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  1.  # 721

    Ainda bem que não comenta, porque o que aqui está é uma parvoíce, seja qual for o ponto de vista.

    Suponhamos que você ganha € 700,00 por mês. € 8.400,00 (Salário anual) + € 700,00 (13º mês) = € 9.100 (Salário anual mais o 13º mês)
    O trabalhador vai para casa todo feliz com o patrão.


    (Se o trabalhador recebe € 700,00 mês e o mês tem quatro semanas, significa que ganha por semana € 175,00.

    Esta é a base da falácia: o mês não tem "4 semanas". O mês tem X dias.

    A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham dado conta desse facto simples.
    A resposta é que o patrão lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o patrão só paga quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.

    O que também não é verdade. Por um lado, boa parte das empresas variam o pagamento consoante o nº de dias úteis. Por outro, a remuneração que é estabelecida prevê já o nº de dias a trabalhar.

    No final do ano o generoso patrão presenteia o trabalhador com um 13º mês, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador.

    Claro. E o 14º mês, e as férias pagas também saem do bolso do trabalhador, que paga para trabalhar.


    Se o governo retirar o 13º mês aos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo. Daí que, como palavra final para os trabalhadores inteligentes. Não existe nenhum 13º mês. O patrão apenas devolve o que sorrateiramente lhe surrupiou do salário anual.

    Sugiro outra alternativa: o patrão divide em 14 prestações o pagamento dos 11 meses de trabalho prestados. E fá-lo, não por "generosidade" (que ideia estúpida, aliás...), mas por obrigação legal.

    Conclusão: Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.

    Conclusão alternativa: os trabalhadores poderiam receber (e alguns recebem, porque há empresas que pagam os subsídios mensalmente...) 11 meses por ano, o valor que recebem em 14 prestações.

    Uau, descobrimos a pólvora.
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  2.  # 722

    Colocado por: Jorge RochaE acha que Portugal é um país pobre?
    Observando toda a costa Nacional,ilhas,quantidade de mar,turismo,pesca,campo para cultivar,espaço para se industrializar,relações bilaterais de negócio com todo o mundo,um espaço entre as américas,europas,áfricas,em que existe muita afluência de tráfego aéreo...(somos pobres?)Não...o que temos é que quem nos governa e governou,colabora sempre com a alta corrupção,e estes dois(governo/boys/bancos/corrupção)estão sempre de mãos dadas.


    Esta é uma questão de facto incompreensível, parece que se guardam os recursos para dar mais tarde
    a quem os poderosos entenderem, É uma vergonha.

    depois falam na crise que vem do exterior.
  3.  # 723

    Colocado por: king25O problema não é a antiguidade, mas sim se o trabalhador deixar de ter capacidade produtiva que justifique o seu ordenado, aí o estado não assume, e o patrão não pode despedir sem indemnização, ora se o trabalhador deixa de
    de ter competência para a sua função que culpa tem o patrão, não será o estado que deve resolver?
    havia muito mais a considerar mas por agora.....

    Então dá-me razão quando digo que sou contra o aumento de tempo de trabalho antes da reforma né?Afinal ninguém quer velhos a trabalhar,pois é contraprudecente,e perigoso,as faculdades não são as mesmas né?
  4.  # 724

    Colocado por: king25Esta é uma questão de facto incompreensível, parece que se guardam os recursos para dar mais tarde
    a quem os poderosos entenderem, É uma vergonha.

    depois falam na crise que vem do exterior.

    É verdade que a crise vem do exterior...basta observar a subserviência que somos confrontados com (estado português/UE)sofremos uma importação sem precedentes,travando a produção agrícula,pesca,leite,etc.
    Temos os governantes que temos,e continuaremos a piorar se esta gente fõr continuar a dirigir os nossos destinos.(se as pessoas continuarem a valorizar o centrão votando neles;iremos de mal a pior)pois eles nem com muito lhes chega,têm que ter tudo,basta observar o fosso cada vez maior entre ricos e pobres.
  5.  # 725

    Colocado por: Jorge Rocha
    Então dá-me razão quando digo que sou contra o aumento de tempo de trabalho antes da reforma né?Afinal ninguém quer velhos a trabalhar,pois é contraprudecente,e perigoso,as faculdades não são as mesmas né?


