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  1.  # 461

    Colocado por: VelhaTodos os garotos que prestaram declarações como tendo sido abusados eram prostitutos?

    Digo e repito... Tomem cuidado!

    E pelo amor de Deus, (e já agora também para salvação da vossa pele...) não vão procurar a vossa informação usando como fonte, apenas, o site do Senhor CC.
    É um erro crasso fazer isso! Porque aí aparece apenasaquilo que a ele lhe convém.


    Estupidez como forma de arte??
    És uma grande artista!!
    Acabou por não comprar a BIMBI agora é só descarregar frustração!!!!
    A ver se arranja com que se ocupe melhor, senão daqui a pouco começa a ser insanidade MENTAL!!!!!!!!!!!!!!

    faz-me o favor de seres feliz
    •  
      MRui
    • 15 setembro 2010

     # 462

    Olá francisco2, tudo bem consigo?

    Colocado por: francisco2Os erros existem por vezes por má avaliação dos juizes, mas muitas vezes por pressões políticas, económicas, etc.

    E também por pressões da comunicação social, da opinião publicada pública, etc. Parece-me que este tipo de pressão foi evidente neste processo. E como muito bem diz, quando acontecem pressões existem por vezes má avaliação dos juízes. Esperemos para ver o que a Relação tem a dizer disto tudo. Estou curioso.

    Colocado por: francisco2... são crianças muitas sem família, desprotegidas, lançadas aos bichos e são reflexo da hipocrisia da nossa sociedade que não dá condições de igualdade a todos.

    Nisto, estou totalmente de acordo consigo, mas também sei as sequelas que essa situação provoca na formação da personalidade dessas pessoas. A ausência de valores, de honra, de palavra, são um facto em muitas delas. Repare, se se prostituem por dinheiro, não será mais fácil para eles mentirem por dinheiro?

    Abraço
  2.  # 463

    Colocado por: MRuiNisto, estou totalmente de acordo consigo, mas também sei as sequelas que essa situação provoca na formação da personalidade dessas pessoas. A ausência de valores, de honra, de palavra, são um facto em muitas delas. Repare, se se prostituem por dinheiro, não será mais fácil para eles mentirem por dinheiro?

    E é precisamente isso que estamos aqui a discutir, ao existir essa possibilidade de mentirem por dinheiro
    AS provas produzidas em tribunal não podem dar lugar a duvidas
    eu e pelos vistos muitos outros era adepto de que não há fumo sem fogo, e suspeitava que o CC fosse culpado
    mas quando começou o alarido á volta disto procurei conhecer melhor o assunto e o que encontrei, opiniões e documentos que me convencem do contrario (Infelizmente)
    O meu problema não é os arguidos, mas sim as provas produzidas, tão contestadas e que ainda não vi ninguém
    vir aqui e justificar por a+b qu e é prova bastante...
  3.  # 464

    Colocado por: Velha
    Está lá? E, todos descritos com esses predicados?
    Não vi, mas não me admira que esteja.
    Quando o processo já «decorria» na Imprensa, entrevistaram alguns dos acusadores/vítimas.
    Uns estavam a contas com a justiça, outros diziam à boca cheia que eram prostitutos, outros tinham (tido?) problemas com droga.

    Dir-me-ão que a culpa é dos abusos a que foram submetidos (isto é, dos abusadores).
    Eu vou mais longe. A culpa/responsabilidade é de todos nós (Estado) que somos responsáveis pela protecção dessas crianças institucionalizadas.
    A culpa é, nomeadamente, de quem foi nomeado para estar à frente da instituição (desde o tempo em que a «pedofilia» se chamava «desvio de menores») e que "não via" aquela vergonha: os miúdos praticamente à porta da Casa Pia à espera de cliente!

    Algumas das coisas que me «arrepiam» e me deixam com dúvidas são:

    - a forma como este processo começou (Jaime Gama, Ferro Rodrigues, Paulo Pedroso, Almeida Santos,... - que faz lembrar o slogan: «só! só! só PS!»), e alastrou (Herman José,...). Nem um barbeiro, nem um professor primário, nem um padre, nem um trolha, nem um magala, nem um colega de camarata (uma das vítimas era ajudante do Bibi?!?), ...

    - a Juíz admitir que não pode haver certezas neste processo - mas, apesar disso, condena.

    - um dos abusados (que esteve no prós e contras e apenas acusou o Bibi) admitir que alguns dos outros (vítimas) "exageraram um bocadinho", para chamarem a atenção para o processo. Tenho para mim que «exagerar um bocadinho» é MENTIR.

