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  1. Colocado por: CarvaiO racional seria apostar no turismo de qualidade com hotéis de luxo, campos de golfe, etc.


    Quanto a vós eu não sei, eu por acaso gosto de ter possibilidade de fazer turismo que consiga pagar...
  2. Colocado por: rod_2000

    Claro que sim!

    Uma coisa que eu não percebo nesta "crise" dos preços das casas são os preços dos lotes, Melides e Comporta acho que é onde isto é mais notório, preferem não baixar os preços dos lotes e "esperar" que apareçam compradores. Ainda existem milhares de loteamentos ao abandono... mas em vez de baixarem os preços parece que ainda os sobem. Na periferia de lisboa então... é brutal!


    Vou chutar aqui exemplos de tantos que há.

    (...)

    Loures - Vialonga
    https://maps.app.goo.gl/o3HREvW7qqpw4eqc6

    Póvoa de Santa Iria
    https://maps.app.goo.gl/1JQBgCHk43XMCXLfA

    (...)

    E a lista continua e continua......
    Eu tenho uma boa forma para aumentar a construção, bastava carregar no IMI destes lotes vazios, mas deve haver pouca vontade politica


    Sem ter a certeza, mas penso que esses lotes de Vialonga (que pertence ao concelho de Vila Franca, não de Loures) são camarários.
    E os lotes de Póvoa de Santa Iria já estão a ser construídos (Empreendimentos Vila Rio).
  3. Colocado por: MLopes_mas penso que esses lotes de Vialonga (que pertence ao concelho de Vila Franca, não de Loures) são camarários.


    Então a câmara está a vendê-los.

    https://www.idealista.pt/imovel/33860781/foto/2/

    Legit, eu não tenho dinheiro, mas este terreno é uma pechincha por 3M, aqueles 120 lotes vendiam-se de um dia para o outro entre os 50 e os 70 mil.
  4. Bem, parece que nos esquecemos que os principais consumidores de Turismo em Portugal são curiosamente os portugueses, cujos rendimentos todos nós sabemos como são... Há lá coisas...

    Não basta dizer que queremos isto e aquilo, economias com valor acrescentado, tecnologia, etc... se depois mantê-mos esta mania do desenrascanço, do DIY, do fazer sem pensar, do executar sem haver planeado, do deixar tudo para a última, ou para amanhã, e por aí em diante...

    Convém lembrar que os maiores consumidores, seja em que sector fôr, são os portugueses em primeiro lugar.
    Não queirámos melhores transportes públicos e quando os temos usámos carros... não queirámos melhores turistas, que gastem mais de mil por dia, quando nós próprios vamos ao MCDonalds quando andamos de passeio... e por aí fora. Queremos terrenos baratos? Queremos casas baratas? E que fazemos quando metemos o que temos à venda?

    Parece que falamos sempre no abstracto, como que o Estado tivesse de resolver tudo, e não somos capazes de ver sequer, o que constribuímos ou deixámos de contribuir... para este ou aquele sector.

    O dinheiro lá aparece quando é preciso comprar carro ou telemóvel... mas depois é um "ai Jasus" porque o bife custou 20 paus.
  5. Colocado por: ClioII

    Quanto a vós eu não sei, eu por acaso gosto de ter possibilidade de fazer turismo que consiga pagar...

    Claro que sim, mas como ganhamos mal temos de usar hotéis e restaurantes baratos á custa de imigrantes e nacionais a ordenado mínimo ou biscate.
    A solução : ganharmos mais.
    Exatamente o mesmo com mercado imobiliário, as casas estão caras ou ganhamos pouco?
  6. Colocado por: rod_2000

    Então a câmara está a vendê-los.

    https://www.idealista.pt/imovel/33860781/foto/2/

    Legit, eu não tenho dinheiro, mas este terreno é uma pechincha por 3M, aqueles 120 lotes vendiam-se de um dia para o outro entre os 50 e os 70 mil.


    Ok, sempre tinha a ideia que os lotes eram camarários, por isso ninguém tinha construído até agora...
    A urbanização imediatamente ao lado foi construída ao abrigo de uma cooperativa de habitação, com direito de superfície.
    Concordam com este comentário: rod_2000
  7. Colocado por: fcouceloDizer que o turismo é um “cancro” para Portugal é completamente errado e revela desconhecimento dos factos.

    Segundo o WTTC e o INE, o turismo representa entre 12% e 21% do PIB português e gera mais de 1,2 milhões de empregos — cerca de um em cada quatro postos de trabalho no país.


