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  1.  # 1

    Como não existe habitação social, mesmo portugueses que trabalham têm de viver na rua com filhos menores.
    Parabéns à especulação e à inexistência de serviço público de habitação.
    Já voltamos a ter favelas, agora é só aguardar pelo tráfico de droga e armas para ficarmos como a América Latina.

    https://www.youtube.com/watch?v=ne4aD4VEDxw
  2.  # 2

    Só devia ter filhos quem pode dar condições para os ter.
    Onde estão os pais das crianças?
    Não quero ser moralista. Mas há pessoas que não têm a noção.
    E depois quem sofre são as crianças com privações e em risco de irem ser institucionalizadas.

    Conheço 2 irmãos que foram institucionalizados e foram os primeiros da família a tirar curso superior.
    Mas também conheço 2 que se suicidaram.
    E a grande maioria é malta que não vai longe.
    Concordam com este comentário: dmanteigas, canario12, ALCLCF, master_chief
  3.  # 3

    Colocado por: MariaseveraSó devia ter filhos quem pode dar condições para os ter.


    Por essa ordem de pensamento, a geração mais nova só tem filhos quando tiver 50 anos, eventualmente um emprego estável e se tiver os 2 rins a funcionar.

    Alguém pode ter perfeitas condições hoje, e daqui a 5 anos estar completamente na merd*.

    Mas na verdade, o que é ter "condições"? A vida dá muitas voltas. Entre emprego, doenças, divórcios, mortes..
    Concordam com este comentário: HAL_9000, desofiapedro
    Estas pessoas agradeceram este comentário: desofiapedro
  4.  # 4

    e o tal fundo proprietário da casa ? não tem responsabilidades nenhumas? embora tivesse ali uma renda certa com esta inquilina é assim tão urgente ter a casa livre para quê? para especular novamente e dar lucros ao fundo? não estará aqui alguma lacuna na lei?
    Concordam com este comentário: desofiapedro
  5.  # 5

    Mariasevera

    embora o nome ( :))não seja assim, esta mãe trabalha e até tem contrato fixo e sozinha tem se aguentado, porquê esta alteração tão abrupta apenas para dar continuidade a mais um negocio de um fundo?
  6.  # 6

    Colocado por: MariaseveraSó devia ter filhos quem pode dar condições para os ter.
    Onde estão os pais das crianças?
    Os pais das crianças são apenas obrigados a dar pensão de alimentos, hoje 136€/mês. No caso da Ana Filipa teria um total de 544€/mês, o que é metade da renda dum T2.

    Colocado por: MariaseveraNão quero ser moralista. Mas há pessoas que não têm a noção.
    E depois quem sofre são as crianças com privações e em risco de irem ser institucionalizadas.
    É o que me parece que vai acontecer: quando o agente de execução não puder adiar mais o despejo, vai comunicar à CPCJ e os filhos vão ser retirados à mãe. Talvez fiquem disciplinados, quem sabe...
  7.  # 7

    Colocado por: Nostradamus

    Por essa ordem de pensamento, a geração mais nova só tem filhos quando tiver 50 anos, eventualmente um emprego estável e se tiver os 2 rins a funcionar.

    Alguém pode ter perfeitas condições hoje, e daqui a 5 anos estar completamente na merd*.

    Mas na verdade, o que é ter "condições"? A vida dá muitas voltas. Entre emprego, doenças, divórcios, mortes..
    Concordam com este comentário:HAL_9000
    Exatamente. Por isso a habitação (tal como a educação e a saúde) deveria ser um elevador social. Já o foi no tempo das cooperativas e dos empreendimentos públicos mas hoje os interesses instalados (proprietários, hotéis, autarquias) descobriram o turismo e não querem concorrência.
  8.  # 8

    mas os filhos são indisciplinados?
  9.  # 9

    Só aqueles gadanhos devem custar uns 15€ por mês. Que vá trabalhar!

    Não tenho pena nenhuma.
  10.  # 10

    Colocado por: marco1e o tal fundo proprietário da casa ? não tem responsabilidades nenhumas? embora tivesse ali uma renda certa com esta inquilina é assim tão urgente ter a casa livre para quê? para especular novamente e dar lucros ao fundo? não estará aqui alguma lacuna na lei?