    - está num post (umas 3 páginas para trás) que o Acordão diz que não ficou provado o que uma das testemunhas/vítimas afirmou, apesar de verosímel.
    Isto é: apesar de poder ser verdade, não acreditaram neste jovem... Mas acreditaram nos outros!?
    Porquê nuns não, e noutros sim ? Porque a uns se lhes embargava a voz e a outros não?

    - a postura preconceituosa do tribunal (o ridículo comentário do «não-arrependimento» de um réu, que devia ser considerado inocente até prova em contrário, uma vez que sendo inocente não tem que se arrepender de nada).

    - Eu sentir-me-ia muito mais sossegado se a acusação fosse absolutamente AVASSALADORA, e arrasasse com todos os argumentos de defesa dos réus.
    Se assim fosse, estaria aqui a defender que "5 anos é pouco. No mínimo 50 e num purgatório apropriado a violadores"!
    Estas pessoas agradeceram este comentário: CMartin, Princesa_, adrianaalmeida
  4.  # 465

    (..)mas não estou a ver neste caso haver um erro grosseiro. E porquê? porque simplesmente não há interesse para ninguém numa decisão dessas. Os erros existem por vezes por má avaliação dos juizes, mas muitas vezes por pressões políticas, económicas, etc.

    Curioso entendimento do que é a justiça.

    Neste caso foi decidido assim, porque o tribunal chegou a essa conclusão depois de analisar os factos e decidui com base no direito. Que eu saiba os testemunhos são uma prova como outra qualquer e válida.

    Os testemunhos são prova, mas a sua valoração é subjectiva e arbitrária.

    Quem tem a responsabilidade de julgar já fez o seu papel e quanto a mim bem.Era ridiculo e monstruoso o tribunal tomar esta decisão sem ser verdadeira, para mim isto ocorreu.

    Quanto ao ridículo e monstruoso, de acordo. Quanto ao ter julgado bem - nem você nem eu sabemos. Nem os juízes, arrisco dizer.

    Agora o nosso sistema está feito de tal modo, que é sempre possível os advogados darem a volta ao texto, através de jogadas de secretaria, que infelizmente a lei permite, precisamente para safar os amigos.


    É precisamente isto que os advogados de defesa dos abusadores estão a fazer, e mais desde o principio do processo.


    Extraordinário. Por jogadas de secretaria talvez se refira à picuinhice de exigir que sejam cumpridas as regras estabelecidas, de forma a que os acusados se possam defender... coisa pouca, que não deve nunca intrometer-se no caminho dos justiceiros que "sabem".

    É evidente que factos que se passaram à anos e repetidamente, podem causar confusão nas vítimas. Agora o que se está a passar é agarrar-se a algumas inconsistências e tentar escamotear talvez as dezenas ou centenas de vezes em que isso ocorreu de facto.

    Para utilizar um exemplo já aqui citado, tenho a certeza que o amigo não se importaria de ser acusado de cometer um crime num dia certo (Sábado), entre os meses de X e Y - e depois de refutar essa possibilidade, ver alterada a acusação para "um dia indeterminado". De certeza arranjaria maneira de se defender, não era? A Verdade havia de surgir, por si própria, claro. E de certeza que não se chateava nada com as inconsistências de alguém cuja descrição do local dos abusos não bate com a realidade. Por amor de Deus, isso lá é razão para duvidar de alguém?

    Depois dúvida dos seus testemunhos porquê? se nem sequer os conhece e não teve a oportunidade de os ouvir. É estranho, a não ser que a sua capacidade de saber a verdade, resulte de métodos ocultos que nunguém naquele tribunal discernui.

    É estranhíssimo. A Princesa duvida das crianças. O francisco não duvida dos acusados - sabe que mentem. Por algum outro meio que desconheçamos ? Ou será assim tão estranho, duvidar das declarações dos intervenientes de um processo ? E manifestar reservas perante contradições públicas?
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Luis K. W., Princesa_
  5.  # 466

    Colocado por: Luis K. W.A culpa é, nomeadamente, de quem foi nomeado para estar à frente da instituição (desde o tempo em que a «pedofilia» se chamava «desvio de menores») e que "não via" aquela vergonha

    Onde se inclui Catalina Pestana.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: CMartin
    • Velha
    • 15 setembro 2010 editado

     # 467

    King25:
    Estupidez como forma de arte??
    És uma grande artista!!
    Acabou por não comprar a BIMBI agora é só descarregar frustração!!!!


    Sou artista, sim... E, você é o quê? Agente?

