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  1.  # 41

    j cardoso, isto realmente parece um caso real dado que está a haver bastante interesse e bastantes opções, mas garanto-lhe que da minha parte ou pelo menos que eu saiba nenhuma casa caiu;)
  2.  # 42

    Se o DO disse que ia falar com o autor do projecto pressupõe-se que seria no sentido de saber qual a consequência da alteração. Se não o fez ficou sem saber qual a consequência logo não deveria ter deixado prosseguir os trabalhos.

    A questão não está no facto de ele ter ou não falado com o projectista, a questão aqui é que o empreiteiro e o director de obra não deviam proceder a alterações antes de terem o "OK" do autor do projecto com as novas indicações e de terem mencionado o facto no Livro de Obra. Acredito que o tenham feito de boa fé, mas não os iliba da responsabilidade.

    Neste caso qual o argumento imbatível que pode ilibar a fiscalização de responsabilidades?
    Atenção que estou a partir do principio que a alteração não está registada no livro de obra


    Vou relatar o que vi e ouvi em tribunal por mais que uma vez (fiz, durante alguns anos, muitas peritagens para tribunais onde assisti casos destes):

    O zedasilva contrata-me para fiscalizar uma obra. Como é costume não se faz um contrato ou, se faz, vamos admitir que prevê 2 deslocações mensais à obra. Num caso como este que se discute eu chegaria ao tribunal e diria:

    - No mês em que a alteração foi feita eu fui à obra pela 1ª vez no dia 27 e a parede já estava revestida, não sendo possível detectar a alteração. Não tendo sido informado da alteração, parti do princípio que tudo estava conforme o projecto. A 2ª vez que fui à obra foi no dia 29.

    Como vê eu cumpri o contrato - fui lá 2 vezes - e apesar disso não me foi possível detectar a alteração
  3.  # 43

    Pois lá está, quando a coisa corre para o torto toda a gente vai tentar livrar a água do seu capote.
    o argumento que o j cardoso dá para o DF pode ser mais ou menos valido para o DT
    Em tribunal diria o seguinte:
    Foi-me solicitado pela empresa x que assumisse a DT da obra Y, porque apenas faço parte do quadro técnico da empresa solicitei que fosse notificado do inicio dos trabalhos. Essa notificação nunca aconteceu pelo que não tinha conhecimento de que a obra estava já a ser executada.
  4.  # 44

    o argumento que o j cardoso dá para o DF pode ser mais ou menos valido para o DT
    Em tribunal diria o seguinte:
    Foi-me solicitado pela empresa x que assumisse a DT da obra Y, porque apenas faço parte do quadro técnico da empresa solicitei que fosse notificado do inicio dos trabalhos. Essa notificação nunca aconteceu pelo que não tinha conhecimento de que a obra estava já a ser executada.

    Não concordo, o director técnico agora é funcionário do empreiteiro e já não funciona a velha desculpa que não foi informado do início da obra.
  5.  # 45

    Colocado por: zedasilvaComo acho que qualquer aluno tb deve saber filtrar e seleccionar a informação dada pelos professores em especial aqueles teóricos que nunca levantaram o rabinho da cadeira e não conhecem a realidade do mundo do trabalho.


    Há aquela frase meio parva, mas engraçada: "Quem sabe faz, quem não sabe ensina!" :)

    Colocado por: rdbpPois eu concordo consigo, se estivermos perante pessoas sérias.


    Pois eu discordo. O Dono da Obra não é técnico e os seus desejos nada têm a ver com o que pode ou deve ser feito. Os técnicos têm de proteger o Dono da Obra de si mesmo!

    Se for à farmácia e pedir um medicamento X que precise de receita e disser que depois vai buscar a receita ao médico e morrer disso, de quem é a responsabilidade? O farmacêutico não pode dar o medicamento sem a receita por alguma razão.

    Os técnicos intervenientes no processo não podem fazer as coisas só porque o Dono da Obra quer, visto que assumem resposabilidades. Nem o arquiteto, nem o engenheiro, nem o empreiteiro.

    O mesmo contra exemplo se pode dar para a situação de cima. Um médico não lhe vai receitar um medicamento apenas porque o paciente quer.
  6.  # 46

    Bem já se viu que existem múltiplas opções, o mais certo é propor várias situações e justificar cada uma delas.
  7.  # 47

    O DT é funcionário da empresa mas pode apenas fazer parte do quadro técnico, sendo obrigado apenas a prestar serviços á empresa no máximo de 9 dias por mês. Estes serviços podem ser de consultadoria e serem prestados não na empresa mas no escritório do técnico. Por exemplo assessoria na elaboração de orçamentos, compras, gestão de pessoal, HST etc.
    Ora este técnico mesmo tendo assumido a DT da obra x não tem que saber quando é que a mesma começa.
  8.  # 48

    Colocado por: danobrega

    Há aquela frase meio parva, mas engraçada: "Quem sabe faz, quem não sabe ensina!" :)



    Pois eu discordo. O Dono da Obra não é técnico e os seus desejos nada têm a ver com o que pode ou deve ser feito. Os técnicos têm de proteger o Dono da Obra de si mesmo!

