Só agora é que abriram a pestana? É que se isto fosse taxado a 45% dava para ai uns 1500 milhões de euros que deve ser o equivalente e 3 anos de orçamento de estado para a área da saúde.
Corrijam-me se estiver errado
Sem falar daquela ideia peregrina de que quem paga quando dá prejuízos são os accionistas: deve ser o que está escrito nos livros de Econiomia I, mas na prática quem está a pagar é todo o macaco que paga impostos.
Exactamente: a relação entre os desempenhos, os prémios e as falências foi (está a ser) perfeitamente espúria. Uns faliram, outros não, independentemente dos desempenhos. Os prémios continuaram a ser pagos, precisamente com os dinheiros injectados para impedir as falências.
Por acaso, pensei nisso e, até certo ponto tem razão. Mas só até certo ponto, porque não se trata de uma questão de mérito mas do que é bom ou mau para o sistema (considerando que "bom" é aquilo que impede o sistema de implodir). Segundo o meu raciocínio de bióloga, o feedback negativo (ou retrocontrolo, se quiser) é um mecanismo praticamente indispensável para a sobrevivência dum sistema, sendo o feedback positivo o exacto oposto, a melhor receita para o desastre.
Neste caso, em que A arrisca com o dinheiro de B, quanto maior é o risco maior é o lucro para A e para B até a um ponto de ruptura em que os lucros se transformam em perdas, perdas essas que deveriam naturalmente ser suportadas por A e por B, mas que na prática não o são por causa da intervenção de C, com o dinheiro de D, E, F, ....Z ( e também, naturalmente, de A, B e C, a não ser que estes consigam fugir aos impostos), não se está mesmo a ver que dá asneira, e vai continuar enquanto A não ganhar e perder na proporção exacta do que faz B ganhar ou perder, e se B ficar efectivamente a arder quando A faz asneira?
Claro que se eu conseguisse convencer o banco a emprestar-me dinheiro com uma hipoteca sobre asuacasa, talvez se pudesse dizer que eu o merecia por ser tão esperta. Agora, não me pode convencer que um país em que isso fosse a forma normal de financiamento das pessoas ia atingir um elevado estado de desenvolvimento económico, estabilidade política e prosperidade social.
Colocado por: luisvvClaro que se eu conseguisse convencer o banco a emprestar-me dinheiro com uma hipoteca sobre asuacasa, talvez se pudesse dizer que eu o merecia por ser tão esperta. Agora, não me pode convencer que um país em que isso fosse a forma normal de financiamento das pessoas ia atingir um elevado estado de desenvolvimento económico, estabilidade política e prosperidade social.
Lamento, mas não sou eu que a quero convencer. É ao contrário. Esse é o princípio do sistema fiscal redistributivo, e da social-democracia de modo geral.
Sério??? E eu que tenho andado parvamente a dar as minhas próprias casas de garantia! Acabou!!! Daqui para a frente só as dos outros!
Colocado por: lobitoConheço. Mas que eu saiba, isso é mais como quando nós os dois pagarmos um prémio de seguros, que tanto paga o incêndio da minha casa como o da sua (lagarto, lagarto, lagarto). Do que estamos a falar é eu hipotecar a sua casa para ir jogar no casino.
Colocado por: luisvvAi que o menino neon anda a ler muito o Combate e outros livros de banda desenhada. Sabe por acaso se algum dos 4 a que se referevendeu acções em 2009, para que lhe pudesse ser aplicado qualquer tipo de imposto ?.
Colocado por: lobitoOs prémios não fazem parte do salario, não são um direito contratual.
Colocado por: Neon
Quanto ao orçamento de estado, efectivamente o valor por mim indicado não dava para 3 anos mas já ajudava para 1, e muiiiito. Também não tenho a certeza mas indicaram-me o valor entre 8000 e 9000 milhões de euros.
Já agora luis 1500 milhoes são 1.500.000.000 euros e não peanuts (1.500.000 €) como você diz.
Irrita-me profundamente ver p.e. enfermeiros a serem pagos a 500 euros, ou ver oferta de emprego para licenciados a ganhar 500 ou 600 euros como eu já vi e ninguém e contou.
Abracinhos, do Neon
Quanto à venda das ações, efectivamente não sei, caro luis . Por ter usado a palavra lucro...mea culpa...pronto, os pobres coitados afinal só estão "virtualmente" mais ricos. Assim como a badalhoquice do Manuel Fino com a CGD e a Cimpor, e se calhar outros tantos casos parecidos que nem imaginamos, nem conhecemos.
Ai os dividendos...a quanto? a quanto? diga lá luisito! diga lá, elucide-nos! Aiiii os pobreziiiinhos, os mais ricos do pais roubados indecentemente com taxas tão velhacas.
Olhe caro Luis, não tinha nem tenho pena nenhuma que fossem aplicadas taxas ao tal enriquecimento virtual.Sugiro então que comece a pagar anualmente uma taxa sobre a valorização virtual do seu imóvel. Vai ver como lhe sabe bem.
gajos a comprar relógios por preços superiores ao meu apartamento (que não é meu, é do banco )....por mim era taxa de IVA de 10 vezes o valor do bem. Jantares que custam o que eu ganho em 6 meses... a mesma receita.
Quanto ao orçamento de estado, efectivamente o valor por mim indicado não dava para 3 anos mas já ajudava para 1, e muiiiito. Também não tenho a certeza mas indicaram-me o valor entre 8000 e 9000 milhões de euros.
Já agora luis 1500 milhoes são 1.500.000.000 euros e não peanuts (1.500.000 €) como você diz.
Quanto a malta do dinheiro ir embora....força...pode ser que se abram oportunidades para outros.
Já vi amigos e familiares ficarem sem emprego, porque as fábricas fecharam...Quer dizer, não fecharam! foram é para o leste e para Africa mamar, explorar gajos ainda mais desgraçados do que nós e que não se importam de trabalhar por uma côdea de pão.Ai sim ? Olhe que é isso que alimenta a nossa economia. O investimento, sabe? Quando abre aqui a Autoeuropa ninguém pensa nos alemães, coitadinhos, que ganham o triplo e podiam ter lá uma fábrica, pois não ?
Irrita-me profundamente ver p.e. enfermeiros a serem pagos a 500 euros, ou ver oferta de emprego para licenciados a ganhar 500 ou 600 euros como eu já vi e ninguém e contou.
O orçamento de estado de apenas 9000 milhões de euros ? é mais do que isso, mas eu também não sei o valor correcto
A transferência para essas sociedades não residentes conta que a nova legislação abranja apenas as mais-valias geradas por contribuintes residentes. Esse é, aliás, um dos aspectos ainda em dúvida.
Outras dúvidas sobre os contornos da medida têm suscitado debate entre fiscalistas, sem que o Ministério das Finanças as esclareça. É o caso, nomeadamente, de saber a que vendas de títulos se aplica a nova taxa. É às transacções realizadas após a publicação da legislação ou apenas às que envolvam títulos adquiridos depois da saída da legislação.
Se nenhuma dessas possibilidades pode ser considerada inconstitucional, peritos de escritórios de advogados e firmas de consultorias defendem a segunda, por ser mais pacífica para não gorar expectativas, ainda que adiasse o momento da cobrança fiscal.
A tributação das mais-valias mobiliárias tem uma longa história. Adiada desde que, em 1989, se criou um suposto imposto único sobre o rendimento e apesar de vigorar em numerosos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal manteve-se ao largo dessas "boas práticas".