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  1. Colocado por: pribeiroexistem setores de atividade que poderiam pagar muito mais do que o que pagam atualmente é uma verdade.


    Colocado por: dmanteigasEnquanto for facil e rapido eu contratar um imigrante para um trabalho que tem um total de 0 interessados nacionais, eu nao vou melhorar as condicoes do posto de trabalho que ofereco.
  2. Enfim, sempre a mesma paranóia.
    Sim, enquanto houver um imigrante, ou enquanto houver um açoriano que vai para o El Dorado Lisboeta, enquanto houver um moço de 20 anos que tem menos encargos que um de 40, e por aí fora... esse efeito existe sempre.

    Qualquer português que trabalha numa terra diferente da de onde nasceu é um migrante caramba. Qualquer bracarence no Porto, qualquer vilaverdense em Braga, qualquer montalegrense em Vila Verde, qualquer flaviense em Montalegre causa esse mesmíssimo efeito que tanta urticária gera.

    Lisboa sofre disso com a maioria dos seus habitantes. Quantos são aqueles que ali vivem cujos pais, avós, bisavós são ou eram alfacinhas de gema?

    É obvio que sem concorrência, os que lá estão podem cobrar mais! É como os médicos basicamente. Não querem concorrência.
    O detalhe aqui, é que sem muitos destes imigrantes, pura e simplesmente não haveria determinado trabalho, não seria feito determinado serviço... porque, muitas das contas simplesmente não bateriam certo.
    Claro, bora lá subir o salário do conductor TVDE para o dobro e proíbi-lo ao imigrante. Boa ideia Mike. O detalhe que parece falhar aqui, é que com um serviço que custe o dobro, eventualmente teria de parar operações por falta de viabilidade e falta de clientela disposta a pagar tal serviço.

    Acho uma tremenda graça ao vamos apostar nas empresas, na liberação disto e daquilo, bora baixar impostos... somos liberais em toda a linha, mas depois não suportámos a ideia de termos concorrentes. Se somos tão bons tão bons, e tão espertos, qual é mesmo o nosso medo da concorrência?
    É que se a queremos enquanto consumidores, faria sentido sermos coerentes no resto também. Não?

    Eu também prefiro uma economia tipo Silicon Valley, que uma tipo ilhas gregas...
    Mas não é por deixar de explorar o Turismo, que do nada, o Silicon Valley aparece.
    Não basta querer. É preciso fazer acontecer, e estar ciente das desvantagens disso também no fututo próximo. Seria engraçado ver o que faria a população que se queixa por pagar 5k em projectos para uma casa de 250m², começasse do nada a pagar 100'000 pela papelada duma com 100m²...

    O Turismo é mau? E quê? Subimos todos os preços para o dobro para que sejam portugueses a operá-lo? Idem para a construção? Agricultura? Realmente para os profissionais desses sectores não seja nada mal pensado não. Mas, e que aconteceria ao fluxo de trabalho como esses preços no dobro? Na volta ia era tudo ao charco antes do final do ano...

    Mas pronto, quando alguém rebate alguma ideia, vêm logo dizer que beneficiamos disso ou que temos algum hotel ou restaurante. Enfim...

    As ideias fantásticas do Trump e companhia parece que estão mais presentes em Portugal do que eu pensava...

    Creio que foi na Dinamarca salvo erro, que saiu um estudo, em que ao contrário do que as pessoas pensam, a imigração melhorou a vida de todos no seu conjunto, e no trabalho, o que fez, em vez de tirar o lugar o nativo, foi permitir que a empresa crescesse e o nativo subisse de posto, pura e simplesmente.
    Na Suíça, os nativos passaram a estudar para profissões que gostavam, ao passo que as profissões necessárias mas díficeis pudessem ser realizadas na mesma (por imigrantes) sem que o seu custo disparasse.
    Por Portugal, e apesar de todos os Uber, empregados de mesa, trolha, etc... parece que o nivel de educação dos imigrantes é ligeiramente superior ao da média nacional... pelo que, eu pelo menos acredito, que um Uber com ensino superior, será melhor Uber que um que nem ler sabe... o que está mal, é desperdiçá-lo metendo-o a conduzir um carro... Contratem-no para serviços para os quais estudou. A culpa do mercado pedir Ubers em vez de Engenheiros, não é só do Estado, e muito menos dele próprio.
    Concordam com este comentário: AMG1
  3. Não é com outdoors que somos menos Bangladesh. É abrindo empresas de vestuário e calçado no Textile Valley enquanto empresários. E é comprando nacional em vez de ir à Primark ou à Zara comprar roupa do Bangladesh, enquanto consumidores.

