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  1. Colocado por: AMG1Se não os temos e não os queremos criar, então parece-me bem que não os deixem trazer os filhos, ao menos assim esses miudos não serão o alvo dos "maus fígados" da deputada Rita Matias. Coitada, deve viver no pânico de um dia vir a ter um filho a brincar com um amiguinho chamado Moahamed.

    Não vai ter esse problema, faz como o Rui Tavares do Livre, a Alexandra Leitão do PS e muitos outros camaradas que colocam os filhos em colégios privados.
    E fiz o mesmo com o meu filho há 40 anos atrás e não era por causa dos colegas mas para garantir que tinha professores...
  2. Colocado por: rod_2000Afirmativo, mas as filas acentuaram-se a partir de 2022 (quando fez 5 anos de quem entrou em 2017).... a questão é como será o futuro? Os próximos 5 anos vão ser ainda mais caóticos no que diz respeito aos pedidos de nacionalidade!

    Mas a imigração também é ciclica, ainda à uns anos era melhor ir para o Brasil do que ficar em Portugal. Agora são eles que querem vir para cá, o que acontecerá aos preços das casas quando formos nós a querer ir para lá? De 2010 a 2014 foi assim....


    Precisamente.
    As migrações estão ligadas à capacidade da economia do país nativo e do de destino.
    Isso só "nos está a acontecer" porque apesar de tudo a economia está melhor agora, do que estava antes.
    Ali por 2012-2013, muitos foram os que emigraram para o Brasil, vinha aí o Mundial 2014, jogos olímpicos 2016, etc...

    Por outro lado, convém ter em conta que coisas como a Nacionalidade e o Reagrupamento familiar são dos maiores responsáveis pela integração dos imigrantes, ou falta dela.
    Eu concordo com as alterações recentes, sobretudo no que aos sefarditas diz respeito.
    Mas acho que só mesmo quem nunca emigrou é que não vê o que estas duas coisas (Nacionalidade e Reagrupamento F.) têm de bom na coesão duma sociedade e população residente, tenha ela nascido fora ou dentro.
  3. Colocado por: AMG1Será que alguém no seu perfeito juizo imagina que são as leis da imigração que vão definir o perfil da economia?


    É verdade que não se consegue por magia tornar o nosso país atrativo a mão de obra qualificada.

    Ainda mais quando nós nem os nossos jovens qualificados encontram oportunidades cá.

    Mas por outro lado, há muitos negocios que apenas são viaveis graças à disponibilidade de mão de obra barata importada de países mais pobres que Portugal, e que muitas vezes nem vêm pelas oportunidades em Portugal mas pela possibilidade de adquirirem uma nacionalidade que lhes dará acesso a outros paises europeus.

    Muitos empresarios de determinados setores economicos queixam-se que sem imigrantes não conseguem exercer a sua atividade.

    Isto não é admitir que esses setores só têm a dimensão que têm graças a mão de obra imigrante?

    Não significa isto que sem acesso a essa mão de obra esses setores teriam de contrair?

    Isso não impactaria o perfil da economia?


    Colocado por: AMG1E o PSD não embarcou nas últimas legislativas, nestas está a ser diferente. Eu acho que para "combaterem" o Chega estão a tentar resolver os problemas que eles acham que levaram ao crescimento do Chega.


    Ignorar as questões abordadas pelo CHEGA foi a estrategia do PS e não correu muito bem nestas ultimas legislativas.

    Colocado por: AMG1E verdade que na sociedade da informação os extremos vêm o seu discurso substancialmente ampliado, por vezes a ponto de quase anularem outros discursos mais consequentes e menos focados no imediatismo e na solução fácil. Isso será uma vantagem para os extremos, sem dúvida, mas não estou nada convicto que seja vantajoso para a sociedade em geral.


    Quando se usam termos abstratos e subjetivos como "extremos" corre-se o risco de ter uma discussão pouco produtiva, porque a perceção de extremo é diferente de pessoa para pessoa.

    Se há 30 anos algum partido dissesse: vamos liberalizar a imigração ao ponto de em poucos anos 20% da população de Portugal ser de origem estrangeira, toda a gente diria que isso seria uma medida altamente extremista.

    Aliás, ainda há não muito tempo, a ideia de Portugal ter 1 milhão de imigrantes era vista como um exagero, uma ideia absurda, e agora já vamos ao caminho do dobro disso.

    Isto num país com uma crise habitacional como a que temos, e ainda há quem ache que isto não tem impacto nenhum...
    Concordam com este comentário: Carvai, dmanteigas
    • AMG1
    • 15 julho 2025
    Colocado por: dmanteigas

    E nao contribuem para o perpetuar?
    A economia nao e um sistema onde se eu deixar de meter 10e aqui esse dinheiro desaparece. O mais provavel e ir para outro sitio. Enquanto a banca, os investidores, a economia, continuarem a ter no turismo e atividades associadas (construcao de hoteis, etc) uma fonte facil de lucro nao irao procurar outras alternativas.
    Durante o periodo da troika nao existiu uma alteracao substancial da nossa economia com um foco muito maior nas exportacoes? Este volume de imigracao so serviu para manter o modelo economico rentavel a custa de mao de obra escrava.


    Bom parece que não é só o ministro a ter a ideia peregrina de que os imigrantes são a causa do nosso fraco desempenho económico.

