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  1. Colocado por: HAL_9000Certíssimo. Mas imagino eu que se baldando completamente durante o curso, mais improvável será depois estar entre os melhores classificados no exame de especialidade. Da mesma maneira que há aqueles que se esforçam bué o curso todo e isso por si só não significa que tirem boa classificação no exame de especialidade.


    Essa presunção está mesmo completamente errada.
  2. Colocado por: HAL_9000Certo, mas diria que, nesse caso, as oportunidades profissionais bem remuneradas, não serão tão vastas também.



    Tarefeiro e serviços radiais.
  3. Pode descriminar os serviços radiais que refere, serão juntas médicas e serviços médicos afins?
  4. Colocado por: carlosj39Pode descriminar os serviços radiais que refere, serão juntas médicas e serviços médicos afins?


    Sim, juntas médicas. Consultoria seguros. Juntas ADSE. Apoio a pedidos de invalidez. Pareces em tribunal. Por aí fora. São muitas as opções.
  5. Colocado por: Sandra_ccTarefeiro e serviços radiais.
    Se houver mais médicos não chega para todos.
  6. Colocado por: HAL_9000Se houver mais médicos não chega para todos.


    O problema é que a procura por estes serviços também tem crescido. Há mais procura que nunca por tarefeiros e por todos os outros serviços radiais.

    Nós temos servido de matéria prima para criar novos serviços e reforçar serviços que já existem.

    O que tem sucedido é que não temos servido de operários da fábrica, mas sim de produto.

    Temos sido servidos ao mercado por intermediários que colhem rentabilidade disso, quer seja financeira, quer política.
  7. Atenção:

    20% das vagas ficaram desertas.

    20% dos eventuais candidatos não se apresentou a concurso sequer.

    É impressionante!

    Nunca houve tanta gente disponível para teoricamente ingressar nas vagas de especialidade!

    Mas o resultado é inverso!

    Cada vez mais inverso!


    20% das vagas iniciais — 469 em 2331 — ficaram sem qualquer candidato e ainda 20% dos candidatos inscritos — 479 em 2375 desistiram do SNS antes sequer de escolher especialidade

    https://expresso.pt/sociedade/saude/2025-11-29-20-das-vagas-sem-candidato-no-concurso-das-especialidades-medicas-o-sns-perde-uma-geracao-inteira-86e1d6b0
  8. Além dos médicos que não escolheram uma especialidade, 20% dos candidatos optaram por "rescindir mesmo com o SNS", alertou a dirigente sindical, referindo que esses profissionais de saúde "vão para a prestação de serviços, para o setor privado e também por para o estrangeiro".
  9. Como já aqui escrevi, a malta nova não se quer sujeitar "à escravatura moderna".

    E olhe que houve rescisões em candidatos com notas bem altas onde ainda havia vagas em especialidades com "boa privada". Já há muito recém licenciado a olhar para o futuro fora de Portugal.
    Concordam com este comentário: Sandra_cc
  10. Colocado por: ivreisComo já aqui escrevi, a malta nova não se quer sujeitar "à escravatura moderna".

    E olhe que houve rescisões em candidatos com notas bem altas onde ainda havia vagas em especialidades com "boa privada". Já há muito recém licenciado a olhar para o futuro fora de Portugal.



    Se calhar leu a publicação que eu li hoje no 'médicos unidos'.
  11. Colocado por: ivreisComo já aqui escrevi, a malta nova não se quer sujeitar "à escravatura moderna".

    E olhe que houve rescisões em candidatos com notas bem altas onde ainda havia vagas em especialidades com "boa privada". Já há muito recém licenciado a olhar para o futuro fora de Portugal.
    Concordam com este comentário:Sandra_cc


    Sim, esses vão fazer internato no estrangeiro.

    E depois provavelmente o resto da carreira também.
    Concordam com este comentário: ivreis
  12. Colocado por: Sandra_cc
    Sim, esses vão fazer internato no estrangeiro.

    E depois provavelmente o resto da carreira também.
    Acontece em todas as carreiras. Portugal paga mal, oferece poucas perspectivas de futuro para quem inicia agora a sua atividade profissional ou o fez nos últimos dez anos.