    Idem para as hortaliças, materiais de construção, relógios (fazendo a ponte com a discussão ao lado), telemóveis, automóveis, software, etc...

    O tipo do Bangladesh, que na volta no país dele geria a secção das golas e punhos de camisa veio para Portugal, e em vez de encontrar um mercado que absorvesse o seu conhecimento, esse mercado mandou-o para dentro dum Uber onde se conduz pela direita e há semáforos, quando o tipo lá andava de motinha a fugir aos buracos.
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  4. É tudo muito bonito, mas o que fala mais alto são os euros no bolso no final do mês.
    Todos são a favor da produção nacional, mas depois vão a correr comprar camisolas por 5 euros na Decathlon em vez de pagar 15 por uma Made in Portugal.
    E quem diz camisolas pode dizer qualquer outra coisa...
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira, dmanteigas
  5. Oh Miguel, mas pegou precisamente em 2 exemplos "bons" para o lado do ventura: a Dinamarca e a Suiça tem políticas migratórios bastante restritas. É óbvio que precisamos de imigrantes, mas não de aumentar a população com quase +10% de imigrantes em meia dúzia de anos.
    Concordam com este comentário: ferreiraj125
  6. 🙈 o gajo é tão poucochinho.

    Mas efectivamente todos os estrangeiros ricos ou pobres se servem dos benefícios fiscais ou legais que Portugal oferece de bandeja.
    🚫
  7. Colocado por: manelvcOh Miguel, mas pegou precisamente em 2 exemplos "bons" para o lado do ventura: a Dinamarca e a Suiça tem políticas migratórios bastante restritas. É óbvio que precisamos de imigrantes, mas não de aumentar a população com quase +10% de imigrantes em meia dúzia de anos.


    Ainda não percebeu que o Ventura não quer saber disso para nada? Quantos mais imigrantes houver, mais votos ele tem. O que interessa é falar do que "realmente interessa", ciganos, burcas, etc... isso sim. Agora falar de como Portugal se vai transformar nesse espetacular Silicon Valley Ibérico é que está quieto. Por alguma razão, o Silicon Valley Original é azulinho e não vermelho mas pronto. Quanto à Suíça, quem dera a Portugal ter os imigrantes que a Suíça tem. A Suíça é o que é também graças a eles, e não apesar deles. Mas lá está, na volta nem Turismo têm quer ver? Parece que são coisas compatíveis por lá...

    O bem de sermos atrasados é que podemos aprender com os erros dos outros. E tanto a Suíça, a Dinamarca ou o Silicon Valley também tiveram os seus. Só não são os que acha que são.

    Os problemas que se discutem cá no burgo pouco têm que ver com economia na verdade. Nos outdoors do Chega, menos ainda.
    Concordam com este comentário: Palhava
  8. Salazar ao menos tinha honestidade.
    (Deus que me perdoe, mas é a verdade.)
    • AMG1
    • 28 outubro 2025
    Colocado por: Vítor Magalhães



    Todos sabemos que antes de haver imigrantes, Portugal já era conhecido pelos elevados salarios que pagava.
    Os baixos salarios são, antes de mais, porque muito desse trabalho é consumido em actividades que geram pouco valor, independentemente de serem portugueses ou chineses a fazê-lo.
    Depois também há outros factores, como p.e. a fraca capacidade negocial da generalidade dos trabalhadores portugueses.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
  9. Colocado por: powerPTMais construção, casas mais caras: novo estudo contraria teoria da oferta e procura
    https://cnnportugal.iol.pt/habitacao/imobiliario/mais-construcao-casas-mais-caras-novo-estudo-contraria-teoria-da-oferta-e-procura/20251027/68ff1424d34e58bc67975696

    Ao contrário do que é comummente dito, isto só valida o que tenho analisado do mercado imobiliário (em números, em obras e nos investidores). Grande parte da construção só está a responder ao mercado financeiro e especulativo e tem canalizado recursos imensos para tal, particularizo a mão de obra.