    Claro que um modelo economico assente em sectores de pouco valor acrescentado, a mão de obra de que necessita, na verdade, a pode suportar é a pouco qualificada e mal remunerada e nesse sentido, podemos aceitar que este fluxo constante dessa mão de obra tem beneficiado muito favoravelmente esses sectores. Mas onde é que está a evidência de que parar esse fluxo vai provocar uma recomposição do tecido económico?
    Esse seu exemplo dos 10€ parece tirado dum daqueles manuais de economia para totos. Tal como eu disse lá atrás, a ser assim, no proximo ano vamos ter um encerrar brutal de hotéis e envio para a sucata dos tuk-tuks, porque os hoteleiros vão passar a investir em biotecnologia, tudo porque lhes faltou a mão de obra imigrante. Já viu maior patetice do que aceitar isto como argumento?
    Mudar a especialização da economia exige um eco sistema que seja favoravel a essa alteração, para além de ideias, capital e capacidade de gestão dessa mudança e isso não existe. Acabar com os imigrantes não faz aparecer nada disto por milagre. Aliás, todos sabemos que antes desta vaga de imigrantes, a nossa economia já primava por estar assente em sectores bastante produtivos e rentáveis, por isso mesmo os salarios já eram altíssimos, logo deve ser muito facil voltarmos a esses tempos áureos. Parece que para alguns basta acabar com os imigrantes.
    Nunca tivemos um remedio tão simples para um problema tão complicado!
  4. Colocado por: AMG1Bom parece que não é só o ministro a ter a ideia peregrina de que os imigrantes são a causa do nosso fraco desempenho económico.


    Os imigrantes nao sao a causa.
    Sao o motivo pelo qual o modelo nao foi 'forcado' a alterar-se nos ultimos 3/4 anos.

    Colocado por: AMG1Claro que um modelo economico assente em sectores de pouco valor acrescentado, a mão de obra de que necessita, na verdade, a pode suportar é a pouco qualificada e mal remunerada e nesse sentido, podemos aceitar que este fluxo constante dessa mão de obra tem beneficiado muito favoravelmente esses sectores. Mas onde é que está a evidência de que parar esse fluxo vai provocar uma recomposição do tecido económico?


    Parar esse fluxo como eu disse vai tornar muitos negocios inviaveis ou diminuir substancialmente o seu crescimento. Recomposicao do tecido economico e precisamente isto. Por exemplo... se a agricultura nao consegue sobreviver sem ser altamente subsidiada ou sem depender de mao de obra muito barata, entao a solucao e mesmo deixar de ter agricultura e passar a importar cada vez mais. O Trump nao ia gostar desta solucao, mas e curioso como muita gente que odeia o Trump depois aqui acha perfeitamente normal...

    Colocado por: AMG1Esse seu exemplo dos 10€ parece tirado dum daqueles manuais de economia para totos. Tal como eu disse lá atrás, a ser assim, no proximo ano vamos ter um encerrar brutal de hotéis e envio para a sucata dos tuk-tuks, porque os hoteleiros vão passar a investir em biotecnologia, tudo porque lhes faltou a mão de obra imigrante. Já viu maior patetice do que aceitar isto como argumento?


    Patetice e a interpretacao que fez do argumento. Eu so anotei que o dinheiro nao desaparece. O que nao for investido em turismo, vai ser investido noutra coisa. Patetice e vir com essa comparacao bacoca da tecnologia...

    Por exemplo, o AMG1 que e uma pessoa inteligente sabe que o investimento privado na economia move-se a base daquilo que sao as decisoes individuais de investimento de varias entidades, desde fundos a banca. O dinheiro tem que ser investido. Se a banca pode fazer creditos para construir mais hoteis, para suporte de tesouraria de grandes grupos hoteleiros, etc, com boas margens nem sequer precisa de se esforcar em procurar 'negocio'/investimento noutras areas, como financiamento a empresas exportadoras, start-ups, etc.

    A habitacao e o melhor exemplo disso... os fundos imobiliarios focam-se essencialmente em centros comerciais, hoteis, armazens, etc. Se deixasse de existir tanto negocio aqui, o expectavel era investirem mais na habitacao familiar.

    Colocado por: AMG1Mudar a especialização da economia exige um eco sistema que seja favoravel a essa alteração, para além de ideias, capital e capacidade de gestão dessa mudança e isso não existe. Acabar com os imigrantes não faz aparecer nada disto por milagre.


    Obviamente que acabar com os imigrantes nao faz qualquer milagre na economia.
    Mas vamos a factos... ninguem muda se a isso nao for obrigado, dai o meu exemplo do periodo da troika. Uma empresa nao procura exportar se tiver clientes ca. Uma economia nao diminui o peso no turismo enquanto lhe forem dadas as condicoes para a ele se agarrar.

    Ha muito a fazer para mudar a composicao da nossa economia. Agora, tambem e evidente para todos que os ultimos 3 anos foram de crescimento muito expressivo do setor do turismo, com todos os anos a bater recordes de peso no PIB. Ha quem indique que de forma direta e indireta ja pesa mais de 1/5. A nossa economia ja se transformou nos ultimos 3 anos muito devido ao peso dos imigrantes. Portanto achar que os imigrantes nao alteram a composicao da nossa economia so de quem e muito lirista. Sem este fluxo de imigrantes absurdo nao teria sido possivel a muito negocio expandir, manter-se e ser competitivo.
    Alias, existe aqui uma relacao de simbiose. Sem esse crescimento do turismo e atividades adjacentes, estes imigrantes nao tinham emprego sequer.

    Colocado por: AMG1Nunca tivemos um remedio tão simples para um problema tão complicado!


