Colocado por: AMG1Se não os temos e não os queremos criar, então parece-me bem que não os deixem trazer os filhos, ao menos assim esses miudos não serão o alvo dos "maus fígados" da deputada Rita Matias. Coitada, deve viver no pânico de um dia vir a ter um filho a brincar com um amiguinho chamado Moahamed.
Colocado por: rod_2000Afirmativo, mas as filas acentuaram-se a partir de 2022 (quando fez 5 anos de quem entrou em 2017).... a questão é como será o futuro? Os próximos 5 anos vão ser ainda mais caóticos no que diz respeito aos pedidos de nacionalidade!
Mas a imigração também é ciclica, ainda à uns anos era melhor ir para o Brasil do que ficar em Portugal. Agora são eles que querem vir para cá, o que acontecerá aos preços das casas quando formos nós a querer ir para lá? De 2010 a 2014 foi assim....
Colocado por: AMG1Será que alguém no seu perfeito juizo imagina que são as leis da imigração que vão definir o perfil da economia?
Colocado por: AMG1E o PSD não embarcou nas últimas legislativas, nestas está a ser diferente. Eu acho que para "combaterem" o Chega estão a tentar resolver os problemas que eles acham que levaram ao crescimento do Chega.
Colocado por: AMG1E verdade que na sociedade da informação os extremos vêm o seu discurso substancialmente ampliado, por vezes a ponto de quase anularem outros discursos mais consequentes e menos focados no imediatismo e na solução fácil. Isso será uma vantagem para os extremos, sem dúvida, mas não estou nada convicto que seja vantajoso para a sociedade em geral.
Colocado por: dmanteigas
E nao contribuem para o perpetuar?
A economia nao e um sistema onde se eu deixar de meter 10e aqui esse dinheiro desaparece. O mais provavel e ir para outro sitio. Enquanto a banca, os investidores, a economia, continuarem a ter no turismo e atividades associadas (construcao de hoteis, etc) uma fonte facil de lucro nao irao procurar outras alternativas.
Durante o periodo da troika nao existiu uma alteracao substancial da nossa economia com um foco muito maior nas exportacoes? Este volume de imigracao so serviu para manter o modelo economico rentavel a custa de mao de obra escrava.
Colocado por: AMG1Bom parece que não é só o ministro a ter a ideia peregrina de que os imigrantes são a causa do nosso fraco desempenho económico.
Colocado por: AMG1Claro que um modelo economico assente em sectores de pouco valor acrescentado, a mão de obra de que necessita, na verdade, a pode suportar é a pouco qualificada e mal remunerada e nesse sentido, podemos aceitar que este fluxo constante dessa mão de obra tem beneficiado muito favoravelmente esses sectores. Mas onde é que está a evidência de que parar esse fluxo vai provocar uma recomposição do tecido económico?
Colocado por: AMG1Esse seu exemplo dos 10€ parece tirado dum daqueles manuais de economia para totos. Tal como eu disse lá atrás, a ser assim, no proximo ano vamos ter um encerrar brutal de hotéis e envio para a sucata dos tuk-tuks, porque os hoteleiros vão passar a investir em biotecnologia, tudo porque lhes faltou a mão de obra imigrante. Já viu maior patetice do que aceitar isto como argumento?
Colocado por: AMG1Mudar a especialização da economia exige um eco sistema que seja favoravel a essa alteração, para além de ideias, capital e capacidade de gestão dessa mudança e isso não existe. Acabar com os imigrantes não faz aparecer nada disto por milagre.
Colocado por: AMG1Nunca tivemos um remedio tão simples para um problema tão complicado!
Colocado por: dmanteigas
O que interessa nada para a discussao, pois o impacto da imigracao pos-covid nos pedidos de nacionalidade vai-se sentir a partir de 2027. Portanto trata-se de resolver uma questao antes desta se tornar um problema.
Eu percebo que isto pareca estranho... mas governar bem nao e resolver problemas. E tomar medidas para prevenir problemas.
E a nacionalidade vai ser um problema gravissimo se ninguem fizer nada. Distribuir passaportes sem o devido controlo fara com que um conjunto muito grande de pessoas passe a ter um conjunto de deveres e direitos que teremos forcosamente de garantir.
