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    •  
      FD
    • 24 outubro 2011

     # 41

    Colocado por: oxelferQuem é que se mexe?
    Quem é que paga?
    Quem é que quer sair da crise?
    Quem é que não está para sustentar chulos?

  1.  # 42

    Colocado por: j cardosooutros há que parecem tudo perdoar ao anterior governo e apontam toda a artilharia ao actual. O Jorge Rocha é, neste aspecto, exemplar

    Nem pense sequer nisso!
    Nunca fui a favor das políticas económicas de Sócrates,aliás fui sempre crítico,e sempre achei que Sócrates era imcompetente!
    Fui sim solidário com Sócrates no pec 4,porque achei que num barco que se afunda quem lá está deve apoiar o homem do leme e não o contrário,e penso que se o J.Cardoso fôr inteligente(sei que é)percebe porquê!
    Era de todo indispensável evitar a todo o custo empréstimos estrangeiros de troycas com juros altíssimos.aliás estava consolidada a concertação social,e também aval europeu para as medidas que Sócrates tinha proposto,os juros de dívida estavam a baixar nessa altura e bem,o PSD tinha um grande problema a resolver em mãos...seria conseguir ir para o poleiro a qualquer custo,e estavam a deparar que essa possibilidade estava a fugir cada vez mais!
    Logo por azar os labregos(PSD,CDS,PCP,BE)entenderam que seria melhor o barco ir ao fundo,e depois após ressuscitarem todos iria rever-se o rombo do casco do barco!
    Passos Coelho é agora um anjo ressuscitado em que aplica o que ele pròprio era contra anteriormente,portugal irá retroceder económicamente 20 anos se ninguém puser um travão nisto!
    De forma alguma poderei apoiar este ou outro governo que está em acordo politico/económico com estas formas de governar em que os bancos e os sistemas financeiros mandam na política e pôem e dispôem como querem...o resultado está à vista e continuamos a ver o sexo dos anjos!

    http://www.youtube.com/watch?v=Vomxdz1ggNI
  2.  # 43

    Colocado por: oxelferQuem é que se mexe?

    Quem se tenta mexer e que nada tem a ver com isto está agora no fundo

    Colocado por: oxelferQuem é que paga?

    Tudo e todos,a maioria que nada tem a ver com isto está nos pagantes!

    Colocado por: oxelferQuem é que quer sair da crise?

    Quem nada tem aver com isto,porque dos outros,até sou capaz de pensar que muitos desses se aproveitam da crise,e não querem saír dela,e outros fazem por não saír dela porque acomodam-se ou fogem dos problemas e têm na cabeça que os outros que resolvam!

    Colocado por: oxelferQuem é que não está para sustentar chulos?

    Quem não andou a roubar e está a pagar por isso...ou seja cada vez se foge mais ao fisco né?
  3.  # 44

    Colocado por: j cardosoNão percebo muito bem a ideia que ojorgferrtem do que é ser cidadão de um país. Suponho que, seguindo o seu raciocínio, deveria ser feita a relação deve/haver de cada cidadão e quem tiver saldo negativo que pague a conta; será isto? É uma ideia como qualquer outra mas não posso deixar de pensar no seguinte: que fazemos às crianças e aos velhos que não produzem para o que gastam?

    Uma palavra ao Jorge Rocha:

    Admiro o seu empenho e a firmeza das suas ideias. Se por um lado alguns há que tudo desculpam ao novo governo e que acham natural que este faça exactamente o oposto do que afirmou, outros há que parecem tudo perdoar ao anterior governo e apontam toda a artilharia ao actual. O Jorge Rocha é, neste aspecto, exemplar; um autêntico baluarte da resistência, um guia da classe operária, o farol da liberdade.

    "Tu amor revolucionario
    Te conduce a nueva empresa
    Donde esperan la firmeza
    De tu brazo libertario."


    Passo a explicar o meu ponto de vista. Tipicamente sou uma pessoa muito pacifica e que "come e cala" sendo muitas vezes prejudicado. Porém acho que atingi o limite e tem de haver mudança para que possamos viver num pais sustentável. Em relação a crianças e idosos evidente que acho que são das poucas classes que tem de ser protegidas, não sou nenhum revolucionário. Mas não consigo compreender como chegam jovens aqui à empresa que em plena entrevista dizem que preferem continuar no desemprego, não entendo porque gestores de empresas publicas com resultados desastrosos possam ganhar salários ao nível de empresas que dão lucro em países muito mais desenvolvido. Pior de tudo não entendo como ninguém neste país sofre consequências por andar a roubar diariamente os contribuintes e depois dizem que todos andámos a viver acima das possibilidades e bla bla bla. Simplesmente fartei-me de remendos para resolver problemas estruturais. Eu não estou disposto a continuar a pagar pelos erros dos outros, já levei bem a minha dose.
  4.  # 45

    que fazemos às crianças e aos velhos que não produzem

    Parece-me que já produziram e as crianças irão produzir se lhes derem essa oportunidade.
    Concordam com este comentário: jorgferr
    • hangas
    • 26 outubro 2011 editado

     # 46

    Partilho

    Uma análise muito heterodoxa do economista João Ferreira do Amaral.
    Sair do euro!