    Nao ha solucoes simples para problemas complexos. Mas regra geral ha solucoes que pesam mais e solucoes que pesam menos.
    Eu tenho duas solucoes muito simples que mudavam brutalmente a composicao da economia portuguesa. Aumentar o IVA de 6 para 23% e reduzir drasticamente o fluxo migratorio para pressionar a procura de mao de obra e fazer subir salarios. Tornava o turismo muito menos atrativo e garanto que deixava de bater recordes de peso no PIB em muito pouco tempo...
    Concordam com este comentário: ferreiraj125
    • AMG1
    • 15 julho 2025
    Colocado por: dmanteigas

    O que interessa nada para a discussao, pois o impacto da imigracao pos-covid nos pedidos de nacionalidade vai-se sentir a partir de 2027. Portanto trata-se de resolver uma questao antes desta se tornar um problema.
    Eu percebo que isto pareca estranho... mas governar bem nao e resolver problemas. E tomar medidas para prevenir problemas.
    E a nacionalidade vai ser um problema gravissimo se ninguem fizer nada. Distribuir passaportes sem o devido controlo fara com que um conjunto muito grande de pessoas passe a ter um conjunto de deveres e direitos que teremos forcosamente de garantir.
    Querem melhor exemplo que o das gemeas? Ao distribuir nacionalidade sem se verificar uma integracao plena e vontade de ca ficar, pode criar uma situacao onde pessoas que passaram ca 10 anos e depois regressam aos seus paises mais tarde, possam por exemplo vir ca ser tratados e cuidados na doenca e na velhice, a nossa custa. E umdireitoque tambem adquirem com a nacionalidade
    ...
    E obvio que vai mudar. a facilidade em obter passaporte portugues tinha um efeito de chamada brutal.


    Mais uma salganhada de argumentos desgarrados e exemplos sem sentido.
    Tanto quanto percebi as alterações previstas resumem-se a aumentar o tempo de espera para a obtenção da nacionalidade, para quem a adquire por viver em Portugal. Esses, que são agora 20% do total, terão de esperar 7 ou 10 anos para se nacionalizarem, isto se a lei ficar como está. Será que quem vem para ficar, não pode esperar isso?
    Provavelmente muitos vão-se embora antes, mas quem tem cá a vida estabelecida seguramente que vai cá continuar, portanto não vejo de que forma é que essa mera alteração se vai traduzir no futuro numa redução significativa da atribuição de nacionalidade.
    O caso da gémeas não tem nada que ver com isto. As miudas adquiriam a nacionalidade por descendência, nem sequer cá viviam.
    Quanto ao efeito ee chamada da actual lei, nao sei se ele existe ou não, mas mesmo que exista, a partir do momento em que vamos passar a controlar o fluxo de entrada e reduzi-lo às necessidades de uma economia altamente produtiva e rentável, não vejo razao para a urgência da mudança, salvo no que toca aos sefarditas, que ainda por cima já se percebeu que em muitos casos foi um imbuste resultante do aproveitamento de uma ideia provavelmente bem intencionada, mas algo tola e descabida.
    Claro que se pode dar o caso de não se acreditar nas virtudes das novas leis sobre a imigração e nesse caso já se percebe a motivação para estas alterações na lei da nacionalidade, ou então é só mesmo PSD a mostrar que consegue ser igual ao Chega nalgumas matérias. Esperemos que os eleitores acreditem nisso.
  5. Colocado por: N Miguel OliveiraPor outro lado, não percebo qual é a comichão com o reagrupamento familiar. Ou com os apelidos estrangeiros de crianças nas escolas. Muito menos vindo dum país exportador de gente durante décadas. Acima de tudo, reagrupar famílias é um acto de bom senso, que contribui para a integração destas novas gentes. Imigrar sozinho, deixando a família para atrás é mau em todos os sentidos. Motivo de preocupação teríamos todos era não vermos nomes estrangeiros nas listas escolares. Se queremos que se integrem, que falem português, que aprendam os nossos costumes e tradições, que melhor local que a escola?


    Ninguém deseja que os filhos dos imigrantes não vão à escola.

    A comichão advém de as pessoas quererem menos imigração.

    Essas coisas não têm mal per se, apenas indicam o nivel de imigração que temos, que para muita gente é excessivo.

    Colocado por: dmanteigas

    Eu por acaso nao acho que Portugal tenha um problema no momento atual.
    Para mim... e como o caso da nacionalidade. Portugal vai ter um problema de seguranca no futuro.

    Nao e preciso uma bola de cristal. Estamos a importar mao de obra mal paga, para setores de baixo valor acrescentado e muitos deles sazonais. Como a economia e ciclica, eventualmente vamos ter um periodo onde esta malta, sendo a mais precaria, vai cair inevitavelmente no desemprego, na subsidiodependencia, etc... e depois ai e que os politicos de esquerda vao perceber o que e a 'cultura portuguesa'. E por exemplo passar o periodo da troika sem tumultos sociais graves, protesto que acabam em vandalismo, aumento substancial da crimininalidade...
    Porque a criminalidade nao e um fenomeno assim tao dificil de compreender. A minha propensao para ser criminoso e baixissima. Estou integrado na sociedade e tenho muito a perder se cometer um crime. Claro que diferentes correntes politicas terao diferentes 'visoes' do assunto, mas no fundo o fator que mais contribui continua a ser a integracao na sociedade e a classe economica.
    Concordam com este comentário:ferreiraj125


    O que dizes é tão logico e obvio que fico triste que tanta gente não consiga ver isto.

    Colocado por: rod_2000
    Eu até acho que fui eu que comecei a falar nisso à uma semanas para cá, muito antes do Marcelo vir fazer comentários... sabe, eu trabalho na área, a minha profissão é criar bases de dados para as empresas terem a informação que precisam para tomar decisões. Ver a qualidade dos sistemas de informação do estado como estão é lamentável.


    Eu já ouvi de tudo, desde airmações em que 30% da população não nasceu em Portugal, a termos 2,5 Milhões de imigrantes. Ou então o oposto, não são tantos como o ministro diz, mas esses também não avançaram com números. A realidade é que ninguém sabe, e isto é preocupante!


    Afirmativo, mas as filas acentuaram-se a partir de 2022 (quando fez 5 anos de quem entrou em 2017).... a questão é como será o futuro? Os próximos 5 anos vão ser ainda mais caóticos no que diz respeito aos pedidos de nacionalidade!

