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  1.  # 21

    Marco1, o problema de contratar uma nova equipa para fazer um novo projecto é que os meus pais terão de despender novamente vários milhares de euros. Quanto à parte da arquitectura eu posso fazê-la. Aliás, como conheço os gostos pessoais dos meus pais, seria muito mais fácil. Agora os outros projectos de especialidades (águas e esgotos, electricidade, rccte, etc) já estão elaborados, e creio que não necessitam de mudanças. Ou seja, seria, desculpem a expressão, "dinheiro deitado ao lixo".
    Relativamente ao poste, os antigos proprietários não autorizaram a colocação do poste. O que se passou foi que o terreno foi herdado, e resulta de uma divisão em 3 de um terreno de 1 hectare, e o poste foi colocado após essa divisão, precisamente no meio do terreno, sem consentimento de ninguém. Mas pronto... não custa tentar pedir indemnização, e depois logo se vê. Agora que o poste deverá ser mudado isso nem se questiona. É que se o terreno fosse pequeno tudo bem... Agora num terreno privado com 6000m2...

    RRufino bem entendo o que diz, mas já que essas entidades regulam tudo e mais alguma coisa, deveriam também confirmar isso não? É o menos...
    Relativamente a pedir uma revisão do projecto de estabilidade concordo com o que diz, mas como deve estar ciente, os meus pais já não confiam mais no trabalho do atelier, e não querem dar mais um cêntimo que seja a esses incompetentes.

    PBarata, creio que o RJUE a que me refiro ainda não sofreu alterações. Pelo menos verifiquei no Diário da República. E se o engenheiro não quiser assinar outro termo há que pedir o livro de reclamações. Já chegou o trabalho mal feito!

    Picareta também já ouvi falar de situações idênticas em que a quantidade de betão armado era absurda, e era disso que falava logo no meu primeiro post. Será que fazendo um novo projecto de estabilidade menos sobredimensionado, mesmo gastando mais uns euros, não compensará na fase de construção? Aliás, no projecto de estabilidade diz mesmo que o sistema está sobredimensionado, e para além de ter sido calculado para uma clarabóia quase três vezes maior, o engenheiro considerou um pé direito de 3 metros para todos os pisos, incluindo a cave, em vez dos 2,70 previstos. Relativamente ao termo de responsabilidade, o que eu acho pior é que este tem uma validade pequeníssima.

    O pior de tudo é que os meus pais poderiam dizer "Ok. Fomos muito mal servidos mas não pagámos assim tanto". Mas não foi o caso. Os meus pais gastaram rios de dinheiro por um projecto, desculpem a expressão, "da caca", com erros que nenhum arquitecto deveria dar, e um projecto de estabilidade mal dimensionado, com pilares à vista em sítios como a entrada da sala e dos quartos. O terreno, apesar do poste, é de sonho. Super abrigado, com poucas construções à volta, a cerca de 5min da cidade, com uma ribeira, e com uma plantação de pinheiros no lado sul. Ao menos isso...
    Muito obrigada por todos os comentários!
  2.  # 22

    Margs

    já cá não está quem falou, como se diz popularmente.

    apenas referir que esses milhares não serão milhares e como a qualidade dessas especialidades não auguram nada de bom, não sei até que ponto...
    enfim, lembro-lhe apenas que embora possa fazer a arquitectura estará habilitada para a assinar?? quem será o coordenador de projecto por exemplo??
  3.  # 23

    Tem razão no que diz, e se os meus pais fossem ricos seria isso que fariam ;) neste momento ainda não posso assinar projectos mas em breve já o poderei fazer. E o que quer dizer com coordenador de projecto? Para isso basta estar inscrita como membro efectivo na ordem dos arquitectos certo?
    Por isso é que os meus pais estavam a pensar "meter" o projecto à Câmara tal como está e depois fazer um projecto de alterações, evitando algumas burocracias. Para além de ser mais rápido e menos dispendioso. Mas obrigada pela sugestão.
  4.  # 24

