Colocado por: ivreisEu não sei se ela não existe. A mão-de-obra portuguesa é que não quer trabalhar pelos valores que os nepaleses aceitam (e acho muito bem que não aceite! Afinal de contas devemos querer é nivelar por cima e não por baixo!). Já deu para ver que 1000€ (nas limpezas) nem chegam para pagar um T2 em Odivelas (já um interno com 1300€ é um rei).Agora o ivreis tocou num ponto importante. Se me diz que é possível aumentar a atratividade do SNS sem fazer crescer ainda mais um orçamento que já ultrapassa os 17 mil milhões, então sou o primeiro a concordar. Aliás, várias das medidas que o ivreis sugeriu la no inicio do tópico, fazem bastante sentido.
Colocado por: ivreisSe o SNS continuar a funcionar mal, o privado vai continuar a ter espaço para se expandir e captar cada vez mais médicos. Um dia irá atingir o ponto de saturação (e eventualmente não haverá SNS) mas nessa altura o custo da saúde individual já se tornou tão grande que todos nós teremos que vender um rim para viver mais uns anitos. Não sou fã desse futuro (talvez por isso seja um dos tolos que se mantêm no SNS).Aqui, estamos totalmente de acordo. O que não consigo perceber é como o SNS poderá funcionar melhor sem mão de obra suficiente. Objetivamente, o SNS não tem qualquer hipótese de competir com o privado apenas pela via salarial, não vale a pena ter grandes ilusões.
Colocado por: ivreisE cirurgia robótica tem sido feito investimento no privado?Não sei se o privado tem investido ou não, mas se sim, questiono-me quem pagará pela formação que os médicos necessáriamente terão de fazer, uma vez que o privado funciona essencialmente com prestadores de serviços.
Colocado por: Sandra_ccFoi adquirido quando os hospitais abriram e nunca sequer o renovaram.Não há muito tempo fui ao dentista num desses grupos privados bem conhecidos, e o dentista ia iniciar o procedimento com a porra da cadeira cheia de sangue do cliente anterior. Tive de ser eu a pedir que limpassem aquilo, e, pensando bem, se fosse hoje teria simplesmente saído da consulta. Até porque depois fiquei o resto do dia a pensar: se a cadeira estava assim, será que os instrumentos tinham sido devidamente limpos e esterilizados?.
Colocado por: ivreisE cirurgia robótica tem sido feito investimento no privado? A minha Maria veio agora da certificação com o Da Vinci e está entusiasmada. Aparentemente no privado, na área dela, ainda não há praticamente ninguém a usar.
Colocado por: HAL_9000Agora o ivreis tocou num ponto importante. Se me diz que é possível aumentar a atratividade do SNS sem fazer crescer ainda mais um orçamento que já ultrapassa os 17 mil milhões, então sou o primeiro a concordar. Aliás, várias das medidas que o ivreis sugeriu la no inicio do tópico, fazem bastante sentido.
O problema surge quando se defende que melhorar a atratividade do SNS (o que para alguns sindicatos significa essencialmente aumentar o salário base) exige um aumento significativo do orçamento. Aí gostava que me explicassem como se “vende” essa ideia ao trabalhador que ganha 800 euros na agricultura, seja ele nepalês ou português, ou a quem recebe pouco acima disso e terá necessariamente de suportar mais impostos. Como se explica a essas pessoas que é preciso reforçar ainda mais as condições de uma classe profissional que, apesar de mal paga, continua entre as que têm maior poder de compra em Portugal? Isto simultaneamente quando o orçamento do SNS duplicou nos últimos 10 anos sem que se tenha visto grandes melhorias. Isto quando nos últimos 3 anos até houve um reforço dos vencimentos os médicos sem que se vejam melhoras signiicativas?
Penso que concordamos que os salários base dos médicos são desajustados para a responsabilidade que têm. Mas quantos médicos recebem realmente apenas os tais 1 300 euros líquidos? Se olharmos para o peso da massa salarial no orçamento do SNS, percebemos que aquilo que é efetivamente pago está muito longe dos valores base que o ivreis referiu. Agora, isto pode significar que a massa salarial está mal distribuída, e, sendo assim, o que é necessário é uma gestão muito mais eficiente do orçamento existente.