    Mas a imigração também é ciclica, ainda à uns anos era melhor ir para o Brasil do que ficar em Portugal. Agora são eles que querem vir para cá, o que acontecerá aos preços das casas quando formos nós a querer ir para lá? De 2010 a 2014 foi assim....


    Quando houver uma crise nós vamos ter esta malta toda a ir para outros paises. Vamos perder muitos mais pessoas e muito mais depressa porque esta gente (na sua maioria) não está apegada a Portugal como estavam os emigrantes na última crise. Dai uma crise económica ser catastrófica para o preço das casas. Na última crise foi o que aconteceu com os imigrantes em Portugal, foram os primeiros a ir embora...


    Estou à espera dessa crise.

    Com o tempo que está a demorar, há de ser bem pesada.

    Pode ser que aí as casas fiquem a preços que valha a pena comprar.
  6. Colocado por: AMG1Bom parece que não é só o ministro a ter a ideia peregrina de que os imigrantes são a causa do nosso fraco desempenho económico.

    Claro que um modelo economico assente em sectores de pouco valor acrescentado, a mão de obra de que necessita, na verdade, a pode suportar é a pouco qualificada e mal remunerada e nesse sentido, podemos aceitar que este fluxo constante dessa mão de obra tem beneficiado muito favoravelmente esses sectores. Mas onde é que está a evidência de que parar esse fluxo vai provocar uma recomposição do tecido económico?


    Parece-me que estamos alinhados nas premissas: este fluxo migratorio tem beneficiado setores que criam pouco valor acrescentado e pagam salarios baixos.

    Mas como é que daí não se segue que travar esse fluxo migratorio iria diminuir esse favorecimento, provocando uma contração desses setores?


    Acho que há aqui um problema de interpretação.

    Eu ganho 2000 €, tu ganhas 1500 €, um imigrante ganha 1000 €. Salário medio: 1500 €

    Se o imigrante se for embora, nós não vamos ganhar mais, mas é uma consequencia matematica que o salario medio iria aumentar para 1750 €.


    Portanto, o erro de interpretação é: ninguém está a dizer que os salarios vão necessariamente aumentar só porque deixamos de ter setores que pagam salarios baixos com tanta preponderancia na economia. Mas o salario medio, a produtividade per capita, etc, iria aumentar, mesmo que tudo o resto se mantivesse, por mera questão matematica.

    Isto parece não ter um beneficio, mas é preciso entender o impacto que isto tem ao nivel fiscal.

    Um salario de 1000 € contribui ~6500 € anuais para os cofres do estado em IRS, SS e TSU, 1500 € contribui ~11000 €, 2000 € contribui ~15500 €.

    Portanto, neste exemplo simples de 3 pessoas estamos a falar de uma contribuição total em IRS, SS e TSU de 32500 €, ou seja, 10800 € por pessoa.

    Sem o imigrante, a contribuição seria menor, de apenas 26 000 €, mas que dá uma media de 13 000 € por pessoa.


    E é isto que faz toda a diferença. Mais pessoas resulta em mais receita fiscal, mas também resulta em mais despesa, em serviços, infraestruturas, subsidios, etc.

    Portanto, aumentar a receita fiscal, mas diminuir a receita media por pessoa, visto esse aumento ser feito às custas de um aumento populacional que ganha abaixo da media, e como tal contribui abaixo da media, acaba por ter um impacto nefasto na sustentabilidade do estado.
    • AMG1
    • 15 julho 2025
    Colocado por: ferreiraj125

    É verdade que não se consegue por magia tornar o nosso país atrativo a mão de obra qualificada.

    Ainda mais quando nós nem os nossos jovens qualificados encontram oportunidades cá.

    Mas por outro lado, há muitos negocios que apenas são viaveis graças à disponibilidade de mão de obra barata importada de países mais pobres que Portugal, e que muitas vezes nem vêm pelas oportunidades em Portugal mas pela possibilidade de adquirirem uma nacionalidade que lhes dará acesso a outros paises europeus.

    Muitos empresarios de determinados setores economicos queixam-se que sem imigrantes não conseguem exercer a sua atividade.

    Isto não é admitir que esses setores só têm a dimensão que têm graças a mão de obra imigrante?

    Não significa isto que sem acesso a essa mão de obra esses setores teriam de contrair?

    Isso não impactaria o perfil da economia?


    Resposta simples, não!
    Não basta acabar com o fluxo migratório para que isso obrigue a uma alteração estrutural da economia, pelo menos no sentido de se tornar mais eficiente e rentável.
    Claro que existem sectores que tem sido altamente beneficiados com este fluxo de mão de obra barata e eswes obviamente que se vão ressentir da redução ou ausência desse fluxo, mas isso não tem de se traduzir necessariamente na recomposição da economia.
    Se reparar todos esses sectores que beneficiaram com este fluxo, ja cá estavam e com alguma dimensão, provavelmente voltam aí, mas o que vai aparecer em vez disso, se aparecer alguma coisa, isso já não se sabe.
    Já por aqui mencionaram o periodo da Troyca, mas a situação não é comparável. Nessa altura o desafio foi encontrar novos mercados para a capacidade produtiva que tinhamos instalada e isso foi magnificamente bem conseguido com muito esforço e mesmo assim, como sabemos, para muitos a solução foi mesmo a emigração.
    Já agora, se quisermos ser honestos, até temos de reconhecer que a aposta no turismo, em boa verdade, também nasceu nessa altura, sobretudo na fase final da crise e esse sector foi responsável por uma boa parte das nossas exportacoes nessa altura.
    Agora os desafios são outros e eles passam, como você diz e bem, desde logo por conseguirmos reter a nossa mão de obra qualificada.
    • AMG1
    • 15 julho 2025
    Colocado por: dmanteigas

    Os imigrantes nao sao a causa.
    Sao o motivo pelo qual o modelo nao foi 'forcado' a alterar-se nos ultimos 3/4 anos.


