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  1.  # 561

    Um pequenito problema, todas as medidas que qualquer governo possa fazer neste momento para fazer crescer a economia, que penso que é ao que se refere, implicam descer a receita do estado. Por exemplo, descer os impostos. Ora azar dos azares para fazerem isso têm de cortar ainda mais a despesa.

    Há outras medidas para estimular a economia, como diminuir a burocracia, mas há gente que ficava incomodada com essas alterações. Por exemplo e dentro de um contexto que lhe é bastante familiar, não ser obrigatório entregar projectos para uma habitação.
    • eu
    • 8 abril 2013

     # 562

    Colocado por: marco1vai passando a coberto dos numeros

    Mas o nosso problema é mesmo de números...
  2.  # 563

    claro quando só se consegue fazer contas, os numeros são um grande problema, não há duvida.
  3.  # 564

    Colocado por: marco1claro quando só se consegue fazer contas, os numeros são um grande problema, não há duvida.


    E quando não se consegue fazer contas, e se toma decisões baseadas em fé no crescimento ou noutra qualquer coisa irracional e arriscada, chegamos a esta situação. Queremos usar a mesma filosofia para corrigir o problema criado pela própria?
  4.  # 565

  5.  # 566

    o problema é que para acreditar nesta matemática é mesmo preciso muita fé, ou então ter o c%&#/%& salvaguardado.
  6.  # 567

    Colocado por: marco1o problema é que para acreditar nesta matemática é mesmo preciso muita fé


    Não é na matemática que tem de ter fé, é nas medidas. A matemática é infalível, as medidas é que não produzem os números que se querem.

    No entanto medidas que tem como filosofia gastar a mais porque o crescimento futuro depois resolve o problema têm uma filosofia completamente diferente de temos de tentar deixar de gastar a mais. O Marco pensa que não é necessário equilibrar as contas ou apenas preferia outra estratégia? Se preferia outra estratégia pode dar alguns exemplos de medidas e suas consequências previstas?
  7.  # 568

    equilibrar contas pode ser uma coisa faseada e com rigor e sentido, quem é que está interessado nisso??
    exterminar é mais fácil.
  8.  # 569

    Mais equívocos:

    "realidade"
    - estava previsto um corte de 4 mil milhões de despesa.
    - a "realidade" abriu um buraco de mais 4 mil milhões às contas do Gaspar.
    Conclusão: o governo precisava de um corte de despesa de 4 mil milhões e de descobrir forma de "arranjar" mais 4 mil milhões. Presumindo que a "realidade" obrigava o governo a "descobrir" estes 4 mil milhões através da despesa, o governo precisava de cortar 8 mil milhões na despesa.

    O TC anula 1300 milhões de corte na despesa, só por ironia podemos considerar que a decisão do TC:
    - é inesperada.
    - coloca em causa todo o programa do governo.
    Novo equivoco: na realidade não são 1300 milhões, mas sim 850 milhões.
    Conclusão: estava tudo bem encaminhado e o governo já sabia onde ir cortar 8 mil milhões na despesa, mas 8850 milhões já é o abismo.

    Sétima avaliação:
    - A sétima avaliação ficou pendurada pela apresentação de um plano à troika.
    Conclusão: dizer que foi a decisão que colocou em causa a sétima avaliação é sacudir a água do capote.

    Agora é que é na despesa:
    - antes de ser primeiro-ministro já sabia onde cortar nas "gorduras".
    - depois de ser primeiro-ministro as promessas de cortar na despesas foram mais que muitas.
    Conclusão: agora é que se vai mesmo cortar na despesa.

    Mas a ironia das ironias, é que os os atuais defensores deste governos estão no fundo a dar razão (ou pelo menos a "desculpar") a ... Sócrates.

    Será?
    - renegociar a dívida é pegar o "calote", mas estão a fazê-lo.
    - não há segundo resgate, mas estamos a negociá-lo.

