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    •  
      FD
    • 15 outubro 2007

     # 1

    Compravam uma casa perto de linhas de alta tensão?

    Eu não, mas gostaria de saber se existem opiniões diversas.
  1.  # 2

    De certeza que Não...
    Nem perto de Linhas de média... pelo menos 100m
  2.  # 3

    Bom dia,

    Realmente hoje é dia com tudo o que se comenta parece me arriscado, em redor do meu terreno apenas tenho os postos de iluminacao, e electricidade, bem não se pode ter tudo perfeito, contudo, na minha aldeia havia uma ruina há venda, da qual passam um enormes cabos de alta tensão, fiquei a saber que foi vendida a dois arquitectos e por um bom valor, bem eles lá sabem.
  3.  # 4

    LOL...
  4.  # 5

    E não faz mal ás cegonhas porquê?
    •  
      FD
    • 16 outubro 2007 editado

     # 6

    Há alguma página de necrologia no jornal no que a cegonhas diz respeito?
    O que não aparece nas notícias também acontece. ;)

    A questão tem vindo a público várias vezes ao longo dos últimos tempos.

    Eu, infelizmente, vivo a poucos metros de uma linha de muito alta tensão e, como tal, estou interessado nesta matéria. Tenho uma filha pequena a viver em casa e preocupa-me as alegações de que o risco de leucemia é mais elevado junto dos mais pequenos.

    Devo acrescentar que cheguei primeiro aqui. Ou seja, comprei a casa com um descampado ao lado e 4 anos depois recebo estes vizinhos indesejados.

    Em 2007 a Direcção Geral de Saúde divulgou um estudo intitulado: "Exposição da População aos Campos Electromagnéticos", finalizado em 2003. Quatro anos para divulgar um relatório? Porquê?

    É aqui que entra a teoria da conspiração, uma vez que parte da REN, empresa que gere a rede eléctrica nacional, responsável por estes postes de alta tensão, foi privatizada em meados de 2007. Coincidência?

    Estes campos electromagnéticos dizem respeito não só aos postes de electricidade de alta tensão mas também às torres de telecomunicações, as chamadas torres de telemóveis.

    Muitas coisas emitem radiações electromagnéticas, de forma natural. Normalmente não existe qualquer problema com isto. A radiação electromagnética está em todo o lado e em quase tudo o que fazemos.
    O problema põe-se quando estas radiações ultrapassam um determinado nível e começam a ser prejudiciais ao corpo humano, seja a curto ou a longo prazo. O campo electromagnético é caracterizado pelo alcance que essas radiações têm.

    Esta preocupação, nomeadamente com as linhas de transporte de electricidade, surgiu a partir dos anos 70. Com a explosão das redes móveis de telefone verificou-se uma nova preocupação com o tema nos anos 90.

    Em 1999 (há 8 anos) o Conselho da União Europeia emitiu uma recomendação (1999/519/CE) que diz:

    É imperativo proteger a população na Comunidade contra os comprovados efeitos adversos para a saúde susceptíveis de resultar da exposição a campos electromagnéticos;

    As medidas respeitantes aos campos electromagnéticos deverão proporcionar a todos os cidadãos da Comunidade um nível elevado de protecção. As disposições aprovadas pelos Estados-Membros neste domínio deverão ter por base um quadro acordado em comum, a fim de contribuírem para garantir uma protecção coerente em toda a Comunidade;

    A presente recomendação tem por objectivo proteger a saúde pública, aplicando-se consequentemente aos locais em que as pessoas passam períodos de tempo significativos de exposição aos efeitos abrangidos pela presente recomendação;

    (poderão esse locais serem as nossas casas?)

    Nessa mesma recomendação foram estabelecidos diversos limites de exposição aos campos electromagnéticos que deverão ser cumpridos.

    Seguindo a esta recomendação e na sequência do alarme provocado pelas mais diversas situações a UE pediu um parecer actualizado sobre esta questão, cuja conclusão foi:

    O resultado, de 30 de Outubro de 2001, do Comité Científico de Toxicidade, Ecotoxicidade e Ambiente, sobre os “possíveis efeitos dos campos electromagnéticos, campos de radiofrequências e radiações microondas na saúde humana”, informou que os resultados entretanto obtidos sobre os possíveis efeitos carcinogéneos ou outros efeitos não
    térmicos destas radiações eram insuficientes para a implementação de medidas que visassem a protecção de grupos populacionais específicos, não se registando também qualquer evidência científica, relativamente aos efeitos não térmicos e/ou térmicos que justificassem quaisquer alterações aos níveis de referência e restrições básicas propostos pela Recomendação do Conselho de 1999.