    Os jogos de palavras são sempre muito curiosos ("não são a causa", "mas são
    o motivo").
    Se o dmanteigas pensa mesmo que "o motivo" para que não tenhamos um modelo económico mais produtivo e rentavel é o fluxo migratorio que tivemos, então parece que vêm aí melhores dias. Até porque o Chega não vai desistir deste filão enquanto houver um imigrante, ou pelo menos até encontrar outro que dê votos!
  7. Colocado por: ferreiraj125Ninguém deseja que os filhos dos imigrantes não vão à escola.

    A comichão advém de as pessoas quererem menos imigração.

    Essas coisas não têm malper se, apenas indicam o nivel de imigração que temos, que para muita gente é excessivo.


    É uma maneira de ver as coisas.
    Já eu sentiria que tem mal sim, ouvir o nome do meu filho no Parlamento, pelo simples facto de ter apelido esquisito.
    Como que se eu não pagasse impostos, ou desrespeitasse as regras do país, ou que culpa teve ele de herdar um apelido pouco comum.
    Há inumeras maneiras de discutir a imigração, e se é muita ou pouca. Por isso, nunca se chega a nenhuma conclusão quando pergunto: "afinal, qual seria o número ideal, qual a % ideal?"... Pergunta que fica sempre sem resposta por dois factores:
    1 - dados insuficientes...
    2 - porque no fundo, para boa parte das pessoas, o número ideal é zero... e nada disto tem que ver com economia...
    Você pode não ver mal nenhum no gesto da Rita Matias, ou interpretar duma maneira diferente pelo menos... como pode deixar em aberto a ideia de que o que ela não quer é que os filhos dela se sentem ao lado do Ahmed ou da Zaha... o que até é um direito que lhe assiste... mas que não venha com hipocrisias... Podia dizer logo sem tantas voltas.
  8. Colocado por: N Miguel OliveiraJá eu sentiria que tem mal sim, ouvir o nome do meu filho no Parlamento, pelo simples facto de ter apelido esquisito.


    João Silva, João Santos, João Ferreira, João Pereira

    Afonso Silva, Afonso Santos, Afonso Ferreira, Afonso Pereira

    Tomás Silva, Tomás Santos, Tomás Ferreira, Tomás Pereira

    Duarte Silva, Duarte Santos, Duarte Ferreira, Duarte Pereira

    Francisco Silva, Francisco Santos, Francisco Ferreira, Francisco Pereira

    Acabei de dizer o nome de muitos filhos de portugueses. :P
  9. "Palhaço" também é português.
    Concordam com este comentário: ferreiraj125
    • AMG1
    • 15 julho 2025
    Colocado por: ferreiraj125

    Parece-me que estamos alinhados nas premissas: este fluxo migratorio tem beneficiado setores que criam pouco valor acrescentado e pagam salarios baixos.

    Mas como é que daí não se segue que travar esse fluxo migratorio iria diminuir esse favorecimento, provocando uma contração desses setores?


    Acho que há aqui um problema de interpretação.

    Eu ganho 2000 €, tu ganhas 1500 €, um imigrante ganha 1000 €. Salário medio: 1500 €

    Se o imigrante se for embora, nós não vamos ganhar mais, mas é uma consequencia matematica que o salario medio iria aumentar para 1750 €.


    Portanto, o erro de interpretação é: ninguém está a dizer que os salarios vão necessariamente aumentar só porque deixamos de ter setores que pagam salarios baixos com tanta preponderancia na economia. Mas o salario medio, a produtividade per capita, etc, iria aumentar, mesmo que tudo o resto se mantivesse, por mera questão matematica.

    Isto parece não ter um beneficio, mas é preciso entender o impacto que isto tem ao nivel fiscal.

    Um salario de 1000 € contribui ~6500 € anuais para os cofres do estado em IRS, SS e TSU, 1500 € contribui ~11000 €, 2000 € contribui ~15500 €.

    Portanto, neste exemplo simples de 3 pessoas estamos a falar de uma contribuição total em IRS, SS e TSU de 32500 €, ou seja, 10800 € por pessoa.

    Sem o imigrante, a contribuição seria menor, de apenas 26 000 €, mas que dá uma media de 13 000 € por pessoa.


    E é isto que faz toda a diferença. Mais pessoas resulta em mais receita fiscal, mas também resulta em mais despesa, em serviços, infraestruturas, subsidios, etc.

    Portanto, aumentar a receita fiscal, mas diminuir a receita media por pessoa, visto esse aumento ser feito às custas de um aumento populacional que ganha abaixo da media, e como tal contribui abaixo da media, acaba por ter um impacto nefasto na sustentabilidade do estado.


    Acho que convém não misturarmos coisas tão díspares como riqueza produzida, salarios, impostos e serviços publicos, não que elas não estejam ligadas, mas porque são possiveis os mais variados mix de todos esses ingredientes e não há nenhuma fórmula infalível para os relacionar.
    Se reduzirmos o numero de horas de trabalho (sem os imigrantes) isso vai ter impactos directos e indirectos em todo o lado, uns positivos outros não. Mas tanto quanto sei nem será isso que é expectável que aconteça, até porque não está prevista nenhuma operação de deportação de quem cá está legalmente, o que está em causa é apenas a redução de novas entradas, julgo!
  10. Colocado por: AMG1Não basta acabar com o fluxo migratório para que isso obrigue a uma alteração estrutural da economia, pelo menos no sentido de se tornar mais eficiente e rentável.