Querem melhor exemplo que o das gemeas? Ao distribuir nacionalidade sem se verificar uma integracao plena e vontade de ca ficar, pode criar uma situacao onde pessoas que passaram ca 10 anos e depois regressam aos seus paises mais tarde, possam por exemplo vir ca ser tratados e cuidados na doenca e na velhice, a nossa custa. E umdireitoque tambem adquirem com a nacionalidade
...
E obvio que vai mudar. a facilidade em obter passaporte portugues tinha um efeito de chamada brutal.
Colocado por: N Miguel OliveiraPor outro lado, não percebo qual é a comichão com o reagrupamento familiar. Ou com os apelidos estrangeiros de crianças nas escolas. Muito menos vindo dum país exportador de gente durante décadas. Acima de tudo, reagrupar famílias é um acto de bom senso, que contribui para a integração destas novas gentes. Imigrar sozinho, deixando a família para atrás é mau em todos os sentidos. Motivo de preocupação teríamos todos era não vermos nomes estrangeiros nas listas escolares. Se queremos que se integrem, que falem português, que aprendam os nossos costumes e tradições, que melhor local que a escola?
Colocado por: dmanteigas
Eu por acaso nao acho que Portugal tenha um problema no momento atual.
Para mim... e como o caso da nacionalidade. Portugal vai ter um problema de seguranca no futuro.
Nao e preciso uma bola de cristal. Estamos a importar mao de obra mal paga, para setores de baixo valor acrescentado e muitos deles sazonais. Como a economia e ciclica, eventualmente vamos ter um periodo onde esta malta, sendo a mais precaria, vai cair inevitavelmente no desemprego, na subsidiodependencia, etc... e depois ai e que os politicos de esquerda vao perceber o que e a 'cultura portuguesa'. E por exemplo passar o periodo da troika sem tumultos sociais graves, protesto que acabam em vandalismo, aumento substancial da crimininalidade...
Porque a criminalidade nao e um fenomeno assim tao dificil de compreender. A minha propensao para ser criminoso e baixissima. Estou integrado na sociedade e tenho muito a perder se cometer um crime. Claro que diferentes correntes politicas terao diferentes 'visoes' do assunto, mas no fundo o fator que mais contribui continua a ser a integracao na sociedade e a classe economica.
Colocado por: rod_2000
Eu até acho que fui eu que comecei a falar nisso à uma semanas para cá, muito antes do Marcelo vir fazer comentários... sabe, eu trabalho na área, a minha profissão é criar bases de dados para as empresas terem a informação que precisam para tomar decisões. Ver a qualidade dos sistemas de informação do estado como estão é lamentável.
Eu já ouvi de tudo, desde airmações em que 30% da população não nasceu em Portugal, a termos 2,5 Milhões de imigrantes. Ou então o oposto, não são tantos como o ministro diz, mas esses também não avançaram com números. A realidade é que ninguém sabe, e isto é preocupante!
Afirmativo, mas as filas acentuaram-se a partir de 2022 (quando fez 5 anos de quem entrou em 2017).... a questão é como será o futuro? Os próximos 5 anos vão ser ainda mais caóticos no que diz respeito aos pedidos de nacionalidade!
Mas a imigração também é ciclica, ainda à uns anos era melhor ir para o Brasil do que ficar em Portugal. Agora são eles que querem vir para cá, o que acontecerá aos preços das casas quando formos nós a querer ir para lá? De 2010 a 2014 foi assim....
Quando houver uma crise nós vamos ter esta malta toda a ir para outros paises. Vamos perder muitos mais pessoas e muito mais depressa porque esta gente (na sua maioria) não está apegada a Portugal como estavam os emigrantes na última crise. Dai uma crise económica ser catastrófica para o preço das casas. Na última crise foi o que aconteceu com os imigrantes em Portugal, foram os primeiros a ir embora...
Colocado por: AMG1Bom parece que não é só o ministro a ter a ideia peregrina de que os imigrantes são a causa do nosso fraco desempenho económico.
Claro que um modelo economico assente em sectores de pouco valor acrescentado, a mão de obra de que necessita, na verdade, a pode suportar é a pouco qualificada e mal remunerada e nesse sentido, podemos aceitar que este fluxo constante dessa mão de obra tem beneficiado muito favoravelmente esses sectores. Mas onde é que está a evidência de que parar esse fluxo vai provocar uma recomposição do tecido económico?
