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  1.  # 21

    Boas,

    Colocado por: luisvvSe por "isto" nos referirmos àintervenção do Estado na economia e à distorção dos sinais que ela nos dá, lamento dizer, mas tenho que discordar.


    Fonix, ou eu estou mesmo lerdinho, ou com esta surpreendeste-me mesmo.

    Colocado por: luisvvSe por "isto" nos referirmos apenas a determinadas escolhas, propositadamente designadas pelos "críticos" de forma difusa, como o "modelo de desenvolvimento", muita gente.


    Pois, a minha discordância aqui contigo, é que eu estou completamente convencido que quem nos "trouxe" até aqui fazia parte dessa "muita gente".

    Colocado por: luisvvAcontece que as alternativas sugeridas ou implícitas são variantes, em grau de intervenção do Estado e/ou no objecto dessa intervenção. No fundo, é gente que acha que as T-shirts vermelhas fazem muito calor e portanto o Estado deve promover o uso de T-shirts amarelas, em contraponto com gente que acha o amarelo feio, pelo que é evidente que o Estado tem o dever de proibir o amarelo e subsidiar o vermelho.


    Acontece que o mundo não é a preto e branco, existe o cinzento.

    Colocado por: luisvvNo caso das obras públicas, era impensável um país europeu em pleno séc xx (e depois no xxi, que é muito mais chique e avançado) não ter ..... (escolha aqui o que quiser: uma AE para não sei onde, um pavilhão multiusos para não sei quê).


    Isso é tanga!
    Desculpar os "erros" com esse argumento não é mais que ignorar o "erro".
    Os "erros" não são "erros" de calculo, são "erros" que eram conhecidos à partida, todos sabiam no que ia dar, mas foram feitos, porque será?

    Já sei que o vais considerar demagogia, mas não deixa de ser um facto (e que não pode ser esquecido):
    "
    Porque tiveram as PPP's tantos entusiastas nos dois principais partidos? É olhar para o trânsito entre os principais ministérios e as administrações das principais beneficiárias das PPP's e logo se percebe porque não houve muitos ministros e secretários de Estado preocupados com os interesses do Estado e dos contribuintes. De António Vitorino a Valente de Oliveira, de Murteira Nabo a Luís Todo-Bom, de Luís Parreirão a Luís Filipe Pereira, de Jorge Coelho a Joaquim Ferreira do Amaral, de José Lopes Martins a Pedro Dias Alves, de Júlio Castro Caldas a António Nogueira Leite, os ex-titulares do ministérios fundamentais para estes negócios que estão ou estiveram nas principais empresas que deles beneficiaram (Mota-Engil, Soares da Costa, Grupo Mello ou Lusoponte) explicam as razões desta astronómica fatura.
    "
    http://expresso.sapo.pt/a-tua-ppp-e-pior-do-que-a-minha=f732473


    Colocado por: luisvvPorque todos sabemos que os países são ricos porque têm essas coisas (em vez de, como os liberais sugerem, terem essas coisas porque são ricos..).


    Ok, os liberais são os únicos seres inteligentes à face da terra e são os únicos que conseguem um "modelo de desenvolvimento" sustentável.

    Colocado por: luisvvOu não. Não creio que nas leituras que refere houvesse lugar para "austríacos".


    Felizmente (infelizmente agora não) lia muito e não era (sou) selectivo, mesmo que houvesse uma "ideologia" (que não há) da qual me sentisse mais "perto", a minha leitura não se cingiria a masturbação intelectual sobre essa "ideologia".

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  2.  # 22

    Podes falar por ti ou pela sociedade que criamos, mas não quer dizer que seja uma fatalidade. Até porque existem excepções, e por acaso o exemplo em causa até reflecte algumas delas.


    Não necessariamente. Mas isto reverte-nos para a questão anterior.

    Necessariamente, sim. Um monopólio criado e mantido por leis é por natureza ineficiente e consumidor de recursos. Por definição, está a impedir a satisfação de outras necessidades, e o desenvolvimento de actividades diferentes.
  3.  # 23

    Fonix, ou eu estou mesmo lerdinho, ou com esta surpreendeste-me mesmo.


    Não sei porquê - é o que sempre tenho dito: as escolhas do Estado são, por definição, más, porque não sujeitas aos mesmos constrangimentos que os seus cidadãos.

    Acontece que o mundo não é a preto e branco, existe o cinzento.

