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  1.  # 61

    Boas,

    Colocado por: euoxelfer, o seu último post foi simplesmente fabuloso...


    Eh pá ... assim eu babo-me e o mais provável é ir parar ao divã do gato.
    Agradeço, mas infelizmente a escrita não é propriamente um dos meus fortes, não consigo expressar exactamente o que me "vai na alma".



    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    • eu
    • 5 outubro 2011

     # 62

    Colocado por: oxelfermas infelizmente a escrita não é propriamente um dos meus fortes, não consigo expressar exactamente o que me "vai na alma".

    Até nisso somos iguais...
    • Giba
    • 5 outubro 2011

     # 63

    Um epicurista e um estóico diriam que o sistema financeiro é maquiavélico.

    Eu revejo-me nas duas primeiras doutrinas filosóficas. Sempre e de forma incondicional à defender uma opinião em prol do mais fraco. Sei lá deve ser devido a noções perigosamente optimista sobre o modo como deveria ser o mundo e as outras pessoas.

    Giba
  2.  # 64

    A melhor visão é defender o semelhante...defender não é facilitar.
    • eu
    • 5 outubro 2011

     # 65

    Colocado por: Gibadeve ser devido a noções perigosamente optimista sobre o modo como deveria ser o mundo e as outras pessoas.

    E o que já fez de concreto para tornar esse ideal em realidade?
  3.  # 66

    Boas,

    Colocado por: GibaUm epicurista e um estóico


    John Lennon morreu há mais de 30 anos e continuamos com os "ismos", "istas" e quejandos.

    Colocado por: GibaEu revejo-me nas duas primeiras doutrinas filosóficas.


    Deve ser defeito meu (sem ironia), mas não me consigo rever em qualquer doutrina filosófica ou não.
    Wilhelm Reich (muito em voga nos anos 60, especialmente no movimento hippie) foi dos autores que mais prazer me deu ler (e que moldou muitos dos meus pensamentos), mas isso não me impede de dizer que alguns dos seus texto só podem ter sido escritos por um louco demente.
    O único lema pelo qual guio a minha vida (pessoal) é: levantar-me bem disposto e conseguir deitar-me extremamente bem disposto.

    Colocado por: GibaSempre e de forma incondicional à defender uma opinião em prol do mais fraco.


    Seria mentir se dissesse que não o faço, mas tento não o fazer.
    O meu conceito de justiça não muda (ou não deve mudar) consoante a pessoa (suas condições ou características) que está à minha frente.

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  4.  # 67

    Eu revejo-me nas duas primeiras doutrinas filosóficas. Sempre e de forma incondicional à defender uma opinião em prol do mais fraco. Sei lá deve ser devido a noções perigosamente optimista sobre o modo como deveria ser o mundo e as outras pessoas.


    Embora não partilhe da sua noção de estóicos e epicuristas acho que compreendo a sua última frase. Com efeito, maior que a diferença entre os vários pontos de vista sobre a situação actual serão as diferenças entre o mundo que cada um quer. Por outras palavras, como poderíamos estar de acordo no caminho a seguir se não estamos de acordo no destino a alcançar?

    Assim sendo parece-me que o primeiro passo para uma discussão lógica seja a definição do que cada um defende como modelo de sociedade a perseguir. Reparem que digo a perseguir, não a alcançar. Faço-o porque entendo que a perfeição não é mais que uma construção mental, uma meta inatingível enquanto objectivo comum por força daquilo que, parecendo ser uma limitação, é também uma das maiores - senão a maior riqueza da humanidade enquanto espécie: a sua espantosa diversidade.

    No que a este aspecto diz respeito direi que na minha opinião, de uma forma algo simplista e redutora, existem duas formas de ver o mundo, cada uma das quais com muitas variantes intermédias que por vezes se cruzam e entrelaçam:

    1 - A visão “pragmática”:

    O objectivo é individual, não há um objectivo comum e a sociedade não é mais que um choque entre os objectivos individuais. As regras que existem apenas existem porque de outra forma nos destruiríamos uns aos outros - como temos vindo a fazer ao longo de milhares de anos. É o reino da Realpolitik em que a solidariedade tem pouca expressão e é apenas dirigida a um grupo restrito de relações próximas.

