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  1. Luís: diga-me lá uma coisa por favor

    1 - Será que me é permitido a qualquer mero contribuinte, empresário ou trabalhador, fazer as malas e escolher outro domicílio fiscal?

    2 - Tanta preocupação com o Louçã e o outro, eles que nunca foram e não se prevê que venham a ser poder, e nenhuma com o Portas e os seus sequazes? Não se recorda da azáfama dos últimos dias do governo em que participaram e os despachos a pedido, o homem da massa do partido com não sei quantos Euros na mala em notas, os depósitos súbitos na conta do partido entre os quais o do tal militante Jacinto Leite? E não tem ... digamos, apenas um mínimo de vontade de dizer qualquer coisa sobre esses "compagnons de route"?
    É que o Louçã e o Jerónimo a mim provocam-me ora risos ora pena; já estas histórias do Paulinho & Friends causam-me algum nojo - além do prejuízo, claro.
    Concordam com este comentário: becas
    • Neon
    • 3 janeiro 2012
    Colocado por: luisvv15% dos contribuintes pagam 85% do IRS.

      1585.png


    Boas

    Luísvv, intervenção brilhante, mas… percentagens e as suas leituras são sempre muitos relativos não è?

    Falta perceber ali algumas questões no seu graficozinho.

    Qual a percentagem de contribuintes que se encontram isentos de IRS?

    E também lhe ficaria bem dizer o porquê de se encontrarem isentos de IRS?


    Ou colocando a pergunta de forma mais clara

    Qual o valor abaixo do qual não há lugar a pagamento de IRS, e qual o numero de malandros/contribuintes que não aufere desse valor?


    Abraço
  2. 1 - Será que me é permitido a qualquer mero contribuinte, empresário ou trabalhador, fazer as malas e escolher outro domicílio fiscal?

    A nível individual, por acaso, pode. Mas talvez só compense a partir de determinado nível de rendimento.
    E se o j cardoso tiver uma empresa, nada o impede de transferir a sua participação para uma empresa holandesa, como fez HSS.

    2 - Tanta preocupação com o Louçã e o outro, eles que nunca foram e não se prevê que venham a ser poder, e nenhuma com o Portas e os seus sequazes?

    Não é preocupação, é mesmo aversão. E o "outro", ainda agora acabou de ser governo.
    E lá está: por cá tudo se resume à alternância entre social-democratas e socialistas-democratas. Como escrevia o Pacheco Pereira há uns tempos, tirem a troika ao Passos Coelho e voltamos num instantinho às políticas "desenvolvimentistas", aos "incentivos" e aos "planos integrados"...
  3. E o "outro", ainda agora acabou de ser governo.

    O Portas ainda agora acabou de ser governo? Amnésia súbita?
    • luisvv
    • 3 janeiro 2012 editado
    Luísvv, intervenção brilhante, mas… percentagens e as suas leituras são sempre muitos relativos não è?

    Depende. ;-)
    Já por aqui o disse, mas volto a dizer: o choradinho do "são sempre os mesmos a pagar" (que todos ouvimos e que muitos repetem acriticamente) já cansa.

    Falta perceber ali algumas questões no seu graficozinho. Qual a percentagem de contribuintes que se encontram isentos de IRS? E também lhe ficaria bem dizer o porquê de se encontrarem isentos de IRS?


    Basta olhar para o gráfico. Cerca de 50% não pagam IRS. A principal razão é a progressividade dos escalões do IRS..

    Ou colocando a pergunta de forma mais clara: Qual o valor abaixo do qual não há lugar a pagamento de IRS, e qual o numero demalandros/contribuintes que não aufere desse valor?


    Percebo perfeitamente onde quer chegar, mas o facto mantem-se: 15% / 85%. Os restantes 15% são pagos por cerca de 28% da população (a "classe média").
    (sim, eu sei, os pobrezinhos...)
    Mais info a seguir..
  4. Mais um gráfico:
      carganb (1).png
  5. e outro:
      rendimento-irs.png
  6. e mais outro:
      top1.png
    • luisvv
    • 3 janeiro 2012 editado
    O Portas ainda agora acabou de ser governo? Amnésia súbita?