    Estás a dizer que a especulação tem tido o efeito positivo de criar oferta através da construção de novas casas?
  10. Colocado por: kuatroVeja também a taxa de qualificação média dos empresários europeus e depois compare com a dos empresários portugueses. E aí vai perceber porque é que o nosso tecido económico é como é. Microempresas em setores económicos de baixo valor, que nem sequer consegue absorver a mão de obra qualificada que todos os anos sai das universidades e politécnicos. Enquanto Portugal continuar assim, os salários serão sempre baixos e duvido muito que o salário mínimo possa continuar a subir como tem subido na última década.
    Concordam com este comentário:ferreiraj125


    Também não se faz nada para mudar isso.

    Qualquer dinheiro que seja investido em Poortugal, pode continuar a ser investido em atividades de baixo valor acrescentado que o governo arranja forma de terem mão de obra barata disponivel.
    • AMG1
    • 28 outubro 2025
    Colocado por: dmanteigas

    Os bancos sao empresas como outras quaisquer. Enquanto for mais seguro e lucrativo emprestar para o proximo empreendimento turistico, nao vao sair da sua area de conforto para se prepararem para esse tipo de credito. Isto nao e acreditar na historia do joao ratao. E economia 101.
    Durante a troika e com a contracao severa do mercado interno, milhares de empresas nao se viraram para o mercado externo ate ai muitas vezes ignorado? E assim que funciona.
    Eu sei que o AMG1 rejeita este tipo de pensamento, mas e a mesma logica dos imigrantes vs baixos salarios. Enquanto for facil e rapido eu contratar um imigrante para um trabalho que tem um total de 0 interessados nacionais, eu nao vou melhorar as condicoes do posto de trabalho que ofereco.
    Concordam com este comentário:kuatro


    Exactamente os bancos são como qualquer outra empresa e procuram o melhor negócio. Se hoje estão a financiar o turismo, isso não os impede de amanhã financiarem qualquer outro negocio que lhe proponham e que lhes seja mais vantajoso.
    Quem avalia risco no turismo tambem o sabe fazer para outras actividades e se não souber, não faltam consultoras com o conhecimento necessario e prontas a facturar.
    O que precisamos é desses empresários, que tenham ideias, as transformem em projectos e demonstrem ter a capacidade de gestão para os executar. Quando isso ocorrer, o capital também aparece, entretanto os bancos dedicam-se ao que há, hoje é o turismo amanhã será outra coisa qualquer.
    Isto não é defender o turismo em demasia, porque isso seria um verdadeiro disparate a varios níveis, apenas o constatar da realidade. Temos turismo a mais, porque o facilitamos e o tornamos facil e rentável. Tão simples quanto isso.
    Claro que a mão de obra imigrante tambem entra nessa equação, mas os portugueses que trabalhavam no turismo, sempre ganharam mal, logo os imigrantes, só vieram reproduzir o que já tinhamos, não são responsaveis pela criação do fileira do turismo como essencial para a economia do pais. Essa responsabilidade é inteiramente nossa.
    Quanto ao que se passou nos tempos da Troyca, sem desmerecer o esforço de alguns empresários, que souberam reinventar os seus negócios, também convém ter presente a colossal desvalorização interna que também ajudou e muito nesse esforço. Comparar esse periodo especifico com a situação actual não tem qualquer sentido.
    O nosso foco deveria ser na transformação da economia, para a tornar mais competitiva e rentável e para isso é preciso direccionar os apoios sejam fiscais ou outros para os sectores que possam fazer essa transformação e não dispersar os meios por todos e com isso ajudar a manter de forma artificial sectores sem futuro, ou com externalidades negativas demasiado elevadas, como também acontece com o turismo.
    Mas nada disto é incompativel com a manutenção de um sector turisticos com alguma relevância económica, até porque temos disponíveis alguns dos recursos naturais essenciais e seria um disparate não os aproveitar.
    Na Califórnia, num raio de algumas centenas de km, coexistem as maiores tecnológicas globais, com alguns dos parques naturais mais visitados nos USA e isso não gera qualquer inconveniente a nenhuma dessas actividades. Mais, pelo meio ainda tem uma intensa actividade agrícola, em grande parte suportada por mão de obra imigrante.
    Eu diria mesmo que parte da riqueza material da California, também resulta dessa imensa riqueza cultural e social gerada pela mistura e até alguma interligação entre todas essas actividades e pessoas que a elas se dedicam.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira, kuatro
  11. Colocado por: AMG1Mais, pelo meio ainda tem uma intensa actividade agrícola, em grande parte suportada por mão de obra imigrante.