    2 - A visão “idealista”:

    O objectivo individual enquadra-se no objectivo comum que mais não é que a soma daqueles. Há um sentido colectivo (mas não colectivista) no caminho de cada um e na sua Praxis e admite a responsabilidade pessoal pelo bem estar do Outro. A actividade de todos e de cada um será sempre avaliada de acordo com os seus méritos e respectivo contributo para com os demais sem prejuízo das vantagens pessoais.

    O Giba diz que esta posição é a de quem defende os mais fracos, eu prefiro dizer que é a posição de quem se preocupa um pouco mais com o Outro. Não que seja obrigatória a preocupação com o Outro, nos tempos que vão torna-se até difícil dizer isto sem ser de imediato apelidado de comuna ou coisa do género, mas que querem ... é o meu lado romântico:

    "Sonho que sou um cavaleiro andante.
    Por desertos, por sóis, por noite escura ...


    de braço dado com alguma pieguice:

    ...
    "Não perguntes por quem os sinos dobram, eles dobram por ti também."
    Concordam com este comentário: Giba
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Giba
    • Giba
    • 5 outubro 2011

     # 68

    Não tenho a idade da inocência e tão pouco a idade da experiência da longevidade. Mas posso dizer a si que me pergunta “O que foi que fiz”, Quê tudo a quilo que me propus fazer, fi-lo com consciência e responsabilidade. Não enumero porque seria propagandear, penso não fazer sentido, seria de certa forma até redutor. Mas sinto que neste momento estou a fazer algo mais útil que você, isto é, sem provocar ninguém propus apenas expor meu ponto de vista relevando como única intenção defender aqueles que considero oprimidos pelo sistema em voga.

    Nos universos que compõem uma sociedade, existem pessoas abonadas com espírito de justiça e pessoas miseráveis, sentido económico, com subtraída quantidade deste atributo. Uma pessoa idónea e sensata defenderá sempre o princípio de justeza e rectidão. Quando refiro a defesa incondicional do mais fraco, em circunstância alguma pretendo defender o facilitismo, e numa escala mais enérgica relativamente em facilitar os desígnios do poder financeiro, bancos e afins…

    Hoje eu e tantos outros, algumas excepções, estamos mais pobres (sentido material) única e exclusivamente devido a um sistema que se alimenta da precariedade, da injustiça, da corrupção… Devido também a arrogância de pensamentos retrógrados. Quiçá como o meu para alguns.

    Sinto um certo constrangimento sobre a pouca participação que um assunto como este, em minha opinião, provoca nas pessoas. O senso comum representa uma arma de defesa, sem participação dificilmente duas ou três almas conseguem mudar o que esta inexoravelmente errado.

    Giba e seus macaquinhos amestrados.
  5.  # 69

    Boas,

    Colocado por: j cardoso2 - A visão “idealista”:


    Não sei porquê, mas lembrei-me disto:
    Especialmente depois do Maio de 68 muitos tentaram construir pequenas comunidades tendo mais ou menos por princípios o que cardoso (ou terá sido o j?) referiu. Lembro-me de ler muito sobre isso e fiquei completamente surpreso quanto à principal causa do desmoronar dessas comunidades.
    (numa pesquisa rápida não encontrei informação, mas penso que não vou dizer asneiras)
    Em Pitões das Junias vivia-se em comunidade, a maior parte dos bens eram pertença da comunidade e não individual.
    Por ex: o padeiro fazia o pão com os cereais que alguém lhe fazia chegar e depois distribuía-o pelos habitantes.
    No único café existente, os habitante não pagavam, apenas pagavam os que não eram de Pitões.
    Penso mesmo que teriam leis própria e lembro-me de ouvir que mesmo durante o Estado Novo se recusaram a fazer eleições ou a aplicar a legislação nacional.


    Colocado por: j cardosoO Giba diz que esta posição é a de quem defende os mais fracos, eu prefiro dizer que é a posição de quem se preocupa um pouco mais com o Outro. Não que seja obrigatória a preocupação com o Outro, nos tempos que vão torna-se até difícil dizer isto sem ser de imediato apelidado de comuna ou coisa do género, mas que querem ... é o meu lado romântico:


    Por acaso, dito dessa forma, não sei se iria para o comuna ou para o católico :) hi hi


