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    • AMG1
    • 12 outubro 2022
    Colocado por: pcspinheiroÉ tudo negócio, goste-se ou não...


    E verdade!
    Mas parece-me que se estão a misturar varias coisas.

    1. Cartões de marca propria e compra em sistema fechado (p.e. Sonae). Nestes casos a mesma entidade concentra todo o processo do seu lado: vende os produtos (comerciante) emite o cartao de pagamento (emissor) e aceita o pagamento (acquiring) Nesta situação os três negócios (venda do produto, acquiring e emissao) podem ser vistos como um todo o que obviamente permite maiores benefícios passíveis de serem disponibilizados ao comprador.

    2. Negocio de emissao de cartoes de credito/debito (p.e. um qualquer banco) que dos seus proveitos, cobrados ao titular do cartão ou ao acquiring, partilha uma parte com os titulares. Como os proveitos sao maiores nos cartões de credito, tambem podem distribuir mais.

    3. Negocio de acquiring: é o prestador de serviços do comerciante que aceita a transacção (tem os TPA) e que cobra o valor ao emissor do cartao e o disponibiliza ao comerciante. Este prestador de serviços cobra uma comissao ao comerciante e partilha uma parte com os restantes intervenientes na operação (emissor e processador)

    Já vi aí alguém a mencionar os elevados custos ques as empresas de distribuição pagam por aceitarem pagamentos com cartões. Quanto a isso posso afiançar que qualquer pequeno comerciante paga seguramente muito mais pelas suas transacção do que uma grande empresa de distribuição.
  1. Aproveito para fazer a seguinte questão: o reembolso das despesas da transferência de crédito por parte do banco é feito somente após a escritura ou antes? Já ouvi casos em que foi antes e outros casos em que foi depois. Varia de banco para banco?
  2. Colocado por: gatopardo

    Foi a minha experiência no Bankinter. Infelizmente subiram-me a taxa entre a pré-aprovação e a carta de aprovação final, dado as taxas de juro subiram muito repentinamente... mas mesmo assim ainda menor que as publicadas na altura. Na escritura foi usada a taxa de juro acordada aquando da aprovação.

    Pelo que vi do mercado e do que me foi dito, o Bankinter é a excepção. (Quase?) todos os outros bancos usam a taxa de juro em vigor no mês da escritura.


    Será que isto é legal?
  3. Colocado por: AMG1posso afiançar que qualquer pequeno comerciante paga seguramente muito mais pelas suas transacção do que uma grande empresa de distribuição.


    Não duvido. Mas continuam a pagar muito mais com pagamentos em cartões de crédito do que se for com cartões de débito.
    • AMG1
    • 12 outubro 2022
    Colocado por: ricardo.rodrigues

    Não duvido. Mas continuam a pagar muito mais com pagamentos em cartões de crédito do que se for com cartões de débito.


    Claro que todos pagam mais pela aceitação de pagamentos com cartoes de credito do que de debito (desde que as transacções sejam devidamente posicionadas, mas isso é outra convesa!). Por isso e que os emissores de cartoes de credito tambem devolvem alguma coisa aos titulares e nos cartões de debito já nao o fazem. Bem, na verdade, também o podiam fazer, até porque a maioria esta a devolver muito mais do que recebe do acquiring. Ou seja, se alguém esta a pagar estas devoluções são muito mais os titulares que compram a credito e pagam juros, do que os comerciantes e entre esses os pequenos pagam muito mais do que os muito grandes.
    Em resumo, pelo menos por esta razão, nao tenho pena nenhuma dos grandes comerciantes.
    • AMG1
    • 12 outubro 2022
    Está na altura mas é de começarmos a exigir aos bancos soluções de pagamento que nao tenham os sistemas de cartões pelo meio, senão estaremos sempre entalados. Os intervenientes sao muitos e na maioria dos casos acrescentam muito pouco para aquilo que recebem.
    Ja existem varias soluções de pagamento disponiveis no mercado europeu, com igual nivel de segurança para o comprador e para comerciante, sem ter um sheme de cartões a fazer a transacção "a la moda" do secXX e a papar comissoes por essa ineficiencia.
    Concordam com este comentário: ricardo.rodrigues
  4. Colocado por: AMG1nao tenho pena nenhuma dos grandes comerciantes.


    Pois, nem eu, nem "ninguém". O problema é mesmo que os produtos/serviços ficam mais caros para todos, mesmo para os que ainda pagam em dinheiro.
  5. Colocado por: AMG1Os intervenientes sao muitos e na maioria dos casos acrescentam muito pouco para aquilo que recebem.


    Exatamente. As comissões são exageradas, na medida em que perfazem uma componente muito significativa do preço final dos produtos/serviços ao consumidor.

    Isto é como as taxas e impostos... Alguém acredita realmente que no médio/longo prazo a introdução de uma taxa ou imposto (por exemplo, sobre os lucros extraordinários do setor energético) não irá ser reflectido nos preços finais aos consumidores???
    • AMG1
    • 13 outubro 2022
    A minha observação tinha em vista apenas o a receita paga a prestadores de serviços de pagamento, cujos serviços já nao sao precisos, mas como o mercado (que é muito fechado) nao encontra alternativas, os utilizadores continuam a pagar para manter estruturas de custo completamente desnecessárias. O tema dos impostos e outro e naturalmente que quando são indirectos acabam incluidos no preço a pagar pelo consumidor.
    Quanto a este possivel imposto extraordinário sobre os produtores de energia, embora sem serum adepto de imposto 'à la carte", tambem reconheço que se trata de uma situação de absoluta excepção, porque as regras de construção de preços está estabelecida em lei e é exatamente por isso que surgem estes lucros extraordinarios, ou sejam nao resultam de venderem mais, ou terem menos custos, mas apenas do facto dos pressupostos contidos na lei que regula a fixação de precos nao se estarem a verificar. Isto foi o que entendi, mas confesso que sem grande certeza porque este tema dos custos da energia parece que foi pensado para que apenas os entendidos o entendam, o que nao é o meu caso.
    Isto corresponde ao que entendi até agora, mas sem grande certeza porque esta coisa dos custos da energia é duma complicacao
  6. Colocado por: nunobarAproveito para fazer a seguinte questão: o reembolso das despesas da transferência de crédito por parte do banco é feito somente após a escritura ou antes? Já ouvi casos em que foi antes e outros casos em que foi depois. Varia de banco para banco?