    Como é o caso de Gilroy, a capital do alho, ou Modesto, a capital da amêndoa, ou ainda Napa, a capital do tintol... e ver a que distância ficam da sede da Google, da Apple, da Meta, da Netflix, etc...
    E que por exemplo, a escassa ferrovia que existe por alí foi erguida por chineses...

    A malta bem quer ser o Silicon Valley. Falta mencionar que boa parte daqueles municipios são povoados por imigrantes. E essa é a verdadeira riqueza daquelas terras.

    Já em Portugal, e em boa parte da Europa, a nossa riqueza foi sobretudo herdada... e mesmo assim nunca estámos bem...
    • AMG1
    • 28 outubro 2025
    Colocado por: N Miguel OliveiraNão é com outdoors que somos menos Bangladesh. É abrindo empresas de vestuário e calçado no Textile Valley enquanto empresários. E é comprando nacional em vez de ir à Primark ou à Zara comprar roupa do Bangladesh, enquanto consumidores.

    Idem para as hortaliças, materiais de construção, relógios (fazendo a ponte com a discussão ao lado), telemóveis, automóveis, software, etc...

    O tipo do Bangladesh, que na volta no país dele geria a secção das golas e punhos de camisa veio para Portugal, e em vez de encontrar um mercado que absorvesse o seu conhecimento, esse mercado mandou-o para dentro dum Uber onde se conduz pela direita e há semáforos, quando o tipo lá andava de motinha a fugir aos buracos.
      Screenshot_20251027_102319_Chrome.jpg


    Como será que um qualquer português se sentiria ao ver um cartaz destes numa qualquer rua do Luxemburgo ou em certas zonas de França?
    Aposto que se iria sentir bastante animado para se integrar nessas comunidades. Para tratar as pessoas assim, porque também são pessoas, convém não esquecer, mais valia ser honesto e dizer-lhes para se irem embora.
    Isto é só abjecto, como quase tudo o que sai dali!
  12. Colocado por: AMG1Como será que um qualquer português se sentiria ao ver um cartaz destes numa qualquer rua do Luxemburgo ou em certas zonas de França?


    Sem mencionar outros cargos inferiores, e focando-nos apenas nos CEOs, temos indianos ou descentes de indianos a gerir (ou geriram até há bem pouco tempo) empresas como a Alphabet, Google, Microsoft, IBM, Youtube, Deloitte, Starbucks, P&G, Chanel, Adobe, Vimeo, Novartis, Twitter, etc...
    Ser originário da Índia ou do Bangladesh não é vergonha nenhuma. Tal como não o é ter nascido em Portugal ou na Suíça. Um outdoor assim é completamente despropositado e pega com algo que ninguém pode controlar, o sítio onde o próprio nasceu. Que não queira certos imigrantes, que não aceite certos hábitos em praça pública é perfeitamente legítimo. Que haja regras mais restritas, que não se venda/ofereça a nacionalidade sem mais nem menos... tudo isso faz sentido. "Isto não é o Bangladesh" e fazer disso um outdoor é só porco e não ajuda em nada... só serve para dizer a um estrangeiro que será sempre menos, por muitas qualidades que tenha.
    Concordam com este comentário: AMG1, Pedro Barradas
    • AMG1
    • 28 outubro 2025
    Colocado por: N Miguel Oliveira

    Já em Portugal, e em boa parte da Europa, a nossa riqueza foi sobretudo herdada... e mesmo assim nunca estámos bem...