    Não estou a ver os diversos técnicos assinarem outro termo sem que recebão mais alguma coisa por isso.
    O dinheiro que vão gastar nisso somado ao que vai poupar na obra e no projecto de alterações dà e sobre para pagar novos projectos de especialidade. Se está habilitada a desenhar a arquitectura tb facilmente consegue que um desses técnicos a assuma sem que para isso tenha que pagar mais.
    Se fizer as contas todas poupa mais em fazer novos projectos que em tentar fazer aprovar esses.
    Concordam com este comentário: marco1, Picareta
  5.  # 25

    Pois, é bem provável. Entretanto devemos ir à Câmara para saber o que temos de entregar de novo, caso entreguemos o mesmo projecto que foi aprovado em 2009. E depois logo vemos. O ideal seria fazer um novo projecto de estabilidade e posteriormente um projecto de alterações, visto que o projecto manter-se-à praticamente o mesmo, à excepção de umas portas, janelas, e umas paredes interiores. Penso que esta seria a opção menos morosa.
    • 1255
    • 3 outubro 2013

     # 26

    Margs,
    pense bem no que deve recomendar aos seus pais.
    Se não há assim muitas alterações ao projecto de arquitectura e se encontra tantas desconformidades no projecto de estabilidade, se calhar o melhor é fazer outro projecto de estabilidade.
    Pode muito bem poupar alguns euros na construção se o fizer.
    E com que base é que afirma tal coisa?
    Coloque aqui os projectos para os especialistas opinarem, de certeza que lhe vão fazer tomar a atitude mais acertada.
    Concordam com este comentário: maria rodrigues
  6.  # 27

    1255, creio que tem razão. Provavelmente o melhor será fazer um novo projecto de estabilidade, para evitar pilares monstruosos à vista e custos excessivos na construção. Afirmo tal coisa, porque, apesar da moradia ser grande, tem três pilares com cerca de 50x25 cm, todos à vista, e as vigas têm todas 25x60 cm. Não sei... percebo pouco do assunto, mas penso que não é normal uma moradia ter pilares tão grandes. Apesar de ser arquitecta há pouco tempo tive cadeiras de concepção de estruturas, física das construções, etc., que penso que me deram alguma sensibilidade para este tipo de questões. Além disso o próprio projecto diz que a estrutura está sobredimensionada (o que sei que é normal), estando calculada para um pé direito de 3m, e para conter uma clarabóia 2,6 vezes maior do que a que está no projecto de arquitectura.

    Segue então em baixo uma planta do R/C, feita por mim e ainda inacabada, com a implantação dos pilares previstos no projecto de estabilidade, e já com as alterações a fazer ao projecto de arquitectura.
      2.jpg
  7.  # 28

    E aqui segue a mesma planta mas com uma eventual mudança na forma dos pilares de modo a que não se vejam, mantendo exactamente a mesma área e coloco aqui para os especialistas opinarem ;)

    Fiz esta planta de modo a que os meus pais percebam a diferença, e porque penso em fazer um projecto de execução para a moradia, para que os meus pais não tenham surpresas desagradáveis na fase de construção.
      2a.jpg
  8.  # 29

    Acho que está a "pegar" mal no assunto:

    - mantendo a distribuição de cargas original nada lhe garante que possa reduzir a espessura desses pilares
    - apenas com este elementos não é possível ser exaustivo mas parece-me haver aí demasiado pilar.
    - toda as vigas de 25x60? Um exagero quase de certeza

    PS: com o betão que poupa em pilares eliminados, respectivas fundações e ainda na redução das vigas paga o projecto de estabilidade e sobra dinheiro.
    Concordam com este comentário: Pedro Barradas
  9.  # 30

    meta as plantas estruturais do projecto inicial...

    planta de Fundações; Tecto da Cave; Tecto do Rés do Chão; Tecto do 1º Andar; e planta da Cobertura.
  10.  # 31

    Neste momento não tenho o projecto de estabilidade em formato digital, porque nem isso disponibilizaram aos meus pais, por isso terei dos digitalizar. Assim que tiver tempo fá-lo-ei.
    • Neon
    • 3 outubro 2013

     # 32

    Boas

    Eis a opinião de um mangas de alpaca

    1.º Julgo que para um novo licenciamento esse projecto terá de sofrer reformulações substanciais, nomeadamente actualizações para articulação com a legislação de acessibilidades a pessoas com mobilidade condicionada.
    á primeira vista as instalações sanitárias pareçem não cumprir.