    E, olhe, confesso que tenho vindo a apreciar o seu "estilo", lúcido, que contrasta com a minha estupidez:
    Aprecio sobretudo os seus dotes literários. Fico comovida com tiradas destas:

    Às vezes o neurónio treme um boca-dito e dá tendência ao exagero!

    parace que as evidencias é tem fugido de si, procure melhor e depois já podemos conversar!!!!!



    Nota: Comprei a Bimby, é optima!
  6.  # 468

    Colocado por: Velha

    Sou artista, sim... E, você é o quê? Agente?

    E, olhe, confesso que tenho vindo a apreciar o seu "estilo", lúcido, que contrasta com a minha estupidez:



    Aprecio sobretudo os seus dotes literários. Fico comovida com tiradas destas:




    Nota: Comprei a Bimby, é optima!


    Faço o que posso andei na escola até á 2ª classe porque tive que começar ajudar o sustento da casa com 8 anos
    portanto é natural que tenha algumas dificuldades de expressão. não pretendo mais do que sou.
    não critico gralhas dos outros nem tento passar por mais esperto.
    Já agora apraze me dizer lhe que acho, a sua esperteza desprovida de inteligência e sua notória falta de capacidade de argumentação, é nisto que os mais pobres de espírito se refugiam.

    texto com ajuda do corrector ortográfico.
  7.  # 469

    Colocado por: king25

    Faço o que posso andei na escola até á 2ª classe porque tive que começar ajudar o sustento da casa com 8 anos
    portanto é natural que tenha algumas dificuldades de expressão. não pretendo mais do que sou.
    não critico gralhas dos outros nem tento passar por mais esperto.
    Já agora apraze me dizer lhe que acho, a sua esperteza desprovida de inteligência e sua notória falta de capacidade de argumentação, é nisto que os mais pobres de espírito se refugiam.

    Chore á vontade, gostava de poder mandar uns CLINEX!!!!! LOL!!

    texto com ajuda do corrector ortográfico.
  8.  # 470

    Oiça Sr luisvv,

    Os seus comentários analizando o seu conteúdo, simplesmente não existem.
    Não acrescentou qualquer facto relativo ao processo, que possa esclarecer alguem. Limitou-se apenas a tentar escamotear a minha análise dos factos, que penso terá alguma lógica.
    Mas o mais interessante é que deu-se ao trabalho de responder penso que a todos os paragrafos, tentando provar não sei o quê? porque disse apenas banalidades que toda a gente já conhece.
    Só me leva a pensar que o que eu expressei, deve ter sido suficientemente incomodadativo para si.
    Não tenhamos ilusões ou se defende um lado ou outro, e isto objectivamente porque a verdade absoluta ninguem sabe, a não ser as vitimas e os acusados.
    A minha convicção é que existem culpados, além de muitos outros que não estão no banco dos réus.
    Mas porquê escolher as vitimas como mentirosos? Já analisou o que os arguidos disseram em tribunal, e que foi provado inconsistente.
    •  
      king25
    • 15 setembro 2010 editado

     # 471

    JCARDOSO
    CONTA KING25
    Conta criada há 4 dias
    Discussões iniciadas: 0
    Comentários adicionados: 27
    Todos os comentários sobre o mesmo tema, acrescento eu. Fosse eu do género atrevido e era capaz até de pensar que king25 está aqui em verdadeiro espírito de missão. Mas não é o caso, sou mais a atirar para o tímido.

    EM RESPOSTA
    VELHA
    ah, Sr josé Cardoso!
    A si não lhe escapam certas evidências... e coincidências. A mim também não.
    E também eu não entendo tudo. ;-)
    Mas basta-me ir até onde a minha vista alcança, para pasmar com o que vejo... lol

    Diz o roto ao porque não te vestes tu! essas supostas evidencias também se aplicam a si

    King25, escreveu:

    parace que as evidencias é tem fugido de si, procure melhor e depois já podemos conversar!!!!!

    RESPOSTA
    VELHA
    Parace... Ó se parace! lol
    Se você for tão bom a interpretar como é a escrever, não duvido "as evidências têm fugido de si..." e não de mim...
    lololool

    Desculpe se a minha gralha ofendeu, não esperava que insulta-se tanto a sua esperteza.

    VELHA
    A meu ver o FD deveria encerrar o tópico, que se está a tornar repetitivo.
    As pessoas, que em grande parte nem se deram ao trabalho de ler o acórdão, aparecem a extremar posições, e a entrar no diz-que-disse...
    Já se disse tudo o que havia para dizer....