    Tenho alertado este fórum várias vezes para esses interesses especulativos. Se já estávamos endividados no próprio solo, vamos ficar ainda mais. No fundo é um crescimento económico fictício, onde proprietários sentem mais dinheiro no bolso, enquanto arrendatários e hipotecários andam asfixiados. Mas aumento da riqueza propriamente não existe porque ela só advém da exportação de produtos, nunca resultou de especulação imobiliária.
    Já há sinais de bolha, diante do crescimento da bolsa de valores americana e da queda do emprego, substituído pela inteligência artificial uma vez que as máquinas não precisam de habitação. Portanto certamente haverá uma nova crise com saques aos contribuintes e descida de 30% nos preços dos imóveis (tal como em 2010-2015, pós Subprime 2008) mas eles tenderão a recuperar no médio-longo prazo a menos que se tomem medidas reestruturantes como Habitação Pública.
  11.  # 11

    Relativamente aos fundos. Partilho este texto:
    "O que é e como funciona um fundo imobiliário?
    Era uma vez...Antes, quem tinha algum dinheiro comprava uma casita ou duas para poupança. Arrendava-as. Na velhice, tinha qualquer coisinha mais que a reforma. Um médio burguês, uma dezena de casitas. Um grande burguês, ruas e praças cheias de casas e casitas no centro das vilas e cidades.
    Era um “investimento” seguro. Obrigações do tesouro rendem pouco, e acções são sempre arriscadas.
    Agora já não é assim. Algum banco ou financeiro lembrou-se disto: porque é que, com a quantidade de dinheiro que há nos nossos bancos, não se compram casas a eito, não numa vila, não numa cidade, mas em muitas vilas, em muitas cidades, em muitos países, para as pôr a render: a arrendar, se as rendas estiverem a dar, a vender, se os preços estiverem a subir; paradas, se a procura estiver fracota; mete-se isso tudo num fundo. Divide-se a carteira de imóveis em títulos de participação; vendem-se esses títulos aos tais pequenos, médios e grandes burgueses, que, assim, sem chatices, não sendo proprietários de nenhuma casa concreta, têm quotas nelas todas. Não correm o risco de terem um inquilino chato ou de serem aldrabados por um comprador de má fé, e têm um rendimento constante, bem bom, vindo da gestão do conjunto da nossa bem gerida carteira. Enquanto o mercado imobiliário for subindo — e, como proprietários disto tudo, temos muita influência no mercado e contribuímos para que ele vá sempre subindo! — é rendinha certa.
    Suponhamos um António Ramalho qualquer, sei lá, marido de uma ministra do Trabalho, seja aqui a do governo Montenegro/Ventura, para a coisa ser gira.
    O nosso homem acaba, suponhamos, de receber dos seus chefes texanos da Lone Star um “bónus” de umas dezenas de milhões de euros, como recompensa da bem sucedida destruição, dizem uns, lucrativa outros, venda do Novo Banco — “salvo” da bancarrota em que se meteu por obra e graça do Espírito Santo pelo orçamento do Estado, que é dinheiro do povo que não consegue comprar nem arrendar casa.
    Desviaram-se uns milhares de milhões, por exemplo, das maternidades que se foram fechando, e deu-se ao Lone Star e ao Ramalho? Não sabemos, não há auditoria à dívida pública e bancária, desde o colapso destes em 2008.
    Ora, o bancário do banqueiro vai ter com ele e diz-lhe assim “Ó Sr António, dinheiro parado é papel morto! Temos aqui um fundozinho imobiliário muito jeitoso, muito sólido, ele até está filiado num grande fundo imobiliário espanhol, que pertence a um ainda maior fundo imobiliário alemão, controlado por um fundo de fundos imobiliários americano! Sr. António, dá-lhe 4% garantidos, e mais, se o mercado subir, e olhe que é só investimento prime, em casas em Lisbon, Oporto e sítios assim, tá a ver?
    O fundo, com dinheiro dos bancos e dos “investidores”, lá vai comprando e vendendo centenas de casas, em Lisbon e Oporto, tem outras centenas no Algarve para arrendamento ao turista. Só revende quando valem o dobro por que compraram. Negócio da China.
    Of course, mister António, mais sólido que isto não há. É claro, também pode investir em obrigações ou acções da EDP ou em títulos de dívida pública, mas está sempre dependente de a administração conseguir cortar salários, de o governo mudar as leis laborais ou proibir as greves, das ordens de Bruxelas e do BCE — enquanto isso, o fundo "valoriza-se".
    Olhe que dizem que até o nosso (spinum)vivíssimo PM tem uma agência imobiliária, e o líder do Partido fascista Chega trabalhou como advogado de vistos gold para investidores! É só para o senhor ver!
    "
    Raquel Varela
    Estas pessoas agradeceram este comentário: joaomgf
  12.  # 12