    2.º A casa pareçe-me grande, pelo que ir pelo acréscimo de custo de um ou 2 pilares sobredimensionados é tempestade num copo de água.
    Repare que se for só isso, são peanuts no bolo todo. Agora se diz que tem vigas com essas dimensões eu concordo que realmente vale a pena reformular todo o projecto de estabilidade.

    3.º Sem cotagem e sem as plantas estruturais é difícil dar uma opinião mais fundamentada. Assim só de olhar para a distribuição de pilares há configurações e orientações de pilares que não entendo. mas como referi é muito importante ter as plantas estruturais todas.

    4.º Na solução proposta por si, muita atenção ás dimensões mínimas de pilares e aos coeficientes de esbelteza. Deve haver uma proporcionalidade nas dimensões dos pilares (largura vs cumprimento). Mas mais uma vez só podemos opinar com fundamento se houver cotas e plantas estruturais :)
    Concordam com este comentário: fernandoFerreira
  11.  # 33

    Neon,

    1º o projecto cumpre todos os requisitos para a legislação de acessibilidades, uma vez que tal projecto já foi aprovado. Não se esqueça que a moradia não tem apenas um piso! ;)

    2º O problema maior não são os pilares sobredimensionados (mais vale assim do que pequenos de mais), mas sim estarem à vista. Se fossem pequenos provavelmente não seria tão problemático. Mas ter um mamarracho destes logo à entrada da sala, digamos que não é propriamente bonito nem funcional... a acrescentar às vigas, que irão limitar o pé direito (queremos colocar piso radiante hidráulico). E tudo isto junto terá um custo acrescido na fase de construção, que creio ser desnecessário.

    3º Assim que tiver tempo colocarei as plantas estruturais.

    4º Os pilares que "propus" resultaram de uma conversa com o forista fernandoFerreira, tendo como ideia base a integração dos pilares em paredes de 20cm, de modo a não ficarem à vista. Ou seja, alterei os pilares de 50x25 para 62,5x20, mantendo a mesma área. Claro que, como não sou engenheira, pensei do ponto de vista do arquitecto, e de como gostaria que os pilares ficassem, tendo também em conta a integração no primeiro piso.
  12.  # 34

    não to a ver passarem vigas por cima desses pilares... (não há malha ortogonal bem definida) mas também não da pra ver as distâncias a vencer.

    O facto de diminuir os pilares de secção numa direcção vai dar mais aço (mais caro) mas pode ser possível.
    Concordam com este comentário: Neon
    • DM
    • 3 outubro 2013

     # 35

    Pilares 50x25 nem me parecem assim tão grandes...

    Se pensarmos num betão C30/37, com a NP206-1 é a classe minima praticamente, num pre´dimensionamnto, considerando 25m2 de área de influencia do pilar e supondo que se trata de uma zona de risco sismico pouco elevado, o pilar tem uma capacidade de:
    0.50 x 0.25 x 20000 x 0.6 = 1500kN

    Supondo, então os 25m2, 2 pisos, laje de 22cm, a.5kn/m2 para rev, 2 kn/m2 para sob, fica: 2 x 25 x (0.22 x 25 + 1.5 + 2) x 1.5 = 450 x 1.5 = 675 kN
    cerca de metade, o pilar está sobredimensionado mas em pilares interiores e com laje fungiforme parece-me esquisito 25x25cm (pelo menos 40x25cm).
    Concordam com este comentário: RRufino
  13.  # 36

    Aqui segue:
    Planta de implantação de pilares
      2013-10-03 14.03.45.jpg
  14.  # 37

    Tecto da cave (as escadas do lado esquerdo são para tirar)
      2013-10-03 14.04.35.jpg
  15.  # 38

    Tecto do Rés-do-chão
      2013-10-03 14.05.27.jpg
  16.  # 39

    E esta penso que seja o tecto do 1º Andar/planta de cobertura. As legendas do projecto não estão bem feitas -.-
      2013-10-03 14.05.48.jpg
  17.  # 40

    Plantas das armarduras de lajes
      2013-10-03 14.07.23.jpg
 
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