    Encerrar o tópico? quem está a extremar posições?

    VELHA
    Princesa, você poderá vir a ser responsabilizada em tribunal por fazer afirmações desse tipo.
    Admira-me que sendo advogada, se permita generalizar dessa forma...

    Esta parace (parece) muito inteligente.


    VELHA
    Tenha cuidado, que um desses rapazes, um dia destes pode processá-la e, através do seu advogado pedir ao FD o seu IP... para ajustar contas consigo.

    Esta também.

    VELHA
    Digo e repito... Tomem cuidado!
    E pelo amor de Deus, (e já agora também para salvação da vossa pele...) não vão procurar a vossa informação usando como fonte, apenas, o site do Senhor CC.
    É um erro crasso fazer isso! Porque aí aparece apenas aquilo que a ele lhe convém.

    (e já agora também para salvação da vossa pele...)???????????????????????

    VELHA
    4.º - Muitos dos alunos que prestaram declarações, no processo Casa Pia, são fiáveis e não enveredaram pela
    prostituição. Constou-me que alguns serão neste momento universitários.

    Os que acusam CC são dos fiáveis e que não enveredaram pela
    prostituição ou são os outros? por favor esclareça me.


    VELHA
    5.º - Esse aproveitar do facto de alguns terem enveredado pela prostituição para os apelidar a todos de
    mentirosos, prostitutos e institucionalizados, é tendencioso e mantenho que
    perigoso para quem o afirma, aqui, num site público, de onde o post já nem poderá ser retirado...

    Mais Ameaças??????!!!!!!!!

    VELHA
    Sou artista, sim... E, você é o quê? Agente?

    O que é que acha? agente de quê?? Mais esperteza???

    VELHA
    E, olhe, confesso que tenho vindo a apreciar o seu "estilo", lúcido, que contrasta com a minha estupidez:
    Aprecio sobretudo os seus dotes literários. Fico comovida com tiradas destas:
    Às vezes o neurónio treme um boca-dito e dá tendência ao exagero!
    parace que as evidencias é tem fugido de si, procure melhor e depois já podemos conversar!!!!!

    BOA!!!! Aprecie então o seu estilo e sua elevada moral e discernimento
    descrito neste post.


    Um pensamento:
    Esta noite sonhei que era triste e intolerante,
    de manhã quando acordei, vi que não era eu,
    eras tu.
    Autoria king25
  9.  # 472

    Colocado por: francisco2Não tenhamos ilusões ou se defende um lado ou outro, e isto objectivamente porque a verdade absoluta ninguem sabe, a não ser as vitimas e os acusados.
    É láááá! :-)
    EU não "defendo" nem uns nem outros !

    Gostaria - tal como outros já aqui manifestaram - é de perceber como é que os Juízes conseguem CONDENAR pessoas baseados em convicções pessoais (sem provas documentais, e com a palavra de uns contra a palavra de outros - sendo que um deles é um criminoso que devia ser condenado a algo de bem pior que uns anitos na prisão).

    Dir-me-à você: «e porque é que iriam ILIBAR pessoas baseados em convicções pessoais?».
    Não é bem assim. O que está em causa é o facto de a Juíza admitir que "neste processo não há certezas", mas isso não a impediu de condenar os réus.
    E se não há certezas, o princípio devia ser "in dubio pro reo", meu caro.

    Ó facto de os Juízes admitirem na sentença que, durante o julgamento, um réu que sempre clamou inocência e contra quem não se vislumbram provas cabais «nunca mostrou arrependimento» é de um preconceituosismo ESTUPIDAMENTE flagrante !
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Princesa_
  10.  # 473

    Bem sei que isto não é para mim, mas há aqui coisas que não consigo deixar passar.

    Esta lógica é de arrepiar. Não se diz que o Carlos Cruz é inocente, o que se diz é que não parece haver provas suficientemente sólidas para que ele seja considerado culpado e, em caso de dúvida, as pessoas devem ser absolvidas. Eu não tenho a certeza de que ele é inocente, e isso não faz dele um inocente culpado, faz dele inocente, porque em caso de dúvida, não condeno.

    Ninguém está dizer que não há provas testemunhais, o que se está é a valorar o testemunho de forma diferente daquela que os juízes fizeram e dizendo coisas mais ou menos óbvias: i) que há duas testemunhas de cada crime, sendo uma delas parte interessada e outra com todo o peso e credibilidade de um Carlos Silvino; ii) que o peso da testemunha Carlos Silvino foi valorizada de modo diferente consoante o testemunho se dirigia aos arguidos ou a não arguidos, o que é, no mínimo estranho.