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  6.  # 70

    Boas,

    Giba:
    (supondo que continuamos a falar do crédito à habitação)
    Deixemo-nos de hipocrisias, os mais fracos (mais pobres) não compram casa, vivem em casas alugadas, em bairros, em ilhas, etc. Não são esses a quem a crise do imobiliário está a bater à porta. Se é para falar dos mais fracos, vamos falar destes e deixe-mos o crédito à habitação em paz.
    Claro que existem casos de quem fez tudo "bem" e que está com a corda na garganta, mas na maior parte dos casos que vou conhecendo apenas estão e levar com os efeitos da sua própria ganância.
    Se culpa os bancos por serem injustos, corruptos ou se alimentarem da miséria alheia (e eu nunca disse o contrário), pode desculpar quem só pode gastar 10 e gasta 20? Note-se que estes 10 davam perfeitamente para fazer uma vida digna e sem passar necessidades. Mas as pessoas queriam do bom e do melhor, não se importando com a factura futura.
    Volto a referir que para mim é extremamente fácil dizer isto por ser muito pouco materialista, se não o fosse talvez não tivesse esta opinião.
    Por ser pouco materialista sempre houve coisas que me faziam muita confusão, mas sempre que interpelava as pessoas sobre elas era ignorado ou apelidado de catrastofista.



    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  7.  # 71

    pois, oxelfer
    no entanto continua a "ver" a coisa segundo o seu ponto de vista e perspectiva pessoal, já agora a classe média como diz é que esteve mal? posso concordar fácilmente, mas quem ficou mesmo descalço foram os imensos pobres que compraram casa.
    claro que inocentes, há mas haverá certamente uns mais inocentes que outros.
    não defendo o facilitismo mas sim a responsabilidade de quem tinha obrigação de a ter mais, sendo esses é que tinham na mão os instrumentos.
    Valores, cultura, educação, cidadania etc...não são coisas que se incutem??? ou não??? Como se constroi uma sociedade, é adoc?
    Concordam com este comentário: M.H.
  8.  # 72

    Boas,


    Colocado por: marco1no entanto continua a "ver" a coisa segundo o seu ponto de vista e perspectiva pessoal,


    Vejo o que me rodeia, não o tomando como verdade absoluta.

    Colocado por: marco1já agora a classe média como diz é que esteve mal?


    Não digo que esteve mal, digo que pode ter tomado opções (legitimas) erradas.

    Colocado por: marco1mas quem ficou mesmo descalço foram os imensos pobres que compraram casa.


    Não conheço um único pobre que tenha comprado casa, mas lá está, não tenho um "visão" global.

    Colocado por: marco1não defendo o facilitismo mas sim a responsabilidade de quem tinha obrigação de a ter mais, sendo esses é que tinham na mão os instrumentos.


    E quem é que devia ter mais?
    Só os bancos?
    E as pessoas?
    Responda directamente: quem compra 20 só tendo condições e necessidades de 10 não deve ser responsabilizado?

    Colocado por: marco1Valores, cultura, educação, cidadania etc...não são coisas que se incutem??? ou não??? Como se constroi uma sociedade, é adoc?


    Mais uma vez: não sei se a falta de cultura (não gosto nada de dizer isto, não gosto da expressão) é imposta ou simplesmente aproveitada, mas o que sei é que as pessoas não fazem nada para contrariar.
    Mas uma coisa lhe digo, estas situações são maioritariamente provocadas por falta de cultura, ou pela cultura do materialismo, da ganância (é a minha opinião).

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    Concordam com este comentário: treker666
  9.  # 73

    Boas,

    Colocado por: GibaSinto um certo constrangimento sobre a pouca participação que um assunto como este, em minha opinião, provoca nas pessoas. O senso comum representa uma arma de defesa, sem participação dificilmente duas ou três almas conseguem mudar o que esta inexoravelmente errado.


    Muito eu gosto de contar histórias :(

    As pessoas só se interessam pelo que lhes bate à porta, o que bate à porta dos outros é irrelevante.
    Nas empresas que trabalhei sempre fui visto pelos meus colegas como o comuna, sindicalista, etc. etc.. Por norma até se recusavam a discutir comigo ou ouvir o que tinha para dizer. Poucos conheci que fossem sindicalizados.
    Mas ...
    Por várias vezes quando tinham problemas era comigo que vinham falar. Muitas vezes me foi perguntado se deveriam ir ao sindicato e a minha resposta sempre foi a mesma (nunca me furtei a ajudá-los no que podia):
    Se até agora não quiseste saber do sindicato não achas que será justo o sindicato agora não querer saber de ti?