    Uma boa forma de perceber que é uma atividade que gera emprego precario.

    Mais de 1/4 dos empregos e gera menos de 1/5 da riqueza!

    Ou seja, 1 em cada 4 pessoas em Portugal (não digo portugueses porque muitos vêm de fora para preencher emprego gerado pelo turismo) a trabalhar no turismo para produzir menos de 1/5 da riqueza.

    Ou seja, produzem abaixo da media, logo, contribuem para um menor PIB per capita, ou seja, para um país mais pobre.




    Se queremos um país mais rico, queremos o oposto.

    Se uma atividade economica utiliza 5% da mão de obra mas gera 15% da riqueza, um crescimento dessa atividade efetivamente iria tornar o país mais rico.

    Ou seja, se passasse a utilizar 10% da mão de obra, mas iria produzir 30% da riqueza (simplificando).

    Claro que esses 5% extra de mão de obra teriam de vir de outras atividades menos produtivas, que depois iriam chorar por mão de obra e fazer lobbying para a importação de mão de obra barata. Empobrecendo o país.
    Concordam com este comentário: dmanteigas
  8. Se o turismo desaparecesse, ou até baixasse para metade, teria um impacto brutal no país.

    Não seria certamente substituído a médio prazo (7-10 anos) por outra coisa. As pessoas que actualmente fazem trabalho de pouco valor acrescentado não teriam trabalho porque os outros sectores estão cada vez mais robotizados. Isso significaria encargos brutais para a segurança social.

    O PIB diminuiria e subiria de novo o racio dívida/PIB, portanto financiar-se no mercado livre bye bye.

    O maior activo actual das famílias (casa propia) baixaria o seu valor, portanto adeus património, adeus vender para investir noutro activo, e adeus banca e créditos vigentes.

    Enfim, estas coisas estão todas ligadas. As crises são oportunidades para uns e pesadelos para otros, mas nunca sabemos de que lado ficamos.

    Além de que em que é que exactamente o turismo impede desenvolver outros sectores? O turismo em Espanha impediu a criação da Zara e do grupo Inditex? O turismo em Nova Iorque impede o desenvolvimento de outros sectores?
  9. Desculpa lá, mas trabalhas nalguma area ligada ao turismo?

    Não é possivel que alguém em 2025 ainda defenda um turismo de massas como um setor favoravel para um país a não ser, não porque o diga numa perspetiva dos interesses para o país, mas numa perspetiva de interesses pessoais.

    Colocado por: palmstrokeSe o turismo desaparecesse, ou até baixasse para metade, teria um impacto brutal no país.


    Ah, e vai ter! Não é um se...

    Uma coisa maravilhosa do turismo é que viajar para outros paises não é um bem de primeira necessidade.

    A economia é ciclica, e é só uma questão de tempo até a economia mundial passar por uma recessão economica.

    Quando isso acontecer, Portugal ainda vai ser brindado com uma baixa de um setor demasiado relevante na nossa economia.

    É maravilhoso viver do turismo, não é?


    Colocado por: palmstrokeAs pessoas que actualmente fazem trabalho de pouco valor acrescentado não teriam trabalho porque os outros sectores estão cada vez mais robotizados.


    Boa parte do emprego gerado pelo turismo de massa só é preenchido por mão de obra barata importada de paises de terceiro mundo.

    Só aí, diz muito do quão bom esse setor é para a nossa economia...

    Sem tanto turismo de massas, quem ficaria a perder seriam os empresarios que queriam apostar nessa atividade de baixo valor acrescentado, e pessoas de paises de terceiro mundo que deixariam de ter Portugal como porta de entrada na Europa pois já não seria preciso virem para cá preencher estes trabalhos precarios criados pelo turismo.


    Colocado por: palmstrokeIsso significaria encargos brutais para a segurança social.


    Antes pelo contrario.

    A sustentabilidade a longo prazo da SS depende acima de tudo das contribuições medias por trabalhador ao longo da sua carreira contributiva.

    Trazer hordas de imigrantes para fazerem trabalhos que pagam o salario minimo, e como tal, fazem os descontos minimos, será um grande desafio para a sustentabilidade da SS se ficarem em Portugal e vierem a depender da SS.

    É tão simples quanto isto: a SS é um bolo, não importa quantas pessoas contribuem para o bolo, importa é quanto é que cada pessoa contribui para o bolo e quanto é que vai consumir do bolo.

