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  1.  # 661

    Colocado por: alçadaa nível mundial !!!

    Este mundial inclui que países?

    Colocado por: alçadaO actual sistema económico de cariz neoliberal, que veio impor-se ao sistema capitalista

    Este é o desenvolvimento natural do sistema capitalista, e de modo algum se lhe impôs.
    • macal
    • 16 outubro 2010 editado

     # 662

    .
    •  
      MRui
    • 17 outubro 2010

     # 663

    Colocado por: alçadaIngresso neste tema, para em primeiro lugar, agradecer a contribuição do luisvv para a melhor compreensão do "estado" das coisas, do nosso país.(chapeau mon cher)
    (...) O facto de serem socialistas que estão agora a destruir o modelo social que tanto prezam, ainda que sejam vergonhosamente obrigados a isso pelos credores, é uma eloquente resposta a esta questão:o mundo em que vivemos nas últimas décadas não é suportável e não é sério, nem realista. E, por isso, não sobreviverá.
    (...) O actual sistema económico de cariz neoliberal, que veio impor-se ao sistema capitalista, tem que se adaptar ás novas circunstâncias,(estagnação da economia) resultante da crise económica de 2008,ou não é verdade ? E, é por essa razão, que os governos tem que adoptar medidas de austeridade, para superarem a crise em que está "mergulhado" o neoliberalismo.
    (...) PS.-Aconselho a todos a visitar a Suécia,Noruega,Dinamarca,Luxemburgo, etc...

    Caro alçada,

    Desculpe a analogia, mas ler um post seu equivale a beber 6 whiskys – fica-se com a cabeça à roda (pelo menos no meu caso).

    Explico: começa por tirar o chapéu ao luisvv, ilustre liberal de serviço no Fórum da Casa; Cita ou menciona duas ou três teorias liberais sem ponta por onde se lhe pegue; Culmina aconselhando-nos visitas a países sociais-democratas.

    O Jameson não chega aos seus calcanhares.
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  2.  # 664

    A sua ironia é de recorte bem fino , mas percebeu muito bem ( ou deveria ter percebido ) aquilo que escrevi....


    Percebi perfeitamente. O problema é que você parece não ter percebido o que eu escrevi - e por isso lhe perguntei, e volto a perguntar: "Mas então a despesa do Estado não gera emprego? O dinheiro gasto em celebrações não gera lucros de empresas, não paga ordenados ?"

    É que, para quem não saiba, o tão louvado Keynes defendia que pagar a pessoas para cavar buracos e a outras para os taparem no dia seguinte era uma forma de dinamizar a economia e procurar o pleno emprego....
  3.  # 665

    Se aceita esta realidade, eu não! Recuso que voltemos à barbárie do capitalismo selvagem da primeira metade do século passado. Há outros modelos, o que está a suceder não é nenhuma inevitabilidade, inevitáveis são as estações do ano.


    E as alternativas são...
  4.  # 666

    "Há outros modelos" - a típica frase dos comunistas. Mas quais?
    A miséria de Cuba? Parece que agora vão despedir funcionários públicos e privatizar uma série de coisas, para manter a "Revolução em marcha", dizem eles.
    O capitalismo chinês a fazer lembrar a revolução industrial?
    O manicómio da Coreia do Norte?
    Ou os disparates de Chavez?
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  5.  # 667

    Boa

    "Há outros modelos" - a típica frase dos comunistas.

    Ora aqui está uma frase de um tempo que, pensava eu, já tinha passado. És contra? Só podes ser "comuna". Ou, de outra forma,quem não é por mim é contra mim. Tenho a certeza que Mao, Estaline ou Hoxha subscreveriam.

    PS: Chavez, apesar de tudo, foi eleito. Suponho que isso não terá importância alguma? E na Colômbia, não há disparates? Ou são perdoados por serem avalizados pelos EUA, esse farol do capitalismo?

    cumps
    José Cardoso
  6.  # 668

    Colocado por: luisvvE as alternativas são...