    A riqueza herdada, seja muita ou pouca, se não for reproduzida está destinada a acabar mais cedo ou mais tarde. Termos essa riqueza herdada disponível pode ser uma vantagem enorme face a quem não a tem, mas também se pode tornar numa maldição se não a soubermos administrar.
    O capitalismo do sul da europa, sempre gostou mais de viver de rendas do que arriscar e evoluir, Portugal não é excepção. Não é por acaso que algumas das nossas maiores empresas estão nesses sectores, onde basta lá estar para ganhar dinheiro. Adulterando o titulo de um famoso texto de M Weber, o espírito do capitalismo português não combinam nada com o estudo, o risco e uma ética do trabalho e sem isso dificilmente teremos algo que se possa aproximar de Silicon Valley. Por cá, em vez de procurarmos superar o outro, preferimos torpedear o seu sucesso, para que não se distancie demasiado.
    A sorte é que aparece sempre um idiota como o agora este Ventura, para nos reconfortar o ego, apontando o dedo a quem ainda tem menos ou está pior do que nós.
    Leia-se o Camões, já está lá tudo sobre a "alma portuguesa"!
  13. Colocado por: AMG1o espírito do capitalismo português não combinam nada com o estudo, o risco e uma ética do trabalho e sem isso dificilmente teremos algo que se possa aproximar de Silicon Valley. Por cá, em vez de procurarmos superar o outro, preferimos torpedear o seu sucesso, para que não se distancie demasiado.


    Isto ilustra exactamente o que sinto quando comparo as duas realidades. É em quase todos os níveis. Como não sou das Tecnologias, nem dos computadores, resumo a comparação no âmbito do Urbanismo.

    Quando metemos um projecto numa Câmara portuguesa, só vejo problemas. Coisas sem nenhum sentido, que apenas servem para perder tempo e mostrar quem tem o poder. Quando metemos um projecto em San Jose, Palo Alto, San Francisco, (ou doutro municipio do SV)... nem sequer precisámos "saber" a lei local direito. O técnico que nos é atribuído tem como missão ajudar a que o projecto seja aprovado. Quando vê que algo não está bem, até dá a sugestão de como resolver... ou como responder e ignorar certa guideline. E muitas regras são negociáveis. Não há nada que não tenha remédio. Nas obras idem, há muito a personagem do "consultant"... se não domino certo tema, o mais normal é procurar e pagar a quem saiba. Enfim, quase o oposto do espírito "à pala" e desenrascanço deste Fórum... ou do crónico DIY.

    É muito melhor cooperar que competir.
    E por ali competição tampouco falta, mas acho-a mais saudável... a competição é para ver quem chega mais longe, e não para ver quem desiste primeiro...

    Preferia ver o Ventura concentrado em fazer que o mercado permitisse ao indiano chegar a CEO se assim quisesse e tivesse capacidade... em vez de matá-lo logo na praia dizendo que "aqui tu não pertences nem irás pertencer" fazendo-o desistir pelo cansaço.
    Concordam com este comentário: AMG1
  14. Colocado por: AMG1Exactamente os bancos são como qualquer outra empresa e procuram o melhor negócio. Se hoje estão a financiar o turismo, isso não os impede de amanhã financiarem qualquer outro negocio que lhe proponham e que lhes seja mais vantajoso.


    Sendo que qualquer negocio de servicos em Portugal parte logo com uma 'desvantagem fiscal' de 17%, que acho que podemos concordar que tem muito impacto na rentabilidade do negocio. Logo o 'vantajoso' nao e uma simples analise de negocio quando ha incentivos fiscais extremamente positivos para um setor da economia que o tornam mais 'competitivo' com o exterior vs outros.


    Colocado por: AMG1O que precisamos é desses empresários, que tenham ideias, as transformem em projectos e demonstrem ter a capacidade de gestão para os executar. Quando isso ocorrer, o capital também aparece, entretanto os bancos dedicam-se ao que há, hoje é o turismo amanhã será outra coisa qualquer.