    Colocado por: Pedro BarradasRelativamente aos fundos. Partilho este texto:
    "O que é e como funciona um fundo imobiliário?
    Era uma vez...Antes, quem tinha algum dinheiro comprava uma casita ou duas para poupança. Arrendava-as. Na velhice, tinha qualquer coisinha mais que a reforma. Um médio burguês, uma dezena de casitas. Um grande burguês, ruas e praças cheias de casas e casitas no centro das vilas e cidades.
    Era um “investimento” seguro. Obrigações do tesouro rendem pouco, e acções são sempre arriscadas.
    Agora já não é assim. Algum banco ou financeiro lembrou-se disto: porque é que, com a quantidade de dinheiro que há nos nossos bancos, não se compram casas a eito, não numa vila, não numa cidade, mas em muitas vilas, em muitas cidades, em muitos países, para as pôr a render: a arrendar, se as rendas estiverem a dar, a vender, se os preços estiverem a subir; paradas, se a procura estiver fracota; mete-se isso tudo num fundo. Divide-se a carteira de imóveis em títulos de participação; vendem-se esses títulos aos tais pequenos, médios e grandes burgueses, que, assim, sem chatices, não sendo proprietários de nenhuma casa concreta, têm quotas nelas todas. Não correm o risco de terem um inquilino chato ou de serem aldrabados por um comprador de má fé, e têm um rendimento constante, bem bom, vindo da gestão do conjunto da nossa bem gerida carteira. Enquanto o mercado imobiliário for subindo — e, como proprietários disto tudo, temos muita influência no mercado e contribuímos para que ele vá sempre subindo! — é rendinha certa.
    Suponhamos um António Ramalho qualquer, sei lá, marido de uma ministra do Trabalho, seja aqui a do governo Montenegro/Ventura, para a coisa ser gira.
    O nosso homem acaba, suponhamos, de receber dos seus chefes texanos da Lone Star um “bónus” de umas dezenas de milhões de euros, como recompensa da bem sucedida destruição, dizem uns, lucrativa outros, venda do Novo Banco — “salvo” da bancarrota em que se meteu por obra e graça do Espírito Santo pelo orçamento do Estado, que é dinheiro do povo que não consegue comprar nem arrendar casa.
    Desviaram-se uns milhares de milhões, por exemplo, das maternidades que se foram fechando, e deu-se ao Lone Star e ao Ramalho? Não sabemos, não há auditoria à dívida pública e bancária, desde o colapso destes em 2008.
    Ora, o bancário do banqueiro vai ter com ele e diz-lhe assim “Ó Sr António, dinheiro parado é papel morto! Temos aqui um fundozinho imobiliário muito jeitoso, muito sólido, ele até está filiado num grande fundo imobiliário espanhol, que pertence a um ainda maior fundo imobiliário alemão, controlado por um fundo de fundos imobiliários americano! Sr. António, dá-lhe 4% garantidos, e mais, se o mercado subir, e olhe que é só investimento prime, em casas em Lisbon, Oporto e sítios assim, tá a ver?
    O fundo, com dinheiro dos bancos e dos “investidores”, lá vai comprando e vendendo centenas de casas, em Lisbon e Oporto, tem outras centenas no Algarve para arrendamento ao turista. Só revende quando valem o dobro por que compraram. Negócio da China.
    Of course, mister António, mais sólido que isto não há. É claro, também pode investir em obrigações ou acções da EDP ou em títulos de dívida pública, mas está sempre dependente de a administração conseguir cortar salários, de o governo mudar as leis laborais ou proibir as greves, das ordens de Bruxelas e do BCE — enquanto isso, o fundo "valoriza-se".
    Olhe que dizem que até o nosso (spinum)vivíssimo PM tem uma agência imobiliária, e o líder do Partido fascista Chega trabalhou como advogado de vistos gold para investidores! É só para o senhor ver!
    "
    Raquel Varela

    Isto resume-se ao que eu referi: não se cria riqueza com a especulação imobiliária. Apenas ficamos endividados no próprio solo. Enquanto a Europa anda às turras da ruinosa direita contra a mediocre cultura woke, a socialista China prospera - também Hu Jintao tinha criado uma bolha imobiliária mas Xi Jinping silenciou-a porque a riqueza cria-se com exportação e não com especulação.
  13.  # 13

    É muito triste a situação, sim.
    Mas mais triste é alguém de fora, dar bitaites, se ela vai fazer as unhas, tem tatuagem ou vai ao cabeleireiro.
    Uma pessoa é uma pessoa. Não um bicho.
    Concordam com este comentário: BellyBlue, desofiapedro, JPJDLV
  14.  # 14

    Colocado por: BellyBluenão se cria riqueza com a especulação imobiliária


    Não?