    Colocado por: N Miguel OliveiraPor isso, nunca se chega a nenhuma conclusão quando pergunto: "afinal, qual seria o número ideal, qual a % ideal?"...


    Para mim isso parecem falsas dicotomias.

    Quando diminuis ineficiencias não estás a aumentar a eficiencia geral duma coisa?

    Não é por diminuir setores menos eficientes que vamos necessariamente aumentar a eficiencia de outros, mas é uma consequencia matematica que a eliminação de ineficiencias aumenta a eficiencia da economia como um todo.

    Isso não é bom? Não é desejavel?

    Apenas podemos escolher entre "fazer uma alteração estrutural da economia" ou não fazer nada?


    Não havendo um numero ideal de imigrantes concreto não significa que o numero atual não esteja acima do desejavel.

    Apenas podemos escolher entre "reduzir para o numero ideal" ou "continuar a aumentar"?

    Até porque a logica vale para os dois lados: se não há um numero ideal, porque é que daí deriva que o numero deve aumentar e não diminuir?

    Não seria logico, que, sem determinarmos esse numero ideal, deveriamos NÃO ALTERAR o numero atual até determinarmos esse numero?

    Ou seja, não deveriamos estar a aumentar nem a diminuir o numero de imigrantes até sabermos se o numero ideal é acima ou abaixo daquele que temos.
  11. Colocado por: AMG1Acho que convém não misturarmos coisas tão díspares como riqueza produzida, salarios, impostos e serviços publicos, não que elas não estejam ligadas, mas porque são possiveis os mais variados mix de todos esses ingredientes e não há nenhuma fórmula infalível para os relacionar.


    Concordo que introduzir varios conceitos sem a devida contextualização cria alguma entropia na discussão. Mea culpa.

    O que se passa é que todos estes conceitos estão relacionados.


    Setores economicos pouco eficientes, no sentido em que criam pouco valor acrescentado por trabalhador, são os que mais têm dificuldade em pagar salarios que permitam alocar a mão de obra existente para esses setores, visto que estão em competição com setores mais eficientes, e que por isso são mais competitivos no sentido de conseguirem pagar maiores salarios e como tal atrairem a mão de obra disponivel. Esses setores menos eficientes, são os que precisam de maior disponibilidade de mão de obra para subsistirem.

    Daí deriva que estes setores menos eficients, que criam menos valor acrescentado por trabalhador, acabam por ser também os setores que pagam salarios mais baixos, e que mais depentendes estão de mão de obra importada.

    A correlação entre salarios mais baixos e impostos é evidente. O IRS, as contribuições para a SS e TSU derivam do valor do salario. É uma formula matematica.

    Não referi antes, mas já agora, salarios mais baixos também resultam em menos consumo (naturalmente), logo, menos IVA pago.

    Além disso, também resultam em maiores chances de necessitar de apoios sociais, maior tendencia para usar serviços publicos como o SNS e escola publica, creches subsidiadas, etc.

    Sem falar que estes trabalhos, principalmente aqueles preenchidos por imigrantes, são muitas vezes precarios, e há mais chances de ficarem em situação de desemprego, e novamente, de necessitarem de apoios do estado.


    Espero que agora tenha preenchido a lacuna na minha explicação em relação à correlação entre setores pouco eficientes e a pouca contribuição que daí resulta em impostos, bem como maiores gastos para o estado com trabalhadores destes setores.
  12. Colocado por: ferreiraj125Ou seja, não deveriamos estar a aumentar nem a diminuir o numero de imigrantes até sabermos se o numero ideal é acima ou abaixo daquele que temos.

    Precisamente o que não tem acontecido.
    Faltam dados. Falta esclarecimento sobre o que queremos afinal da economia. Para ver onde e quantos fazem falta, não só imigrantes, como mitigar a saída de gente qualificada. Ao mesmo tempo, há-que zelar pela integração não só dos imigrantes que já chegaram, como de qualquer minoria que seja mais desfavorecida apesar de serem nativos.
    A questão do reagrupamento familiar, no caso dos imigrantes, não pode ser visto como apenas um número a mais de pessoas. Também, mas não só. São pessoas que contribuem muito para a integração e sentido de pertença.
    Idem para aqueles portugueses que viram o marido ou a esposa emigrar para tentar melhorar as suas condições de vida. Sendo residentes, sinceramente pouco me importa que estejámos a falar de fazer regressar o portugues que emigrou para as obras em França e que deixou a mulher em PT, como trazer a esposa do Ahmed que ficou em Marrocos.
    Isto para dizer, que no final, o que move as pessoas é o estado da economia. É com essa que nos devemos preocupar sobretudo pois em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão. Mas não só, a proximidade da família é também muito importante.

    No seu comentário, ao comparar o salário do "eu, você e o imigrante entramos num bar"... faltou um detalhe algo importante... que é, sim, podemos tirar o imigrante da equação e a média salarial aumenta. Eu agora quero é que me diga, qual de nós os dois vai fazer o trabalho que ficou por fazer que era feito pelo imigrante. Porque primeiro é preciso que um de nós queira, e depois precisa que esse emprego ainda exista querendo nós cobrar o que cobramos.

    Colocado por: dmanteigasA minha propensao para ser criminoso e baixissima. Estou integrado na sociedade e tenho muito a perder se cometer um crime.


    É como a do: "o imigrante não tem nada a perder". Não é bem assim. Se estiver sozinho talvez... vai para outro lado e está. Tendo a família, a mulher empregada, os filhos na escola... não é bem a mesma coisa.
    Além de que... por questões de direitos, como o da nacionalidade por exemplo, green card, etc... muitos são os sacrificios que os imigrantes fazem e ainda se têm que portar melhor que os nativos... com tal de não deitar a perder X anos de trabalho, etc. Acredite que quem está numa posição mais frágil é sempre o alien, não é o nativo. Seja em Portugal, seja noutro país qualquer.
    Mas pronto, acho que as pessoas só passando pela situação mesmo, é que compreenderiam estas coisas...
    • AMG1
    • 15 julho 2025
    Colocado por: ferreiraj125

    Concordo que introduzir varios conceitos sem a devida contextualização cria alguma entropia na discussão. Mea culpa.