Colocado por: ferreiraj125
É verdade que não se consegue por magia tornar o nosso país atrativo a mão de obra qualificada.
Ainda mais quando nós nem os nossos jovens qualificados encontram oportunidades cá.
Mas por outro lado, há muitos negocios que apenas são viaveis graças à disponibilidade de mão de obra barata importada de países mais pobres que Portugal, e que muitas vezes nem vêm pelas oportunidades em Portugal mas pela possibilidade de adquirirem uma nacionalidade que lhes dará acesso a outros paises europeus.
Muitos empresarios de determinados setores economicos queixam-se que sem imigrantes não conseguem exercer a sua atividade.
Isto não é admitir que esses setores só têm a dimensão que têm graças a mão de obra imigrante?
Não significa isto que sem acesso a essa mão de obra esses setores teriam de contrair?
Isso não impactaria o perfil da economia?
Colocado por: dmanteigas
Os imigrantes nao sao a causa.
Sao o motivo pelo qual o modelo nao foi 'forcado' a alterar-se nos ultimos 3/4 anos.
Colocado por: ferreiraj125Ninguém deseja que os filhos dos imigrantes não vão à escola.
A comichão advém de as pessoas quererem menos imigração.
Essas coisas não têm malper se, apenas indicam o nivel de imigração que temos, que para muita gente é excessivo.
Colocado por: N Miguel OliveiraJá eu sentiria que tem mal sim, ouvir o nome do meu filho no Parlamento, pelo simples facto de ter apelido esquisito.
Colocado por: ferreiraj125
Parece-me que estamos alinhados nas premissas: este fluxo migratorio tem beneficiado setores que criam pouco valor acrescentado e pagam salarios baixos.
Mas como é que daí não se segue que travar esse fluxo migratorio iria diminuir esse favorecimento, provocando uma contração desses setores?
Acho que há aqui um problema de interpretação.
Eu ganho 2000 €, tu ganhas 1500 €, um imigrante ganha 1000 €. Salário medio: 1500 €
Se o imigrante se for embora, nós não vamos ganhar mais, mas é uma consequencia matematica que o salario medio iria aumentar para 1750 €.
Portanto, o erro de interpretação é: ninguém está a dizer que os salarios vão necessariamente aumentar só porque deixamos de ter setores que pagam salarios baixos com tanta preponderancia na economia. Mas o salario medio, a produtividade per capita, etc, iria aumentar, mesmo que tudo o resto se mantivesse, por mera questão matematica.
Isto parece não ter um beneficio, mas é preciso entender o impacto que isto tem ao nivel fiscal.
Um salario de 1000 € contribui ~6500 € anuais para os cofres do estado em IRS, SS e TSU, 1500 € contribui ~11000 €, 2000 € contribui ~15500 €.
Portanto, neste exemplo simples de 3 pessoas estamos a falar de uma contribuição total em IRS, SS e TSU de 32500 €, ou seja, 10800 € por pessoa.
Sem o imigrante, a contribuição seria menor, de apenas 26 000 €, mas que dá uma media de 13 000 € por pessoa.
E é isto que faz toda a diferença. Mais pessoas resulta em mais receita fiscal, mas também resulta em mais despesa, em serviços, infraestruturas, subsidios, etc.
Portanto, aumentar a receita fiscal, mas diminuir a receita media por pessoa, visto esse aumento ser feito às custas de um aumento populacional que ganha abaixo da media, e como tal contribui abaixo da media, acaba por ter um impacto nefasto na sustentabilidade do estado.
Colocado por: AMG1Não basta acabar com o fluxo migratório para que isso obrigue a uma alteração estrutural da economia, pelo menos no sentido de se tornar mais eficiente e rentável.
Colocado por: N Miguel OliveiraPor isso, nunca se chega a nenhuma conclusão quando pergunto: "afinal, qual seria o número ideal, qual a % ideal?"...
Colocado por: AMG1Acho que convém não misturarmos coisas tão díspares como riqueza produzida, salarios, impostos e serviços publicos, não que elas não estejam ligadas, mas porque são possiveis os mais variados mix de todos esses ingredientes e não há nenhuma fórmula infalível para os relacionar.
