. Isso tem a vêr com urbanidade, consciência cívica, logo mentalidade. De acordo.

    Não obstante, estamos a afastar-nos do tema do tópico:(:( que eu até acho interessante e espero seguir para vêr o desfecho. Até porque tem muito a vêr com este tema transversal.
    - Moradias com 300m2 são pensadas racionalmente ou...?
    - Querer construir a metade do preço m2 médio de referência só porque sim, é possível...?
    Concordam com este comentário: Filipe Gomes_2
  13.  # 216

    Colocado por: JoelMvale o que vale mas eu sou um dos casos que aprendi a viver com menos (espaço) e agora não me vejo nem a comprar nem construir maior apesar de ter possibilidad€ de o fazer!


    Estou a ver. Ainda bem que há diversidade!

    Colocado por: ig8Anda morar para uma vila/aldeia que não tem transportes públicos, ou os que tem não são em horários decentes, e quero ver se não pegas no carro...


    Sem dúvida. Para nos transportarmos de bicla é preciso uma conjuntura favorável e um estilo de vida compatível. Levar os filhos à escola, comprar mercearias, etc, poder ser difícil ou pouco prático em alguns ambientes. É raro haver uma fórmula que serve para todos os casos.

    Consoante o tipo de trabalho, um duche pode ser muito útil/necessário.

    Edit: e forma física para fazer uma maratona por dia, caso o trabalho não seja perto de casa?
    Concordam com este comentário: Anonimo1710, Jotha21
  14.  # 217

    Colocado por: Kduvidas- Moradias com 300m2 são pensadas racionalmente ou...?
    - Querer construir a metade do preço m2 médio de referência só porque sim, é possível...?



    E isto ainda leva a outro assunto.
    É uma pena entrar em generalidades, mas tenho a impressão que em Portugal há uma parca noção espacial, de quando mede 1m, do que são 12,0m2, de não se perceber o que é a proporção, o que é um espaço "perdido", a necessidade ou falta dela de espaços de circulação, arrumação, átrios, vestíbulos, da quantidade de gente que interfere numa obra e do real valor que leva a fazer cada coisa, etc...

    Por exemplo, será que o cidadão comum entende que um projecto de uma moradia de 100m2 é muito mais exigente do que se a moradia tivesse 300m2 para a mesma tipologia? Devendo portanto ser mais caro?

    E que de pouco vale apegarem-se à falsidade de um preço/m2, tomando a construção indistinta aqui ou ali, assim ou assado?

    Se o povo é vaidoso ou não? A larga maioria das questões que me põem referem-se aos 5% do tempo de utilização da casa, que constitui o momento de receber visitas, do almoço familiar ao domingo, dos 15min semanais que passo a ver a vista, dos 5min anuais que demora o compasso pascal, como se organiza a mesa no Natal, etc... E tudo isso me parece bem, o que é pena é ignorar os outros 95% restantes, poupando nos acabamentos, caixilharias, isolamentos, em detrimento da área...

    :)
  15.  # 218

    Colocado por: Kduvidasos japoneses também têm os hóteis com quarto casulo e adoram aquela bos*a, isso não quer dizer que seja um conceito sequer aceitável noutras paragens/mentalidades. Em portugal seria provavelmente proibido e bem na minha opinião...
    Portanto, nem 8 nem 88, como aliás o Joel reconhece, há minimos aceitáveis e o bom senso deveria alinhar por aí mais metro menos metro.
    Se por cá (PT) ainda nos podemos dar ao luxo de a troco de algum sacrifício termos áreas mais generosas e airosas, penso que devemos aproveitar.



    Em Portugal, quantas casas construídas nos últimos 40 anos têm áreas com os mínimos legais (RGEU)?
    5%?
    Tem razão, aqui podemos "dar-nos ao luxo de fazer maior", às vezes o dobro, precisamente porque a construção aqui é barata.
    A questão da "mentalidade" é que "melhor", em Portugal geralmente significa "maior"...

    Se depois no inverno metemos um ou dois cobertores na cama... é porque é normal, afinal no inverno faz frio.
    Lá fora (nórdicos, europa central), não "pensam" assim.

    Hoje no JN referiam que 1/3 das habitações portuguesas é de muito fraca qualidade...
    Curioso, acontecer num país "em que se dá ao luxo" de fazer "grande e airoso"...
    Concordam com este comentário: Anonimo1710, M.....
    •  
      Mk Pt
    • 15 julho 2020 editado

     # 219

    Colocado por: pguilherme
    Lá por ser possível, não quer dizer que todos queiramos ou aspiremos em viver num ambiente assim tão pequeno. E assim um booleano se transforma num gradiente. Onde se traça a linha do que é "suficiente"? E mais importante, quem somos nós para estar a afirmar categoricamente que x m^2 é mais do que suficiente para toda a gente? :)

    Na verdade grande parte de quem vive em espaços tão pequenos não é porque quer, é porque é o que pod€.

    Não é que seja ambição de todos ter grandes 'palácios', não, isso também não é o caso, pelo menos de muitas pessoas.

    As pessoas estando totalmente livres/despreocupadas do básico para sobreviver e do aspecto financeiro, buscam conforto.
    Buscar conforto para as pessoas, mesmo as 'despegadas' a materialismos, é..estar confortável, para ele próprio e a sua família.
    Ter conforto passa por garantir espaços minimamente decentes para se viver.

    E a verdade é que viver em espaços exíguos não é cómodo, obriga a condicionar a vida e vivência que as pessoas, se pud€ssem, não se sujeitavam a tal.
    Concordam com este comentário: Kduvidas
  16.  # 220

    Colocado por: N Miguel OliveiraHoje no JN referiam que 1/3 das habitações portuguesas é de muito fraca qualidade...


    o surpreendente é ser só 1/3...
 
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