    Claro as empresas não se podem substituir ao estado

    Colocado por: Jorge Rocha
    É verdade que a crise vem do exterior...basta observar a subserviência que somos confrontados com (estado português/UE)sofremos uma importação sem precedentes,travando a produção agrícula,pesca,leite,etc.
    Temos os governantes que temos,e continuaremos a piorar se esta gente fõr continuar a dirigir os nossos destinos.(se as pessoas continuarem a valorizar o centrão votando neles;iremos de mal a pior)pois eles nem com muito lhes chega,têm que ter tudo,basta observar o fosso cada vez maior entre ricos e pobres.


    Concordo consigo,e já agora como tem uma visão tão lúcida que tal apontar soluções...

    cumps
  6.  # 726

    Eu coloquei aquilo que recebi por mail apenas para apimentar a conversa.

    Colocado por: king25Em Inglaterra também tem férias?


    Em Inglaterra como é sabido não há férias, em vez disso vão para trabalhos forçados na Grécia, em Espanha, no Algarve e nas ilhas atlânticas.
  7.  # 727

    Vamos ser vendidos aos leões da savana.

    Quem dá mais? Ridículo! Antes de mais a crise está cá dentro a muitos anos! o facto de haver uma crise mundial é apenas uma coincidência penosa para Portugal.

    Meus amigos podem dizer o que lhes apetecer mas num país onde pouca gente contribui $$$ para o estado pagar salários na função publica, seja qual cargo for, salários acima dos 2 mil euros torna este país ingovernável. Para tal acontecer o povo Português tem que dar aquele salto psicológico que obviamente não deu. 6 milhões de pessoas que indirectamente usufrui do estado é isto mesmo? 2 milhões de pobres? 1,6 milhões que recebe o ordenado mínimo? quantos milhões estão no activo? enfim... o estado está a tentar acompanhar a evolução salarial da Europa mas não temos pedalada para eles, temos de acordar e colocar os pés no chão. Não temos condições para pagar tão bem, precisamos de tornar o país mais homogéneo em termos de habilitações pois o que acontece é que quem se forma acha que merece ganhar este e aquele mundo e esquece-se que o país dos não formados é que se endividou para poder pagar os estudos aos mais novos.

    Acho também que se deveria obrigar os novos licenciados a dar pelo menos 5/8 anos de trabalho ao país antes de eles fugirem para o estrangeiro à procura de melhores salários porque caso contrário andamos a fazer esforços para formar o povo português e ele está a fugir, em vez de contribuirmos para a solução estamos a contribuir para o problema.

    Actualmente nem 1/3 da população faz o 12 ano, uma coisa tão fácil não tem nada que saber... Vejo mt gente a reclamar da reforma de 300 euros ou menos e vejo o estado a fazer esforços para dar mais e a que custo??? não podemos continuar a por o esforço financeiro em cima de quem trabalha para corrigir erros do passado. As pessoas tem de saber suportar os erros do passado não prejudicando o futuro.
    • pcr
    • 20 outubro 2010 editado

     # 728

    Em Inglaterra, a nível de trabalhadores permanentes, tanto quanto sei, recebe-se ao mês como em Portugal. A única diferença e que o salário mensal e calculado com base no salário total anual, ou seja, se tiver um salário de 25.000£ por ano (+/- media nacional), recebe 1/12 disso por mês (neste caso 2083.33).

    Diferenças a ter em conta no entanto, não existe subsidio de natal ou ferias e apenas 8 feriados ao invés de 14 em Portugal.
    Edit: E período de ferias base são 20 dias, em Portugal são 22 salvo erro.
  8.  # 729

    Aqui em Portugal só é considerado roubar quem lixa meia-dúzia de trocos...quem rouba realmente milhões e que destrói mesmo o país;considera-se desvio.

    Baboseiras. Roubar é roubar.

    Eu ou o estado?Que eu saiba;não sou eu que recebo IRS né?O estado é que recebe.

    Não recebe, mas recebe os serviços que os 46,5% de IRS de alguns pagam.

    Efectiva?Porque carga de trabalhos?Isso é que é progresso para desenvolver um país andar sempre na muda?Afinal anda-se a tirar cursos de labrego para quê?

    É o que dá pensar que basta legislar para as empresas irem a correr empregar pessoas efectivas. Quanto mais difícil é despedir, e quanto mais " direitos" houver, mais arriscado é contratar alguém.


    Este problema põe-se a quem não quer colaborar de igual para igual com os funcionários...e quer ter tudo.

    Como um certo empresário de serralharia que nós conhecemos...

    Para isto há os contratos né?