    O Junqueiro..julguei que se referia a ele ..
  7. Boas,

    Supremo condena Estado a pagar 3,5 milhões a instituição religiosa por burla do BPN
    O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) condenou o BPN a devolver 3,584 milhões de euros com juros desde Abril de 2006, ao Instituto Missionário da Consolata, com sede em Fátima que, durante um ano, entregou essa quantia a um gestor daquele banco que prometia juros mais elevados do que os do depósito a prazo.
    ...
    Agora é o Estado português que terá de ressarcir aquela instituição religiosa, já que é responsável por todas as obrigações do BPN entretanto nacionalizado.
    ...
    Descoberto o desvio do dinheiro, o gestor do BPN foi condenado, em 2008, por burla e falsificação a quatro anos e meio de cadeia com pena suspensa.
    http://www.publico.pt/Sociedade/supremo-tribunal--condena-estado-a-pagar-mais-de-tres-milhoes-a--instituicao-religiosa-de-fatima--1527400

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  8. A família Soares dos Santos, que detém a maior participação na Jerónimo Martins (JM), vendeu os seus 56% do capital à subsidiária do grupo na Holanda. Na base da mudança está uma manobra de gestão que visa fugir a uma dupla tributação com a entrada na Colômbia - onde a dona do Pingo Doce quer investir 400 milhões de euros até 2014 - mas também a antecipação de eventuais mudanças na lei portuguesa que possam penalizar ainda mais as SGPS.

    A principal razão para esta operação, segundo fonte próxima da empresa, é mesmo garantir que os 56% detidos pela Sociedade Francisco Manuel dos Santos,SGPS, controlada pela família Soares dos Santos, nunca venham a pagar imposto sobre as respetivas mais-valias. Por duas razões. Apesar de o atual Governo ter garantido que não vai alterar as regras de tributação das SGPS (que basicamente estão isentas de imposto), a mesma fonte repara que há uma "incerteza latente" face à evolução da situação do País e, por arrasto, ao que pode acontecer com impostos sobre as empresas.

    Na Holanda, dos poucos países da zona euro que não está em crise, o ambiente fiscal é muito mais leve e expedito na aplicação do direito comercial. Com a transferência, os acionistas nucleares da JM garantem o prolongamento do regime da isenção da SGPS por tempo indeterminado.

    A segunda razão, explicou o observador, estará relacionada com o investimento recente da Jerónimo Martins na Colômbia. A empresa estará a criar uma sociedade de direito holandês abaixo da casa-mãe (SGPS) para onde deverá canalizar os dividendos procedentes da operação colombiana. Esta decisão é relevante na medida em que o país latino-americano ainda não tem acordos de dupla tributação com Portugal - ao passo que a Holanda não terá esse problema.
  9. Colocado por: luisvve outro:https://forumdacasa.com/extensions/InlineImages/image.jpg.php?AttachmentID=29126


    Este gráfico, apesar de ser interessante, dá para tirarmos umas conclusões falaciosas. É que, objectivamente, apesar da distribuição da riqueza ser equivalente aos outros países, em Portugal 80% da população não tem rendimento suficiente para que sobre alguma coisa que se consiga cobrar como imposto.

    Certo?
  10. Este gráfico, apesar de ser interessante, dá para tirarmos umas conclusões falaciosas. É que, objectivamente, apesar da distribuição da riqueza ser equivalente aos outros países, em Portugal 80% da população não tem rendimento suficiente para que sobre alguma coisa que se consiga cobrar como imposto.
    Certo?


    Errado. Se reparar, no quadro de distribuição de rendimento, a curva de Portugal acompanha grosso modo as dos restantes países (Dinamarca, França e Reino Unido). Aliás, as curvas são todas muito próximas.

    A diferença significativa está na proporção de imposto pago, em que a curva de Portugal denota uma distribuição de imposto brutalmente progressiva. Repare que a distribuição de rendimento é grosso modo a mesma em todos os países, mas os 15% de topo em cada um deles pagam proporções totais de imposto brutalmente diferentes.

    Em Portugal, 15% contribuintes >> 85% do IRS. França, perto disso. No Reino Unido, são cerca de 60%. Na Dinamarca, são 40%.
  11. Colocado por: luisvvErrado. Se reparar, no quadro de distribuição de rendimento, a curva de Portugal acompanha grosso modo as dos restantes países (Dinamarca, França e Reino Unido). Aliás, as curvas são todas muito próximas.


    Errado luivv. proporcionalmente pode ser equivalente, mas o resultado não é o mesmo. Repare, e criemos um exemplo extremo para verificar a falácia:

    Portugal, 100 habitantes: 80 ganham 300€, 20 ganham 4000€.
    Alemanha, 100 habitantes: 80 ganham 900€, 20 ganham 12000€.
    Limite mínimo de sobrevivência: 300€.