    O que se passa é que todos estes conceitos estão relacionados.


    Setores economicos pouco eficientes, no sentido em que criam pouco valor acrescentado por trabalhador, são os que mais têm dificuldade em pagar salarios que permitam alocar a mão de obra existente para esses setores, visto que estão em competição com setores mais eficientes, e que por isso são mais competitivos no sentido de conseguirem pagar maiores salarios e como tal atrairem a mão de obra disponivel. Esses setores menos eficientes, são os que precisam de maior disponibilidade de mão de obra para subsistirem.

    Daí deriva que estes setores menos eficients, que criam menos valor acrescentado por trabalhador, acabam por ser também os setores que pagam salarios mais baixos, e que mais depentendes estão de mão de obra importada.

    A correlação entre salarios mais baixos e impostos é evidente. O IRS, as contribuições para a SS e TSU derivam do valor do salario. É uma formula matematica.

    Não referi antes, mas já agora, salarios mais baixos também resultam em menos consumo (naturalmente), logo, menos IVA pago.

    Além disso, também resultam em maiores chances de necessitar de apoios sociais, maior tendencia para usar serviços publicos como o SNS e escola publica, creches subsidiadas, etc.

    Sem falar que estes trabalhos, principalmente aqueles preenchidos por imigrantes, são muitas vezes precarios, e há mais chances de ficarem em situação de desemprego, e novamente, de necessitarem de apoios do estado.


    Espero que agora tenha preenchido a lacuna na minha explicação em relação à correlação entre setores pouco eficientes e a pouca contribuição que daí resulta em impostos, bem como maiores gastos para o estado com trabalhadores destes setores.


    Parece-me que continua a haver alguma confusão, provavelmente minha, mas vamos ver.
    Um país e a sua economia correspondem a um conjunto de relações, umas com características puramente económico outras que são tudo menos isso.
    O que refere sobre as vantagens de termos uma economia assente em sectores mais produtivos e de maior valor acrescentado, não se discute é factual. Mas mesmo nos paises onde o modelo dominante é esse, também continua a haver necessidade de outro tipo de mão de obra para sectores que não sendo preponderantes em termos económicos, não significa que não sejam essenciais para a manutenção da vida equilibrada nessas sociedades. Por isso é que em geral a realidade tende, por vezes, a surpreender mesmo os modelos mais sofisticados de análise dessa realidade.
    Ninguém, ou pelo menos eu, não defendo que não são necessárias alterações as regras da imigração e muito menos que temos de continuar a aceitar toda a gente que queira para cá vir. Apenas não acredito, porque não vejo evidencia nenhuma disso, que os imigrantes sejam a causa ou, como alguém prefere, o motivo, para que o nosso modelo economico esteja (e não é de agora) assente em sectores de fraca produtividade e pouco valor acreacentado. Logo, reduzir o numero de imigrantes não tem de implicar necessariamente uma alteração desse modelo para outro mais eficiente. Pode acontecer, ou não, e a meu ver a relevância da imigração para isso é bastante relativa. Pesam muito mais outras coisas, como já aqui escrevi, essencialmente ideias e a capacidade de as transformar em projectos viaveis que possam angariar o capital necessário para serem executados. Na verdade, são coisas que podiamos já estar a fazer, porque não são os imigrantes que nos impedem de o fazer, a não ser que tenhamos a ideia, um bocado tonta, convenhamos, de que são os empresários que hoje dão emprego aos imigrantes que vão criar essa economia mais eficiente e rentável.
    Reduzir o numero de imigrantes, só tem como resultado prático, no mercado de trabalho, algum possivel aumento salarial para os restantes trabalhadores desses sectores, mas que será sempre limitado pelo fraco valor acrescentado que esse trabalho produz.
    Por isso é eu não entendo tanto foco e tanta expectativa quanto ao impacto positivo da redução do numero de imigrantes, para a transformação do modelo económico.
  13. Colocado por: N Miguel OliveiraAo mesmo tempo, há-que zelar pela integração não só dos imigrantes que já chegaram, como de qualquer minoria que seja mais desfavorecida apesar de serem nativos.


    Sem duvida.

    Acho que ninguém defende que os imigrantes sejam desintegrados. Ups, quero dizer, que não sejam integrados.

    A haver imigrantes, é bom que estejam o mais integrados possivel. Todos desejamos que, os imigrantes que temos, estejam integrados.

    Colocado por: N Miguel Oliveira
    Precisamente o que não tem acontecido.

    Faltam dados. Falta esclarecimento sobre o que queremos afinal da economia. Para ver onde e quantos fazem falta, não só imigrantes, como mitigar a saída de gente qualificada.


    Pois não, a imigração aumentou, e continua a aumentar, sem haver dados sobre isso ser realmente necessario ou não.

    Estamos de acordo, certo?

    Colocado por: N Miguel Oliveira
    A questão do reagrupamento familiar, no caso dos imigrantes, não pode ser visto como apenas um número a mais de pessoas. Também, mas não só. São pessoas que contribuem muito para a integração e sentido de pertença.


    Mas na pratica, não é nisso que se traduz?

    Se tens 2 milhões de imigrantes, em que uma certa parte são homens que estão a trabalhar, enquanto a sua familia está no seu pais...

    Se trouxerem a sua familia, estamos a falar de um incremento de imigrantes, que em parte nem sequer vão ser população ativa.