    Ou seja, não há resultados que cheguem para dizer seja o que for ou, os resultados em si não chegam para concluir seja o que for. Na prática, fica tudo na mesma.

    Sai posteriormente em Portugal uma lei, tentando cumprir a recomendação da UE, que diz praticamente o mesmo dessa mesma recomendação. Ou seja, há que proteger a população, dinamizar a informação e fomentar o estudo da influência dos campos electromagnéticos na saúde. Estabelecem-se os limites, semelhantes aos recomendados pela UE, de exposição aos campos electromagnéticos.

    Em quase todo o mundo estes limites são semelhantes, nos EUA são superiores (os habitantes podem estar sujeitos a maiores níveis de radiação), na Suiça as zonas residenciais têm níveis inferiores, sendo que a Bélgica e a Itália estabelecem, no global, sem discriminar zonas, níveis também inferiores.

    O sintoma mais comum da exposição à radiação electromagnética é o aumento da temperatura dos tecidos.
    Quando este aumento chega a entre 1.º C a 2.º C, dão-se inúmeros efeitos que podem por exemplo incluir irritação nos olhos e, em casos extremos de exposição, cataratas.

    Quanto a outros efeitos, os sintomas variam muito de indivíduo para indivíduo. Nas crianças, por terem uma cabeça mais pequena e uma caixa craniana mais fina a absorção da radiação é maior.

    Torna-se difícil associar um determinado nível de radiação a um sintoma ou problema de saúde porque os efeitos do aumento da exposição são inconstantes, variam muito e não têm resultados exactos. Ao contrário do que acontece por exemplo com um medicamento, em que a dose tomada é proporcional ao efeito obtido, na exposição aos campos electromagnéticos tal não acontece.

    Verificou-se, por exemplo, que há mais radiação emitida de um telefone móvel do que de uma estação de telecomunicação de rede móvel. Por outro lado, o telefone está em uso apenas alguns minutos enquanto que uma antena de telemóveis emite ondas electromagnéticas em contínuo.

    Alguns dos sintomas referidos na exposição crónica a ondas de radiofrequência de baixa intensidade (telemóveis não se enquadram): existência de efeitos na memória, na aprendizagem, alterações da atenção, cefaleias, tonturas, ansiedade,
    tendências depressivas ou suicidas, cansaço e perturbações do sono.

    A exposição intensa aos campos electromagnéticos pode aumentar o risco de leucemia nas crianças e o risco de leucemia e tumores cerebrais nos adultos. No entanto, isto apenas aconteceu nos estudos em que houve subida da temperatura dos tecidos. Sempre que isto não aconteceu, isto é a temperatura dos tecidos não subiu, não houve aumento da formação de tumores.

    Fala-se também em efeitos psicológicos e reacções alérgicas, mas não se comprova que estejam associados à exposição aos campos electromagnéticos.

    Na prática o que tudo isto quer dizer é que os estudos não são conclusivos. Há pessoas que pelas suas características poderão ser mais ou menos pré-dispostas ao risco inerente da exposição, mas no global, e pelo que conhece até ao momento, o risco é baixo ou quase nulo.

    É a velha história: se não conheces não podes dizer que não existe.

    Mas uma coisa pode-se fazer: saber quais são os valores de radiação electromagnética num determinado espaço e compará-los com os valores estabelecidos pela comunidade científica e instituídos pela recomendação da UE. E isso, não está a ser feito em Portugal. Eu não sei se os valores de radiação electromagnética na minha casa são ou não inferiores aos máximos recomendados pela UE.

    Diz o estudo da Direcção Geral de Saúde:

    O indivíduo só poderá proteger-se se estiver informado. Reter a informação não é forma mais adequada de procedimento. Uma informação objectiva, séria e ponderada, multiplicando as fontes de informação e protegendo a sua independência, reduz as desconfianças por parte das populações e leva-as a adoptarem as medidas de protecção individual e colectiva propostas pelos avanços científicos e tecnológicos. Não seguirão assim as pessoas os arautos de desgraças que unicamente pretendem vender este ou aquele material de hipotética protecção individual, que muitas vezes mais não é do que uma panaceia sem qualquer fundamento científico, para lucros de uns quantos menos honestos.
    Por fim, prevenir os riscos, suscitando acções impeditivas de possíveis acidentes.
    A informação é a primeira etapa da prevenção, sabendo-se que esta começa no indivíduo, antes de se estender em seu redor. Basta um uso criterioso do telefone móvel para reduzir o impacte dos CEMs na saúde. É aconselhado um afastamento prudente de quaisquer fontes importantes de CEMs. Está-se aqui ao nível da responsabilidade de cada um na qualidade do seu microambiente.