    E uma coisa é certa: as pessoas mais pobres, com mais baixos rendimentos, são as que costumam consumir mais do bolo da SS do que contribuem.

    Portanto, achar que encher o país de pessoas em trabalhos precarios a pagar o minimo dos minimos para a SS é que vai salvar a SS...

    Só mesmo quem tenha interesses proprios a servir e não os intereesses do país é que defende isso.

    Colocado por: palmstrokeO PIB diminuiria e subiria de novo o racio dívida/PIB, portanto financiar-se no mercado livre bye bye.


    A riqueza dum país não se mede pelo PIB.

    O Brasil tem um PIB muito superior ao de Portugal.

    A riqueza dum país é a riqueza produzida por pessoa, ou seja, PIB per capita.

    Aumentar o PIB através de 2 milhões de imigrantes pobres é um engano...

    O bolo aumemta, mas aqueles que vão comer o bolo são ainda mais do que o aumento do bolo.

    Colocado por: palmstrokeO maior activo actual das famílias (casa propia) baixaria o seu valor, portanto adeus património, adeus vender para investir noutro activo, e adeus banca e créditos vigentes.


    Esse maior ativo é nada mais do que a casa onde habitam.

    Se venderem, ou vão viver debaixo da ponte, ou têm de comprar outra casa igualmente inflacionada.

    Imaginem, ter a lata de defender a escalada dos preços das casas como uma coisa boa!

    Claramente tens uma agenda a defender, e para mim, é uma agenda nojenta e moralmente reprimivel.

    Shame, shame, shame.
    • AMG1
    • 26 outubro 2025
    Meu caro ferreiraj125,
    Opiniões fortes e bem fundamentadas são o principio do entendimento e da progressão humana. Neste caso parece-me que o excesso verbal segue, em paralelo, com a completa ausência de fundamento.
    Muito do que você escreveu sobre o turismo, enquanto actividade economica, está certíssimo. Alias já lá atrás você tinha feito o mesmo diagnóstico igualmente certo.
    Só que apenas com diagnosticos bem feitos, ninguém se cura. O que é preciso é transformar a economia portuguesa, para que entre outras coisas não esteja tão dependente do turismo, mas isso não se faz acabando com esse sector de "pé para a mão" querendo-se, ou não, essa actividade tem hoje uma uma relevância que o seu fim abrupto seria sempre desastroso e não era só para os hoteleiros.
    Depois, embora tenhamos manifestamente turismo a mais e, provavelmente não o melhor, isso não significa que não possamos ter nesse sector um contributo importante para a nossa economia, até porque isso não é incompativel com podermos ter uma economia cuja base sejam outras actividades de maior valor do que o turismo.
    Foi isto que eu li nas palavras do Palmstroke, não vi ali a defesa de qualquer "agenda nojenta" digna de ser "moralmente reprimida".
    Muito provavelmente não sabe, mas para transformar a economia, também vai ser preciso bem mais do que fechar as portas aos imigrantes. Se apenas os mandar embora, isso não resolve absolutamente nada, muito pelo contrário o que vai acontecer é uma contração na criação, da nossa já parca riqueza. A ideia peregrina de que é a existencia do turismo, ainda que excessivo, que impede que outros sectores se desenvolvam não tem qualquer adesão com a realidade.
    Claro que há quem acredite que se os bancos nao tivessem o turismo a quem conceder crédito, esse crédito iria imediatamente ser direcionado para a criação ou desenvolvimento de um qualquer sector de ponta. Mas isso, cada um é livre de acreditar no que quiser, embora seja estranho ver homens adultos e supostamente informados a acreditarem na historinha do João Ratao.
    Sem vontade, ideias, bons projectos e a pacidacidade para os implementar, so resta fazer "esticas para os colarinhos", que já ninguém usa, ou vender o sol e banhos de mar, coisas que nos calharam no sapatinho, porque construir, fazer e depois vender, isso dá muito trabalho e trabalho é bom, mas para os outros.
    Mas tudo se vai resolver. Os impostos vão baixar, a imigração vai acabar e com isso e mais umas balelas do mesmo tipo, a paz celestial inundara essa terra prometida e todos os que nela habitam...ou melhor, os que aí nasceram, porque parece que o Santo André do Algueirao, só gosta desses.
  10. Não era preciso acabar com o turismo.

    O turismo tem sido altamente subsidiado e possibilitado com medidas politicas.

