Colocado por: AMG1Quanto ao reagrupamento familiar, parece-me que já ninguém nega que a familia proxima tem um papel central na integração dos imigrantes, se dificultamos esse mecanismo, o resultado só pode ser contrário a uma integração mais rápida, mas provavelmente é isso que se pretende, ou seja que se vão embora em vez de se integrarem, mas nesse caso convinha deixar-mo-nos de hipocrisias e assumir o que verdadeiramente queremos e procurar pôr isso em prática, porque essas pessoas ficarem cá indefinidamente não é uma inevitabilidade, só depende de uma decisão nossa.
Colocado por: N Miguel Oliveira
Precisamente.
Entretanto, essa hipocrisia o que faz é que cada vez mais imigrantes vivam em Portugal sem apego à cultura, ou sem terem grande coisa a perder por fazerem asneiras.
Até por uma questão de emprego, alguém sozinho, nacional ou estrangeiro, é mais propenso a deixar o trabalho, apesar da formação dada pela empresa, etc...
Era muito mais fácil se clarificassemos isso... em vez de dizer que temos que os integrar, mas actuamos em sentido oposto.
Colocado por: jg231queria bater na médica porque a médica disse à mulher para falar em "PT-PT" e isso não pode ser! "xenofoba a médica", levou queixa logo e teve "sorte" de ele não estar lá
Colocado por: jg231e já que se recusam a integrar
Colocado por: setaevraComprar casa agora? Os preços são aceitáveis?
Qual é o preço aceitável? 🙃
Colocado por: jg231eu tento não comentar mas é difícil,
Colocado por: dmanteigasE um duplo efeito. Menor volume de imigracao (pelo menos aparente, vamos esperar pelos numeros) e as medidas do governo 'empurraram' muita gente para a compra de casa que esta a sair do arrendamento.
Colocado por: rod_2000... Mas estamos na era da Informação, se a AIMA não o fizesse assim era "cancelada".
Colocado por: AMG1Claro que pesa, mas tambem pesam bastante os outros factores que enunciei logo no primeiro comentário: custo da energia, sistema fiscal, regras de licenciamento, justiça fiscal e administrativa, ou seja tudo coisas em que Portugal é muito pouco atrativo.
No fim do dia, a decisão resulta da avaliação que o investidor faz disso tudo e não apenas dos salários, senão tinhamo-los a atropelarem-se para vir investir aqui, o que não parece ser o caso.
Até podemos reduzir ainda mais o custo do trabalho, porque sem resolver os outros estrangulamentos, só vamos conseguir os investidores que venham a procura de trabalho intensivo (barato) e não quem venha construir negócios que aumentem a produtividade e valorizem a nossa economia.
Colocado por: AMG1Antes de termos os imigrantes, já tinhamos turismo e agricultura e não me consta que a falta de mão de obra tenha feito subir os salários nesses sectores.
Colocado por: AMG1Agora querer um imigração regulada, não tem de significar que essa regulação seja a preconizada pelo AV e pelo seu séquito, que é sobretudo tributária duma visão ideológica de raiz racista e xenófoba da sociedade, na qual eu não me revejo de todo, e que no limite, até está muito pouco preocupada com os eventuais impactos (positivos e negativos) dos imigrantes da economia. O problema dessa visão é que os imigrantes são sempre um problema, sejam muitos ou poucos, venham eles donde vierem.
Colocado por: AMG1Evidentemente, que não gosto da ideia de que que o reagrupamento familiar de um estrangeiro residente tenha criterios diferentes consoante a profissão do mesmo, como se os valores familiares dum fossem diferentes dos do outro, ou se não fosse importante, para nós, que ambos se integrem na nossa comunidade. Mas esta até foi uma das normas alvo do chumbo do TC.
Colocado por: AMG1Pode argumentar-se que no futuro serão mais, o que parece óbvio, mas e então vai ser o aumento dos prazos que vai reduzir esse numero de forma expressiva?