    Não. Os contratos têm limites de tempo.

    O problema da idade da reforma é os economistas continuarem a bater no mesmo erro;como se as pessoas fossem números,e depois sai o tiro pela culatra;

    Se as palavras pagassem as contas, escusávamos de ter que ler baboseiras dessas. Mas como não pagam, são precisos os números. E sem números, não há pagamentos às pessoas, por mais piedosas palavras que queira escrever. Mas como a maior parte das pessoas tem uma relação distante com os números, é uma chatice - é mais fácil falar de "economicismo" e "civilização" e mais não sei o quê.

    pois é preferível pagar pensões a quem descontou toda a vida,do que pagar subsídios a quem nunca fez nada ou pode fazer na força da vida...o futuro passa por aí e não o contrário porque pretende-se afinal não boicotar as gerações actuais,e não criar problemas futuros desajustando cada vez mais o profissionalismo;porque afinal é de pequeno que se torce o pepino né?E se agora não colocar esta gente nova toda a trabalhar;o futuro não será risonho,porque estes se agora não fazem nada;no futuro isto será uma república das bananas.(o povo de França está a trabalhar bem.)

    Mais baboseiras. O "povo" de França está a protestar porque a realidade está a bater à porta.

    Acha que sim?Afinal já não tem pena dos tais que pagam IRS 35,42,5% etc?Que referiu há pouco?

    Tenho pena de toda a gente que paga o que não pediu, não tenho pena de quem se queixa do que paga e ao mesmo tempo exige receber mais.

    Quanto ganha este tipo?Serve de exemplo?

    Não é relevante quanto é que ele ganha - o que importa é o número, frio e objectivo: em 2015, se nada for feito, 75% do valor de todos os impostos será consumido nas prestações sociais. O resto são balelas. O homem pode ser vesgo, pode ganhar uma fortuna, pode ser benfiquista, gostar de música pimba, ou o raio que o parta - mas factos são factos.

    Se a chularia continuar a desviar IVA por causa da carga de aumento,se continuarem a privatizar sectores estratégicos tais como a saúde,combustíveis,electricidade,PT,águas,etc,reformas brutais,paraísos fiscais,mais valias etc,etc,é normal estar-se a trabalhar para um saco sem fundo...afinal o sistema de saúde nos EUA deu buraco né?

    Essa deu vontade de rir, vinda de quem vem. Olhe que a Terrugem é muito pequena...

    O problema foi alguém(talvez seu amigo de peito)Oliveira&Costa e outros que a comunicação social se tem esquecido ter feito o belo serviço no BPN e não por este banco ser nacional.


    Acha que sim?Olhe que eu tenha conhecimento de quem por lá esteve muitos anos,não é nada do que refere.

    Não acho, sei. É informação disponível.

    E acha que Portugal é um país pobre?

    Em comparação com a Suécia, sem dúvida. É um país pobre que quer pagar luxos que estão fora do seu alcance.

    Observando toda a costa Nacional,ilhas,quantidade de mar,turismo,pesca,campo para cultivar,espaço para se industrializar,relações bilaterais de negócio com todo o mundo,um espaço entre as américas,europas,áfricas,em que existe muita afluência de tráfego aéreo...(somos pobres?)

    Baboseiras. Experimente pagar salários com relações bilaterais, ou com pedaços de mar.

    não...o que temos é que quem nos governa e governou,colabora sempre com a alta corrupção,e estes dois(governo/boys/bancos/corrupção)estão sempre de mãos dadas.

    Claro. O problema é das pessoas. Destas, porque hão-de vir outras, boas mesmo, numa manhã de nevoeiro.
  9.  # 730

    Em Inglaterra como é sabido não há férias, em vez disso vão para trabalhos forçados na Grécia, em Espanha, no Algarve e nas ilhas atlânticas.


    A partir de 1 de Abril de 2009 todos os trabalhadores têm o direito legal a pelo menos 5,6 semanas de licença anual de férias pagas (que são pelo 28 dias de férias pagas, caso trabalhe cinco dias por semana). Se trabalha em tempo parcial, tem direito ao mesmo nível de férias pro rata (ou seja, 5,6 vezes a sua semana de trabalho normal).