    A utilização duma nova tecnologia apresenta vantagens importantes. Mas não menos importante é a saúde das pessoas. E em matéria de saúde, a racionalidade deve ser acompanhada de prudência, mesmo pecando por excesso de precaução.

    Encontram o estudo completo aqui: http://www.dgs.pt/upload/membro.id/fich … 009084.pdf

    http://corpoemente.info/topico-24-linhas-muito-alta-tensao-torres-telemoveis-perigo
    • eu
    • 26 novembro 2007

     # 7

    Segundo o que sei, não há perigo em viver perto destas linhas. Eu não compraria casa perto delas, apenas por uma questão estética.

    Se se preocupam com as radiações electromagnéticas, então nunca apanhem sol, não usem aparelhos eléctricos nem electricidade em casa.

    É que... as nossas instalações eléctricas em casa emitem mais radiação (por estarem mais perto e o campo electromagnético variar com o quadrado da distância) que as linhas de alta tensão...
    • IB
    • 27 novembro 2007

     # 8

    Pois eu vivo perto das linhas de muita alta tensão... Quando se tem azar, tem-se azar a 100%. :D
    Mas quando comprei a minha casa, iria ser uma escola ou um lindo jardim... Até hoje!

    Ó eu, mas tem mesmo a certeza daquilo que diz?! É que estas não cumprem a distância estipulada por lei.
    Costumo brincar com o assunto mas tenho uma filha de 4 anos e estas situações acabam por me preocupar.
    •  
      FD
    • 29 novembro 2007

     # 9

    Basta ler o texto para se perceber que as coisas não são muito lineares. Aqui não há pão pão queijo queijo.

    Há o desconhecido e como se diz e bem: em matéria de saúde, a racionalidade deve ser acompanhada de prudência, mesmo pecando por excesso de precaução.

    Na década de 60 o DDT também não fazia mal...
    Estas pessoas agradeceram este comentário: IB
    •  
      FD
    • 26 fevereiro 2009 editado

     # 10

    Lembrei-me de trazer isto novamente a "lume" por duas razões.

    Este vídeo:

    http://www.youtube.com/watch?v=DcqytH_EqB0
    E uma má notícia... foi recentemente diagnosticado um tumor à filha (criança com menos de 10 anos) de um vizinho meu - relembro que moro num prédio a relativamente pouca distância de uma linha de muito alta tensão. Se é coincidência ou não... :(

    Leiam também: https://forumdacasa.com/discussion/1618/cabos-media-tensao-perigo-fotos/
    • kami
    • 26 fevereiro 2009

     # 11

    Boas

    Pois é... este tema também me preocupa... uma vez que vou construir num terreno agricola e vou estar a 60/70 metros de um poste de média tensão.

    Através de uma pessoa conhecida da EDP passei alguns minutos a falar com um engenheiro da EDP que me disse para não me preocupar... pois o poste era de apenas média tensão e ainda fica a uma distãncia razoável da casa.
    Também me referiu que em qualquer cidade o campo electromagnético é muito superior... mas a pessoas nem se apercebem porque aquilo está enterrado no chão (olhos que não vêm... coração que não sente).

    Se por acaso forem construir e a construção chocar com o poste a EDP retira o poste sem encargos.

    Cumps
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Paramonte
  5.  # 12

    Cá está mais um (ou uma) a tentar fazer a quadratura do círculo!!

    Oh céus! Ir perguntar ao engº da EDP se a alta tensão é nociva à saúde?? Está à espera de quê? Que ele diga que faz mal quando o emprego dele ( o ganha pão) depende da existência desses postes.

    Tenham dó, comprem lá os terrenos/casas perto dos postes se quizerem, mas já agora sem fazer figuras tristes (desculpem o azedume, com todo o respeito).
    • kami
    • 2 março 2009

     # 13

    Boas

    Não leu bem o que escrevi... pois não????

    Através de uma pessoa conhecida da EDP passei alguns minutos a falar com um engenheiro da EDP


    Esta foi uma conversa informal... Não reparou quando eu referi que o próprio engenheiro falou mal do que existe nas cidades? E no meu caso era média tensão...a 60/70 metros!

    Em que é que isto interfere com o ganha pão do engenheiro? Se calhar... pode interferir... pois poderá receber mais algumas horas extraordinárias a mudar postes que incomodam os outros a 30 metros de altura e a colocá-los a meia dúzia de metros de baixo dos seus pés... Isso realmente era um problema para este engenheiro e outros...

    Realmente há cada figura triste por aí...