    Se for à farmácia e pedir um medicamento X que precise de receita e disser que depois vai buscar a receita ao médico e morrer disso, de quem é a responsabilidade? O farmacêutico não pode dar o medicamento sem a receita por alguma razão.

    Os técnicos intervenientes no processo não podem fazer as coisas só porque o Dono da Obra quer, visto que assumem resposabilidades. Nem o arquiteto, nem o engenheiro, nem o empreiteiro.

    O mesmo contra exemplo se pode dar para a situação de cima. Um médico não lhe vai receitar um medicamento apenas porque o paciente quer.


    Em relação ao exemplo da farmácia não acho que seja um bom exemplo porque existem várias situações em que os utentes vão a farmácia pedem os medicamentos e dizem que vão ao médico e depois levam a receita, os farmacêuticos dão o medicamento e acabam até por fazer mais tarde o desconto do mesmo.

    Em relação ao dono de obra é ele é que tem o dinheiro em mão se quer fazer alteração( porque pode eventualmente sair mais barato) e diz que fala com o engenheiro e este diz que pode ser feita e depois mais tarde dá problemas e nunca alterou nada, porque até nem se iria dar conta. Ou seja o desejo do Dono de Obra foi cumprido viveu lá uns tempos e depois deu problemas e agora?

    Eu também não concordo com isto mas infelizmente o caso dos farmacêuticos acontece porque conheço situações, em relação a esta ultima não vejo porque não possa acontecer..
  9.  # 49

    Sim, o caso dos farmacêuticos acontece, o dos empreiteiros também. Mas tem tudo a ver com o risco associado. Se o medicamento for de baixo risco o farmacêutico não se importa de assumir a responsabilidade, mas sabe que está a fazer algo que teoricamente não deve. Há alguns medicamentos que pura e simplesmente não lhe vão vender sem receita.

    No caso da obra é a mesma coisa. Um empreiteiro pode assumir a responsabilidade de fazer a alteração sem ter a autorização escrita dos projectistas, mas está a correr riscos. Trocar uns azulejos é uma coisa. Trocar uma parede é outra...
  10.  # 50

    E já agora, hipoteticamente claro, ;-) , quais seriam os "problemas" da parede?
  11.  # 51

    Pois em relação aos problemas, não está explicito quais poderiam ser!
  12.  # 52

    Colocado por: rdbpa tal parede substituída deu problemas


    Já estão a assumir.

    Na sua frase também não diz que os problemas são na parede, apenas que a origem dos problemas é a parede.

    Pelo menos é assim que eu interpreto o que está escrito...
  13.  # 53

    ... quais seriam os "problemas" da parede?

    Uma parede de suporte de terras que devia ser em betão armado mas, por economia, foi substituída por uma parede em blocos de betão. Hipoteticamente, claro.
  14.  # 54

    em ultima analise, pela minha ideia, eu atribuía culpa ao dono de obra e empreiteiro/director de obra com registo no livro de obra por parte do fiscal e coordenador sobre essa alteração e relatando as possíveis consequência da mesma.
  15.  # 55

    Colocado por: rdbp

    Em relação ao exemplo da farmácia não acho que seja um bom exemplo porque existem várias situações em que os utentes vão a farmácia pedem os medicamentos e dizem que vão ao médico e depois levam a receita, os farmacêuticos dão o medicamento e acabam até por fazer mais tarde o desconto do mesmo.

    Em relação ao dono de obra é ele é que tem o dinheiro em mão se quer fazer alteração( porque pode eventualmente sair mais barato) e diz que fala com o engenheiro e este diz que pode ser feita e depois mais tarde dá problemas e nunca alterou nada, porque até nem se iria dar conta. Ou seja o desejo do Dono de Obra foi cumprido viveu lá uns tempos e depois deu problemas e agora?

    Eu também não concordo com isto mas infelizmente o caso dos farmacêuticos acontece porque conheço situações, em relação a esta ultima não vejo porque não possa acontecer..

    Está enganado,
    O farmacêutico faz isso mas com medicamentos que não põem em risco a vida
    das pessoas, experimente tentar comprar um antibiótico sem receita. não vai conseguir.
    De obras, não percebo nada, mas, o empreiteiro percebe ( ou devia) e não vai fazer alicerces de esferovite
    mesmo que o dono da obra lhe peça, O empreiteiro é responsável pelo serviço que faz, tem que saber que
    deve cumprir com o projecto da obra há risca tal como deve saber tirar uma prumada.
    o responsável é o empreiteiro, se não sabia devia saber.
 
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