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  1.  # 61

    Boas,

    Colocado por: antonio almeidasó porque o resto da sociedade não funciona condena-se à partida uma criança.


    A sociedade condena muito mais que "uma criança".

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    Concordam com este comentário: antonio almeida
  2.  # 62

    Sofrimento ?? Ser for (e é) morte rápida , qual o sofrimento??? Sofrimento é o tempo que sobreviver, quase sempre com problemas de saúde, e depois de crescer , ver as outras crianças normais e não poder fazer o que eles fazem, isso sim é sofrimento. Acho que o problemas é com os pais e não com a criança!




    Colocado por: imbsFoi um bocado dura sim... mas nem tanto pelos custos para os pais e para a sociedade, mas pelo sofrimento da pessoa deficiente em si.
    •  
      imbs
    • 2 março 2012

     # 63

    Os problemas afectam toda a família. A criança, nasce assim, aprende a viver assim, mas custa sempre.
  3.  # 64

    Boas,

    Colocado por: system32Sofrimento é o tempo que sobreviver, quase sempre com problemas de saúde, e depois de crescer , ver as outras crianças normais e não poder fazer o que eles fazem, isso sim é sofrimento. Acho que o problemas é com os pais e não com a criança!


    Só vale para crianças?

    Há (quase todos diga-se) adultos que sofrem.

    Se algum dia sofreres, não te esqueças:

    Colocado por: system32Ser for (e é) morte rápida , qual o sofrimento???


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    Concordam com este comentário: becas, Cesca
    •  
      GF
    • 3 março 2012

     # 65

    Colocado por: Princesa_"Artigo científico defende como moralmente aceitável a morte de um recém-nascido"

    http://publico.pt/Sociedade/artigo-cientifico-defende-como-moralmente-aceitavel-a-morte-de-um-recemnascido-1536079

    Sou só eu que acho que a comunicação social e a liberdade de expressão deveria estar sujeita a mais limites mesmo quando à partida um artigo como este nos possa parecer de mera opinião, ou ainda, coberto pelo argumento do "cientifico"?



    Só uma filosofa poderia escrever tal artigo ! ! !

    Colocado por: PBarataO titulo da noticia é que é sensacionalista. O artigo NÃO diz que é moralmente aceitável, diz que é igualmente aceitável.

    O que o artigo defende é que moralmente é tão legitimo o aborto antes do nascimento como imediatamente depois... Isto é o simples facto de ter ocorrido um parto não releva em nada para a moral.

    Dito de outra forma, se num determinado país o aborto é permitido durante a gravidez, porque é que apenas pelo facto de ter nascido já passa a ser crime?
    Porque é que 10 minutos antes podia e 10 minutos depois é crime?

    São opiniões.
    Concordam com este comentário:rjmsilva



    Esta é boa, e porque é que matar uma pessoa antes dela morrer é homícídio e depois dela morrer já não é homícidio ?


    Colocado por: Princesa_Acho que excesso de "democracia" fez mal. E faz mal. E cada vez mais as pessoas se acham no direito de fazer o que querem, de dizer o que querem. O que não é correcto, no meu entender. Há limites para tudo. É muito bom eu poder dizer o que me dá na real gana (mesmo deliberadamente e sabendo que é mentira) e os outros que se lixem porque estamos num país democrático e a liberdade de expressão é uma conquista de há muito.

    Acho que estamos mal, estamos a piorar. Se não colocarem limites a tudo o que foi dado como adquirido, o que foi conquistado desaparecerá de maneira violenta. É a minha opinião.



    Não poderia concordar mais. Mas não acrescento nada, pois sou bem radical em muitas destas ideias e caiam-me logo aqui em cima.


    Colocado por: Princesa_

    Se médicos e cientistas (que é quem considero que esteja em posição de o fazer) me garantirem que o feto não sofre, até ao momento X (e isto quer significar que o sistema nervoso central não está ainda nessa fase evolutiva), então eu acho que deve ser permitido abortar até esse momento. Isto porque estou em crer que quem não quer ter filhos poderá, até certo momento e sem que o feto sofra, reparar o dano de ter uma criança que não quer ter (evitando que a mesma venha a ser infeliz ou maltratada a vida toda).



    Discordo em absoluto. Não querem ter filhos não os façam, afinal há métodos contraceptivos, até gratuitos para quem não os pode suportar.
    Agora gerar uma vida (ainda que intra-uterina) só porque calhou... e depois "ah e tal tive a pensar melhor e afinal é melhor não....", isto não é como ir ali á esquina beber uma bica ou ir à bola, ou será ?! Desculpem, sobre isto não consigo ter outra opinião.
    PS- não falo de fetos com problemas de saúde ou deficiências.
    •  
      GF
    • 3 março 2012 editado

     # 66

    A propósito, já que falaram na eutanásia, deixo aqui o que penso sobre isso:
    Binding, um penalista alemão, foi um dos autores que negou à vida o mesmo valor em todos os casos. Ele defendeu a teoria de que há vidas sem valor vital, com o objectivo de encontrar uma solução humanitária para a eutanásia. O mesmo objectivo tinham a teoria das vidas em estado vegetativo e a teoria das vidas sem valor próprio. Estas ideias, trabalhadas dogmaticamente pela Doutrina mais antiga, com intuitos humanitários, vieram, posteriormente, a ser aproveitadas pelo regime nazi, através do decreto de Setembro de 1939, para proceder ao extermínio dos doentes mentais.