    Eu acho e que o AMG1 nao quer perceber muito bem como funciona a 'art of the deal'.
    Eu sou um potencial empresario e tenho 100e para investir num negocio. De um lado, tenho um setor subsidiado e protegido pelo estado, que implica pouco trabalho e especializacao e pouca ou nenhuma inovacao. Do outro tenho um setor que implica inovacao constante, investimento, nao subsidiado, com maior competitividade. A escolha obvia vai sempre ser o setor subsidiado e protegido pelo estado. Em condicoes 'concorrenciais' o que ia acontecer e que esse setor ia ser um de baixas margens, muito competitivo e sensivel ao preco.
    Eu dei o exemplo da crise que teimou em ignorar. Antes da crise muita empresa nem pensava em exportar porque para que exportar se tenho tao bons clientes aqui ao lado e que dao tao pouco trabalho? Entretando esse cliente desaparece ou diminui as encomendas e eu sou 'obrigado' a procurar clientes fora. E as exportacoes explodem. Nenhum agente economico toma este tipo de atitude se a ela nao for forcada.
    Leia e escreva isto no seu quadro qual Bart Simpson. Enquanto o turismo for protegido, subsidiado e beneficiado a nivel estatal a economia nunca vai direcionar investimento em quantidade suficiente para transformar a economia.


    Colocado por: AMG1também convém ter presente a colossal desvalorização interna que também ajudou e muito nesse esforço.


    Colossal desvalorizacao interna aconteceu nas primeiras duas intervencoes do FMI com a desvalorizacao da moeda. Durante a troika nao existiu qualquer colossal desvalorizacao interna. Pelo contrario... foi um periodo deflacionario onde em termos reais tivemos quanto muito uma estagnacao do custo da mao de obra, que suponho que seja o que se esta a referir.


    Colocado por: AMG1Mas nada disto é incompativel com a manutenção de um sector turisticos com alguma relevância económica, até porque temos disponíveis alguns dos recursos naturais essenciais e seria um disparate não os aproveitar.


    Nem ninguem aqui propoe acabar com o turismo. Apenas e so deixar de o subsidiar em detrimento de outros setores economicos. Da o bom exemplo da California... a ultima vez que verifiquei, o estado da California nao subsidia o turismo em detrimento do setor tecnologico.
    Concordam com este comentário: kuatro
  15. Colocado por: AMG1

    Todos sabemos que antes de haver imigrantes, Portugal já era conhecido pelos elevados salarios que pagava.
    Os baixos salarios são, antes de mais, porque muito desse trabalho é consumido em actividades que geram pouco valor, independentemente de serem portugueses ou chineses a fazê-lo.
    Depois também há outros factores, como p.e. a fraca capacidade negocial da generalidade dos trabalhadores portugueses.
    Concordam com este comentário:N Miguel Oliveira


    Acabou por responder e dar razão ao que tinham escrito acima. A fraca capacidade negocial também é suportada pela elevada concorrência por quem aceita trabalhar pelo salário minimo, e não falta quem o aceite.
    Em todo o caso, essas mesmas atividades que geram pouco valor são muito mais bem remuneradas lá fora, razão pela qual o grosso dos portugueses que emigram são essas atividades que acabam por ir desempenhar, mas com outro... "mindset".

    As pessoas tem que compreender e fazer mostrar que fazem mais falta às empresas e patrões portugueses que o contrário, independentemente de serem portugueses, brasileiros, indostânicos, etc...
    Concordam com este comentário: dmanteigas
  16. Colocado por: AMG1

    Como será que um qualquer português se sentiria ao ver um cartaz destes numa qualquer rua do Luxemburgo ou em certas zonas de França?
    Aposto que se iria sentir bastante animado para se integrar nessas comunidades. Para tratar as pessoas assim, porque também são pessoas, convém não esquecer, mais valia ser honesto e dizer-lhes para se irem embora.
    Isto é só abjecto, como quase tudo o que sai dali!


    Se emigrasse e estivesse rodeado de portugueses, emigraria para outro país 🤣
 
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