    Ideia muito repetida, mas cujo significado é ... cinzento. Os adeptos do vermelho e do amarelo, terão argumentos extraordinários para defender os seus pontos de vista - acontece que ao imporem a preferência da sua cor através do uso do Estado estão efectivamente a contrariar a vontade dos seus concidadãos. Ora, isso supõe proibições, obrigações, estímulos, etc, que fatalmente desviam recursos de outros usos..

    Isso é tanga! Desculpar os "erros" com esse argumento não é mais que ignorar o "erro".Os "erros" não são "erros" de calculo, são "erros" que eram conhecidos à partida, todos sabiam no que ia dar, mas foram feitos, porque será?

    Não, não é tanga. Ninguém alguma vez se pronunciou contra a intervenção do Estado - apenas queriam um bocadinho menos aqui e mais ali. Auto-estradas? Venham elas. Pavilhões? Quantos são? Há sempre uma óptima justificação para fazer mais um.
    Claro que há quem fantasie que "já chega de auto-estradas, agora é preciso ... (escolha aqui outro destino para o "investimento" do Estado)", mas como o problema está na premissa de base (o investimento e a escolha feita pelo Estado)...

    Já sei que o vais considerar demagogia, mas não deixa de ser um facto (e que não pode ser esquecido):
    " Porque tiveram as PPP's tantos entusiastas nos dois principais partidos? É olhar para o trânsito entre os principais ministérios e as administrações das principais beneficiárias das PPP's e logo se percebe porque não houve muitos ministros e secretários de Estado preocupados com os interesses do Estado e dos contribuintes. De António Vitorino a Valente de Oliveira, de Murteira Nabo a Luís Todo-Bom, de Luís Parreirão a Luís Filipe Pereira, de Jorge Coelho a Joaquim Ferreira do Amaral, de José Lopes Martins a Pedro Dias Alves, de Júlio Castro Caldas a António Nogueira Leite, os ex-titulares do ministérios fundamentais para estes negócios que estão ou estiveram nas principais empresas que deles beneficiaram (Mota-Engil, Soares da Costa, Grupo Mello ou Lusoponte) explicam as razões desta astronómica fatura."




    Ok, os liberais são os únicos seres inteligentes à face da terra e são os únicos que conseguem um "modelo de desenvolvimento" sustentável.

    Os liberais não propõem "modelos de desenvolvimento". "Modelos" são próprios de adeptos da engenharia social.

    Mas retribuo o elogio: os social-democratas e socialistas são muito inteligentes e já descobriram forma de fazer durar a social-democracia depois de esgotarem o dinheiro dos outros.
    Ou então, não...

    Felizmente (infelizmente agora não) lia muito e não era (sou) selectivo, mesmo que houvesse uma "ideologia" (que não há) da qual me sentisse mais "perto", a minha leitura não se cingiria a masturbação intelectual sobre essa "ideologia".


    Naturalmente que não. Até porque isso faz crescer cabelo nas mãos, e dá problemas de visão. E no entanto, fossem os austríacos mais lidos por cá...
  4.  # 24

    Boas,

    Colocado por: luisvvE no entanto, fossem os austríacos mais lidos por cá...


    Só por acaso um dos autores que mais li era ... Austríaco.

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    • luisvv
    • 14 junho 2012 editado

     # 25

    Só por acaso um dos autores que mais li era ... Austríaco.


    "Austríaco" da escola austríaca, ou de nacionalidade?
  5.  # 26

    Boas,

    Colocado por: luisvv"Austríaco" daescola austríaca,ou de nacionalidade?


    Nacionalidade.
    Mas foi um dos gajos mais importantes do séc. XX

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  6.  # 27


    Nacionalidade.
    Mas foi um dos gajos mais importantes do séc. XX


    Austríaco, importante no século XX, para além do Adolfo, só há este:


    ;-)
  7.  # 28

    Boas,

    Colocado por: luisvvAustríaco, importante no século XX, para além do Adolfo, só háeste:


    Blasfémia!!!

    Olha lá para a minha assinatura ...

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  8.  # 29

    Boas,

    Colocado por: luisvvAustríaco, importante no século XX, para além do Adolfo, só háeste:


    Embora eu goste muito mais de um que tem algo a ver com o Reich ....

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  9.  # 30

    Boas,

    Olha, mas podemos voltar a isto?

    Colocado por: luisvvUmmonopólio criado e mantido por leisé por natureza ineficiente e consumidor de recursos.


