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  1. Colocado por: MdeW


    e pelos vistos bem! permitem que um profissional de saúde possa estar horas sem fim num fórum "da casa" a colar links em cima de links com as notícias que, espero, teve umas quantas horas a ler! celebremos o tempo livre e a disponibilidade mental para tanto ler e informar!



    O que me permite ter liberdade para o que quiser é estar fora do SNS.

    Não preciso de estar horas num fórum. Basta receber notificações dos temas que vou seguindo.

    Estou em mais de meia dúzia de fóruns desde medicina, viagens, saúde, desporto. Activa em todos.

    Ainda faço pilates, corrida, cycling e danca jazz. Sigo as actividades extra dos meus filhos, todas, todos os dias.

    Tiro duas horas para almoçar e não trabalho depois das 18h, nem aos fins de semana e feriados.

    Tiro férias fora do país 3 vezes por ano. O que no total dá entre 30 a 40 dias úteis, dependendo dos timings dos itinerários que desejo fazer.

    Vivo bem. Não tenho vergonha. Gosto. E não quero deixar de viver bem.
  2. Colocado por: Sandra_ccQuantas às vocações.

    Hão de explicar como se mede vocação.

    Não me importa nada que as pessoas queiram ganhar o máximo possível pelo seu trabalho.

    Importa-me que as pessoas trabalhem bem e orientadas para os melhores resultados.

    Se não formos para medicina pelas boas notas, vamos pelo quê? Auto de fé? Provas físicas? Caras bonitas?


    Vai pelas notas e pelo gosto na matéria em causa. Se eu não tiver jeito nenhum para lidar com pessoas e nem gostar delas mas tiver boas notas, que crl estou a fazer na medicina?

    É como o trolha, se for um mariquinhas e não gostar de levantar cedo e andar à chuva e tiver mãos de donzela...
  3. Colocado por: taunus

    Vai pelas notas e pelo gosto na matéria em causa. Se eu não tiver jeito nenhum para lidar com pessoas e nem gostar delas mas tiver boas notas, que crl estou a fazer na medicina?

    É como o trolha, se for um mariquinhas e não gostar de levantar cedo e andar à chuva e tiver mãos de donzela...


    Lidar com pessoas em patologia? Analises clínicas?...


    Na psiquiatria e MGF ainda perceberia...

    Mas mesmo assim...

    Quando se vai ao médico queremos saúde.

    Não obstante, como sugere medir o gosto? E o lidar com pessoas?


    80% do total de tempo que gasto com doentes eles estão a 'nanar'. Lidar...lido pouco. E sou sincera, não gosto. Gosto de estar com a 'mão na massa'.
  4. Colocado por: Sandra_cc

    Lidar com pessoas em patologia? Analises clínicas?...


    Na psiquiatria e MGF ainda perceberia...

    Mas mesmo assim...

    Quando se vai ao médico queremos saúde.

    Não obstante, como sugere medir o gosto? E o lidar com pessoas?


    Óbvio que me refiro a quem tenha contacto com os pacientes, e passe com eles pelo men15 minutinhos.

    O gosto, bem, o gosto vai de cada um. Se eu gosto de desmontar motores não vou para medicina, isso é certo.
  5. Colocado por: Sandra_ccIsso já foi exaustivamente discutido.

    As vagas em medicina foram mais que triplicadas em 25 anos.


    E mesmo assim, dá para ser rei em terra de cegos.
  6. Colocado por: taunus

    Óbvio que me refiro a quem tenha contacto com os pacientes, e passe com eles pelo men15 minutinhos.

    O gosto, bem, o gosto vai de cada um. Se eu gosto de desmontar motores não vou para medicina, isso é certo.


    ?!

    Um dos melhores amigos de curso que tenho é louco por corridas, motores, motas, até é medical officer de eventos motorizados!