    Ontem ouvi (mal) partes da entrevista na sic noticias ao António Barreto, mas fiquei a saber algo que não sabia: pelos vistos Portugal têm das mais baixas taxas de sindicalizados da Europa.

    (Já agora: sou absolutamente a favor da existência dos sindicatos, mas tenho uma posição muito crítica quanto ao papel que actualmente desempenham)

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    Concordam com este comentário: FD, eu
  10.  # 74

    olhe

    tanto eu como voce, pecamos por falta de dados caso a caso, já agora um pobre não comprou casa?? olhe eu comprei e a taxa de esforço na altura estava bem, mas como muitas pessoas fui atingido no seio familiar por desemprego, falta de trabalho, empregos menos remunerados etc etc...faço o pino para ter em dia os meus compromissos mas não deixo de ser solidário por quem efectivamente já não o consiga, pois tudo isto foi e tem sido avassalador. De resto concordo consigo porque acautelei "certos" facilitismos na altura.
  11.  # 75

    Boas,

    Colocado por: marco1tanto eu como voce, pecamos por falta de dados caso a caso


    Eu conheço alguns com dados concretos.
    E, sem criticar seja quem for (cada um toma as suas opções), já neste forum deparei com situações que quase que apostava que mais ano menos ano iria dar problemas. Já vi por aqui pessoas que não se importavam de ter uma taxa de esforço acima dos 40%.

    Colocado por: marco1já agora um pobre não comprou casa?


    Nem sequer fui ver o que é efectivamente considerado um pobre, mas se fosse ai teria a certeza, esses nem que quisessem teriam acesso ao crédito à habitação. Apenas tentei referir que há "camadas" ainda mais baixas que aqueles que compram casa e que na realidade esses sim podem ser os mais fracos.


    Colocado por: marco1não deixo de ser solidário por quem efectivamente já não o consiga


    Nunca afirmei o contrário.
    Em toda esta discussão apenas quis dizer que não são só os bancos os culpados desta situação no crédito à habitação, as pessoas também deram passos maiores que as pernas. Não sou ninguém para criticar ou deixar de criticar o estilo de vida de alguém ou as suas opções, só me custa ver que a maior parte das situações teriam sido evitadas se as pessoas tivessem uma noção real das suas condições e necessidades. São os casos que conheço e a que alguns alertei, mas os que vou vendo na comunicação social não são muito diferentes (já aqui afirmei que me parece que neste assunto a comunicação social está a ser tendenciosa).
    No meu dia a dia dá-me pena a cultura do materialismo/consumismo, porque não me parece que seja isso que faz as pessoas verdadeiramente felizes.


    Colocado por: marco1faço o pino para ter em dia os meus compromissos

    Colocado por: marco1De resto concordo consigo porque acautelei "certos" facilitismos na altura.


    Sem conhecer o seu caso, mas comparando-o a muitos que conheço, diga-me o que aconteceria se tivesse aproveitado o crédito à habitação para (não é inventado):
    - mobilar a casa da primeira à última divisão com os melhores móveis.
    - comprar o carro dos seus sonhos.
    - ter ido passar uma férias às Caraibas

    O banco também tentou que eu o fizesse (atitude condenável) mas eu disse que não. Não quero retirar às pessoas o direito a ter a casa mobilada ao seu gosto, de ter o seu caro de sonho ou de passar uma férias no seu destino preferido, têm esse direito, mas como normalmente acontece os direitos andam de mãos dadas com obrigações.
    Por mim só posso dizer:
    - demorei 3 ou 4 anos a mobilar a casa e não foi por isso que deixei de convidar fosse quem fosse para uma borga aqui em casa, antes pelo contrário, a falta de mobiliário até criou situações caricatas e divertidas. Não foi por isso que a minha casa deixou de ser o local habitual dessas mesmas borgas, foi-o e continua a ser independentemente do mobiliário.
    - não ligo puto a carros, desde que me levem ao meu destino.
    -Ah ... não há Caraibas que me façam desistir de Porto Covo, do Geres ou de todos os cantos e recantos de Portugal que ainda não conheço.