    Baixar o IVA para 15%...de forma a promover a incitação a não se fugir ao fisco.
    Correr com todos os responsáveis pela gestão do nosso país que levaram a esta crise sem precedentes...
    Responssabilizar,e prender realmente os criminosos ligados às falcatruas de milhões que resultaram em ter que ser o contribuinte a pagar.
    Lesgislar de forma que quem conheça os corredores do poder,não possa exercer cargos de gestão em empresas de obras públicas ou privadas que retenham e que ganhem concursos públicos...
    Acabar com os recibos verdes,e com as empresas de trabalho temporário...
    Revogar o tempo de reforma para que os mais jovens tenham maior acesso ao emprego.
    Acabar com as horas extras em sectores públicos tais como nos hospitais,etc...para haver mais contratação de gente nova.
    Acabar com os subsídios de Natal,férias,14º mês,temporáriamente enquanto a economia não se endireita...
    Acabar com as reformas milionárias...
    Acabar com os paraísos fiscais contundantemente,para os capitais entrarem na economia real,e assim acabar com estas farsas de mercados de capitais e intentonas contra a economia...
    Obrigar os bancos a pagar IRC da mesma forma que as empresas pagam,sem poder reflectir-se no depositante.
    Acabar com as borucracias exageradas que intentam contra a economia tipo ASAE(que para mim se trata de uma polícia política ao serviço do estado)justificando seu serviço porém numa economia de mercado saudável,e não em épocas de desastre económico como a actual...
    Acabar com as medidas actuais de aumentos do IVA para 23% em determinados produtos de 1ªnecessidade tais como o leite com chocolate etc.
    Não se poder auferir um ordenado maior que o do PR no sector público...
    Fazer a CGD baixar os juros de empréstimo a quem queira empreender nas micro e pequenas empresas de forma a fazer com que o resto da banca ao invés de lucros altos,distribua assim a riqueza baixando também os juros.
    Fazer com que a justiça funcione acabando com a aberração de ter que se esperar tanto tempo que resolvam os problemas e ao mesmo tempo empresas abrirem falência para conseguirem mudar de nome sem pagar o que devem.
    Renacionalizar a Galp na totalidade,a EDP,a Ren,todas as águas de Portugal que foram privatizadas,etc.
    Acabar com os boys,e com todos os que prevariquem com corrupção...
    Assim consegue-se mover uma sociedade para trabalhar num todo.
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  7.  # 669

    Ora aqui está uma frase de um tempo que, pensava eu, já tinha passado. És contra? Só podes ser "comuna". Ou, de outra forma,quem não é por mim é contra mim. Tenho a certeza que Mao, Estaline ou Hoxha subscreveriam.


    PS: Chavez, apesar de tudo, foi eleito. Suponho que isso não terá importância alguma? E na Colômbia, não há disparates? Ou são perdoados por serem avalizados pelos EUA, esse farol do capitalismo?


    Hitler, idem.
    (aliás, tenho que verificar melhor, mas li de relance num sítio qualquer, que temos a graça de viver no país que mais eleições teve, em todo o mundo, entre 1920 e 1974, período reconhecidamente "democrático" da vida nacional)
  8.  # 670

    O que caracteriza a dita "democracia" não é a mera realização de eleições, ou sequer a garantia da prossecução da vontade da maioria. O que realmente caracteriza uma democracia (sem aspas) é a defesa das minorias.
  9.  # 671

    Assim consegue-se mover uma sociedade para trabalhar num todo.


    Ideias genéricas (umas) e impraticáveis (outras), ou as 2 coisas ao mesmo tempo.
    Retirar os subsídios de férias e de natal ? Isso significa reduzir cerca de 14,5% dos ordenados. Explorador !!!
    Acabar com reformas milionárias? Maravilhoso, se acabar com os descontos milionários correspondentes.
    Acabar com recibos verdes e trabalho temporários ? Excelente, se tiver dinheiro para pagar os subsídios de desemprego.
    Acabar com horas extra no público, para se contratar mais gente ? Genial, se tiver dinheiro para lhes pagar. E gente para contratar.
    Revogar o tempo de reforma? Uauuuu... Isso, vamos tirar gente que produz do mercado de trabalho, e pô-los sossegadinhos em casa a receber a reforma.
    Acabar com paraísos fiscais? Isso, vamos invadir as Ilhas Virgens, Gibraltar, Guernsey e as Ilhas Caimão. Pode ser que ainda venhamos a dar uso aos submarinos. Vamos obrigar todos os países a cobrarem os mesmos impostos que nós - que malandros !!!

    Renacionalizar ? Olhe, Jorge, pode pedir umas luzes sobre os resultados disso, aqui: http://www.embavenezuela.pt/

    (tenho a certeza que a coisa por lá correu maravilhosamente).

    Se não lhe responderem, tente Cuba.
  10.  # 672

    Colocado por: j cardosoBoa


    Ora aqui está uma frase de um tempo que, pensava eu, já tinha passado. És contra? Só podes ser "comuna". Ou, de outra forma,quem não é por mim é contra mim. Tenho a certeza que Mao, Estaline ou Hoxha subscreveriam.