    Neste cenário apenas 20% portugueses conseguem gerar poupança colectável, mas 100% dos Alemães tem poupança colectável. No entanto a distribuição da riqueza é igual em percentagem.
    Concordam com este comentário: oxelfeR (RIP)
    Estas pessoas agradeceram este comentário: oxelfeR (RIP)
  12. Além disso repare que se a regra para os dois países for exactamente igual, taxar rendimentos acima de 500€ por exemplo, o resultado é diferente.
  13. Errado luivv. proporcionalmente pode ser equivalente, mas o resultado não é o mesmo. Repare, e criemos um exemplo extremo para verificar a falácia:

    Portugal, 100 habitantes: 80 ganham 300€, 20 ganham 4000€.
    Alemanha, 100 habitantes: 80 ganham 900€, 20 ganham 12000€.
    Limite mínimo de sobrevivência: 300€.

    Neste cenário apenas 20% portugueses conseguem gerar poupança colectável, mas 100% dos Alemães tem poupança colectável.No entanto a distribuição da riqueza é igual em percentagem.


    Está a misturar alhos com bugalhos. Os valores absolutos são irrelevantes para o caso - o quadro mede a distribuição da colecta de imposto por valores de rendimento. Sendo a distribuição do rendimento grosso modo igual, a cobrança de imposto é brutalmente diferente, com vantagem para os escalõesm de rendimento mais baixos em Portugal.

    O limiar de pobreza em Portugal é obviamente mais baixo que nos países do quadro, mas, sendo a curva da distribuição de rendimento sensivelmente idêntica, também os rendimentos mais elevados são proporcionalmente inferiores aos desses países.
    Voltamos portanto à ideia base: ao contrário do que é geralmente tido como verdadeiro, no que toca a impostos sobre o rendimento....
  14. se a regra para os dois países for exactamente igual, taxar rendimentos acima de 500€ por exemplo, o resultado é diferente.


    Se taxar rendimentos acima de 500 euros em 2 países com rendimentos dispares, evidentemente obterá curvas diferentes.

    No entanto, se a distribuição de rendimento for aproximadamente igual, como é o caso dos 4 países apresentados, iniciar a taxação em limites proporcionalmente mais baixos produz uma curva mais próxima da Dinamarca...
  15. Colocado por: luisvvNo entanto, se a distribuição de rendimento for aproximadamente igual


    Como disse? Está a sugerir um nivelamento dos salários em POrtugal por cima, como no caso da Dinamarca?

    Colocado por: luisvviniciar a taxação em limites proporcionalmente mais baixos


    De certeza que as famílias que ganham o ordenado mínimo não se importam nada de pagar impostos, se ganharem metade do salário médio dinamarquês...

    (aviso que não leio gráficos nem "lençóis" em inglês, mas há quem lhes dê proveito)
    Concordam com este comentário: oxelfeR (RIP)
  16. Colocado por: luisvvEu ? Não. Só me dá vontade de rir, cada vez que ouço "aumentem os impostos dos ricos"....




    E a mim dá-me vontade de chorar de cada vez que aumentam os impostos dos pobres...

    Colocado por: luisvvPois fez mal. Apesar de terem sido puxadas pelo ângulo anedótico (e aparentemente com o propósito de achincalhar), se as despesas tiverem cabimento no âmbito da actividade da empresa, não há qualquer motivo para não serem apresentadas.


    Lembre-me lá o argumento para não ser possível apresentar (em limites que não sejam anedóticos) despesas de educação, saúde e habitação no caso de particulares...


  17. 1) Como disse? Está a sugerir um nivelamento dos salários em POrtugalpor cima, como no caso da Dinamarca?

    2)
    De certeza que as famílias que ganham o ordenado mínimo não se importam nada de pagar impostos, se ganharem metade do salário médio dinamarquês...


    Para além de nao ler gráficos nem lençóis em ingles, também nao lê frases simples em português corrente, o que nao a impede de as comentar. Já tinha percebido noutro tópico, confirmei agora.
    1) se quiser reler verá que me refiro à distribuição de rendimento por agregado familiar, que é sensivelmente idêntica nos países indicados. Para o caso é absolutamente indiferente o valor absoluto do rendimento, o que importa é a proporção.

    2) é indiferente para o caso, de novo. É indiscutível que o poder de compra nos outros 3 países é superior. No entanto, como o quadro da esquerda permite perceber, o imposto sobre o rendimento concentra-se todo em cerca de 40% dos agregados, sendo de notar que 85% recaem sobre apenas 15%.
 
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