    Quando se criou um mecanismo para qualquer pessoa poder vir para cá sem qualquer criterio a não ser "está à procura de trabalho", estava-se claramente a criar condições para o turismo e atividades ligadas ao turismo pudessem prosperar apesar do baixo valor que criam.

    A suposta riqueza que traz não é mais do que um esquema ponzi. Tens um ganho inicial de teres maior atividade economica, antes de teres de pagar a conta de teres mais pessoas no país.

    Mais pessoas implica mais despesa, mas para já, deixam-se as infraestruturas rebentarem pelas costuras, até realmente se ter de gastar dinheiro para suportar o incremento populacional.

    Isto sem falar da SS, que é um esquema ponzi quase oficial. Toda esta gente, mesmo com contribuições parcas, está a ajudar a pagar reformas, o problema é quando forem eles a receber reformas, depois de carreiras contributivas mais curtas e com descontos muito baixos.

    Mas pronto, problemas para o futuro. O que importa agora é ter um dinheirinho extra, e os empresarios de setores pouco produtivos até agradecem.
  11. Colocado por: palmstrokeO maior activo actual das famílias (casa propia) baixaria o seu valor, portanto adeus património, adeus vender para investir noutro activo, e adeus banca e créditos vigentes.


    Típico problema de rico que compra e vende casas como se fosse um jogo de poker.

    Uma família portuguesa que já tenha casa própria e é feliz a viver nela, não fantasia com o valor de uma possivel venda no futuro e ganhar fortunas nessa venda. Claro que não vai vender ao preço dos anos 80s, altura que a comprou, mas nem 8 nem 80.

    Dopar o valor real das casas à boleia de um turismo é irresponsável e extremamente perigoso.
    Basta vir um outro coronavirus ou um evento natural que afaste as pessoas de Portugal, e as pessoas ficam agarradas a um activo tóxico longe do valor real.

    Onde é que eu já vi este filme?
    Estas pessoas agradeceram este comentário: ferreiraj125
  12. Colocado por: palmstrokeSe o turismo desaparecesse, ou até baixasse para metade, teria um impacto brutal no país.


    Ninguem pede que o turismo desapareca, apenas que perca preponderancia enquanto setor economico e que deixe de ser subsidiado enquanto atividade economica.

    Colocado por: palmstrokeAlém de que em que é que exactamente o turismo impede desenvolver outros sectores?


    Os recursos sao finitos e limitados, o credito que vai para um grupo hoteleiro nao vai para uma empresa do setor exportador. A construcao de novos hoteis retira capacidade produtiva para a construcao de novos predios. Enquanto o turismo for um setor que paga 6% de IVA, vai ser um investimento mais atrativo que muitos outros.

    Colocado por: AMG1Depois, embora tenhamos manifestamente turismo a mais e, provavelmente não o melhor, isso não significa que não possamos ter nesse sector um contributo importante para a nossa economia, até porque isso não é incompativel com podermos ter uma economia cuja base sejam outras actividades de maior valor do que o turismo.


    Eu so pedia que o turismo paga-se os 23% de IVA que deve. Assim como a restauracao ja agora...


    Colocado por: AMG1Claro que há quem acredite que se os bancos nao tivessem o turismo a quem conceder crédito, esse crédito iria imediatamente ser direcionado para a criação ou desenvolvimento de um qualquer sector de ponta.


    Os bancos sao empresas como outras quaisquer. Enquanto for mais seguro e lucrativo emprestar para o proximo empreendimento turistico, nao vao sair da sua area de conforto para se prepararem para esse tipo de credito. Isto nao e acreditar na historia do joao ratao. E economia 101.
    Durante a troika e com a contracao severa do mercado interno, milhares de empresas nao se viraram para o mercado externo ate ai muitas vezes ignorado? E assim que funciona.
    Eu sei que o AMG1 rejeita este tipo de pensamento, mas e a mesma logica dos imigrantes vs baixos salarios. Enquanto for facil e rapido eu contratar um imigrante para um trabalho que tem um total de 0 interessados nacionais, eu nao vou melhorar as condicoes do posto de trabalho que ofereco.
    Concordam com este comentário: kuatro
  13. Colocado por: rod_2000

    Então a câmara está a vendê-los.

    https://www.idealista.pt/imovel/33860781/foto/2/

    Legit, eu não tenho dinheiro, mas este terreno é uma pechincha por 3M, aqueles 120 lotes vendiam-se de um dia para o outro entre os 50 e os 70 mil.

    Problema é esse, aquilo não são lotes, é um terreno, possivelmente com loteamento.
  14. Colocado por: NTORIONProblema é esse, aquilo não são lotes, é um terreno, possivelmente com loteamento.