    Os juízes, quanto a mim, justificaram o peso das testemunhas com argumentos infantis e que são de tal forma subjectivos que nenhum arguido se consegue defender deles. Chega a afirmar-se no acórdão que o registo sonoro dos testemunhos não é suficiente para se ter a percepção exacta da sua veracidade, o que é uma bela artimanha para inviabilizar a análise por parte dos tribunais superiores, à luz dos critérios mediáticos da imprensa.

    Isto é uma faca de dois gumes - é tão difícil acusar como defender-se de coisas que aconteceram há sete anos. Se me perguntarem o que fiz no dia 3 de Março deste ano não tenho a menor ideia. O mesmo se me perguntarem o que fiz no dia 16 de Junho ou no dia 5 de Agosto.

    O facto de ser difícil provar um crime não deve constituir desculpa para sermos menos rigorosos na avaliação das provas antes de condenar alguém. Isso é o inverso da justiça.

    Os exames médicos não provaram que os crimes aconteceram, porque é impossível. Como é do conhecimento geral, as perícias médicas para crimes sexuais devem fazer-se nas hora imediatamente posteriores ao crime. Mas mesmo que as perícias provem que aquelas pessoas foram alvo de violação, só provam isso. Não provam que aqueles crimes específicos foram cometidos nos termos em que tal foi contado.

    As principais provas do crime, aliás, as únicas provas do crime específico em julgamento são dois testemunhos, sendo que os juízes atribuíram credibilidade aos testemunhos com base no estado emocional das testemunhas e chegam mesmo a dizer que o registo auditivo não é suficiente para atestar essa credibilidade, pelo que o fundamental da sua decisão, de acordo com os excertos do acórdão que vieram nos jornais (e que podem estar viciados ou errados, mas que são o que conheço, porque 1700 páginas é um pouco excessivo para mim) foi baseado no estado emocional das testemunhas, na sua credibilidade.

    Que chegaram para os juízes percebeu-se. Mas a justiça é um órgão de soberania com pouca limitação do seu poder, pelo que uma das características fundamentais de um sistema de justiça num estado democrático é a publicitação das suas decisões, para escrutínio público das mesmas. E o escrutínio público é isto que aqui estamos a fazer - duvidar do fundamento da condenação. Para os juízes chega, para mim não.

    Felizmente que o Código do Processo Penal é precisamente o oposto daquilo que aqui se afirma, caso contrário estávamos todos bem lixados, com F maiúsculo. As provas fornecidas têm que ser suficientemente sólidas para que não subsistam dúvidas de que determinada pessoa é culpada de um crime. E claro que cabe ao tribunal a ponderação dessas provas, do seu peso e da sua validade. E cabe ao público em geral a formação de uma opinião sobre o trabalho do Tribunal e aos tribunais superiores uma avaliação do julgamento.

    Os juízes são apenas pessoas como nós todos, tão sujeitos a erros e falhas, influências, golpes de génio e tonteiras como qualquer de nós, pelo que o escrutínio do que eles decidem é fundamental.

    Façam favor de ser felizes!!!! Lol!
  11.  # 474

    O assunto deste post para mim já morreu. Queria contudo deixar um apontamento à Velha. Parece-me que se diverte a apontar as gafes dos outros (pessoas com menos escolaridade mas infinitamente mais educados) sem contudo deixar de dar as suas "barracas".

    Duvida e levanta suspeitas quanto à credibilidade e objectivos de quem aqui escreve e por qualquer razão duvida da credibilidade destes testemunhos, ou seja, de todos os que defendem opinião diversa da sua, ameaça (ridiculamente), acha que alguém tem medo do que escreve e faz bem pior que isso que é interpretar à sua maneira e "contra legen" aquilo que se explica aqui há 3 dias. É por essas e por outras que vos deixo a sua melhor pérola:


    2.º - O pedido do IP para averiguar de ofensas públicas à integridade, será então feito pelo Juíz, sendo o
    advogado a tratar do processo. É um pouco mais moroso de conseguir pelo facto de ser o juíz a pedir isso,
    mas apesar das crianças serem pobres, podem chegar lá.


    ponto 1) ofensas públicas???? (ofendi... publicamente quem? Todos?)
    ponto 2) ofensas à integridade???? (bati em alguém eu?)
    ponto 3) pouco mais moroso se for feito por juíz???? (porque se for o advogado é LOGO)
    ponto 4) crianças????? (Onde estão essas?)
    ponto 5) pobres???? (depois disto são tudo menos pobres, isso era antes! agora, pobre sou eu! lol)

    Todo o parágrafo é uma gralha... é que não há nada que se aproveite...