    Não percebo o espanto por se constatar que medicina não seja uma exceção. Apesar de ser uma carreira onde se ganha acima da média em Portugal, isso também é verdade no contexto europeu. Do meu grupo de amigos no secundário, em que nenhum é médico, de 15 pessoas estão 4 a trabalhar em Portugal e uma dessas 4 nem sequer trabalha para uma empresa portuguesa. Isto é o novo normal.

    Por isso mesmo é que parte da solução, para de maiores condições de atractividade para trabalhar em Portugal, tem de passar por formar mais gente.
  13. Colocado por: Sandra_ccSe calhar leu a publicação que eu li hoje no 'médicos unidos'.


    Que tópico foi?
    Por acaso nos ultimos dias o único tópico que me despertou a atenção foi o do Dr Benjamim Carvalho.
    De resto tem sido tarefeiros e enfermeiros para seguir grávidas de baixo risco (que acho óptimo). A pergunta que faço é: já sondaram todos os enfermeiros especialistas em saúde materna para saberem se estão disponíveis para assumir a responsabilidade? É que depois se houver recusas/escusas de responsabilidade por parte dos enfermeiros a medida morre logo ao nascimento.
  14. Colocado por: ivreisjá sondaram todos os enfermeiros especialistas em saúde materna para saberem se estão disponíveis para assumir a responsabilidade?
    Imagino que estarão se lhes pagarem para isso. Mais responsabilidade pelo mesmo dinheiro é que tenho reservas.

    Se bem que tenho ideia que a assunção destas responsabilidades foi algo assumido pela ordem dos enfermeiros como sendo positiva e desejável.
  15. Colocado por: ivreis

    Que tópico foi?
    Por acaso nos ultimos dias o único tópico que me despertou a atenção foi o do Dr Benjamim Carvalho.
    De resto tem sido tarefeiros e enfermeiros para seguir grávidas de baixo risco (que acho óptimo). A pergunta que faço é: já sondaram todos os enfermeiros especialistas em saúde materna para saberem se estão disponíveis para assumir a responsabilidade? É que depois se houver recusas/escusas de responsabilidade por parte dos enfermeiros a medida morre logo ao nascimento.


    Era sobre o tema das novas gerações de colegas vs a escravidão na medicina.
  16. Colocado por: HAL_9000Acontece em todas as carreiras. Portugal paga mal, oferece poucas perspectivas de futuro para quem inicia agora a sua atividade profissional ou o fez nos últimos dez anos.

    Não percebo o espanto por se constatar que medicina não seja uma exceção. Apesar de ser uma carreira onde se ganha acima da média em Portugal, isso também é verdade no contexto europeu. Do meu grupo de amigos no secundário, em que nenhum é médico, de 15 pessoas estão 4 a trabalhar em Portugal e uma dessas 4 nem sequer trabalha para uma empresa portuguesa. Isto é o novo normal.

    Por isso mesmo é que parte da solução, para de maiores condições de atractividade para trabalhar em Portugal, tem de passar por formar mais gente.


    Ninguém se mostrou espantado com os que emigram.

    O que espanta é o número de vagas de especialidade por preencher.

    O número de desistências também me surpreende, mas nem todas são por emigração.

    Mas claro que a emigração de colegas era inexpressiva até há 15 anos.
  17. Colocado por: Sandra_ccEra sobre o tema das novas gerações de colegas vs a escravidão na medicina.


    Foi o publicado pela Ester? Se sim, apenas vem corroborar o que digo sobre as novas gerações há muito tempo. Nada de novo. Mas eles (os mais novos) não estão errados!
    Concordam com este comentário: Sandra_cc
  18. Colocado por: ivreis

    Foi o publicado pela Ester? Se sim, apenas vem corroborar o que digo sobre as novas gerações há muito tempo. Nada de novo. Mas eles (os mais novos) não estão errados!


    Exactamente.
  19. Colocado por: Sandra_ccMas claro que a emigração de colegas era inexpressiva até há 15 anos.
    Como na generalidade das outras carreiras com ensino superior e bons níveis de empregabilidade.
 
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