    Exato... quem comprar tem que fazer o loteamento e as infraestruturas. Se a Camara tivesse que as fazer tinha que investir uns bons milhoes em cima para vender tudo individualmente. E provavelmente em vez de ter 2 milhoes para meter la em investimento, precisa e dos 3 milhoes em caixa ja.
  15. Mais construção, casas mais caras: novo estudo contraria teoria da oferta e procura
    https://cnnportugal.iol.pt/habitacao/imobiliario/mais-construcao-casas-mais-caras-novo-estudo-contraria-teoria-da-oferta-e-procura/20251027/68ff1424d34e58bc67975696

    Ao contrário do que é comummente dito, isto só valida o que tenho analisado do mercado imobiliário (em números, em obras e nos investidores). Grande parte da construção só está a responder ao mercado financeiro e especulativo e tem canalizado recursos imensos para tal, particularizo a mão de obra.
  16. Colocado por: rod_2000O número de pessoas a trabalhar na construção já foi muito pior:

    O número de trabalhadores na construção em Portugal têm estado a subir em flecha, as estimativas apontam para 430 mil em 2024 +/- e em 2025 perto de 500 mil.

    Portanto, já estamos em valores pré-crise, similares a 1998-2000.O novo Pato Bravo é o imigrante Brasileiro.

    Nota que apesar dos preços das casas terem mais do que duplicado nos últimos anos, os salários dos Patos BRavos nem por isso.


    Relativamente a uma noticia de hoje:
    " Cidadãos em Lisboa destinam 116% do salário para habitação – a maior percentagem na União Europeia. "
    " Em Barcelona e Madrid o rácio para a habitação é de 74%. "
    " Viena (37%), o Luxemburgo e Frankfurt (34%) ou Helsínquia (35%) "

    https://www.rtp.pt/noticias/economia/precos-das-casas-em-lisboa-correspondem-a-116-do-salario-medio-dos-habitantes_n1692980

    É preciso ser muito inocente para achar que o mercado habitacional não está numa bolha.
    Concordam com este comentário:kajuda


    Quando colocamos todas as variaveis dentro do mesmo saco é normal achar-se isso.
    Verifique os aumentos dos salários minimos desde 2005 até hoje, posso dizer que quase triplicou, e os imóveis triplicaram também...

    Os factores humanos aumentaram
    Os materiais aumentaram
    Os terrenos aumentaram
    Os custos com projetos, licençiamentos, etc... também aumentaram...

    E tudo isso somado faz com que a conta aumente muito os imóveis.

    Agora para mim o elefante na sala não são os imóveis estarem carissimos, que é uma realidade, mas não só em Portugal, o grande problema é a disparidade de salários face á média Europeia.

    Em 2025, o salário médio mensal bruto na União Europeia (UE) é estimado em 3.155 euros, segundo dados da Eurostat e Euronews.

    Agora vejam qual é o salário médio em Portugal, e é isto que nenhum politico aborda... Portugal sempre foi conotado como o país dos pobres, e tudo o que se quer para Portugal é que venham para aqui empresas para contratar mão de obra a preço miseráveis.

    Enquanto isto não mudar e Portugal focar-se em ser um país de excelência iremos continuar a bater nesta conversa...

    Porque se a média de salários rondassem os 3000 EUR brutos mensais, provavelmente hoje não estariamos a falar da habitação como se fala.

    É a minha visão sobre este tema.
  17. Veja também a taxa de qualificação média dos empresários europeus e depois compare com a dos empresários portugueses. E aí vai perceber porque é que o nosso tecido económico é como é. Microempresas em setores económicos de baixo valor, que nem sequer consegue absorver a mão de obra qualificada que todos os anos sai das universidades e politécnicos. Enquanto Portugal continuar assim, os salários serão sempre baixos e duvido muito que o salário mínimo possa continuar a subir como tem subido na última década.
    Concordam com este comentário: ferreiraj125
  18. Colocado por: CarvaiA solução : ganharmos mais.


    Eh pá, é isso mesmo, basta portanto subir os ordenados por decreto! (só que não...)
  19. Colocado por: ClioII

    Eh pá, é isso mesmo, basta portanto subir os ordenados por decreto! (só que não...)


    Não tem que ser por decreto, até porque isso não funciona bem. Agora que existem setores de atividade que poderiam pagar muito mais do que o que pagam atualmente é uma verdade.
 
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