    Ouvi ontem João Ferreira do Amaral defender um conjunto de posições muito diferentes da maioria das que se ouvem ou lêem. Têm a vantagem de pensar a economia-mundo e alargar as raízes da crise no tempo e no espaço. Descrevo aqui o essencial por palavras minhas em 4 pontos.

    1. O Ocidente - a Europa e os Estados Unidos - enganou-se acerca dos efeitos da globalização. Tinha calculado manter a primazia industrial e acabou por ir perdendo essa posição estanto actualmente com economias estagnadas e desindustrializadas. Esperar que a solução da crise económica venha de países com a economia estagnada e em crise é um equívoco. A China não se contentou com a sua parte imaginada pelo Ocidente - fabricar produtos como roupa barata e outros do mesmo género - e desse modo alterou consideravelmente o funcionamento da economia-mundo.

    2. A crise da Grécia - e depois dos outros - representa o fim do projecto político da zona euro. Mesmo com o "perdão" parcial da dívida a sua economia está destruída. A solução da União Europeia - austeridade sobre austeridade em cima as populações - não resolve nenhum problema e conduz à recessão e à pobreza. Este facto é confirmado pelo gradual aumento dos países aos quais se pede ou impõe medidas de austeridade. Depois da Grécia, da Irlanda, de Portugal, seguem-se Espanha, Itália e já se fala na França. Uma contradição norte/sul, centro/periferia no seio da Europa para a qual não se vê solução à vista.

    3. Face a este conjunto de razões, Portugal não terá solução neste quadro, a sua economia continuará fraca como sempre foi e resta-lhe sair do euro, desvalorizar a moeda como antes era possível e estabelecer relações não olhando esclusivamente para a Europa - onde está a raiz do problema - mas antes com os paises de língua portuguesa como o Brasil e Angola. Esta será uma medida radical e difícil.

    4. Para JFA nem a maior parte das análises nem os politicos colocam esta hipótese por "medo da ruptura".

    Penso que talvez não seja de desprezar esta análise. Julgo que será preciso esperar bastante tempo antes de a podermos confontrar com a evolução futura. Os argumentos principais contra a saída são o de que a saída do Euro seria um desastre e o facto do projecto europeu "ter sido" fundamental.

    Não duvido, mas creio que se o projecto europeu foi fundamental já não o parece ser neste momento. De facto, já não é. Por outro lado, um desastre é aquilo que já se vive e se vislumbra ainda pior no futuro próximo, dentro do Euro moribundo e obcecado com austeridade sobre austeridade. As manifestações globais das 900 cidades traduzem um mal-estar global, uma vontade de saída deste estado de coisas, não apenas europeu. Como, não sabemos ainda.

    ver

    Ferreira do Amaral defende uso do dinheiro da troika para preparação imediata da saída do euro

    20.06.2011 - 12:49 Por PÚBLICO.


    link


    Edit: A única coisa que para mim falha aqui, é que nem dinheiro para sair do euro temos... Se ameçarmos sequer sair do Euro acaba-se o dinheiro da troika e depois não há nada. Eventualmente poderíamos contar com um resgate apenas do FMI e com as opções de desvalorização da moeda em cima da mesa...

    Se não desse certo o país ficaria um "sem abrigo" na economia mundial.
  5.  # 47

    Cá pra mim Vargas percebe de música...isso sim!
    • Giba
    • 27 outubro 2011

     # 48

    A nossa permanência na zona euro dependerá mais uma vez do interesse externo, isto é, neste momento as grandes potências que fazem parte do restrito grupo de 17 Estados membros estão refém do comportamento e da resiliência dos cidadãos das nações “problemáticas”. O termo “nações problemáticas”, por si só, revela a magnitude do problema da zona euro.