    Os 2 que contactei (ABANCA e Bankinter) são ambos depois.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: nunobar
  7. Note-se que para usufruir de cashback nos cartões não é obrigatório pagar a crédito, pago sempre na modalidade "multibanco". Se o tipo de cartão usado faz diferença nas taxas dos comerciantes já me é alheio. Mas eu vejo a escolha destes cartões como escolher o banco que me dá melhores juros. E tal como os juros, alguém está a pagar a taxa. É assim a economia. Se é possível receber "juros" pelo dinheiro que gasto nas compras do dia a dia, porquê escolher não o faze?

    Para receber 400€ de juros á taxa de 0.015% da CGD (taxa bruta!), por exemplo, seria preciso ter quase €3M numa conta a prazo...
    • AMG1
    • 13 outubro 2022
    Colocado por: pcspinheiroNote-se que para usufruir de cashback nos cartões não é obrigatório pagar a crédito, pago sempre na modalidade "multibanco". Se o tipo de cartão usado faz diferença nas taxas dos comerciantes já me é alheio. Mas eu vejo a escolha destes cartões como escolher o banco que me dá melhores juros. E tal como os juros, alguém está a pagar a taxa. É assim a economia. Se é possível receber "juros" pelo dinheiro que gasto nas compras do dia a dia, porquê escolher não o faze?

    Para receber 400€ de juros á taxa de 0.015% da CGD (taxa bruta!), por exemplo, seria preciso ter quase €3M numa conta a prazo...


    Para quem recebe é óptimo. Mas nao ha almocos grátis!

    Por isso, ou o banco emissor esta a fazer as continhas mal, o que tambem acontece, ou:
    1. Você esta a pagar de qualquer outro modo, p.e. nas comissoes se emissao, ou mesmo noutro produto.
    2. Alguém esta a pagar, quando compra a credito e paga juros;
    3. Ou i banco está so a "comprar" negócio e nesse caso as condições acabam quando atingir o objectivo.

    A escolha do scheme, no acto do pagamento, pode não tem qualquer relevância, se o beneficio estiver a ser dada aos cartoes de credito.
  8. Acredito que seja um misto entre a segunda e terceira opção: eles pagam o cashback abdicando de parte do lucro de quem paga juros de pagamentos fraccionados e assim atraem novos clientes (esperando que eles também paguem juros de fraccionamentos). De qualquer modo, para mim, abdicar destes cartões seria como abdicar de uma conta poupança que dá mais de 2% de juros: alguém está a pagar esses juros, é certo, mas o banco que faça a suas contas. Eu, e todos os outros que usufruem, não estamos a roubar nada a ninguém.
  9. Colocado por: nunobar

    Será que isto é legal?


    Já agora, sobre este tema, contactei a DECO e informaram-me que é ilegal alterarem a taxa na escritura depois de assinada a carta de aprovação. Quem estiver nessa situação, deve fazer uma reclamação junto do Banco de Portugal.
  10. Estive a falar com o consultor do Dr. Finanças e pelo que ele me disse o que se consegue agora no ABANCA é 1,7% a 4 anos e 1,9% a 5 anos. No entanto conseguem negociar 1,7% a 5 anos. O resto do prazo a 0,95% + Euribor.

    O LTV tem de ser de 80% no máximo.
  11. A gestora do Abanca ligou-me ontem a pedir a cópia da simulação que me entregou para garantir internamente que as condições (1.5% a 4 anos) se mantêm. Porque as coisas vão mudar brevemente.
  12. 1.7% a 4 anos continua a ser uma exelente opção.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: fsilva523
  13. Olhando para o gráfico da Euribor a 6M desde o fim da década de 90, acho que o que mais preocupa não é que agora tenha subido para ~2%, é o quão rápido lá chegou! As últimas subidas acentuadas, e que levaram até a máximos históricos, demoraram anos, não meses.
  14. Colocado por: pcspinheiroé o quão rápido lá chegou! As últimas subidas acentuadas, e que levaram até a máximos históricos, demoraram anos, não meses.
    Se é para rebentar, é para rebentar. Ao menos que rebente rápido. Assim ou ficamos todos na m**da ou pode-se começar a tentar recuperar. A Europa devia arranjar maneira de conseguir baixar o preço da energia. Sem isso o BCE aumenta os juros, e a OPEP baixa a produção de petróleo, a rússia/US torpedeiam gasodutos, e nós batemos palmas e ouvimos que a solução é empobrecer.

    Da minha parte pelo menos já reajustei comportamentos de consumo (que já eram controlados) e para o ano mais restritivo será (foco apenas no essencial). O estado que não conte com o meu consumo para fazer aumentar o PIB. Contudo nas entrevistas as pessoas continuam a dizer que "até ver vai dando para levar a vida da mesma maneira", por isso em principio sou eu que estarei errado.
  15. Em Portugal, onde o Credito hipotecário é quase todo de taxa variável, não vai demorar os preços descerem bem.. a menos que a procura, de reformados estrangeiros e outros, continue forte.
    Concordam com este comentário: ferreiraj125
 
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