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  1.  # 1

    Mais um exemplo de como não se pode confiar nos jornais. Hoje, o título de todas as notícias é :

    "Criança sem almoço: mãe diz que dívida era de 73 cêntimos".
    Acontece que lidas as declarações, não é isso que a mãe diz.
    (http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/algarve-cantina-quarteira-crianca-escola-almoco/1384949-4071.htm)


    «Trabalho das 09:00 às 17:00 e pediram-me para ir buscar a minha filha às 11:30. Eu avisei que estava a trabalhar e não podia mesmo ir buscá-la. No dia seguinte, tive de pedir a uma colega para ir lá pagar a dívida», explicou.
    A criança está inserida no escalão B e só paga metade do almoço, que custa 1,46 euros. «A minha filha não almoçou apenas por 73 cêntimos», lamentou.


    Repare-se: depois de apresentar a sua justificação, diz que mandou pagar a dívida no dia seguinte. Diz também que a filha não almoçou por apenas 73 cêntimos. Ora, este é o custo da refeição - parece claro que ela se refere ao facto de a refeição custar isso.. E tendo em conta o que já foi dito sobre repetidos avisos à mãe (inclusive no próprio dia, de manhã, no momento de entrega na escola), seria de esperar bom senso na elaboração da notícia.
  2.  # 2

    Colocado por: luisvvE tendo em conta o que já foi dito sobre repetidos avisos à mãe (inclusive no próprio dia, de manhã, no momento de entrega na escola), seria de esperar bom senso na elaboração da notícia.


    O que eu pessoalmente não entendo é o seguinte:

    É razoavel partir do principio que esta mãe não era a única que tinha dividas na escola. Porque é que então esta criança foi a única a não poder almoçar? Porque é que uma criança teve que servir de exemplo para os pais de todas as outras?
  3.  # 3

    Colocado por: simples

    Obviamente. A culpa em primeira instância é dos pais. Eles são os principais responsáveis. No entanto o facto de os pais terem sido negligentes ou a directora ter tido razões para agir desta forma, não intereferem na questão central:

    É legitimo castigar uma criança por actos cometidos pelos seus pais?

    Eu penso que não.


    Vamos imaginar que você tem o seu filho nesta escola, é convocada uma reunião de pais, é apresentada aos pais a situação em que a escola está e que está em causa a alimentação de todos os alunos, por causa da divida, sugere-se que os filhos dos pais não pagantes não possam almoçar.

    Tu dizes que não concordas, importas-te de apresentar uma solução para fazer os pais pagarem caso contrário não haverá dinheiro para pagar alimentação a nenhuma criança.
  4.  # 4

    Colocado por: simplesÉ razoavel partir do principio que esta mãe não era a única que tinha dividas na escola. Porque é que então esta criança foi a única a não poder almoçar? Porque é que uma criança teve que servir de exemplo para os pais de todas as outras?


    Segundo as primeira noticias que saíram, não foi a única. A noticia referia que o mesmo teria acontecido a outra crianças. No entanto a denúncia à comunicação social foi feita apenas pelos pais desta. Pais esses que pediram o anomimato.

    A primeira noticia era do Correio da Manhã (vale o que vale) e inclusive falava no plural:

    "Ao que o CM apurou, mais alunos não almoçaram nesse dia pelos mesmos motivos, noutras escolas do Agrupamento Dr.ª Laura Ayres."

    http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/ensino/escola-deixou-criancas-a-fome
  5.  # 5

    Colocado por: luisvvMais um exemplo de como não se pode confiar nos jornais. Hoje, o título de todas as notícias é :

    "Criança sem almoço:mãe diz que dívida era de 73 cêntimos".
    Acontece que lidas as declarações, não é isso que a mãe diz.
    (http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/algarve-cantina-quarteira-crianca-escola-almoco/1384949-4071.htm)



    Repare-se: depois de apresentar a sua justificação, diz que mandou pagar a dívida no dia seguinte. Diz também que a filha não almoçou por apenas 73 cêntimos. Ora, este é o custo da refeição - parece claro que ela se refere ao facto de a refeição custar isso.. E tendo em conta o que já foi dito sobre repetidos avisos à mãe (inclusive no próprio dia, de manhã, no momento de entrega na escola), seria de esperar bom senso na elaboração da notícia.


    A criança não deixou de almoçar pelos 73 centimos mas sim pela divida que vinha de trás, não acredito nesta mãe.
  6.  # 6

    É razoavel partir do principio que esta mãe não era a única que tinha dividas na escola. Porque é que então esta criança foi a única a não poder almoçar? Porque é que uma criança teve que servir de exemplo para os pais de todas as outras?


    Nas notícias que li, referiam 3 casos. 2 dos pais tinham ido buscar as crianças à hora de almoço.
  7.  # 7

    A criança não deixou de almoçar pelos 73 centimos mas sim pela divida que vinha de trás, não acredito nesta mãe.