    Tenho ainda aqui uns apontamentos antigos de aulas do mestrado de direito criminal que dão umas luzes (à luz da ciência médica) sobre as várias teses para o "início da vida humana":


    Não curaremos aqui de determinar o início da vida humana no sentido em que é entendida, actualmente, pela bioética, porquanto, tais critérios são inservíveis para determinarmos a partir de que momento deixa de existir o feto, objecto da acção do crime de aborto, e passa a existir uma pessoa humana, objecto da acção dos crimes de homicídio e de ofensas corporais.

    É certo que, no âmbito da bioética, se discute também a questão de saber a partir de que momento existe uma pessoa humana. Mas é unânime a ideia de que o feto é uma pessoa humana. Onde há divergência de opiniões no campo da bioética é quanto à questão de saber que desenvolvimento deve o feto possuir para ser considerado uma pessoa humana. Sobre esta questão foi frequentemente defendida, no passado, a ideia de que o feto só se afirma como ser humano completo no momento em que se torna capaz de sobreviver fora do ventre materno. Contudo, este critério tem actualmente escassos adeptos, centrando-se hoje a discussão, fundamentalmente, em torno de três posições: uma que atribui a qualificação de pessoa a toda a vida humana que existe desde o momento da fecundação; outra que só atribui o estatuto de pessoa ao embrião (que se encontra formado a partir do aparecimento da linha primitiva, cerca do 14º dia depois da fecundação); outra que entende que o córtex cerebral é o substracto indispensável da pessoa humana, pelo que, só a partir da sua formação, por volta da 12ª semana, se pode falar de uma pessoa.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Cesca
  4.  # 67

    Boas,

    Colocado por: gf2011Esta é boa, e porque é que matar uma pessoa antes dela morrer é homícídio e depois dela morrer já não é homícidio ?


    Simples, é que matar uma pessoa depois dela morrer é assim um bocado para o ... impossível.

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    •  
      GF
    • 3 março 2012

     # 68

    Optimo, então estamos de acordo.
    Por isso é que antes de nascer é aborto, depois de nascer é homicídio/infanticídio.
  5.  # 69

    Volta-se a discutir tecnicalidades...blablabla é até à semana x ou até nascer ...blablabla...

    Não acredito que um recém nascido sequer se aperceba do que se está a passar quanto mais a sofrer!!

    E sim sou a favor da eutanásia!! Claro que em casos sem salvação...porque se é por questões psicológicas, as pessoas suicidam-se e pronto!! Acho que tem o direito de o fazer!! O problema é delas, embora cabe à sociedade ajuda-las a sair da crise!

    E sou contra o nascimento de crianças com problemas graves de saúde, que não são curáveis!!

    Farto estou eu de falsos moralismos!!!

    E quando mete religião ainda pior...pois os religiosos pecam tanto quanto os outros (ateus).. Matam roubem violam ou simplesmente enganam parceiros.
  6.  # 70

    Sim...pois...e o Einstein é o culpado do bombardeamento de HIROXIMA E NAGASAKI.

    Contem-se historias...



    Colocado por: gf2011A propósito, já que falaram na eutanásia, deixo aqui o que penso sobre isso:
    Binding, um penalista alemão, foi um dos autores que negou à vida o mesmo valor em todos os casos. Ele defendeu a teoria de que há vidas sem valor vital, com o objectivo de encontrar uma solução humanitária para a eutanásia. O mesmo objectivo tinham a teoria das vidas em estado vegetativo e a teoria das vidas sem valor próprio. Estas ideias, trabalhadas dogmaticamente pela Doutrina mais antiga, com intuitos humanitários, vieram, posteriormente, a ser aproveitadas pelo regime nazi, através do decreto de Setembro de 1939, para proceder ao extermínio dos doentes mentais.


    Tenho ainda aqui uns apontamentos antigos de aulas do mestrado de direito criminal que dão umas luzes (à luz da ciência médica) sobre as várias teses para o "início da vida humana":

    •  
      GF
    • 3 março 2012

     # 71

    Colocado por: system32
    Não acredito que um recém nascido sequer se aperceba do que se está a passar quanto mais a sofrer!!



    Que barbaridade....
    Concordam com este comentário: becas, ddgvcpt, Princesa_, two-rok
  7.  # 72

    Boas,

    Colocado por: gf2011Que barbaridade....


    Então porquê?
    Se estamos no domínio das crenças.
    Alem de que, o que é aperceber?

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    Concordam com este comentário: system32
  8.  # 73

    Boas,

    Colocado por: gf2011Claro que em casos sem salvação


    E em casos com salvação, em que o próprio não têm meios de?
    Perde o direito?