    Eventos da FIA
  7. Colocado por: taunus

    Óbvio que me refiro a quem tenha contacto com os pacientes, e passe com eles pelo men15 minutinhos.

    O gosto, bem, o gosto vai de cada um. Se eu gosto de desmontar motores não vou para medicina, isso é certo.


    Em medicina o importante é lidar com sintomas, farmacologia, diagnósticos, terapêuticas e sequelas.

    Para os colegas de MGF acresce a burocracia.
  8. Colocado por: Sandra_cc

    ?!

    Um dos melhores amigos de curso que tenho é louco por corridas, motores, motas, até é medical officer de eventos motorizados!

    Eventos da FIA


    Bem, já vi que quer desconversar. Óbvio que me refiro a querer levar esses gostos para o campo profissional e fazer deles ganha pão. Também cozinho muitas vezes e nunca quereria ser cozinheiro.
  9. Não é desconversar, conheço colegas que são aplicados em outras áreas e até colhem rendimentos disso.

    Conheço colegas que exercem e além disso...

    Médicos que fazem triatlo
    Médicos que fazem desportos motorizados
    Médicos que fazem golf
    Médicos loucos por multimédia
    Médicos loucos por música e que tocam e cantam muito bem
    Médicos que escrevem, alguns até livros de poesia
    Médicos que gerem bares, pubs, restaurantes
    Médicos que são influencers
    Médicos que fazem esgrima
    Médicos que jogam futebol nas distritais
    Médicos que investem em imobiliário (incluída)
    Médicos com escolas de dança
    Médicos que ganham como pintores e escultores
    Médicos que têm empresas de publicidade
    Médicos que fazem passeios de barco e cobram bem
    Médicos que organizam viagens


    Isto que me lembre assim de repente.
    • eu
    • 6 dezembro 2025
    Até há Médicos que são presidentes de clubes de futebol ;)
    Concordam com este comentário: MdeW, Sandra_cc
  10. Alguns até exercem medicina...
    Concordam com este comentário: Sandra_cc
    Estas pessoas agradeceram este comentário: MdeW
  11. Há alguns no negócios da compra e venda auto
  12. Também conheço outro que tem uma loja de animais
  13. E nem falemos dos que têm negócios de importação e distribuição de material cirúrgico
  14. Estava a esquecer-me da colega que desenvolveu a tonic app
  15. Escola de judo
  16. Colocado por: euAté há Médicos que são presidentes de clubes de futebol ;)
    Concordam com este comentário:MdeW,Sandra_cc


    E de câmaras municipais
  17. Organização de eventos de enologia e lojas de vinho
  18. Colocado por: Sandra_ccFalhava redondamente até porque a formação em medicina já não é exclusiva do estado e na formação pelo estado não há nenhum custo acrescido a qualquer outro curso.

    Por outro lado, o SNS precisa de especialistas, por isso mesmo pública as vagas dos internatos de especialidade. Acontece que muitos colegas que terminaram o ano comum nem especialistas querem ser, outros preferem fazer a especialidade já fora do país.

    Portanto, punha-se a questão:

    - dar que anos ao SNS? Quando? Antes do internato de especialidade? Após fazer o internato de especialidade? Fazer permanência no SNS sem especialidade, sem sequer ser interno de especialidade?...Mas o internato de especialidade já é uma permanência no SNS obrigatória. O ano comum também...


    Acho que existem muitos países onde se pode pagar uma especialidade com anos de serviço. O país onde vivo, o Chile, é desses. O meu marido é médico e portanto conheço o sistema.

    As vagas de especialidade são limitadas e o convite condicionado a um jurí que faz o filtro, através de critérios objectivos (avaliação, currículo, anos serviço) e alguns outros subjectivos silenciosos mas que todos sabem que existem (background social/familiar, má ou boa fama, networking, etc).