    O que me mete impressão não são pontos de vista diferentes, mas sim os que não suportam que se demonstre um diferente ponto de vista (e que por isso querem identificar o prevaricador pelo crime de opinião diversa, suspeitar dos seus propósitos e mais, fechar o tópico se preciso for).

    Pois a mim calou-me sabe, não por não ter o que dizer nem por temer o que quer que seja mas porque se há coisa que não suporto é falta de educação e com isso normalmente não sei lidar.

    E pronto, chama-se direito de defesa e está feito.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: king25
  12.  # 475

    Os seus comentários analizando o seu conteúdo, simplesmente não existem.Não acrescentou qualquer facto relativo ao processo, que possa esclarecer alguem. Limitou-se apenas a tentar escamotear a minha análise dos factos, que penso terá alguma lógica.

    Claro que tem lógica. Então, se o francisco sabe que eles são culpados, pode perfeitamente desvalorizar os depoimentos contraditórios e essas questões de ****, a que só os minhoquinhas dão relevo, como a hipótese de os acusados se defenderem.
    Mas o mais interessante é que deu-se ao trabalho de responder penso que a todos os paragrafos, tentando provar não sei o quê? porque disse apenas banalidades que toda a gente já conhece.Só me leva a pensar que o que eu expressei, deve ter sido suficientemente incomodadativo para si.

    De facto, foi incomodativo. Não faz ideia como me incomoda saber que o gajo que escreve as barbaridades que você escreve pode ser o meu vizinho do lado, ou o tipo que sobe no elevador no emprego. O mesmo gajo que despreza as banalidades, ao mesmo tempo que vomita umas coisas sobre as influências económicas, a sua ausência e o efeito na justiça neste caso concreto. E tudo isto, com base em qualquer fonte de informação que prefere manter secreta, mas que eu suspeito que seja um mix de O Crime com o Correio da Manhã e o 24 Horas.
    Não tenhamos ilusões ou se defende um lado ou outro, e isto objectivamente porque a verdade absoluta ninguem sabe, a não ser as vitimas e os acusados

    Lados, defenderá você. Eu defendo princípios gerais e abstractos - válidos neste e em todos os outros casos. Coisas pouco importantes para si, mas que um dia podem vir a fazer-lhe falta: o direito a um julgamento justo, o direito à defesa, a presunção de inocência , etc.


    .A minha convicção é que existem culpados, além de muitos outros que não estão no banco dos réus.Mas porquê escolher as vitimas como mentirosos? Já analisou o que os arguidos disseram em tribunal, e que foi provado inconsistente.

    Outro nhurro.... Porque as crianças também podem ter mentido.
  13.  # 476

    Boas

    Off topic (ou talvez nã0)


    A única coisa que nós, Portugueses, não sabemos dizer é “não sei”. Em que outra cultura é tão frequente e facilmente aceite o género de frase: ”Eu não percebo nada de arquitectura, mas acho que o Alvaro Sisa é bastante bom do ponto de vista técnico". Aquele “mas” é a contribuição portuguesa às novas ciências do conhecimento. Significa mais ou menos que o facto de não se ter a mais nula ideia sobre um assunto não invalida – longe disso – que não se saiba acerca dele. Claro.
    - Já viste este filme?
    - Não, mas é capaz de ser banhada.
    Não é só o “mas”.Há o “parecer”. Se no resto do mundo o que parece é, aqui em Portugal também parece que sim. Se há povos em que as pessoas não gostam de dizer tudo o que sabem, o nosso adoraria saber tudo o que diz. O facto de não saberem (e a consciência de não terem a certeza do que estão a dizer) leva-os a anteceder cada palpite ou adivinhação com “É capaz de”, ”Dizem que”, ”Cheira-me que” e, sobretudo, “Parece-me que”.
    Os pareceres são como os raios laser: emitem-se. Cada português é um emissor privado. Privado de bom senso. Antigamente havia uma câmara corporativa que emitia pareceres. Agora somos todos emissores e transmissores. “Eu parece-me, - dizemos nós com o nosso enternecedor analfabetismo, - eu parece-me que vai chover não tarda nada”. E o Reboredo, sempre vai sair do ministério? Parece que sim. E aquilo da Guiomar e do canalizador, sempre vai para a frente? Parece que não. A mim parece-me que sim. A mim também me quer parecer que sim. Quer? Sim! Quer-me mesmo parecer que sim!
    O que é a aparição de Fátima comparada com a parição do país inteiro? A aparição foi um milagre, mas a parição, mediante a qual parece aos portugueses tudo o que eles não têm maneira ou vontade de saber, também é milagrosa. É como os cavalos que fazem contas. Fica-se sem saber se o nosso dom da parição – o oráculo do extremo ocidente – vem de parecer ou de parir. Até porque os resultados das nossas conjecturas e lucubrações, das nossas geloscopias e profecias, dos nossos palpites e assomos são muitas vezes mal parecidos, para não dizer que são mal paridos.
    As tribos primitivas abrem as entranhas às galinhas. Noutros países deitam-se cartas ou lêe-se as folhas do chá e do manual do Escuteiro-Mirim. Aqui nada disso é necessário porque a Verdade parece-nos como aparece a verdade aos videntes. Se Moisés fosse português,escusavam de lhe estar a aparecer os Mandamentos. Teria preguiça de subir a montanha, olharia para o pico e, esfregando as mãos, diria: “Isto parece que vai dar direito a Mandamentos”. E contá-los-ia, um a um, como se fossem as bolinha do totoloto.