Colocado por: AMG1A mim parece-me, que estamos a legislar mais para dar resposta a percepções do que a factos, que aparentemente ninguém conhece, sobretudo o governo que avança com dados que são contrariados por outros organismos do estado e que mesmo questionado inclusive pelo PR não nos dá respostas claras sobre o que estamos a falar. Ainda esta semana a IL veio também levantar a mesma questão. Afinal somos 12 milhões de habitantes, ou nem chegamos a 11. Se passado mais de um ano de funções do governo, nem sequer temos certezas quanto a isto, como é que se podem desenhar politicas publicas para lidar com os impactos?
Colocado por: N Miguel OliveiraPrecisamente.
Entretanto, essa hipocrisia o que faz é que cada vez mais imigrantes vivam em Portugal sem apego à cultura, ou sem terem grande coisa a perder por fazerem asneiras.
Até por uma questão de emprego, alguém sozinho, nacional ou estrangeiro, é mais propenso a deixar o trabalho, apesar da formação dada pela empresa, etc...
Colocado por: jg231queria bater na médica porque a médica disse à mulher para falar em "PT-PT" e isso não pode ser! "xenofoba a médica", levou queixa logo e teve "sorte" de ele não estar lá
Colocado por: N Miguel OliveiraQuem tem que integrar não é a médica, nem isso é integração alguma.
Ou acha que basta dizer-lhe, fale assim ou assado, e pufff... magia, passa a falar PT-PT?
Colocado por: rod_2000E esses números?! Tudo atrasado, os da AIMA eram em Junho, os dados do 2º trimestre da construção e habitação também ainda não sairam.
Cá para mim os dados da AIMA vão sair quando for para o parlamento a discussão sobre a lei dos estrangeiros e da nacionalidade em Setembro. Para criar o máximo de alarido e "justificar" as medidas restritivas que irão ser implementadas nesses diplomas.
Colocado por: dmanteigasNao concordo. A nova lei nao proibia o reagrupamento familiar. Quem vier ca com intencoes de ter uma vida a longo prazo nao vai ficar afetado.
Colocado por: dmanteigasNao, mas existe o minimo da decencia e educacao.
Por exemplo... o N Miguel quando vai ao medico trata-o por tu? Quando se fala muitas vezes na cultura portuguesa, sao estes pormenores que para muito gente ainda interessam. A mim nao me aquece nem me arrefece, mas conheco muita gente que ainda fica ofendida se trocarem um Doutor por Dr.
Eu se emigrar para o Japao, nao vou para la sem perceber a cultura e forma de interagir deles. E como eu tenho dito varias vezes. A imigracao nao e um direito, e um privilegio. Convinha que quem vem percebesse isto.
Colocado por: N Miguel Oliveira
Será que tenta mesmo?... à quantidade de bots que aqui vão aparecendo a cada dois dias, com usernames com dois ou três letras e dois ou três numeros... eu já não sei não...
Colocado por: N Miguel Oliveira
O que entende por isso?
O que é recusar-se a integrar-se?
É uma relação que joga em ambas direções. Para dançar o tango são precisos dois. Aqui é igual, é verdade que é preciso vontade do imigrante, sem isso nada feito. Mas isso é idêntico no caso da sociedade. Se o que faz é tomar medidas que dificultam essa integração, como pode encher a boca dizendo que o que quer é precisamente que se integrem? Como quer que alguém tenha sentido de pertença se o que vê todo o tempo é a sociedade dizer-lhe que ele não pertence aqui? Nem a família dele...
No final, como raio acha que essa integração de faz? Se nunca passou sequer por isso? Se tivesse, não escrevia as alarvidades que vai escrevendo sistematicamente por aqui.
Em suma, era muito mais fácil para todos se dissessemos o que realmente queremos, em vez desta hipocrisia.
Colocado por: jg231fds, incrível o gajo ameaça a médica, queixa por "xenofobia" e a culpa é da médica e nossa, somos uns xenófobos, adoro!