    Os médicos depois ingressam na especialidade por três modalidades:

    1) Auto-pago: como o nome indica, o médico paga a sua especialidade, com fundos própios ou com recurso a crédito bancário. Os médicos não têm nenhuma obrigação de fazer serviço público neste caso, excepto pelas práticas que fazem parte da mesma especialidade, enquanto dure.

    2) Anos de serviço público antes de entrar na especialidade: contam como "pontos" na parte dos critérios objectivos e depois são descontados nos anos de serviço a devolver. Na práctica são poucos os médicos que terminam a universidade e entram directo na especialidade, pelo que por aqui passam quase a maioria de especialistas, mas por exemplo exercer medicina em zonas mais remotas dá mais pontos e é uma estrategia que pode ser usada por médicos com menos vantagem noutros critérios.

    3) Anos de serviço público depois de entrar na especialidade.

    Todas os institutos que ensinam especialidade têm vagas para todas as modalidades, ao mesmo tempo, na mesma carreira. Normalmente 30% auto-pago e 70% com devolução de anos serviço.

    Quem entra na especialidade em troca de trabalhar no serviço público, ganha um salário enquanto estuda, de mais ou menos 2000 usd.

    Quantos são os anos de serviço? O estado exige 7 anos em 44h semanais, ou 14 anos em 22h semanais. As horas trabalhadas no público antes de entrar na especialidade contam sempre como horas de serviço desta devolução.

    Um médico pode entrar na especialidade em troca de trabalhar no serviço público e, depois de sair, pode dizer ao estado que não quer trabalhar no público. Nesse caso tem de pagar uma indemnizacão que é entre 3x e 5x da modalidade de auto-pago.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: N Miguel Oliveira
  19. Colocado por: palmstroke

    Acho que existem muitos países onde se pode pagar uma especialidade com anos de serviço. O país onde vivo, o Chile, é desses. O meu marido é médico e portanto conheço o sistema.

    As vagas de especialidade são limitadas e o convite condicionado a um jurí que faz o filtro, através de critérios objectivos (avaliação, currículo, anos serviço) e alguns outros subjectivos silenciosos mas que todos sabem que existem (background social/familiar, má ou boa fama, networking, etc).

    Os médicos depois ingressam na especialidade por três modalidades:

    1) Auto-pago: como o nome indica, o médico paga a sua especialidade, com fundos própios ou com recurso a crédito bancário. Os médicos não têm nenhuma obrigação de fazer serviço público neste caso, excepto pelas práticas que fazem parte da mesma especialidade, enquanto dure.

    2) Anos de serviço públicoantesde entrar na especialidade: contam como "pontos" na parte dos critérios objectivos e depois são descontados nos anos de serviço a devolver. Na práctica são poucos os médicos que terminam a universidade e entram directo na especialidade, pelo que por aqui passam quase a maioria de especialistas, mas por exemplo exercer medicina em zonas mais remotas dá mais pontos e é uma estrategia que pode ser usada por médicos com menos vantagem noutros critérios.

    3) Anos de serviço públicodepoisde entrar na especialidade.

    Todas os institutos que ensinam especialidade têm vagas para todas as modalidades, ao mesmo tempo, na mesma carreira. Normalmente 30% auto-pago e 70% com devolução de anos serviço.

    Quem entra na especialidade em troca de trabalhar no serviço público, ganha um salário enquanto estuda, de mais ou menos 2000 usd.

    Quantos são os anos de serviço? O estado exige 7 anos em 44h semanais, ou 14 anos em 22h semanais. As horas trabalhadas no público antes de entrar na especialidade contam sempre como horas de serviço desta devolução.

    Um médico pode entrar na especialidade em troca de trabalhar no serviço público e, depois de sair, pode dizer ao estado que não quer trabalhar no público. Nesse caso tem de pagar uma indemnizacão que é entre 3x e 5x da modalidade de auto-pago.


    Em Portugal, Só este ano 20% dos potenciais candidatos não quiseram ingressar em qualquer especialidade.
 
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