Colocado por: ferreiraj125Ou seja, não deveriamos estar a aumentar nem a diminuir o numero de imigrantes até sabermos se o numero ideal é acima ou abaixo daquele que temos.
Colocado por: dmanteigasA minha propensao para ser criminoso e baixissima. Estou integrado na sociedade e tenho muito a perder se cometer um crime.
Colocado por: ferreiraj125
Concordo que introduzir varios conceitos sem a devida contextualização cria alguma entropia na discussão. Mea culpa.
O que se passa é que todos estes conceitos estão relacionados.
Setores economicos pouco eficientes, no sentido em que criam pouco valor acrescentado por trabalhador, são os que mais têm dificuldade em pagar salarios que permitam alocar a mão de obra existente para esses setores, visto que estão em competição com setores mais eficientes, e que por isso são mais competitivos no sentido de conseguirem pagar maiores salarios e como tal atrairem a mão de obra disponivel. Esses setores menos eficientes, são os que precisam de maior disponibilidade de mão de obra para subsistirem.
Daí deriva que estes setores menos eficients, que criam menos valor acrescentado por trabalhador, acabam por ser também os setores que pagam salarios mais baixos, e que mais depentendes estão de mão de obra importada.
A correlação entre salarios mais baixos e impostos é evidente. O IRS, as contribuições para a SS e TSU derivam do valor do salario. É uma formula matematica.
Não referi antes, mas já agora, salarios mais baixos também resultam em menos consumo (naturalmente), logo, menos IVA pago.
Além disso, também resultam em maiores chances de necessitar de apoios sociais, maior tendencia para usar serviços publicos como o SNS e escola publica, creches subsidiadas, etc.
Sem falar que estes trabalhos, principalmente aqueles preenchidos por imigrantes, são muitas vezes precarios, e há mais chances de ficarem em situação de desemprego, e novamente, de necessitarem de apoios do estado.
Espero que agora tenha preenchido a lacuna na minha explicação em relação à correlação entre setores pouco eficientes e a pouca contribuição que daí resulta em impostos, bem como maiores gastos para o estado com trabalhadores destes setores.
Colocado por: N Miguel OliveiraAo mesmo tempo, há-que zelar pela integração não só dos imigrantes que já chegaram, como de qualquer minoria que seja mais desfavorecida apesar de serem nativos.
Colocado por: N Miguel Oliveira
Precisamente o que não tem acontecido.
Faltam dados. Falta esclarecimento sobre o que queremos afinal da economia. Para ver onde e quantos fazem falta, não só imigrantes, como mitigar a saída de gente qualificada.
Colocado por: N Miguel Oliveira
A questão do reagrupamento familiar, no caso dos imigrantes, não pode ser visto como apenas um número a mais de pessoas. Também, mas não só. São pessoas que contribuem muito para a integração e sentido de pertença.
Colocado por: N Miguel OliveiraEu agora quero é que me diga, qual de nós os dois vai fazer o trabalho que ficou por fazer que era feito pelo imigrante. Porque primeiro é preciso que um de nós queira, e depois precisa que esse emprego ainda exista querendo nós cobrar o que cobramos..
Colocado por: AMG1Mas mesmo nos paises onde o modelo dominante é esse, também continua a haver necessidade de outro tipo de mão de obra para sectores que não sendo preponderantes em termos económicos, não significa que não sejam essenciais para a manutenção da vida equilibrada nessas sociedades.
Colocado por: AMG1
Apenas não acredito, porque não vejo evidencia nenhuma disso, que os imigrantes sejam a causa ou, como alguém prefere, o motivo, para que o nosso modelo economico esteja (e não é de agora) assente em sectores de fraca produtividade e pouco valor acreacentado. Logo, reduzir o numero de imigrantes não tem de implicar necessariamente uma alteração desse modelo para outro mais eficiente.
Colocado por: AMG1Reduzir o numero de imigrantes, só tem como resultado prático, no mercado de trabalho, algum possivel aumento salarial para os restantes trabalhadores desses sectores, mas que será sempre limitado pelo fraco valor acrescentado que esse trabalho produz.
Por isso é eu não entendo tanto foco e tanta expectativa quanto ao impacto positivo da redução do numero de imigrantes, para a transformação do modelo económico.