    Os principais factos que deve saber sobre o seu tempo de férias são:
    começa a planear as suas férias assim que começa a trabalhar
    seu empregador pode decidir o período em que tira as suas férias
    é-lhe pago o seu salário normal pelas suas férias
    quando sai de um trabalho, são-lhe pagas as férias que não tenha gozado
    os feriados poderão ser incluídos nos seu direitos básicos
    e continua a ter direito à sua licença de férias durante o tempo da sua licença de maternidade e paternidade (normal e adicional) e licença de adopção
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  10.  # 731

    Colocado por: king25Concordo consigo,e já agora como tem uma visão tão lúcida que tal apontar soluções...

    Se observar as soluções que mencionei ao Luísvv quando mas pediu;poderá perceber porque escrevo assim.
  11.  # 732

    Colocado por: luisvv
    Baboseiras. Roubar é roubar.

    Pois,pois...diga que são baboseiras...o Dias Loureiro,o Rendeiro etc,agradecem-lhe.
  12.  # 733

    Colocado por: luisvvNão recebe, mas recebe os serviços que os 46,5% de IRS de alguns pagam.

    Então está esclarecido né?

    Colocado por: luisvvÉ o que dá pensar que basta legislar para as empresas irem a correr empregar pessoas efectivas. Quanto mais difícil é despedir, e quanto mais " direitos" houver, mais arriscado é contratar alguém.

    Se os direitos que refere forem para todos;não há que temer.

    Colocado por: luisvvComo um certo empresário de serralharia que nós conhecemos...

    Está muito bem enganado...olhe mais para si,aí encontra quem trata os funcionários por números.

    Colocado por: luisvvEssa deu vontade de rir, vinda de quem vem. Olhe que a Terrugem é muito pequena...

    Quer cá vir beber um copo?Olhe que no Villebon todos me conhecem...já agora onde pára?Esconde-se apenas no nick e falar dos outros?Ou é dos tais que afinal gosta de se meter na vida dos outros sem sequer os conhecer?

    Colocado por: luisvvBaboseiras. Experimente pagar salários com relações bilaterais, ou com pedaços de mar.

    Com economistas do seu tipo(maneira de observar a coisa)no governo,não é nada fácil.

    Colocado por: luisvvClaro. O problema é das pessoas. Destas, porque hão-de vir outras, boas mesmo, numa manhã de nevoeiro.

    Por cá sem haver porrada da grossa,irá continuar sempre assim.
  13.  # 734

    Para quem defende a redução do valor das pensões:

    http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1691223

    Novas reformas rondam em média os 452 euros

    por EDUARDA FROMMHOLD

    O valor das pensões atribuídas após a reforma da Segurança Social de 2007 têm crescido a um ritmo de 4% ao ano, quando antes a média era de 5% ou 6%. Em Setembro, o valor médio das novas pensões era de 452 euros. A informação foi dada ontem pelo secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, no Parlamento, onde participou na audição pública sobre o Livro Verde da Comissão Europeia. O governante admitiu que antes da reforma da Segurança Social "o crescimento das pensões médias era muito significativo", mas agora, tal como previsto, "continuam a crescer, mas não tanto". Segundo o Ministério do Trabalho, o valor médio das pensões processadas em Setembro rondou os 373 euros, baixando para 356 euros considerando apenas o regime geral. No caso das pensões de velhice, o valor médio sobe para 413 euros. Quanto às reformas bonificadas, aquelas em que o beneficiário atingiu a carreira contributiva completa, são 18 500 as pessoas abrangidas. Destas 3100 completaram a carreira contributiva (40 anos de descontos), antes da idade legal da reforma, aos 65 anos. Na opinião de Pedro Marques, Portugal tem aliás o melhor regime de bonificação europeu, mas garante que tal não põe em risco a sustentabilidade do sistema.
  14.  # 735

    Hoje, surpreendentemente, num blog, por um deputado do PS:

    O que mais me irrita na política portuguesa e em muitos parlamentares, governantes, etc., sobretudo no que ao campo dos “costumes” diz respeito? Uma cultura política - e não só - que não tem por princípio, a partir do qual se legisle, a autodeterminação das pessoas. Em vez disso, sou sistematicamente confrontado com mentalidades paternalistas (na “melhor” das hipóteses) ou autoritárias (na pior, sem aspas). Como se o estado tutelasse as pessoas, as tivesse de proteger de si próprias, ou soubesse o que é melhor para elas. Uma perigosa mistura de catolicismo tramontano com positivismos dos mais diferentes matizes, da direita à esquerda. Pior ainda é que isso não se manifesta através de uma postura assumida, ideológica no bom sentido. Manifesta-se através duma espécie de atracção ou repulsa “estética” - face ao que surge como “feio” ou “bonito”, percepções subjectivas entendidas como equivalentes de “mau” ou “bom”. Deve também ser por isso que as leis são uma trapalhada, obcecadas com a contemplação de todas as variáveis e hipóteses - desprovidas de um princípio como o da autodeterminação das pessoas, são neuróticas manifestações de controlo.
    •  
      FD
    • 21 outubro 2010