    Vamos lá ver o caso da captação, tratamento e distribuição de água.
    Supor que não existe monopólio, presumo eu, significará que cada cliente terá opção de optar por dois ou mais fornecedores.
    Quererá isto dizer que existiriam pelo menos (vamos supor um pequeno domínio) duas estações de recolha de água, duas estações de tratamento de água e duas redes de distribuição, certo?
    Será que a existência de infra-estruturas em duplicado torna o "sistema" mais eficiente?

    Já agora outra coisinha pequenina:
    Como defensor de todas as liberdades (ou pelo menos algumas) não deves ser propriamente fã das expropriações. Agora imagina que os donos dos melhores locais para fazer a captação de água (ou pelo menos um) que vão abastecer as populações não estão propriamente interessados em vender os seus terrenos (eles até possuem uns terrenos porreiros com água de borla). Neste caso quem quiser fazer a captação, tratamento e distribuição de água só o poderá fazer a 100km do local ideal. Será o sistema mais eficiente por isto?

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  10.  # 31

    Boas,

    Quando, em maio de 1945, a Alemanha perdeu a II Guerra Mundial, tinham morrido, ninguém sabe ao certo, uns 40 milhões de pessoas. O país estava literalmente destruído e contava, por sua vez, cerca de sete milhões de mortos. As potências vencedoras decidiram viabilizar economicamente a nova Alemanha, apesar de a terem separado da Áustria e de a terem dividido: a RFA sob a tutela da Grã-Bretanha, França e Estados Unidos; a RDA sob a tutela da União Soviética. Mas esta solução foi bem melhor do que a que Churchil, o primeiro--ministro inglês da guerra, chegou a planear: transformar o país num enorme campo agrícola, sem indústrias, sem serviços, sem nada.
    De 1947 até 1952 a Alemanha Ocidental recebeu, do Plano Marshal, 3,3 mil milhões de dólares. Esta dívida foi paga ao longo de 25 anos, até 1978: mil milhões pelo Governo, os restantes 2,3 mil milhões por um Fundo que emprestou esse dinheiro a juros baixos e a prazos longos, principalmente a pequenas e médias empresas.
    A partir de março de 1960 - 15 anos depois do fim da guerra - a Alemanha Ocidental - graças a um dos maiores crescimentos económicos de sempre, de que o povo da RFA tem todo o mérito mas que só foi possível realizar por não ter faltado dinheiro para investir - começou finalmente a pagar indemnizações devidas a 11 Estados : a Grécia recebeu 115 milhões de marcos alemães, a França 400 milhões, a Polónia cem milhões, a Rússia sete milhões e meio, a então Jugoslávia oito milhões. Foram pagos três mil milhões de marcos a Israel e 450 milhões a organizações judaicas.
    Depois da reunificação da Alemanha, com a queda do bloco soviético, a reconstrução da RDA custou, de 1991 a 2009, 1,3 biliões de dólares, sendo que 120 mil milhões vieram de ajudas externas.
    Hoje a Alemanha é um dos países que mais contribuíram para ajudar o exterior. É uma das quatro ou cinco economias mais fortes do mundo. É um grande Estado.
    Olho o que se passa na Grécia, onde a população, martirizada por cinco anos de austeridade, exige o fim do acordo com a troika e pede, simplesmente, mais tempo e melhores condições para pagar o que deve e para recompor a economia do país. A Alemanha olha-a com desdém, recusa o apelo, ameaça tirá-la do euro, culpa-a por irresponsabilidade e exige castigo por não cumprir os acordos da troika.
    Olho esta suposta culpa dos gregos e comparo-a com a culpa dos alemães, há 67 anos. Se os vencedores da guerra de então tivessem sido tão insensatos como os dirigentes da atual guerra financeira, que restaria, agora, da grande Alemanha?
    http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2535838&seccao=Pedro%20Tadeu&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&page=-1