    Apenas o Luxemburgo, a Estónia e a Finlândia conseguiram manter seus défices equilibrados, este indicador é preocupante visto que a politica económica da zona euro não esta em sintonia com os pactos pré-estabelecidos. Atualmente ainda subsiste uma atenuante sobre o desvio orçamental, a crise do subprime, mas os especialistas (os mercados) já estão descontando este “embuste financeiro” e já verificaram quê existem países da zona euro que dificilmente conseguiram convergir, visto que os sacrifícios que terão que ultrapassar para consolidar suas contas externas, reduzirá ainda mais a sua incipiente economia interna. Portugal como a Grécia são neste momento como peões num jogo de xadrez, dependentes, enfraquecidos e a mercê da próxima jogada das peças mais fortes.

    Só existe uma verdade e está relacionada com a nossa moeda, isto é, temos uma moeda muito mais forte do que nossa economia interna. Um problema de difícil resolução. A nossa política interna e externa não quer admitir essa realidade, os primeiros por fraqueza, os segundos por interesse.

    Giba.
  6.  # 49

    Mas afinal, para que serve este fundo? O que me parece é um fundo onde o dinheiro está parado à espera que um país precise de ajuda financeira. Mas se assim é, para quê falarem em aumentar o fundo para 2 biliões de euros (2 milhões de milhões), quando o montante que o fundo tem actualmente nem é utilizado na sua totalidade?

    O dinheiro não está à espera. Nem está lá. De forma simplista, trata-se apenas de um compromisso assumido, estabelecendo quotas e prazos de comparticipação dos diversos países, caso seja necessário "socorrer" algum.
    O que isto significa é que, após o pedido formal de um país os restantes vão emitir dívida própria (às taxas de mercado...) para emprestar ao coitadinho.

    não percebo nada de economia mas parece-me que isso do fundo é uma treta, o que devia ser feito era uma reestruturação em bloco de toda a divida dos paises que pelo menos integrem o euro, uniformizando-a.

    Se ao menos conseguíssemos perceber o que isso é... por um lado, "uniformizar a dívida de todos os países" significaria, na prática, obrigar uma série de países a pagarem juros mais altos pela sua dívida. Por outro, embora isso passe despercebido, o drama actual resulta da mera tentativa de redução de défice (ou redução do ritmo de crescimento da dívida..) e não da necessária geração de superavits que permitam reduzir a dívida...

    de resto acho é que persiste a ideia que pela austeridade vão conseguir transformar a mão de obra europeia em mão de obra chinesa mas claro está com os senhores alemães a continuarem os mais ricos dentro da chinesice.
    acabam por ir ruindo com a magnificência que sempre foi a Europa em termos civilizacionais/ culturais.

    Claro que podemos sempre objectar que a magnificência europeia (e mais especificamente aquilo que se dá como adquirido, a maravilha do Estado Social) só foi possível porque sustentada por crédito.
    Ora, o crédito pressupõe que alguém (o devedor) troca rendimento futuro por consumo actual, e inversamente o credor troca riqueza actual por riqueza futura. Se no decorrer desse processo o devedor se deslumbra com o Iphone e LCD comprados a crédito e os considera avanços civilizacionais indispensáveis, e treme de horror perante a perspectiva de voltar a ter (a muito custo) um Nokia 1100, talvez o problema não esteja no credor...

    Por cá, a narrativa vai mudando de vez em quando: ciclicamente a atenção vira-se para os especuladores (o ataque ao euro, porque não tínhamos nenhum problema), depois para as agências de rating (idem), e depois para a suposta fraqueza dos líderes europeus, que não "resolvem" isto (sendo que a solução passa por qualquer coisa mágica como acabar com a austeridade e garantir as nossas dívidas). Tem especial incidência na forma como se censura a Srª Merkel por não querer contrariar os seus eleitores(há inúmeras variantes, mas todos os jornalistas nos explicam que a solução está aí...) , e por não "perceber" qualquer coisa que é "óbvia".

    Depois, há aquela questão da necessidade de "estimular a economia" : todos os dias nos martelam com a "ausência" do "Álvaro". Claro que "estimular a economia" traduzido para Português significa "retirar dinheiro ao seu dono desviando-o de um uso produtivo, e gastar em qualquer coisa que nós achamos que é infalível".

    Até ao dia em que "estimular a economia" signifique "o Estado gastar menos", talvez não valha a pena ter grande esperança.
  7.  # 50

    Off topic:

    Seja bem aparecido luisvv.
    Concordam com este comentário: FD
  8.  # 51

    Presença breve, j cardoso.
    • Giba
    • 28 outubro 2011

     # 52

    Os portugueses têm dado provas de um civismo de magnitude alargada. Todas as medidas de austeridade estão sendo implementadas com a devida conivência da sociedade, não lhe é dada outra hipótese. Não posso acreditar que em Espanha ou Itália fossem, sequer, colocadas as hipóteses das reduções de rendimentos que estão sendo preconizadas para Portugal.