    PS: Chavez, apesar de tudo, foi eleito. Suponho que isso não terá importância alguma? E na Colômbia, não há disparates? Ou são perdoados por serem avalizados pelos EUA, esse farol do capitalismo?
    cumps
    José Cardoso

    De facto são quase só comunistas que usam a expressão "há outros modelos", eu apenas critico o facto de eles nunca os nomearem, embora a gente saiba a quais se querem referir.
    Já os meus modelos, que são sociedades muito mais livres, prósperas e justas que a nossa e que os tais outros modelos, são facilmente nomeáveis e são felizmente em grande número, como por exemplo: Suíça, Inglaterra, Canadá, Holanda, Austrália, EUA, etc.
    A legitimidade eleitoral de facto diz muito pouco, como muito bem o Luísvv argumentou, mas independentemente do regime social e político, eu estou, nesta discussão, mais interessado nas características económicas das diferentes sociedades.
    • macal
    • 18 outubro 2010 editado

     # 673

    Colocado por: J.FernandesO capitalismo chinês a fazer lembrar a revolução industrial?


    O caminho que estamos a percorrer actualmente é muito parecido com esse.
  11.  # 674

    Boas

    A legitimidade eleitoral de facto diz muito pouco, como muito bem o Luísvv argumentou, mas independentemente do regime social e político, eu estou, nesta discussão, mais interessado nas características económicas das diferentes sociedades.


    É a razão da nossa diferença. Embora considere importantes as características económicas, a legitimidade democrática vem à frente, pelo menos para mim. Em último caso, preferia viver numa democracia pobre que numa ditadura abastada. Feitios.

    cumps
    José Cardoso
  12.  # 675

    É a razão da nossa diferença. Embora considere importantes as características económicas, a legitimidade democrática vem à frente, pelo menos para mim. Em último caso, preferia viver numa democracia pobre que numa ditadura abastada. Feitios.


    O problema é que vulgarmente falar de democracia pressupõe a legitimidade da imposição da vontade das maiorias.
  13.  # 676

    Colocado por: luisvvO problema é que vulgarmente falar de democracia pressupõe a legitimidade da imposição da vontade das maiorias.


    Esse pressuposto é um problema? Há solução para esse problema? E qual é o regime que não tem esse problema? Por oposição talvez se possa dizer que na ditadura há a legitimidade da imposição da vontade das minorias. Mas eliminando as palavras "das minorias" fica apenas "imposição da vontade". Será um problema haver imposição de vontade? Qual é o contrário de haver imposição de vontade? É não haver imposição de vontade. Estamos a falar de anarquia, portanto.

    É um problema haver imposição de vontade das maiorias?
    É um problema haver imposição de vontade das minorias?
    É um problema haver imposição de vontade?
    É um problema não haver imposição de vontade?

    Assim se fala sem se dizer seja o que for. Eu diria que são todas um problema, e são todas uma benesse, depende da vontade que se quiser impor, ou das vontades que não se querem impor, não? Esta **** não é preta ou branca...
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  14.  # 677

    Esse pressuposto é um problema?

    Sim, é um problema.


    Há solução para esse problema? E qual é o regime que não tem esse problema? Por oposição talvez se possa dizer que na ditadura há a legitimidade da imposição da vontade das minorias.

    Por oposição, poderemos partir do princípio da limitação da legitimidade da imposição da vontade, por exemplo.

    Mas eliminando as palavras "das minorias" fica apenas "imposição da vontade". Será um problema haver imposição de vontade? Qual é o contrário de haver imposição de vontade? É não haver imposição de vontade. Estamos a falar de anarquia, portanto.

    Ui, que lá vem o espantalho da anarquia para nos assustar.


    .

    É um problema haver imposição de vontade das maiorias?
    É um problema haver imposição de vontade das minorias?
    É um problema haver imposição de vontade?
    É um problema não haver imposição de vontade?

    Assim se fala sem se dizer seja o que for. Eu diria que são todas um problema, e são todas uma benesse, depende da vontade que se quiser impor, ou das vontades que não se querem impor, não? Esta **** não é preta ou branca...