    Ingratidão e falta de memória
    A Alemanha regista a pouco honrosa distinção de ter entrado em bancarrota em 1920 e em 1953. Da última vez, Berlim contou com a ajuda financeira da Grécia
    A ingratidão dos países, tal como a das pessoas, é acompanhada quase sempre pela falta de memória. Em 1953, a Alemanha de Konrad Adenauer entrou em default, falência, ficou Kaput, ou seja, ficou sem dinheiro para fazer mover a actividade económica do país. Tal qual como a Grécia actualmente.
    ...
    Por incrível que pareça, apenas oito anos depois de a Grécia ter sido invadida e brutalmente ocupada pelas tropas nazis, Atenas aceitou participar no esforço internacional para tirar a Alemanha da terrível bancarrota em que se encontrava.
    ...
    Qual foi a reacção da direita parlamentar alemã aos actuais problemas financeiros da Grécia? Segundo esta, a Grécia devia considerar vender terras, edifícios históricos e objectos de arte para reduzir a sua dívida.
    ...
    No século xx, a Alemanha foi responsável pela maior bancarrota de que há memória”, afirmou. “Foi apenas graças aos Estados Unidos, que injectaram quantias enormes de dinheiro após a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, que a Alemanha se tornou financeiramente estável e hoje detém o estatuto de locomotiva da Europa. Esse facto, lamentavelmente, parece esquecido”, sublinha Ritsch. O historiador sublinha que a Alemanha desencadeou duas guerras mundiais, a segunda de aniquilação e extermínio, e depois os seus inimigos perdoaram-lhe totalmente o pagamento das reparações ou adiaram-nas. A Grécia não esquece que a Alemanha deve a sua prosperidade económica a outros países. Por isso, alguns parlamentares gregos sugerem que seja feita a contabilidade das dívidas alemãs à Grécia para que destas se desconte o que a Grécia deve actualmente.
    http://www.ionline.pt/opiniao/ingratidao-falta-memoria


    A dívida alemã, por Manuel António Pina
    "Gostaria de ver os arautos dos "mercados" que moralizam que "as dívidas são para pagar" (no caso da Grécia, com a perda da própria soberania) moralizarem igualmente acerca do pagamento da dívida de 7,1 mil milhões de dólares que, a título de reparações de guerra, a Alemanha foi condenada a pagar à Grécia na Conferência de Paris de 1946.
    Segundo cálculos divulgados pelo jornal económico francês "Les Echos", a Alemanha deverá à Grécia em resultado de obrigações decorrentes da brutal ocupação do país na II Guerra Mundial 575 mil milhões de euros a valores actuais (a dívida grega aos "mercados", entre os quais avultam gestoras de activos, fundos soberanos, banco central e bancos comerciais alemães, é de 350 mil milhões).
    A Grécia tem inutilmente tentado cobrar essa dívida desde o fim da II Guerra. Fê-lo em 1945, 1946, 1947, 1964, 1965, 1966, 1974, 1987 e, após a reunificação, em 1995. Ao contrário de outros países do Eixo, a Alemanha nunca pagou. Estes dados e outros, amplamente documentados, constam de uma petição em curso na Net reclamando o pagamento da dívida alemã à Grécia.
    Talvez seja a altura de a Grécia exigir que um comissário grego assuma a soberania orçamental alemã de modo a que a Alemanha dê, como a sra. Merkel exige à Grécia, "prioridade absoluta ao pagamento da dívida."

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Jorge Rocha
  11.  # 32

    Resposta breve as suas questões sobre a agua:

    1) no quarteirão do meu Escritorio há 3 snack-bars, 1 estabelecimento de fast-food, e 2 ou 3 restaurantes. Será mais eficiente que ter apenas 1 estabelecimento para servir todo o quarteirão? Nao será um desperdício? Nao seria preferível por exemplo limitar o mercado, concedendo o exclusivo de uma zona a um único estabelecimento? You tell me..

    2) se o terreno em causa é mais útil de outra forma, qual o problema?
  12.  # 33

    Boas,

    1) Eu não estava a por em questão se deve/pode ou não existir uma segunda rede de águas, mas sim se achas que seria mais eficiente existirem duas a uma.

    2) Então estamos de acordo que acordo que a inexistência de uma entidade que possa impor a sua vontade, possa fazer diminuir a eficiência.