    Acho que não percebeu: a mãe refere os 73 cêntimos, no sentido de "por mais 73 cêntimos". Mas o jornalista nem pensou, e fez um título que, enfim..
  8.  # 8

    É curioso que por causa de mais "uns cêntimos" qualquer dia também "não almoçamos".
    • J.C
    • 19 outubro 2012

     # 9

    Colocado por: luisvv
    Mas o jornalista nem pensou, e fez um título que, enfim..


    Flagrante estes nossos jornalistas!
    Hoje em varios jornais alguns 1ª página...
    Uns dizem; Professora rasga orelha de menina de 5 anos!
    Outros dizem; Professor rasga orelha de menina com 5 anos!
    Afinal onde está a verdade e o Profissionalismo?
    • J.C
    • 19 outubro 2012

     # 10

    Colocado por: danobregaÉ curioso que por causa de mais "uns cêntimos" qualquer dia também "não almoçamos".

    Grande admiração!...
    Em França por 2 cent. a mais de gasóleo tive que lá deixar o B.I.
    Fui ao multibanco e a Madame trocou 10€ para pagar os ditos 2 cent.
  9.  # 11

    Colocado por: hfviegasTu dizes que não concordas, importas-te de apresentar uma solução para fazer os pais pagarem caso contrário não haverá dinheiro para pagar alimentação a nenhuma criança.


    Os tribunais, entre outras coisas, existem também para reclamar dividas não cobradas.

    Por muito injusta que seja a situação criada à directora ela não se pode armar em juíza suprema e decidir da forma que quiser. Antes de partir para estas medidas o minimo que deveria ter feito era comunicar a decisão ao ministério da educação e ao conselho de pais.
  10.  # 12

    Colocado por: simplesAntes de partir para estas medidas o minimo que deveria ter feito era comunicar a decisão ao ministério da educação e ao conselho de pais.

    Como sabe que não o fez?
  11.  # 13

    Colocado por: bel99Como sabe que não o fez?


    Não me lembro de ter visto isso referido em nenhuma noticia.
  12.  # 14

    No comunicado da diretora ela faz referência à comunicação à Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento.
    Quanto ao ministério da educação não sei, mas com dívidas de 20.000€ duvido que não tivessem conhecimento. Mas para "eles" são apenas números...
  13.  # 15

    Por muito injusta que seja a situação criada à directora ela não se pode armar em juíza suprema e decidir da forma que quiser. Antes de partir para estas medidas o minimo que deveria ter feito era comunicar a decisão ao ministério da educação e ao conselho de pais.


    As notícias referem claramente que há um comunicado do início de Setembro, resultado de reunião com a Associação de Pais, onde é anunciada esta decisão.
    • pom
    • 19 outubro 2012

     # 16

    Colocado por: simples

    O que eu pessoalmente não entendo é o seguinte:

    É razoavel partir do principio que esta mãe não era a única que tinha dividas na escola. Porque é que então esta criança foi a única a não poder almoçar? Porque é que uma criança teve que servir de exemplo para os pais de todas as outras?


    Pelo que foi noticiado, os outros pais estão a liquidar o acordo de pagamento faseado da divida e a cumprir.
  14.  # 17

    Colocado por: pomPelo que foi noticiado, os outros pais estão a liquidar o acordo de pagamento faseado da divida e a cumprir.


    Ainda bem.
  15.  # 18

    Colocado por: luisvvAs notícias referem claramente que há um comunicado do início de Setembro, resultado de reunião com a Associação de Pais, onde é anunciada esta decisão.


    E o patrão, foi avisado?
  16.  # 19

    O que eu nao dava para os meus filhos terem nascido a 30 anos atras:
    #podiam brincar na rua
    #nao saberiam o que era um computador e muito menos um telemovel
    #eu teria bastante mais condicoes monetarias para os educar e sobretudo mais tempo e paciencia para brincar com eles.
    #as calotas polares nao estavam a derreter e sabiamos sempre quando acabava uma estacao do ano e comecava outra
    #os professores da escola podiam educar as criancas sem terem receio de processos disciplinares ou agressoes dos pais ou mais ridiculo dos proprios alunos
    #tinham-se grupos de amigos e nao grupos de chats
    #os frangos nao tinham nitrofuranos, o peixe nao estava contaminado,as vacas nao estavam doidas e a fruta sabia a fruta
    #a palavra troika provavelmente significaria gaja boa em russo
    #nao havia lojas dos chineses
    #o algarve ainda era o algarve nao era allgarve
    #etc,etc,etc
    Podia estar o dia todo nisto mas como nao tem nada a ver com o tema do topicoo melhor e parar... Ou sera que tem??
  17.  # 20

    #a palavra troika provavelmente significaria gaja boa em russo

    Sim, faz agora 30 anos ainda faltava um pouco para entrar o fmi. Mas também so tinham passado 4 anos sobre a primeira vinda deles..
 
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