     # 736

    E no UK... parece que propõem despachar 500 mil funcionários públicos ao longo de 4 anos e aumentar a idade da reforma para os 66 anos.
    Em França fazem de tudo para não aumentar dos 60 para os 62 anos.
  15.  # 737

    <"De Bragança a Lisboa são dez horas de viagem/Queria ter um avião para lá ir mais amiúde/...."
    Eu propunha que o interior do país fosse transformado em reserva, tipo parque temático para os lisboetas virem ao fim de semana...

    Se eu lhe oferecer um Porsche, sob condição de não o vender durante 20 anos, a Becas aceita?

    Não percebo a comparação.
  16.  # 738

    "Se eu lhe oferecer um Porsche, sob condição de não o vender durante 20 anos, a Becas aceita?"
    Não percebo a comparação.


    É talvez demasiado rebuscado, mas a questão é: se eu lhe oferecer um bem desejado, mas que tem elevados encargos de utilização aos quais não se pode furtar, a becas aceita?

    Porque é exactamente isso que têm estado a fazer-nos - seja com as Scut, seja com o "Estado Social". "Oferecem-nos" coisas que não podemos pagar. Uns dizem que temos "direito" a "A" porque estamos no séc.XXI, e outros logo dizem que temos "direito" a B porque somos um "país moderno", e porque "o país tem que andar para a frente". Usa-se uma espécie de pensamento mágico : Temos "direito", logo o dinheiro para pagar tem que aparecer. Não há ? Ui, isso é por causa das off-shores e dos motoristas dos ministros e do raio que os parta. ~
    O Estado já rouba 50% do que produzimos? Sejamos optimistas, ainda faltam os outros 50.
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  17.  # 739

    Colocado por: casuchas

    Só por curiosidade podia-me dar um exemplo de alguns produtos/serviços que tenham tido uma redução de preço


    Essa é fácil...
    A Playstation 2 nessa altura custava mais de 500 euros. Hoje em dia já custa menos de 100 euros.
    Os serviços de tvcabo/net/telefone também foram baixando com os anos, e foram oferecendo melhores condições.
    quanto a bens de primeira necessidade o caso ja muda de figura, mas lembro-me que a minha mãe à 20 anos comprava tudo na mercearia perto de casa e que agora no Modelo/Pingo doce/Mini Preço/Lidl compra produtos iguais e gasta muito menos, ou seja, em quase tudo se pode poupar, é preciso é alguma estratégia,

    é escandaloso dizer que a culpa da crise deve-se ao EURO, que eu saiba não é só a Europa que está em crise, é o Mundo inteiro
  18.  # 740

    É talvez demasiado rebuscado, mas a questão é:se eu lhe oferecer um bem desejado, mas que tem elevados encargos de utilização aos quais não se pode furtar, a becas aceita?

    Se o bem for essencial, claro que sim. O que a sua comparação deixa perceber é que considera que as SCUTs são um luxo ao qual o país não se podia permitir. Ter uma A23 ou uma A25 não é um luxo. Nós que vivemos no interior, temos o direito de ter vias de comunicação decentes, que nos liguem a esse litoral desenvolvido que tem consumido os recursos públicos do país década após década. Esse "bem essencial" chegou com décadas de atraso, com consequências gravíssimas para o desenvolvimento de TODO o país. É (seria) uma questão de justiça manter estas vias gratuitas, quanto mais não fosse pela simples razão que não existe alternativa, pois estas auto-estradas foram construídas em cima das anteriores vias. Se eu quiser ir daqui a Aveiro sem pagar portagens, demoro (sem exagero nenhum) umas cinco horas para fazer 150km; para Lisboa não menos de oito ou nove. Parece-lhe um luxo ou um DIREITO?

    O mesmo se aplica a muitos dos "privilégios" dos "estado social" que o Luisvv tanto abomina. Se a minha empregada doméstica tiver cancro ou um AVC, receberá tratamentos que custam aos contribuintes milhares de euros. Não é um luxo, é um direito.
 
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