O que não pode acontecer é pedir ainda mais orçamento quando o país, objetivamente, não o consegue suportar. Se for possível triplicar salários base sem aumentar o orçamento do SNS, ótimo. Mas enquanto isso não for possível, a prioridade tem de ser gestão, eficiência e redistribuição, não simplesmente injetar mais dinheiro num sistema que já custa mais do que conseguimos financiar. Parte dessa gestão efeiciente pode efetivamente passar por aumentar a mão de obra disponível uma vez que a mesma parece ser escassa.
Aqui, estamos totalmente de acordo. O que não consigo perceber é como o SNS poderá funcionar melhor sem mão de obra suficiente. Objetivamente, o SNS não tem qualquer hipótese de competir com o privado apenas pela via salarial, não vale a pena ter grandes ilusões.
É precisamente por isso que defendo que, além de melhorar as condições de trabalho e criar espaço para que os médicos possam evoluir técnica e profissionalmente em áreas que evetualmente o privado não é tão competitivo, é necessário efetivamente aumentar o número de médicos disponíveis.
Colocado por: HAL_9000Não sei se o privado tem investido ou não, mas se sim, questiono-me quem pagará pela formação que os médicos necessáriamente terão de fazer, uma vez que o privado funciona essencialmente com prestadores de serviços.
Colocado por: Sandra_ccAinda estou para perceber como se aumenta o número de médicos no SNS sem aumentar a despesa...Isso não será muito difícil de conseguir, menos horas extra e muito menos tarefeiros.
Colocado por: HAL_9000Isso não será muito difícil de conseguir. É deslocar a massa salarial das horas extra e dos rarefeitos para o pessoal do quadro.
Colocado por: Sandra_ccformação/acompanhamento no fornecimento do mesmocerto. Isso eu imagino que sim. Mas vai dar formação ao cirurgião X, Y, Z. Esta formação é paga (ou o valor incluído na compra do equipamento). Mas se estes cirurgiões sao prestadores de serviços, qual é a garantia do hospital privado que amanhã eles não deixam de o fazer?
Colocado por: Sandra_ccsem equilíbrio já está agora. Se houvesse equilíbrio não havia médicos a preferir trabalhar a tarefa e manter-se sem especialidade.
Algo me diz que a coisa não vai ficar em equilíbrio.
Colocado por: HAL_9000certo. Isso eu imagino que sim. Mas vai dar formação ao cirurgião X, Y, Z. Esta formação é paga (ou o valor incluído na compra do equipamento). Mas se estes cirurgiões sao prestadores de serviços, qual é a garantia do hospital privado que amanhã eles não deixam de o fazer?
Colocado por: HAL_9000sem equilíbrio já está agora. Se houvesse equilíbrio não havia médicos a preferir trabalhar a tarefa e manter-se sem especialidade.
Colocado por: Sandra_cc
Opessoal do quadro acarreta custos que tarefeiros não.
Hásubsídiosde férias, natal, subsídio de refeição,suplementopor trabalho noturno, suplemento por trabalho em fim de semana e feriados,TSU.
Para além disto o pessoal do quadro impacta noabsentismopago e absentismo não pago, como baixas, licenças de maternidade, luto, horas de formação obrigatórias.
Depois há custos 'indirectos' com pessoal do quadro, impactantes mas difíceis de medir, como direito aisenção de trabalho noturnoa partir dos 50 anos,contratos a tempo parcial,isenção de trabalho de urgência, horários deamamentação,horário acompanhamento a filhos menores de 12 anos...
Ostarefeiros saem mais carosno valor hora, mas, são horasefectivamente trabalhadasesem complementos.
A questão docusto totalentre pessoas do quadro vs tarefeirospendendo para os tarefeiros, não tem contudo um peso tão líquido como se possa pensar sem aprofundar
Colocado por: carlosj39Nas urgências é que os tarefeiros seriam mais fácil e economicamente vantajoso para o erário público serem substituídos por médicos internos, certo?
Colocado por: Sandra_ccOs fabricantes de material médico incluem a formação/acompanhamento no fornecimento do mesmo.