    Parecendo e cheirando lá vamos achando e julgando. Não sabemos tudo acerca de nada mas, em contrapartida, não há nada sobre o qual não saibamos um bocadinho.pronto. Já depus, está deposto. Parece
    Em Portugal a ignorância está prometida em casamento à opinião. Dão-se lindamente há séculos.
    Nos colóquios, por exemplo, nunca falta um com um saco da Kodak a tiracolo, para se levantar e dar à assistência a sua opinião acerca da conferência que lhe escapou por inteiro. E o que é que está a dar? Uma achega. As achegas é que estão a dar nos colóquios. Os portugueses dão achegas como os outros povos dão esmolas. O processo é simples: eu dou uma conferência. Tu esperas que eu acabe. Depois, eu dou uma abébia. Tu dás uma achega. Eu dou um desconto e o resto da assistência dá de frosque.

    E pronto. Já depus, está deposto. Parece-me, ou quer parecer, que já está ou, pelo menos, suponho que sim


    Em "Os meus problemas", de Miguel Esteves Cardoso

    cumps
    José Cardoso
    Estas pessoas agradeceram este comentário: francisco2, Princesa_, king25
  14.  # 477

    Colocado por: Luis K. W.É láááá! :-)
    EU não "defendo" nem uns nem outros !

    Gostaria - tal como outros já aqui manifestaram - é de perceber como é que os Juízes conseguem CONDENAR pessoas baseados em convicções pessoais (sem provas documentais, e com a palavra de uns contra a palavra de outros - sendo que um deles é um criminoso que devia ser condenado a algo de bem pior que uns anitos na prisão).

    Dir-me-à você: «e porque é que iriam ILIBAR pessoas baseados em convicções pessoais?».
    Não é bem assim. O que está em causa é o facto de a Juíza admitir que "neste processo não há certezas", mas isso não a impediu de condenar os réus.
    E se não há certezas, o princípio devia ser "in dubio pro reo", meu caro.

    Ó facto de os Juízes admitirem na sentença que, durante o julgamento, um réu que sempre clamou inocência e contra quem não se vislumbram provas cabais «nunca mostrou arrependimento» é de um preconceituosismo ESTUPIDAMENTE flagrante !

    Estas pessoas agradeceram este comentário:Princesa_



    Ó Luis, estou habituada a análises mais cuidadas vindas da sua parte! E sobretudo não baseadas no nosso brilhante jornalismo!

    Sabe perfeitamente que as provas testemunhais são admissiveis, que o nosso direito admite uma coisa chamada acareação quando é precisamente a palavra de uns contra os outros que, que eu saiba, não há ordenamento jurídico nenhum em que os juízes (ou jurados) tenham de ter certezas (noutras terras, muito civilizadas, muitas vezes não têm de ir beyond reasonable doubt e nem sequer têm de dar justificações por escrito) e quanto ao arrependimento... Como disse, não tenciono ler o acórdão, mas espero ler algum um comentário que me esclareça: vi um excerto da leitura da sentença em que a juíza dizia que um dos arguidos tinha admitido que o menor que sujeitou à prática dos actos sexuais descritos tinha menos de 14 anos, etc,,etc., etc. Portanto, a não ser que tenha havido manipulação da imagem, ou que a juíza estivesse a mentir, a falta de arrependimento pode ser qualquer coisa do género "ele era um prostituto, que mais é que queria?". Pois, é o galho é que o código é muito explícito...
  15.  # 478

    Lados, defenderá você. Eu defendo princípios gerais e abstractos - válidos neste e em todos os outros casos. Coisas pouco importantes para si, mas que um dia podem vir a fazer-lhe falta: o direito a um julgamento justo, o direito à defesa, a presunção de inocência , etc.