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    Concordam com este comentário: eu, Jorge Rocha
    • Giba
    • 5 outubro 2011

     # 76

    oxelfer

    Refiro-me a pouca participação sob um âmbito muito mais alargado do que num fórum como o Fórum da Casa, ressalvando todo o respeito que este veiculo informativo e de opinião merece. Este assunto propiciaria uma discussão a nível parlamentar, com direito até a um referendo (lirismo). Seria delicioso descortinar os resultados e ver o tal poder económico ser obrigado a resignar-se e aceitar as avaliações dos activos imobiliários outrora dados como garantia real.

    Todos os ricos que compraram casas, sim porque pobre não comprou casa, e que foram obrigados a pedir um financiamento, e que perderam o emprego na fábrica têxtil e se encontram com problema de liquidez financeira aplaudiriam a iniciativa, com eles também regozijariam seus familiares, amigos, vizinhos, eu… Menos a insignificante minoria que iria votar contra.

    A insignificante minoria ou elite corporativa iria votar contra porque acreditavam que todos os ricos que perderam seus empregos da fábrica têxtil, nunca deveriam ter adquirido um r/c usado de duas assoalhadas, antes deveriam ter feito uma cabana no sopé da serra.

    Estória?!
    Concordam com este comentário: M.H.
  12.  # 77

    Penso que se está a pensar muito em problemas resultantes dos problemas que originam e originaram no n/colectivo toda esta dificuldade actual...
    Dever-se-ia sim debruçar-se mais na origem e não na consequência...vejamos.
    Anteriormente a divulgação jornalística tinha menos meios ao dispôr,e isso tornava mais irrelevante o direccionismo que as agências de rating tinham em divulgar as prestações de qualquer entidade,e menos consequência disso...
    outro exemplo,será o uso e abuso de compra de activos ou moeda estrangeira e venda em países fora de fronteiras aproveitando as baixas e altas dessas mesmas moedas,isto faz com que todo o sistema financeiro esteja mais direccionado para um negócio de biliões em que o produto desses mesmos negócios ultrapassam o pib em 100% dos países do mundo,em que não se paga impostos,e é de livre negociata enquanto qualquer negócio em que está incluida produção de riqueza para um país está debaixo de impostos altíssimos por tudo e por nada,todo o desvio de capital que resulta do sistema paradisíaco que esses mesmos negócios proporcionam,fazem com que depois falte cada vez mais dinheiro na economia real,eu sempre fui apologista de concessão de crédito jovem e outros para aquisição de casa própria,em que estão envolvidos sistemas financeiros que proporcionem essa possibilidade em que o casal ou o interessado trabalhe para isso,e a falta de trabalho é o resultado do que disse anteriormente sobre esses paraísos fiscais,e até a falta de produtividade em que os bancos em nada dão apoio às economias reais e nem o próprio estado,que está ensarilhado em determinados interesses nacionais e internacionais,está interessado em resolver este flagelo que é a fuga de capitais constantes e de grosso modo até se apoderam da soberania nacional de cada país,e logo ainda por agravante temos na nossa sociedade governantes e políticos que de forma nenhuma tentam resolver esta questão dos paraísos fiscais e muito menos a questão de justiça em que estão envolvidas grandes somas roubadas,que me leva ou nos leva a depreender que os governantes e os políticos na sua maioria estão ligados a estes interesses que estão a dar cabo do sistema económico dos países enriquecendo apenas quem lhes interessa,amigos e enteados...entendo que toda a converça que se tem sobre empréstimos ou não,é converça que está a interessar apenas a quem tem interesse que esta forma de levar esta economia continue.
    O problema está só onde ele foi criado e não na consequência...ou seja,na falta de justiça,falta de resolução dos paraísos fiscais e mais valias financeiras,quanto a tudo o resto são converças que esses mesmos detratores tentam continuar a alimentar para nos desviarmos do que realmente nos assola!
    Concordam com este comentário: M.H.
  13.  # 78

  14.  # 79

    Boas,

    Colocado por: GibaRefiro-me a pouca participação sob um âmbito muito mais alargado do que num fórum como o Fórum da Casa, ressalvando todo o respeito que este veiculo informativo e de opinião merece.


    É um início!
    Provavelmente se existisse o acesso a net generalizado no anos 90 e inícios de 00, muitas situações teriam sido evitadas.
    Eu que até sou novo lembro-me de ler já sobre a probabilidade e isto acontecer ainda na década de 90, o termo de "bolha imobiliária" não é deste século.