    Tem toda a razão, falou mas disse pouco, porque bateu na porta ao lado. O problema não é quais as vontades que se querem impor - é querer impor essas vontades. É achar que o facto de se partilhar um determinado espaço geográfico, com limites mais ou menos arbitrários, gera uma obrigação de submissão à vontade da maioria (numa "democracia") ou de uma minoria esclarecida (numa ditadura). É achar que há uma qualquer legitimidade no número de pessoas que partilham uma ideia, para a impor às restantes.
  15.  # 678

    Todas as ideologias ou correntes de pensamento estatista partem de uma base comum, que podemos designar por ética colectivista - e de uma forma ou outra, tomam como base da organização social o colectivo, e não o indivíduo. Os direitos individuais e as acções de cada um são definidas e julgados na perspectiva do "bem comum". Ora isto implica que o indivíduo não tem, por si, quaisquer direitos a não ser os que o "colectivo" determina. O bem comum e a sua definição passam a ser o problema. Quanto mais alargado o âmbito de prossecução do "bem comum", mas difícil se torna defini-lo, e de concretizá-lo. Fatalmente, para agradar a uns, atingem-se os interesses legítimos de outros. Estão criadas as condições para a necessidade da coerção, indispensável para atingir o "bem comum" (definido como a solução que em cada momento agrada a maior número de pessoas).

    Mas há mais questões: o colectivismo supõe que as acções são certas ou erradas consoante sejam do agrado da maioria, (volúvel por definição) e não por estarem de acordo com regras "morais" estáveis. Surgem ainda as condições para a desresponsabilização do indivíduo pelas consequências dos seus actos, por transferência para o colectivo, a "sociedade".
  16.  # 679

    Colocado por: luisvvSim, é um problema.


    Na minha modesta opinião o problema é achar que isso é um problema, sem tirar nem pôr.

    Colocado por: luisvvUi, que lá vem o espantalho da anarquia para nos assustar.


    Assustar? Porquê? A anarquia é o sistema utópico mais perfeito de todos. Cada um faz o que lhe entende, sem haver imposição de vontades, e tudo funciona.

    Colocado por: luisvvTem toda a razão, falou mas disse pouco, porque bateu na porta ao lado.


    Bati? O senhor está sempre a bater na mesma porta. Deixe-me lá fazer o mesmo...

    Colocado por: luisvvO problema não é quais as vontades que se querem impor -é querer impor essas vontades.


    Portanto, impor a vontade de "não matar" é um problema, no seu ponto de vista. Isso é uma ideologia da treta se utilidade prática nenhuma, excepto talvez escrever uns poemas.

    Colocado por: luisvvÉ achar que o facto de se partilhar um determinado espaço geográfico, com limites mais ou menos arbitrários, gera uma obrigação de submissão à vontade da maioria (numa "democracia") ou de uma minoria esclarecida (numa ditadura). É achar que há uma qualquer legitimidade no número de pessoas que partilham uma ideia, para a impor às restantes.


    Ignore quem é que impõe a vontade a quem! Vê? Também consigo brincar com o bold. Talvez o bold SEJA O NOVO CAPS LOCK! Na prática, a imposição de uma vontade ser ou não ser um problema depende da vontade que se quer impor.

    E aqui vou eu, bater na mesma porta: esta **** não é preta ou branca! Fique lá no seu preto (ou branco, se preferir), eu prefiro ficar no cinzento. Agora, se é preferível cinzento mais escuro ou mais claro, é díficil de saber.

    Chiça...
  17.  # 680

    Colocado por: luisvvTodas as ideologias ou correntes de pensamento estatista partem de uma base comum, que podemos designar por ética colectivista - e de uma forma ou outra, tomam como base da organização social o colectivo, e não o indivíduo. Os direitos individuais e as acções de cada um são definidas e julgados na perspectiva do "bem comum". Ora isto implica que o indivíduo não tem, por si, quaisquer direitos a não ser os que o "colectivo" determina


    Esse raciocínio não é lógico. Não pode passar dessa premissa para essa conclusão. A partir daqui, pode dizer o que lhe apetecer. O facto de se dar mais relevância ao bem comum não implica (está a ver, O BOLD OUTRA VEZ) que o indivíduo não tenha quaisquer direitos. Implica sim, que o indivíduo tem responsabilidades.

    edit: se preferir, de [Os direitos individuais e as acções de cada um são definidas e julgados na perspectiva do "bem comum".] talvez possa concluir que os direitos do indivíduo não podem entrar em conflito com os direitos do colectivo. Mas não pode concluir [Ora isto implica que o indivíduo não tem, por si, quaisquer direitos a não ser os que o "colectivo" determina].
 
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