Colocado por: dmanteigas
Ja eu acho bem e nao percebo porque motivo existe inconstitucionalidade para alem do vies ideologico dos juizes. Basicamente e uma forma de filtrar a imigracao que queremos.
Tambem ja discutimos isso ad eternum e conhece bem a minha opiniao. E o efeito de chamada e pelo menos fazer o controlo na nacionalidade que nao se fez a quem entrou nos ultimos 4 anos e que vai estar em condicoes de a pedir muito brevemente.
Nao e legislar para dar resposta a percepcoes.
Nao termos os dados e em si um indicador que e preciso legislar com urgencia. O estado falhou nesta funcao basica que e controlar quem tem no seu territorio. E alias... as percepcoes neste caso sao muito mais uteis que os dados porque ocorrem em tempo real.
...
Nao concordo. A nova lei nao proibia o reagrupamento familiar. Quem vier ca com intencoes de ter uma vida a longo prazo nao será afectado.
Eu se emigrar para o Japao, não vou para lá sem perceber a cultura e forma de interagir deles. E como eu tenho dito varias vezes. A imigracao nao e um direito, e um privilegio. Convinha que quem vem percebesse isto.
E a habitual miseria do nosso pais no que toca a dados.
Colocado por: dmanteigasEu se emigrar para o Japao, nao vou para la sem perceber a cultura e forma de interagir deles. E como eu tenho dito varias vezes. A imigracao nao e um direito, e um privilegio. Convinha que quem vem percebesse isto.
Colocado por: AMG1Como voce próprio diz, embora por outras palavras, é mesmo legislar para dar resposta a percepções ("não termos os dados...").
Óbviamente que podemos ter uma ideia razoavelmente aproximada da realidade e até admito que o governo a tenha, por isso mesmo é que não percebo esta situação, em que o governo avança com dados, manifestamente "a medo", que depois são contraditados por agências do proprio estado e nada acontece.
Colocado por: AMG1No limite o que está em causa, nem é como tratamos os imigrantes, mas qual o valor que damos às nossas convicções que estão plasmadas na constituição. O que não faz sentido nem é aceitável para nenhum português, também não é aceitável para com alguém que viva legalmente entre nós, sujeito às mesmas obrigações e por isso também sujeito dos mesmos direitos constitucionais.
Colocado por: AMG1Você talvez não, mas é capaz de garantir que qualquer português faria o mesmo?
Colocado por: AMG1Depois, acha que não há brasileiros, ou outros, que tem comportamentos diferentes desses que aponta e que fazem genuinamente um esforço por se integrarem?
Não tome a árvore pela floresta, porque não são a mesma coisa. Eu percebo que vivendo numa floresta as árvores parecem-nos todas iguais, mas não são!
Os imigrantes não são todos iguais, tal como os portugueses também não o são.
Colocado por: N Miguel OliveiraMuito provavelmente, e apesar de todo o estudo nipónico que você poderia fazer antes de sair de Portugal, eu digo-lhe, por experiência própria, e em culturas muito mais parecidas à nossa, que muito do que você percebe por "entender a cultura e modo de interagir com eles" você só aprenderia já estando a viver entre eles. Há milhares de coisas que nunca aprenderá verdadeiramente sem passar por isso na pele
Colocado por: N Miguel OliveiraAgora, se essa informação nunca chegou até mim, apesar de todo o estudo que fiz, e depois de levar 3 ou 4 anos no Japão, qual é a dificuldade de alguém expressar-se e chamar-me à atenção? Ou será que a única solução que os nipónicos vislumbram é interditar a imigração de portugueses?
Colocado por: dmanteigasEvidente. Mas respeitar a cultura onde se 'aterra' e precisamente ir apanhando essas dicas sociais atraves da interacao com os locais. O que nao acontece em Portugal.
Colocado por: dmanteigasO N Miguel tem de voltar a ler aquilo que o jq colocou. Um dos problemas e precisamente estas pessoas nao aceitarem sequer ser chamadas a atencao ou nao se colocarem em situacoes onde possam sequer estar em condicoes de ser chamadas a atencao.