    Colocado por: GibaEste assunto propiciaria uma discussão a nível parlamentar, com direito até a um referendo (lirismo).


    Não penso que a participação que me é dada/permitida neste sistema democrático seja a que considero ideal, mas por principio sou contra referendos. Desde que tenho cartão de eleitor os referendos foram as únicas vezes que não fui votar.
    Não acho justo que sejam outros a decidir em que assunto é que a minha opinião é válida ou não.

    Colocado por: GibaSeria delicioso descortinar os resultados e ver o tal poder económico ser obrigado a resignar-se e aceitar as avaliações dos activos imobiliários outrora dados como garantia real.


    Já aqui alguém o referiu e penso já ter lido algo sobre isso, sem toda a certeza mas com toda a lógica para mim: num caso de incumprimento e executada a hipoteca a dívida é saldada, independentemente de o banco conseguir ou não vender a casa pelo valor da dívida.
    (já agora se alguém tiver informação sobre isto que disponibilize)
    Se o seu problema com o crédito bancário se resume a isto, estive a falar pró boneco, porque concordo consigo.

    Colocado por: Jorge RochaTodos os ricos que compraram casas, sim porque pobre não comprou casa


    Para não confundirmos e evitarmos este tipo de ironias:
    "Mesmo assim, e apesar das pensões de reforma e de sobrevivência e das transferências sociais do Estado português, há dois milhões de portugueses no limiar da pobreza, ou seja, com um rendimento de cerca de 360 euros mensais ou 4.321 euros anuais."
    Fonte: http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/economia/pt/desarrollo/1046490.html
    (foi o primeiro que me apareceu)
    Quem vive com menos de 360€/mês compra casa? Não me acredito!

    Colocado por: GibaA insignificante minoria ou elite corporativa iria votar contra porque acreditavam que todos os ricos que perderam seus empregos da fábrica têxtil, nunca deveriam ter adquirido um r/c usado de duas assoalhadas, antes deveriam ter feito uma cabana no sopé da serra.


    Não me lembro de alguém aqui ter escrito que este ou aquele têm ou não direito a uma habitação.
    Mas em todos os casos que vi até hoje não vi nenhum "r/c usado de duas assoalhadas".

    Colocado por: Jorge RochaPenso que se está a pensar muito em problemas resultantes dos problemas que originam e originaram no n/colectivo toda esta dificuldade actual...


    Têm toda a razão!
    Sobre o sistema financeiro haveria muito a dizer e provavelmente alguns temas teriam algo a ver com o crédito à habitação.
    Não sou amante de bancos, créditos e essas coisas todas. Não sou particularmente conhecedor de todos os produtos, mas dos que conheço aquele que menos impressão me mete é o crédito à habitação (e o único que fiz até hoje). Só que por outro lado, pela sua "dimensão", é sobre o qual temos de ter maior atenção.

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    • Giba
    • 5 outubro 2011

     # 80

    “É evidente que teríamos muito poucas relações humanas se tivéssemos aceitado todas as frustrações. O motor do nosso engenho é a questão “Terá que ser assim?”, o que origina as reformas políticas, os desenvolvimentos científicos, a melhoria de relações, melhores livros.
    Os Romanos eram perfeitos na recusa de frustrações. Detestavam o frio do inverno e desenvolveram um aquecimento instalado debaixo do soalho. Não queriam caminhar em estradas lamacentas e por isso pavimentaram-nas.” Extraído do livro: O consolo da filosofia de Alan de Botton.

    Seguindo a mensagem transmitida na passagem acima transcrita, quero agradecer os ilustres forista: eu, Hélio Pinto, Luís K.W, F.D, M.H, Zegato, Rui A.B, Piafininho, dfserra, oxelfer, j.cardoso, Jorge Rocha, Marco 1 e também a aqueles que seguiram a discussão sem manifestarem sua opinião.

    Estas pessoas deram-me a oportunidade de poder manifestar um sentimento, e de uma forma ainda mais nobre participaram e deram seu contributo, uns prós e outros objectivamente contra. O que seria de uma discussão se todos estivessem sempre de acordo? Entediante e sem progresso.

    Fiquei mais rico com vosso contributo, espero não tê-los decepcionado, não foi esta minha intenção.

    Giba
    Estas pessoas agradeceram este comentário: eu, marco1, Rui A. B., M.H.
 
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