    Então o julgamento não foi justo porquê? Mais direito á defesa ainda? Então o que é que os advogados fizeram durante este tempo todo, para não falar no tempo de antena que tiveram. Presunção de inocência? depois de serem condenados. Se o tribunal não serve para nada o melhor é fechá-los.

    Outro nhurro.... Porque as crianças também podem ter mentido


    E os acusados não mentiram? ou iam dizer sim senhor fizemos isso.

    Parece-me que a sua formação deixa muito a desejar, quando é necessário recorrer á má educação para defender os seus pontos de vista, além de demonstrar que não argumentos válidos.
  16.  # 479

    Colocado por: lobitoSabe perfeitamente que as provas testemunhais são admissiveis
    Claro que sei. :-)

    Se eu for um reconhecido fanático da bola e testemunhar que vi o Cristiano Ronaldo a marcar dois golos numsó jogo é perfeitamente verosímel.

    Se eu acrescentar, com lágrimas de emoção e a voz embargada, que o guarda-redes desfeiteado era um elefante cor-de-rosa às bolinhas amarelas e que a baliza estava em plena Praça Marquês de Pombal em Lisboa, só acredita quem quiser.

    E penso que haveria quem acreditasse nesta fábula, mesmo que o elefante cor-de-rosa-às-bolinhas-amarelas viesse a terreiro desmentir categóricamente, e até conseguisse provar que não estava naquele preciso Sábado em Lisboa.
    Ah! Espere... Afinal era em qualquer dia da semana nos 4 meses seguintes!

    ...não há ordenamento jurídico nenhum em que os juízes (ou jurados) tenham de ter certezas (noutras terras, muito civilizadas, muitas vezes não têm de ir beyond reasonable doubt...
    É ao contrário, lobito.
    A Acusação TEM DE provar o seu caso de forma a que o jurado decida SEM qualquer margem de dúvida para uma pessoa razoavel (que não é bem o mesmo que "beyond a reasonable doubt").
    Caso contrário, in dubio pro reo.

    ..vi um excerto da leitura da sentença em que a juíza dizia que um dos arguidos tinha admitido que o menor que sujeitou à prática dos actos sexuais descritos tinha menos de 14 anos, etc,,etc., etc. Portanto, a não ser que tenha havido manipulação da imagem, ou que a juíza estivesse a mentir, a falta de arrependimento pode ser qualquer coisa do género "ele era um prostituto, que mais é que queria?"...
    Se está a falar do criminoso que confessou, esteja á vontade.
    Ou, provavelmente, está a falar de algo que NÃO foi provado (uma coisa dessas deveria aparecer no tal acordão).

    Se eu fosse acusado de ter abusado de um jovem que actualmente é um prostituto toxicodependente notório e confesso, no mínimo vomitava-lhe na cara (se ainda sobrasse cara). Portanto..., "arrependimento"? Claro que não teria qualquer "arrependimento" perante esse mentiroso. Teria, isso sim, uma fúria assassina.
    • cris47
    • 16 setembro 2010 editado

     # 480

    Boa noite a todos
    Acabei de me inscrever, depois de ter tentado ler todos os posts sobre este assunto, aqui publicados.
    Fiquei um pouco amedrontado com o que por aqui li, uma vez que isto parece um campo de batalha.
    não conheço nenhum dos acusados, muito menos os assitentes do processo. Li o acórdão de uma ponta à outra e não posso deixar de me perguntar como foi possível os juízes terem chegado a uma conclusão, sem que tivessem pelo menos apresentado provas incontestáveis para os acusados. Mudaram datas à medida da sua conveniência, fora o facto de que mais de 80% do acórdão se refere ao Carlos Silvino, corroborando assim a sua confissão. Tudo o que consegui entender foi que se damos como provado os crimes do Carlos Silvino, temos de dar como provados os crimes dos outros. A mim, não me convenceram e receio mesmo que se forem realmente culpados se venham a "safar" na secretaria. Não entendo nada de leis, mas espero bem nunca ser acusado de nada neste país, ou estou tramado!
    Se quiseram limpar a cara à justiça com este processo, acho mesmo que a lavaram com água barrenta.
    p.s. não se andam a ofender uns aos outros um pouco demais por aqui?
 
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