    Não vai isto agravar problemas como a habitação? Visto que vão precisar de casas maiores. Já que se um imigrante pode viver num T1 com outros 20 imigrantes, se trouxer a familia, se calhar já vai precisar dum espaço diferente...

    Depois tens outros problemas como creches, escolas, serviço nacional de saude, etc. Não irão todos estes sofrer maior pressão com o reagrupamento familiar?

    Ou seja, mais peso nos serviços publicos e na habitação, ainda por cima sem se repercutir num aumento tão liquido da população ativa, visto que já não será um perfil de imigrante que vem apenas para trabalhar mas sim uma familia, com mulher, que eventualmente engravida e recorre ao SNS, filhos, que precisam do SNS, escolas, etc, e que não contribuem como população ativa.


    Concordo que o reagrupamento familiar é importante para a integração dos imigrantes. Fui passear no parque das nações e adorei ver familias de imigrantes indostanicos, mulher, filhos, a passearem, tal como os portugueses fazem. Isso é desejavel. São pessoas, familias, que como nós, vivem, trabalham, têm momentos de lazer, e apenas querem ter uma vida melhor no nosso país.


    Mas, a realidade é crua e dura. Se já temos problemas nos nossos serviços publicos para suportar os que já temos, como vamos receber ainda mais???


    Para mim o mal já está feito. Nunca deveriamos ter recebido tantos imigrantes sem, à partida, termos recebido as suas familias, se o objetivo era a sua integração e não apenas ter trabalhadores para suprir necessidades temporarias de mão de obra, que voltassem aos seus paises de origem após o termino dos seus contratos de trabalho.

    Colocado por: N Miguel OliveiraEu agora quero é que me diga, qual de nós os dois vai fazer o trabalho que ficou por fazer que era feito pelo imigrante. Porque primeiro é preciso que um de nós queira, e depois precisa que esse emprego ainda exista querendo nós cobrar o que cobramos..


    Mas o ponto é precisamente esse.

    Ou esse serviço é essencial o suficiente para continuar a existir mesmo sendo cobrado um preço mais elevado, mais justo, para o qual é possivel continuar a aliciar a mão de obra local para esse trabalho, ou esse trabalho deixa de existir.

    Se é um trabalho que só consegue existir graças a mão de obra barata porque se o seu preço aumentar as pessoas deixam de ter interesse em adquirir esse produto ou serviço, não quer isto dizer que esse bem ou serviço não é assim tão essencial?
  14. Colocado por: AMG1Mas mesmo nos paises onde o modelo dominante é esse, também continua a haver necessidade de outro tipo de mão de obra para sectores que não sendo preponderantes em termos económicos, não significa que não sejam essenciais para a manutenção da vida equilibrada nessas sociedades.


    Em sequencia do termino do meu comentario anterior, se há coisa que o mercado livre tende a fazer é alocar de forma eficiente os recursos.

    Nós estamos habituados a que certos serviços e bens essenciais sejam relativamente baratos graças ao facto de haver uma desproporção de mão de obra que pode ser alocada para disponibilizá-los, que deriva do facto de haver desigualdade de oportunidades no acesso ao mercado de trabalho no que toca a setores que geram mais valor acrescentado.

    Repara que eficiencia e valor acrescentado é medido em função do preço dos serviços e bens prestados. Se um bem ou serviço essencial é barato, disponibilizá-los cria pouco valor, mas isso não está relacionado com o quão essenciais são. Apenas significa que é barato disponibilizá-los, porque há abundancia de mão de obra para tal pelo motivo que enunciei anteriormente.


    Se tivesses de escolher entre comer ou fazer uma viagem, ou comprar um novo smartphone, acho que é obvio o que farias. Tal como, para comer, não precisas que alguém cozinhe por ti e te entregue a comida à porta de casa.

    Eu não vejo como uma coisa negativa que bens e serviços essenciais sejam mais caros, se tal for necessario para que os trabalhadores que permitem disponibilizá-los sejam mais bem pagos, para que haja pessoas dispostas a fornecer esses bens e serviços.


    Achas positivo que bens e serviços essenciais sejam baratos às custas de aproveitar de pessoas que não tiveram oportunidades para conseguir ter acesso a profissões mais qualificadas, que, embora não forneçam serviços essenciais, criam mais valor pelo facto de o acesso a essas profissões ser menos democratico e como tal os salarios acabarem por ser mais elevados?

    Colocado por: AMG1
    Apenas não acredito, porque não vejo evidencia nenhuma disso, que os imigrantes sejam a causa ou, como alguém prefere, o motivo, para que o nosso modelo economico esteja (e não é de agora) assente em sectores de fraca produtividade e pouco valor acreacentado. Logo, reduzir o numero de imigrantes não tem de implicar necessariamente uma alteração desse modelo para outro mais eficiente.


    Mas como não? Podes explicar-me?

    Se tu proprio dizes que é o fluxo migratorio que permite a prosperidade de setores menos eficientes no nosso modelo economico, como é que limitar esse fluxo não iria afetar o nosso modelo economico?

    Colocado por: AMG1Reduzir o numero de imigrantes, só tem como resultado prático, no mercado de trabalho, algum possivel aumento salarial para os restantes trabalhadores desses sectores, mas que será sempre limitado pelo fraco valor acrescentado que esse trabalho produz.
    Por isso é eu não entendo tanto foco e tanta expectativa quanto ao impacto positivo da redução do numero de imigrantes, para a transformação do modelo económico.


    OK, então... estamos de acordo? Certo?

    Reduzir o fluxo migratorio teria impactos positivos para os restantes trabalhadores. Qual é o problema, então?

    Não há dicotomia aqui. Uma coisa não impede outras.
    Concordam com este comentário: dmanteigas
 
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