    Considero um eufemismo pensar que sejam os planos de austeridade que nos venham possibilitar uma saída da grave crise que enfrentamos. Evidentemente que elas são necessárias, mas sem um auxílio na forma de financiamento a economia e sem uma estratégia “pratica” de incentivo ao setor produtivo, com o aval das nações que compõem a União Europeia, países que se encontram no mesmo patamar que Portugal, na componente financeira, produtiva e competitiva, não suportarão os limites impostos pelos pactos estruturais que a zona euro impõe.

    A moeda única representa um projeto Europeu com um objetivo bem definido: Criar coesão. É exatamente neste ponto que deveriam ser colocados todos os esforços, caso contrário o desmembramento representará um facto.

    Giba.
  9.  # 53

    "Haircut" 50% Grécia
    http://youtu.be/meaii8JPmYM
    •  
      FD
    • 28 outubro 2011

     # 54

    Colocado por: bino_"Haircut" 50% Grécia
    http://youtu.be/meaii8JPmYM

    Austeridade durante 15 a 20 anos...
    Já estou a ver os sindicalistas e os opinion makers a esfregar as mãos de contentes... a reforma está garantida!
  10.  # 55

    Boas,

    Colocado por: FDJá estou a ver os sindicalistas e os opinion makers a esfregar as mãos de contentes... a reforma está garantida!


    Sempre gostava de saber porque é que os sindicalistas vão esfregar as mãos de contentes...

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    •  
      FD
    • 28 outubro 2011

     # 56

    Colocado por: oxelferSempre gostava de saber porque é que os sindicalistas vão esfregar as mãos de contentes...

    Não lhes faltará "trabalho".
  11.  # 57

    Colocado por: FD
    Não lhes faltará "trabalho".


    Simples, quando há crise e quando as pessoas se lembram dos sindicatos e quando os sindicatos andam mais activos. Em tempo de vacas gordas ninguém se lembra dos sindicatos para nada.
  12.  # 58

    Boas,

    Colocado por: FDJá estou a ver os sindicalistas e os opinion makers a esfregar as mãos de contentes... a reforma está garantida!

    Colocado por: FDNão lhes faltará "trabalho".


    Realmente:
    - os políticos estão muito tristes, vão poder deixar de roubar o que é dos outros, não vão mais poder utilizar a política como trampolim para as grandes empresas e vão deixar de poder lucrar com os lobbys.
    - os patrões/empresários também estão muito tristes, o custo da mão-de-obra vai disparar, não vão poder deitar a mão às privatizações de bens essenciais e daqui a uns anos pó-los a preços absurdos.

    Realmente:
    - os únicos que vejo contentes com a austeridade são os pobres que ganham 500€/mês que vão ter menos dificuldades a fazer a sua gestão financeira, pois nem vai dar para fazer gestão, nem vai chegar para a comida!!!

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  13.  # 59

    Boas,

    Colocado por: FDNão lhes faltará "trabalho".


    Caso não saiba:
    Sou sindicalista, já tive muito trabalho como lhe chama, mas nunca ganhei 1€ com isso e já "perdi" muitas horas com esse "trabalho".

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    •  
      FD
    • 28 outubro 2011 editado

     # 60

    Colocado por: oxelferSou sindicalista, já tive muito trabalho como lhe chama, mas nunca ganhei 1€ com isso e já "perdi" muitas horas com esse "trabalho".

    Não o conheço. Mas, a maioria dos sindicalistas que "conheço" são como a maioria dos políticos que "conheço", julgo-os muito parecidos.
    Existem para satisfazer/defender um público e muitas das vezes, fazem-no sem bom senso, sem ver o quadro no seu todo.
    Além disso, alguns deles - os proeminentes - são sedentos de protagonismo e de poder.
    Por outro lado, a partidarização de muitos deles também não me agrada por aí além...

    São esses que esfregam as mãos. Se o oxelfer o é ou não, já não sei, como disse, não o conheço. :)

    A minha mulher é sindicalizada e eu, de vez em quando, leio as comunicações que o sindicato faz. Aquilo que leio não me causa lá grande impressão - o discurso parece-me sempre demasiado extasiado e extremista.
    O conteúdo até faz algum sentido mas, a forma, não sei porquê, retira-lhe credibilidade...
    E nem falo quando há eleições dentro do sindicato - aí é que a coisa descamba de uma forma infeliz.
    Claro, não devo tomar as partes pelo todo mas, a opinião que tenho dos sindicatos é, por estes exemplos e infelizmente, não muito abonatória.

    Mas admito que há exemplos bons, como o caso da AutoEuropa. Das entrevistas que li do "líder sindical", o António Chora, fiquei com excelente impressão.
 
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