Iniciar sessão ou registar-se
  1.  # 1

    Bom dia a todos,

    Vamos iniciar em breve a construção da nossa moradia.

    O projecto inclui a construção de uma meia cave.

    Alguns dos empreiteiros com quem falei aconselharam-me a nível do solo, que seja criada uma caixa de ar de forma a que a cave não esteja em contacto com as terras. Como isso não ficou previsto no projecto inicial, pedi a opinião do meu arquitecto sobre esse ponto.

    Aqui vai a resposta do arquitecto: Não deve ser necessário criar uma caixa de ar, o problema deverá ser resolvido com um bom enrocamento drenado (enchimento a pedra e cascalhos para ganhar os níveis do piso) para o referido poço de bombagem sob o ensoleiramento do piso da Cave e bem assim por aplicação de uma tela isolante em todo o piso de modo a evitar ascensão de águas. A Caixa de Ar não só implicará um custo adicional, uma vez que implica a construção de uma laje em detrimento do ensoleiramento, como necessariamente implicará o mesmo tipo de trabalho acima referido nomeadamente o sua eficaz drenagem ou bombagem e o necessário isolamento dos elementos estruturais de modo a evitar a ascensão das águas por capilaridade.

    Não percebo nada de construções mas é claro que não gostaria que mais tarde houvesse infiltrações de água na cave.

    Agradeço-lhes imenso se me puderem dar a vossa opinião sobre o assunto :D

    Susana
  2.  # 2

    ehehehe

    muito bem respondido pelo arquitecto, quanto mais que se fizesse essa caixa de ar sendo em cave duvido que pudesse ser ventilada e ai ainda iria complicar mais.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: susatsch
  3.  # 3

    Boas

    Eu não faria o pavimento elevado, concordo com o arquitecto.

    cumps
    José Cardoso
    Estas pessoas agradeceram este comentário: susatsch
  4.  # 4

    Concordo com o arquitecto, para mais acrescento que associado a desvão ventilado está para o projecto de estabilidade o fenómeno dos "pilares curtos", muitas vezes ignorados ou mal estudados.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: susatsch
  5.  # 5

    Boas

    ... o fenómeno dos "pilares curtos", muitas vezes ignorados ou mal estudados.

    Infelizmente tem razão quando diz que esta questão é muitas vezes ignorada - para não dizer quase sempre. Suponho que a questão é deixada ao cuidado da Nª Sª dos sismos.

    cumps
    José Cardoso
  6.  # 6

    Já agora o fenómeno dos pilares curtos técnicamente é o quê?
  7.  # 7

    Por acaso, na minha futura construção, está prevista em projecto a caixa de ar mas, por sugestão do empreiteiro, a opção que está encima da mesa é algo como a sua:
    30cm de brita, lâmina drenante, malha de ferro diâmetro 16 afastado a 15, com respectivos drenos.

    O que, segundo a opinião de vários foristas numa discussão aberta por mim, parece ser uma boa opção a tomar.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: susatsch
  8.  # 8

    Boas

    Simplificando, em caso de sismo há uma probabilidade se verificarem rupturas nos pilares. Se querem fazer piso sanitário então apoiem as lajes em muros de betão armado no seu perímetro.

    cumps
    José cardoso
  9.  # 9

    Ou seja o esforço de varejamento a que os pilares vão estar expostos pelo facto de serem curtos provoca a ruptura junto á base é isso?
  10.  # 10

    Boas

    Junto à base dos pilares do piso térreo.

    cumps
    José Cardoso
  11.  # 11

    Mas isso vai sempre aconteçer nos pilares interiores se estes não arrancarem da lage mas sim de sapatas certo?
  12.  # 12

    O j cardoso explicou bem, esse fenómeno verifica-se muitas vezes na adopção de desvãos ventilados ou em casos que as vigas de fundação não têm "contacto" com as sapatas, isto é, temos a face superior da sapata e a face inferior da viga de fundação encontra-se acima, por exemplo, 1m.

    Em relação ao pavimento, se não existe nível freático, o que à falta de ensaios no terreno vai saber quando começarem a escavação (a menos que seja em altura muito mas muito seca), a aplicação de massame de betão com varões de 16//0,15 é totalmente descabida.

    Uma coisa é nível freático outra coisa são humidades.

    Cumprimentos

    P.S: Só depois reparei na pergunta do zedasilva, penso que se esteja a referir a uma laje não estrutural , isto é em massame de betão ou equivalente? Se assim for, não acontece porque em situação de sismo esse pavimento vai fissurar em torno do pilar , não existindo qualquer ligação entre massame e pilar.
    • vmgl
    • 3 fevereiro 2011

     # 13

    Numa cave o nivel friatico poderá estar relacionado com a maior ou menor presença de humidades, basta para o efeito toda a cave ser de "paredes enterradas" logo em todo o seu redor existe terras encostadas por norma.

    A impremeabilização dessas paredes deve ser sempre que possivel efectuada pelo exterior e só se não for possivel pelo interior.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: susatsch
  13.  # 14

    RRufino
    A minha duvida era mesma na situação de lajes estruturais em que tenho os pilares interiores que atravessam essa laje e vão descarregar numa sapata.
    Numa situação destas existe igualmente o "fenomeno dos pilares curtos" ou porque este tem continuação esse fenomeno é anulado?
  14.  # 15

    Então sim, põe-se a mesma questão. Um caso típico nessa situação é uma laje de piso com 2 cotas altimétricas distintas (em tosco) onde essa transicção é somente feita à custa de um alinhamento de pilares sem recorrer a vigas.

    Cumps.
  15.  # 16

    Ou seja sempre que tenho pilares interiores que atravessam uma laje os mesmos devem estar devidamente amarrados por vigas.
  16.  # 17

    No que toca ao conceito que estamos a falar n. Exemplo de pilar curto para outra situação:

    Pilar curto
  17.  # 18

    Ora aqui está mais uma bela aula de estruturas.
    FD que tal um protocolo com o Ministério do ensino superior para tornar obrigatório nos cursos de engenharia e arquitectura um semestre neste fórum?
 
0.0161 seg. NEW