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  13.  # 34

    Boas,

    Ordem dos Médicos confirma racionamento
    Bastonário da Ordem dos Médicos confirma ao Expresso que há hospitais públicos a racionar cuidados de saúde
    http://expresso.sapo.pt/ordem-dos-medicos-confirma-racionamento=f732940

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  14.  # 35

    Boas,

    Até ao final de 2009, pois, toda a gente na UE, incluindo Merkel, culpava o sector financeiro pela crise, concordando que controlar o desemprego e estimular a economia era o essencial. O discurso agora dito "irresponsável" e "delirante", de "deitar dinheiro sobre os problemas", era consensual.
    http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2609942&seccao=Fernanda%20C%E2ncio&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco

    Não, não é culpa exclusiva dos bancos maus, mas também dos responsáveis políticos que alimentaram - por ação ou por omissão - essa louca deriva da acumulação de dinheiro a brotar das roletas da especulação financeira. E de quem aproveita a debilidade assim criada para desfazer serviços públicos, cortar a eito nos direitos sociais e atacar o salário e o trabalho. Em Espanha, como na Grécia, como em Portugal. E não, não bastará a recapitalização. Porque alguém vai ter que a pagar. E esse alguém não serão os bancos mas sim os recursos públicos, os recursos de todos, os recursos dos que não contribuíram nem um pouco para a eclosão do buraco sem fundo das contas dos bancos. Tem isto alguma coisa a ver connosco? Tem: a Espanha é um BPN multiplicado por vinte.
    http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2609617&seccao=Jos%E9%20Manuel%20Pureza&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&page=-1

    BCE não quer divulgar documentos sobre a Grécia porque iriam intensificar a crise
    Os dois documentos poderão, segundo a Bloomberg, mostrar o papel das autoridades da União Europeia em operações com instrumentos financeiros que permitiram à Grécia esconder os défices orçamentais durante quase uma década.
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=562497

    O regresso ao escudo será acompanhado de uma desvalorização externa porventura não inferior a 50%, o que provocará uma queda brutal do nível de vida. E aqui as famílias serão divididas entre as que têm e as que não têm dívidas: as não endividadas talvez sobrevivam; as outras estão feitas, porque as dívidas continuarão em euros. Os pensionistas, na melhor das hipóteses, manterão a pensão nominal em vigor - cerca de metade do valor real.
    http://economico.sapo.pt/noticias/depois-da-grecia_146572.html

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  15.  # 36

    1) Eu não estava a por em questão se deve/pode ou não existir uma segunda rede de águas, mas sim se achas que seria mais eficiente existirem duas a uma.


    E eu perguntei-lhe: é mais eficiente ter apenas um estabelecimento de restauração para servir uma determinada zona, ou vários?


    Então estamos de acordo que acordo que a inexistência de uma entidade que possa impor a sua vontade, possa fazer diminuir a eficiência.


    Não. "A inexistência de uma entidade que possa impor a sua vontade" significa apenas que não há uma entidade superior a decidir qual o uso mais eficiente e útil da terra. O terreno em causa teria outra utilidade que não apenas a de servir como ponto de captação de água - e é da arbitragem entre utilidades que resultam as nossas escolhas.
  16.  # 37

    http://economia.publico.pt/Noticia/carrefour-deixa-grecia-a-tres-dias-de-eleicoes-decisivas-1550454

    A três dias das eleições, a Carrefour anunciou a saída da Grécia. A cadeia de supermercados francesa prefere perder 220 milhões de euros, mas abandonar o país que se vê a braços com dificuldades económicas.

    O distribuidor francês Carrefour anunciou nesta sexta-feira a venda da participação de 50% que detinha na empresa Carrefour Marinopoulos ao grupo Marinopoulos, pondo fim à sua presença na Grécia, a três de eleições determinantes para o futuro do país em dificuldades económicas.

    A justificação da empresa, segunda potência mundial e primeira europeia no sector da distribuição, para a retirada de território grego, onde estava desde 1991 e que vai acarretar um custo de 220 milhões de euros a título de “actividades não contínuas”, prende-se com a necessidade de a empresa conseguir enfrentar “os desafios colocados pela conjuntura económica grega”.

    Segundo o grupo francês, a operação deverá estar concluída nas próximas semanas, estando sujeita à autorização das autoridades competentes pela concorrência.

    O grupo Carrefour Marinopoulos, que se tornou uma franquia exclusiva da marca Carrefour, está presente na Grécia, Chipre, Bulgária e Albânia e noutros países dos Balcãs. A empresa conta com 807 lojas, tendo registado uma facturação de 2160 milhões de euros em 2011.
  17.  # 38

    Uma perspectiva mais ou menos lúcida...

    http://oinsurgente.org/2012/06/14/diminuicao-de-gastos-publicos-e-aumento-de-consumo-e-investimento-um-teste-aos-limites-da-imaginacao/

    Consequências de uma diminuição da despesa pública acompanhada de redução no mesmo volume de impostos:

    O que diminuía a despesa pública (procura estatal) aumentava o consumo e o investimento (procura privada).