    Cumps
  6.  # 14

    Como não acredito em coincidências e não gosto de arriscar a vida dos meus, não compraria uma casa perto de uma linha de alta, nem de média tensão.

    Eu moro a 50m do solo, por isso o que mais me preocupa é o telemóvel (lembram-se do homem-forte do aparelho do PS, o Jorge «Coelhone»? Teve um tumor num ouvido...).
  7.  # 15

    Desculpe lá mas o que eu li na sua mensagem foi:

    Colocado por: kamiAtravés de uma pessoa conhecida da EDP passei alguns minutos a falar com um engenheiro da EDP que me disse para não me preocupar...


    Que outra coisa poderia o engª ter dito?? Talvez ele devesse dizer " olhe cara Kami, é melhor ser prudente, este é um assunto que está em investigação, não há certezas absolutas, nem nós engºs da EDP temos uma opinião final sobre o assunto, pelo que se aconselha a chamada evitação prudente..."

    Mas pronto se isso lava a sua consciência tudo bem. Se daqui a uns anos tiver problemas, não venha depois para a televisão clamar que quer os postes fora dalí à toda a pressa, com custos para todos os clientes da EDP... Comprendo que se reclame quando não havia informação disponível, como no caso de Sintra, onde as pessoas compraram casa há uns anos, quando nada disto se sabia, e agora têm todo o direito de não querer os postes perto delas.

    Agora, em casos como o seu onde as pessoas compram na posse de toda a informação disponível...
    • eu
    • 2 março 2009

     # 16

    Se puderem evitar viver perto de linhas de alta tensão, evitem... Se não puderem evitar, não se preocupem muito, pois em todo o lado estamos a ser bombardeados por radiação electromagnética.

    Curiosamente, a radiação electromagnética mais potente que recebemos é a radiação solar, que é milhares de vezes mais forte que a emitida pelas linhas de alta tensão. Além disso, o sol emite em frequências particularmente perigosas, como os ultravioletas.

    Resumindo: se se preocupam com radiações electromagnéticas, primeiro deixem de andar ao sol, depois evitem as linhas de alta tensão...

    PS: nem imaginam a quantidade de radiação electromagnética que sai das muito "eco" lâmpadas economizadoras ;)
  8.  # 17

    Colocado por: euCuriosamente, a radiação electromagnética mais potente que recebemos é a radiação solar, que é milhares de vezes mais forte que a emitida pelas linhas de alta tensão. Além disso, o sol emite em frequências particularmente perigosas, como os ultravioletas.



    Caro amigo, julgo que faltou às aulas de radiação. A radiação electromagnética do sol anda na gama de frequências do visivel (muitissimo alta), raios X, ultravioleta, raios cósmicos etc.
    A radiação electromagnética dos postes tem frequências radicalmente mais baixas: os famosos 50HZ (60 Hz nos USA). Ora é esta baixa frequência que é exactamente suspeita. E os maquinismos que supostamente levam esta frequências a mexer no nosso DNA de modo a poder fazer tumores não está compreedido.
    E tem razão, os ultravioletas podem fazer mal, mas isso não torna os 50 Hz inofensivos...
    • eu
    • 2 março 2009

     # 18

    Colocado por: Paramonte
    E tem razão, os ultravioletas podem fazer mal, mas isso não torna os 50 Hz inofensivos...
    podem... ? Está mais que provado que a exposição à radiação ultravioleta provoca cancro. Além disso, este tipo de radiação destrói as células da pele (os célebres escaldões). A radiação solar é tão potente que nós sentimos essa radiação na pele, sob a forma de calor.

    Por isso é que digo: se se preocupam com a radiação electromagnética, comecem por evitar a fonte mais potente e mais perigosa: o sol.
  9.  # 19

    Pois, e também a manteiga tem muito colesterol...
  10.  # 20

    Colocado por: eu
    Colocado por: Paramonte
    E tem razão, os ultravioletas podem fazer mal, mas isso não torna os 50 Hz inofensivos...
    podem... ? Está mais queprovadoque a exposição à radiação ultravioleta provoca cancro. Além disso, este tipo de radiação destrói as células da pele (os célebres escaldões). A radiação solar é tão potente que nós sentimos essa radiação na pele, sob a forma de calor.

    Por isso é que digo: se se preocupam com a radiação electromagnética, comecem por evitar a fonte mais potente e mais perigosa: o sol.


    Se estamos com preciosismos relembro que o referido calor normalmente é associado à radiação infravermelha e não à ultravioleta. Se se bezuntar todo com protector UV xpto e se estender ao Sol, continua a sentir aquele calorzinho aconchegante, confirma?
 
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