    Colocado por: system32as pessoas suicidam-se e pronto!! Acho que tem o direito de o fazer!!


    Há países em que o suicídio é crime, embora a tentativa de suicídio não o seja;)

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    •  
      GF
    • 3 março 2012

     # 74

    Desconversamos.
  9.  # 75

    gf2011, faça como eu e desabafe. Caem todos em cim, de vez em quando, a mas ver as opiniões de cada um é muito interessante :)

    Estou próxima do que pensa quanto ao aborto e à eutanásia, julgo. Mas há diversas vertentes que julgo que devem ser tomadas em consideração, no que se refere a criminalização de comportamentos.

    Dou o exemplo de uma das vertentes: Ensinaram-me que o Direito Penal e a penalização criminal deve ter uma eficácia. Julgo que ficou demonstrado que a penalização do aborto nos termos em que ocorria, não era eficáz (faziam-se na mesma) e pior, a penalização contribuíu para que o aborto fosse feito sem o minimo de condições e por isso, de vez em quando morriam as mães.

    Não tinha eficácia, muito por culpa do sistema, mas de facto não tinha. Não sei se existia uma consciência da ilicitude por força do costume, na maior parte dos casos...

    E é, no meu entender, essencial que uma norma penal (as normas mais imporante e cuja violação reveste maior gravidade em todo o sistema jurídico) sejam eficázes e que um qualquer cidadão acredite que, caso viole uma das normas, deverá sujeitar-se à pena.

    Esta, para além de todos os demais argumentos que acreditoq ue existam, não era eficáz naqueles termos.

    E mais, estive uma vez numa sala de espera de um destes sitios, com uma amiga (que, à última me disse que se não fosse com ela ela iria lá sozinha), e, naquele momento, todas as pessoas que lá estavam, não estavam pela primeira vez, excepto essa minha amiga, e todas utilizavam aquilo como um género de método contraceptivo (o que é estranho face ao preço que custava, pelo menos).

    Assim, acho que deveriam obrigar as pessoas a suportar o custo dessa intervenção, mas que deverá ser feita pelo menos com higiene e em segurança e somente enquanto se sabe, em termos cientificos que o feto não sofre (para existir sofrimento é necessario um determinado desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso central, isto está cientificamente provado)...
  10.  # 76

    Boas,

    Concordo com o teu post até este ponto.

    Colocado por: Princesa_Esta, para além de todos os demais argumentos que acreditoq ue existam, não era eficáz naqueles termos.


    Depois discordo:
    1 - Não acredito que o aborto seja utilizado como contraceptivo.
    2 - E porque não "pedir" que se paguem os custos do cancro do pulmão, das cirroses, da má nutrição, etc.? Dos pés torcidos (eu sabia os riscos que corria ao jogar futebol)?

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  11.  # 77

    Boas,

    Quanto ao meu ponto 1)
    Tenho uma amiga (psicóloga) que fez trabalhos de investigação na área da sexualidade.
    Não queria acreditar às conclusões que ela chegou.
    O desconhecimento/ignorância sobre o nosso próprio corpo e sobre a sexualidade é inacreditável.

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  12.  # 78

    1- Mas, em certos casos, infelizmente é. Fui eu que constatei, ao verificar que uma das mulheres que lá estava já lá tinha ido 7 vezes e para ela, era tudo na maior!

    2- Porque isso são doenças (ou acidentes). Para mim, a diferença é essa. Defendo que se deve pagar para abortar (estou a falar do aborto por opção e não do aborto por risco para a vida da mãe ou bebé ou deficiência, etc), da mesma forma que se deve pagar para meter **** ou o rabo mais para cima. Para mim, estão ao mesmo nível nesse campo.
    Concordam com este comentário: becas, two-rok, branco.valter
  13.  # 79

    Colocado por: oxelferBoas,

    Concordo com o teu post até este ponto.



    Depois discordo:
    1 - Não acredito que o aborto seja utilizado como contraceptivo.


    E no entanto é, basta ver as mulheres que fazem "n" abortos. Preservativo e a pilula dá muita dor de cabeça a certas e determinadas pessoas, o infanticidio aborto é muito mais rápido e eficaz (segundo fazem crer essas pessoas).
    Concordam com este comentário: two-rok
  14.  # 80

    E quanto ao feto não sofrer, está provado que após semanas X sofre. quanto a isso julgo que a comunidade cientifica não discute. Claro que se pode até acreditar que têm prazer em morrer, é só uma crença e não tem apoio cientifico.

    Mas que sofre a partir de determinado tempo, é, tanto quanto sei, unanime. É por isso que se consegue analisar, mesmo na altura do parto, se o bebé está ou não a sofrer, através do seu batimento cardiaco...

    Que não existam recordações antes dos 3 anos é outra história... Estamos todos de acordo que se batermos violentamente num bebé ele sofre? Ou acham que eles não se apercebem e não sofrem com esta idade!?
 
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