    Não é é para o bolso dos necessitados.
    Se bem que todos necessitamos...
  15.  # 15

    Colocado por: PalhavaÉ muito triste a situação, sim.
    Mas mais triste é alguém de fora, dar bitaites, se ela vai fazer as unhas, tem tatuagem ou vai ao cabeleireiro.
    Uma pessoa é uma pessoa. Não um bicho.


    Claro, o senhorio dela também é uma pessoa... O papel do estado nao é do proprietário, e neste caso, parece-me claramente um caso de fraco juizo, que claro, é derivado do meio social onde a sujeita cresceu etc etc, mas não me lixem...
  16.  # 16

    Colocado por: NostradamusPor essa ordem de pensamento, a geração mais nova só tem filhos quando tiver 50 anos, eventualmente um emprego estável e se tiver os 2 rins a funcionar.


    Quem não tem onde cair morto. Deve escolher não ter filhos por amor a si e aos filhos que não vieram ao mundo.

    Isto já está tão mau para quem tem condições!
    Querem carne para canhão?
    Tenham filhos sem pai.
    Logo 4.
    Cada um de seu pai.

    E depois o estado e a Santa casa só ajudam os ricos e os gosmas.
    • Carvai
    • 24 novembro 2025 editado

     # 17

    Epá tenho uma sugestão para o problema, Todo o pessoal solidário com a senhora incluindo a Raquel Varela vendem os seus carros e dão o dinheiro para pagar as rendas. Afinal os carros só servem para poluir e a solidariedade não é só para aqueles que compraram casas em vez de férias em sítios exóticos e telelés xptos.

    PS: Não conheço nenhum edifício habitacional recente que esteja a ser explorado por um Fundo Imobiliário. Alguém me pode dar um exemplo?
  17.  # 18

    Carvai

    chegou a alguma conclusão concreta sobre o motivo do despejo?
    sou-lhe a esquerdalha ( uma referencia á RAquel) e está o caldo entornado,
    penso que era interessante analisar este caso com objetividade, os factos que realmente estão na mesa e ai sim poder fazer julgamentos.
  18.  # 19

    Colocado por: CarvaiEpá tenho uma sugestão para o problema, Todo o pessoal solidário com a senhora incluindo a Raquel Varela vendem os seus carros e dão o dinheiro para pagar as rendas. Afinal os carros só servem para poluir e a solidariedade não é só para aqueles que compraram casas em vez de férias em sítios exóticos e telelés xptos.

    PS: Não conheço nenhum edifício habitacional recente que esteja a ser explorado por um Fundo Imobiliário. Alguém me pode dar um exemplo?


    Concordo com a sua sugestão e abomino a Raquel Varela e a maior parte do que diz e escreve, mas neste caso há ali uns pontos no texto onde ela tem muita razão. Um dia ainda se há-de investigar quantos empregos se perderam e quantas empresas foram empurradas para a falência por chumbos do Novo Banco a planos de recuperação. É que ao chumbar recebiam imediatamente 100% do valor em dívida, pago pelo Fundo de Resolução e se aprovassem teriam que esperar uns anos para a empresa amortizar o empréstimo, com o risco associado.

    Voltando ao tópico, faltam aqui alguns elementos nesta história, nomeadamente quem é na realidade o senhorio e a legitimidade de terminar assim um contrato de arrendamento.
  19.  # 20

    Colocado por: Palhava
    Não?
    Não é é para o bolso dos necessitados.
    Se bem que todos necessitamos...

    Não é preciso ser economista para saber que riqueza é o conjunto dos produtos que aumentam a esperança de vida: alimentação, habitação, saneamento, educação, saúde. Os restantes bens são acumulação de riqueza transacionável, ou seja não especulada. A especulação é uma inflação que depende da procura/oferta, portanto rapidamente desce em situações de crise; e pode até causar prejuízo como no pós Subprime quando os hipotecários entregaram os imóveis aos bancos e estes os leiloaram por falta de liquidez.
 
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