    Se consumo e investimento preferissem produtos e serviços importados, aumentariam as importações e não a produção.

    Se os gastos públicos terminados fossem importação de produtos e serviços, diminuiriam as importações e aumentaria a produção.

    Se as famílias e empresas pagassem dívidas ao estrangeiro, isso diminuiria a procura.

    Se pagassem dívidas a empresas portuguesas, continuaria a aumentar consumo+investimento.

    Se as famílias poupassem em vez de consumir, as empresas investiriam mais.

    Com diminuição de IRC, ISP, TSU e mais umas taxinhas, as empresas portuguesas seriam internacionalmente mais competitivas e aumentariam a produção e a exportação independentemente do que sucedesse à procura interna que, de seguida e por este efeito, aumentaria também.

    Com aumento do consumo e investimento, as empresas portuguesas conseguiriam economias de escala e racionalização dos custos, tornando-se mais competitivas internacionalmente e aumentariam a produção e exportação e, de seguida, aumentaria novamente o consumo e o investimento.

    Como não há melhor incentivo à produção do que ficar com maior quinhão do que se produz, qualquer diminuição de impostos provoca aumento da produção.

    Se os bancos constituíssem reservas com o dinheiro que as pessoas lhes entregaram como pagamento de dívidas ou fossem emprestar ao estrangeiro, o investimento não aumentaria tanto como diminuiria o consumo, logo a procura diminuiria.

    As empresas fornecedoras do estado que deixassem de o ser iriam despedir pessoas, o que diminuiria a produção, o consumo e os ordenados.

    As empresas fornecedoras de famílias e empresas iriam contratar pessoas, o que aumentaria a produção, o consumo e os ordenados.

    Despedir leva tempo (tem que se esperar que terminem contratos a prazo, o despedimento colectivo também tem o seu tempo, antes de se despedir tenta-se encontrar novos clientes para manter o volume de vendas,…). Contratar também, e sucederia simultaneamente com o processo de despedimento noutras empresas.

    Todo o efeito de aumento de produção pressionará os ordenados a subirem e todo o efeito de diminuição da produção pressionará os ordenados a diminuírem.

    Etc., etc., etc..

    No médio e longo prazo penso não haver qualquer dúvida de que a diminuição de impostos e de despesa pública terá efeitos positivos no crescimento económico.

    No curtíssimo prazo, há inúmeros efeitos de sentido contrário a agirem simultaneamente. O mais provável, neste período, é que os efeitos se compensem e a produção fique na mesma ou com variações negligenciáveis num ou noutro sentido. Aos que presumem poder prever que efeito imediato este corte de imposto teria na procura e nos ordenados, deseja-se boa sorte. Também lêem as folhas de chá?
  18.  # 39

    Boas,

    Colocado por: luisvvE eu perguntei-lhe:é mais eficiente ter apenas um estabelecimento de restauração para servir uma determinada zona, ou vários?


    Não queiras comparar o incomparável.
    Eu não percebo nada disto, mas parece-me que o peso no preço final de toda a construção e manutenção das infra-estruturas não pode ser minimamente comparável (e é aqui que reside a minha questão).
    Vamos lá imaginar:
    Existe um restaurante e abre um ao lado, cada um passa a ter 50% da clientela. O primeiro restaurante consegue manter o preço da refeição nem que para isso tenha de despedir um cozinheiro e um empregado de mesa.
    Existe uma rede de águas e abre outra paralela. Se cada uma delas tiver 50% da clientela será que consegue manter o preço que praticava? Ou será que é impossível que a redução de 50% vai implicar um acréscimo de custos ao cliente final?

    Colocado por: luisvve é da arbitragem entre utilidades que resultam as nossas escolhas.


    Ok, eu sou dono dos terrenos que são absolutamente necessários para a captação de água (que até pode ser só 1 m2) e não tiro proveito nenhum do terreno, mas só por birra não o quero vender.
    Qual é arbitragem que sugeres neste caso?

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  19.  # 40

    Boas,

    PCP anuncia moção de censura contra o Governo
    Jerónimo de Sousa anunciou que vai apresentar uma moção de censura contra o Governo pelas políticas que só levam ao "empobrecimento". Passos Coelho garante ter a consciência tranquila com o caminho seguido.
    http://expresso.sapo.pt/pcp-anuncia-mocao-de-censura-contra-o-governo=f733058

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
 
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