    Descubra as diferenças ...
  9.  # 570

    Mais sobre os funcionários públicos: http://expresso.sapo.pt/caro-funcionario-publico-v-exa-e-inconstitucional=f738257

    "Para começar, V. Exa. não enfrenta o fantasma da falência, ao contrário do mero mortal que trabalha lá fora, esse sítio onde se fazem contas à vidinha. A falência do seu patrão é uma impossibilidade física e metafísica. Ou melhor, o seu patrão até pode abrir falência, mas há sempre uma troika e os impostos de toda a gente para o salvar. Eis, portanto, a primeira inconstitucionalidade, que é a causa da segunda: V. Exa. não enfrenta o espetro do desemprego."
    Concordam com este comentário: two-rok
  10.  # 571

    E já agora, desiludam-se os que acham que não vai haver medidas de aumento de impostos. Para os estados eliminar isenções em impostos é diminuir despesa. O dinheiro que o estado deixa de cobrar a um cidadão é tratado como se fosse dinheiro do estado. Se o deixa de cobrar, deixa de o ter. Se o volta a cobrar, deixa de o entregar. De facto o dinheiro era do cidadão, e o estado apenas está a cobrar mais, mas isso são detalhes e a realidade não interessa para ninguém. O que os porcos escrevem é a verdade.

    Fica aqui a aposta de como isto vai acontecer já de seguida. Anulações de uma carrada de isenções em sede de IRS.
  11.  # 572

    Colocado por: marco1equilibrar contas pode ser uma coisa faseada e com rigor e sentido, quem é que está interessado nisso??
    exterminar é mais fácil.
  12.  # 573

    equilibrar contas pode ser uma coisa faseada e com rigor e sentido, quem é que está interessado nisso??
    exterminar é mais fácil.


    Faseada e com sentido pressupõe que tem alguém a financiar enquanto não acaba o faseamento (porque enquanto as contas não estão equilibradas, alguém paga o desequilíbrio).
    Agora é só arranjar quem queira emprestar €€€
    Concordam com este comentário: two-rok
  13.  # 574

    Colocado por: marco1equilibrar contas pode ser uma coisa faseada e com rigor e sentido, quem é que está interessado nisso??

    O problema é que nem sequer tem sido uma coisa faseada. O equilíbrio das contas não tem sido feito de todo, o Estado continua sobredimensionado e a gastar o que não tem.
  14.  # 575

    ainda agora ouvi qualquer coisa sobre os juros da divida alemâ, grande corrida esta de grupo ( moeda unica) em que os presupostos neste momento é o mais forte partir com 3 voltas de avanço. é só gozo.
  15.  # 576

    Colocado por: marco1equilibrar contas pode ser uma coisa faseada e com rigor e sentido, quem é que está interessado nisso??
    exterminar é mais fácil.


    Corrigir falta de rigor e falta de sentido com rigor e sentido?! Ai está um belo oxímoro. Os interessados nisso serão certamente aqueles que sofreriam as consequências imediatas de quaisquer medidas de reajustamento orçamental a sério. Curiosamente são os mesmos que estão a usufruir disso mesmo, um reequilíbrio faseado (a parte do sentido já é livre de interpretação). O Marco acha que a redução de défice está a ser feita a um ritmo demasiado alto? Ainda vamos em 6% do PIB, valor que será pago no futuro por alguém mas que se lixem esses, os presentes não estão interessados nesse detalhe.

    Colocado por: marco1grande corrida esta de grupo ( moeda unica)


    Devemos então sair da moeda única Marco?
  16.  # 577

    Será que assim nos entendemos?

    Chipre avisa que não tem dinheiro para pagar salários e pensões de Abril
    http://www.publico.pt/economia/noticia/chipre-avisa-que-nao-tem-dinheiro-para-pagar-salarios-e-pensoes-de-abril-1590558
  17.  # 578

    Isso não pode acontecer PeSilva. É inconstitucional não pagar salários. A realidade que vá bater a outra porta, esta está constitucionalmente protegida.
    Concordam com este comentário: eu, two-rok, mog
  18.  # 579

    Colocado por: danobregaIsso não pode acontecer PeSilva. É inconstitucional não pagar salários. A realidade que vá bater a outra porta, esta está constitucionalmente protegida.



    Vá dizer isso aos funcionários do privado com salários em atraso em que as empresa dão falência....muitos deles nem 1 cêntimo veem.
  19.  # 580

    @danobrega
    Deitar as culpas para cima dos outros é feio.
 
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